ALEITAMENTO MATERNO UMA VISÃO GERAL
 
ALEITAMENTO MATERNO UMA VISÃO GERAL
 


O aleitamento Materno exclusivo (AME) tem uma representação significativa para a saúde da criança, por conter em sua composição uma diversidade de nutrientes que garantem sua sobrevida e o crescimento infantil, por prevenindo o surgimento de infecções intestinais, o raquitismo, diabetes mellitus, obesidade e hipertensão; além de promover o desenvolvimento motor, sensorial e cognitivo. Este estudo tem como objetivo o de reconhecer as características anatômicas e fisiológicas das glândulas mamárias na lactação; analisar o preparo da mulher para a amamentação e os principais problemas que pode surgir. A metodologia utilizada foi à revisão bibliográfica de literatura nacional e internacional, utilizando também sites como: Lilacs, Scielo, Biremi, onde os artigos foram criteriosamente selecionados conforme as pretensões dos objetivos propostos no estudo que resultou no reconhecimento das características anatômicas e fisiológicas das mamas, assim como dos benefícios proporcionados pela amamentação; e na identificação das técnicas de preparo da gestante para o aleitamento materno e do enfrentamento de problemas que pode ocorre durante a lactação. Palavras chave: Amamentação, Prevenção, Cuidado de Enfermagem.

O aleitamento materno e uma verdadeira vacina para o recém nascidos, nele estão contidos anticorpos que vão proteger o bebê de diversas doenças tais como: doenças alérgicas, câncer, desnutrição, doenças digestivas; doenças crônicas como osteoporose, distúrbios cardiovasculares e respiratórios. E ainda promove melhor desenvolvimento neuro-psicomotor infantil e cognitivo, e importante no aumenta do QI (Quociente de Inteligência). Os benefícios da amamentação para a mãe também são formidáveis por proporcionar uma melhora estética em menos tempo, o útero volta ao tamanho quase que normal pelo o efeito da ocitocina, que age sobre a musculatura uterina, a mulher que amamenta tem menor probabilidade de apresentar câncer de mama. Mas o principal beneficio do aleitamento materno e o fortalecimento do elo emocional que liga mãe e filho, visto que promove o sentimento de mútuo prazer, tanto corporal como espiritual, favorecendo o anseio por segurança pela criança, condicionando o avanço somático e psicológico da criança favorecendo seu relacionamento com outras pessoas ( GALVÃO, 2006).

A prática da amamentação atualmente tem salvado a vida de milhões de crianças a cada ano em todo o mundo, diminuindo a mortalidade infantil secundaria as doenças comuns na infância, como a diarréia e pneumonia. De acordo com o UNICEF (1999) o aleitamento exclusivo e recomendado, pois confere maior proteção contra agravos patológicos, estimando que a melhora nas técnicas de amamentação pudesse salvar cerca de 1,5 milhões de crianças.

A pergunta de pesquisa que o estudo buscou responder; sobre quais são as vantagens do aleitamento materno e as medidas adotadas frente aos problemas que dificulte este ato?. Utilizando para isso os seguintes objetivos o de reconhecer as características anatômicas e fisiológicas das glândulas mamárias, identificar os benefícios do aleitamento materno, analisar o preparo da mulher para a amamentação e os principais problemas da amamentação.

Para que a amamentação ocorra com sucesso requer por parte da nutriz e do profissional saúdo o conhecimento prévio da anatomofisiológia da mama, visto que possa ter uma melhor compreensão sobre o fenômeno da lactação os cuidados profiláticos que devem ser tomados para evitar o surgimento de obstáculos que empeçam o aleitamento através do Ingurgitamento da mama, Fissuras e Mastite da glândula mamária (SCHMITZ, 2005).

O papel do enfermeiro frente ao aleitamento materno e o de orientar as mães sobre as vantagens do aleitamento, estimulando-a, assim a amamentar, sendo igualmente importante frisar sobre os cuidados com a mama para evitar qualquer problema que possa impedir a amamentação. O enfermeiro durante o pré-natal deve palpar as mamas da gestante para detectar complicações como flacidez, mamas ingurgitadas e dolorosas ou qualquer outra alteração, sendo, no entanto tomada providências, evitando possíveis complicações bem como orientar sobre técnicas de amamentação que permita ao bebê sugar melhor em uma posição confortável para ambos (GONZALEZ, 2003).

DESENVOLVIMENTO

Anatomia das Glândulas Mamária

Nas mulheres, as glândulas mamárias estão simetricamente localizadas uma de cada lado na parte anterior do tórax e se estende verticalmente da segunda a sexta costela transversalmente da margem do esterno até a linha médio-axiliar. Em sua estrutura a mama possui o parênquima que se constitui de uma porção secretória, a qual pode ser descrita como um sistema canalicular, com formato semelhante a da "Couve Flor" compostos de 15 a 20 ductos excretores que se abre no mamilo, em sua extremidade superior da origem aos alvéolos mamários que se comunica com diversas ramificações entre elas os canais galactóforos que se dilatam sob base areolar, formando a ampola galactófora, que se interliga finalmente a papila mamaria (SCHMITZ, 2005).

De acordo com a mesma autora mama em sua porção apical possui o mamilo que está constituído de tecido erétil, dotado de grande sensibilidade, devido à existência de terminações nervosas sensórias, papilas dérmicas e fibras musculares que se tornam mais rígida e saliente durante o período de gestação ou menstrual. Podendo classificar os mamilos em normal quando apresenta saliência elevada em relação à da região areolar formando um ângulo de 90°, o mamilo plano se caracteriza pela aréola se encontra no mesmo nível do mamilo, inexistindo um ângulo entre os dois, no mamilo invertido como o próprio no já diz ocorre pela inversão total do tecido epitelial que o reveste levando a sua supressão o mamilo pseudo-invertido apresenta característica semelhante, mas se diferencia por ser sua correção fácil após estímulos e manobras para exteriorização.

Tortoga (2002) relata que os ligamentos suspensórios da mama que são os filamentos de tecido conjuntivo que são também conhecidos como ligamentos de Cooper, ficam entre a pele e a fáscia profunda sustentando a mama. O uso de sutiã faz com o que ocorra um retardo da frouxidão desses ligamentos que se depelem com o passar da idade, e a prática de excessiva de exercícios aeróbicos de alto impacto fazem com o que o seio perda a capacidade de se restabelecer da elasticidade dando o aspecto de caídos, sendo assim e indicando ao enfermeiro está orientando as gestantes sobre o uso do sutiã.

Fisiologia da Lactação

Segundo Santos, Silva e Althoff (2005) a fisiologia da lactação se divide em 3 períodos, primeiro a fase mamotrófica ou mamogênica que consiste no desenvolvimento das glândulas mamárias na puberdade pela ação do estrogênio e da progesterona hormônios produzidos pelo ovário que ainda não determina o desenvolvimento da glândula por completo ; fase galactogênica ou da lactação onde e responsável pela produção do leite que ocorre devido a ação da prolactina sobre as glândulas mamarias, onde a ejeção do leite e determinada pela sucção do bebê ao mamilo que estimula a hipófise posterior a liberar ocitocina a qual contrai os alvéolos e os canais galactóforos da mama eliminando o leite para meio externo; galactopoiese e responsável pela manutenção da lactação que depende de fatores neuroendócrino que sofre estimulação pelo ato de sucção sobre o mamilo que determina a inibição do (PIF) fator de inibição da prolactina.

Durante os ciclos sexuais mensais da mulher, e liberado uma quantidade de estrogênio, onde o mesmo vai atuar no desenvolvimento das glândulas mamárias. Na gestação, acontece uma maior liberação de estrogênio, constituindo a parti daí em um tecido glandular completamente desenvolvido, deixando os seios bem maiores devido à produção de leite nesta fase (GUYTON & HALL, 2002).

Segundo os autores citados, a prolactina e um hormônio secretado pela glândula hipófisaria, que atua na produção de leite nos alvéolos dos ductos mamários. Esse abastecimento de leite e reduzido de forma considerável quando se atinge o 7 ao 9 mês pós puerpério, mas que não significa a eliminação do leite por completo apenas uma redução em sua quantidade que será fornecida ao lactente em quanto o próprio continuar sugando. A lactação e controlada pela estimulação do hipotálamo que ativa a liberação de hormônios que causa a secreção de estrógenos e andrógenos pelas gônadas supra-renais e junto com os hormônios ovarianos controlam a lactação.

Para Terranova (2005) ainda depois do parto ocorre a retirada dos estéroides placentários e que na mulher apresenta a lactogênese que consiste na produção de leite pelas células alveolares. No período de amamentação a puérpera produz em média de 600 ml de leite a cada dia que pode aumentar para 1.100 ml/dia pelos próximos 6 meses.

O estrogênio prepara o seio durante a gravidez, e determina a secreção de água e colostro a ser liberado para a amamentação, sendo com tudo a ação do estrogênio age inibindo a liberação de prolactina pela hipófise que ira acarreta na inibição da produção mamária de caseína que complementa a composição do leite sendo sintetizada pela prolactina que só passara a ser produzida depois da realização do parto quando se declinam abruptamente o suprimento do estrogênio proveniente da placenta (MORETTO, 1990).

Vantagens do Aleitamento materno

Com a amamentação de imediato ao seio da mãe a criança poderá receber propriedades indispensáveis a sua sobrevida através das ações imunológicas do colostro nos seus primeiros dias de vida, outra vantagem da amamentação logo após o nascimento do RN e de possibilitar o estimulo do peristaltismo do tubo digestivo e a expulsão do mecônio, pois facilita a excreção de bilirrubina e reduz o desenvolvimento da icterícia (ZIEGEL & CRANLEY, 1986).

O leite humano e fonte de vitamina, e o único alimento que possui todos o nutrientes que o bebê precisa nos seus primeiros seis meses de vida, é rico em imunoglobulina A (IgA)que e resistente aos fermentos digestivose tem a capacidade de manter a mucosa do intestino isenta de germes patogênicos. Visto que o feto durante a gravidez tem seu intestino estéril não possuindo uma imunidade amadurecida que no momento do parto entra em contato com bactérias existentes no canal do vaginal levando a contaminação do bebê e oferecendo riscos a sua sobrevida (LISSAUER & GRAHAN, 2003).

De acordo com Schmitz (2005), relata que o leite possui propriedades bioquímicas peculiares e específicas em sua composição por possuir uma diversidade de aminoácidos dentre eles a albumina e a caseína que são encontrados em abundancia no leite humano, sendo que cada tipo de aminoácido tem uma determinada função no organismo do recém nacido, seja no seu desenvolvimento fisiológico ou mesmo imunológico, a taurina e um aminoácido encontrado no leite materno que e importante para a manutenção e desenvolvimento do sistema nervoso, sendo a mesma ausente no leite de vaca. A tirosina e a fenilalanina também são aminoácidos que estão presentes em pequenas quantidades no leite humano, mas em grandes quantidades no leite de vaca, uma vez que a ingestão desse aminoácido em lactentes prematuros que ainda não atribui da capacidade de degradalo, pode vir a traser danos gastrintestinal sérios. .

Segundo a autora citada acima os carboidratos principalmente a lactose localizada no leite humano detém a função de aumentar a absorção de cálcio por desempenhar um importante papel na prevenção do raquitismo. A alta solubilidade associada ao fator bifidus promove o crescimento de lactobacilos no intestino por equilibrar o pH a um nível inadequado para o desenvolvimento de bactérias enteropatogênicas. O leite humano apresenta menos gorduras saturadas que o leite de vaca e é mais rico em ácido graxos não saturados como o linoléico que e indispensável para o desenvolvimento do cérebro através da síntese de lipides do tecido nervoso.

No leite materno também pode se encontra sais minerais como: Sódio, Potássio, Fósforo, Cálcio, Magnésio e Ferro, contudo em pequenas quantidades passando o lactente a utilizar as reservas adquiridas durante o período de gestação que se acumula no (fígado, baço e medula óssea) e supre suas necessidades até o sexto mês de vida, desde que neste período a mulher seja orientada para uma dieta rica em ferro. Do mesmo moda as vitaminas são encontradas no leite humano principalmente A, B, E e K que não precisam ser completadas por outra fontes; as vitaminas D e H sendo a segunda necessária para formação do pigmento da retina, sintetizar os mucos poliolozídeos do colágeno e provém o crescimentos dos ossos; vitamina D aumenta a absorção de cálcio ficando a disposição dos ossos (LISSAUER & GRAHAN, 2003).

A amamentação também e importante para a mãe, por proporcionar que seu corpo volte em menos tempo para estado de antes da gestação, o útero volta ao normal pelos níveis produzidos de ocitocina que age sobre sua musculatura. Durante a amamentação e provocada uma relação entre a prolactina e o estrogênio que inibe o crescimento de células tumorais, sendo assim a mulher que amamenta têm menor probabilidade de desenvolver o câncer de mama. O aleitamento materno não se constitui apenas em processo fisiológico de alimentação do lactente, mas também um meio de comunicação entre a mãe e a criança, estabelecendo maiores elos de afetividade entre ambos, onde se estimula o desenvolvimento de habilidades da criança em interagir com o mundo que o cerca (MORETTO, 1990).

O leite materno e isento de impurezas e está na temperatura adequada para o bebê. Não há necessidade de gastos com gás de cozinha, água, leite artificial ou preparo de aquecimento do leite. O leite humano já vem pronto e pode ser servido a qualquer hora e em qualquer lugar. Além de a quantidade ser bem satisfatória para o bebê sugar, consistindo em uma técnica natural de fácil aprendizado, higiênica, prática e econômica (ZIEGEL & CRANLEY, 1986).

Preparo da Mulher para a Amamentação

Durante a gravidez o preparo dos seios para a fase lactogênica deve ser iniciado pela inspeção das glândulas mamárias, sendo efetuada rotineiramente e a realização de exercícios de fortalecimento, corrigir vícios de postura visando aumentar a elasticidade do tecido epitelial da região mamilar e da areolar devendo iniciar tão logo seja diagnosticado a gravidez. Após a 20° semana de gravidez e necessário fazer a expressão do colostro com o objetivo de ativar a produção lipóide que contribui para lubrificação natural do mamilo e a remoção de resíduos e crostas nele depositados (SCHMITZ, 2005).

O autor acima relata que a efetivação em friccionar levemente os mamilos com a utilização de um tecido ou esponja de banho e deixa os seis expostos ao ar durante alguns minutos para que a pele fique mais resistente evitando fissuras no local. Fazer também um pequeno furo no centro do sutiã na altura do bico do seio para proporcionar o contado deste com a roupa; que através do roçar constante entre um com o outro fortalece a pele.

A exposição das mamas a radiação solar por meio dos raios infravermelho e ultravioleta diariamente, por período curto de tempo, sendo de no máximo 30mim pela manhã no horário de antes das 10 horas. Os raios infravermelhos promovem a estimulação das terminações nervosas da pele, a dilatação dos poros e aceleram a eliminação de resíduos tóxicos, tem poder germicida e bactericida, além de ativar a cicatrização do tecido lesionado, atua na dilatação dos vasos e capilares canalículos favorecendo a ejeção de leite. Já os raios ultravioletas protegem e da resistência ao tecido epitelial contra infecções, agressões e traumas, favoreci a síntese de vitamina D que corrobora na prevenção do raquitismo (SCHMITZ, 2005).

Os seios e mamilos devem ser protegidos de organismos patogênicos, devendo a mãe lavar cuidadosamente antes de tocar os seios apenas com água até mesmo durante o banho o uso de sabão ou sabonete e contra indicado por ser uma composição alcalina e causar a desidratação do tecido. Algumas mães possuem uma pele sensível a qual podem ser facilmente esfolada ou rachada pela sucção do bebê, criando-se uma porta de entrada para organismos patogênicos, que se dirigi ao interior do tecido mamário. Sendo assim os mamilos que apresenta rachaduras devem ser tocados o mínimo possível e mantidos limpos e protegidos contra qualquer outro tipo de dano (ABRÃO, 2003).

 

Um dos problemas que pode acometer as gestantes é o bico do seio invertido, onde neste caso existe uma massagem especifica e simples de ser realizada. Quando o bico não se exterioriza naturalmente durante a gravidez, ela deve realizar a seguinte técnica de massagem: segurar o bico do seio com o polegar e indicador, girando-o, simulado como se estivesse aumentando o volume de um som (SANTOS, SILVA, ALTHOFF, 2005).

Problemas da Amamentação e Assistência de Enfermagem

Especialmente nos primeiros dias de puepério em até 15° dia aproximadamente quando o processo de amamentação e a freqüência das mamadas se apresentam ainda instável, o surgimento de alguns problemas podem vir a se manifestar, sendo na maioria das vezes solucionados de forma eficiente e simples em situações de Ingurgitamento mamário, Fissura e mastite puerperal. Como tal os primeiros dias logo após o parto requerem paciência e principalmente conhecimento por parte da enfermagem e da nutriz, no que desrespeita a fisiologia da lactação que permite uma maior compreensão por parte da mãe em enfrentar alguns desses problemas que se não controlado pode interferir na amamentação (ABRÃO, 2003).

O ingurgitamento das mamas se desenvolve devido em parte ao aumento da vascularização e do acumulo de leite, também por uma estase linfática e venosa. O volume de sangue aumenta quase que subitamente entre o segundo e o quarto dia após o parto, sendo o ingurgitamento iniciado com o enchimento das mamas com sangue que na medida em que os seios se enchem de leite agrava-se ainda mais quadro da mãe que passa a se queixa de dores nos seios, aumento do tamanho mama, que na maioria das vezes se encontra avermelhada e quente (GONZALEZ, 2003).

No caso do ingurgitamento mamário o enfermeiro deve orientar sob o uso do sutiã adequado e da maneira correta de utilizalo, evitando o garroteamento da rede venosa, linfática e do sistema canalicular que impede a circulação do leite; em situações de distensão da mama e da região areolar que dificulta a sucção do lactante e indica que antes da amamentação esvazie previamente a glândula mamária tornado a flexível e aderente à sucção; para que o reflexo de ejeção do leite seja estimulado sugeri-se a realização de massagens sob a região areolar para liberar ocitocina que e responsável pela ejeção do leite outra maneira de conseguir a ejeção e por meio de calor, pelo uso de compressa ou bolsa de água morna que provoca a vasodilatação dos canais e canalículos favorecendo a liberação do leite (SCHMITZ, 2005).

A fissura mamilar e outro problema para a realização da amamentação por provocar dor e desconforto durante o aleitamento à mãe, e ate mesmo sangramento no local. A fissura do mamilo consiste na ruptura do tecido epitelial que recobre a mama provocada pelo mau posicionamento da criança no momento da mamada e principalmente devido à apreensão no momento da sucção. O uso de lubrificantes e alguns medicamentos tópicos removem células superficiais de devesa deixando a mama exposta à flora bacteriana patológica, ressecando a pele ocasionando escoriações; deve se chamar à atenção para a fissura mamilar por falta de orientação no pré-natal pela não realização de exercício para a resistência do mamilo (GAIVA & SCOCHI, 2005).

Algumas medidas podem ser adotadas na prevenção das fissuras mamilar, através do preparo da mama durante o pré-natal utilizando estratégias para o fortalecimento dos tecidos areolares e mamilares, tais como: banho de sol nos seios, fricção de toalha, utilização de sutiã de algodão com orifício na região mamilar, passar uma bucha (sem sabão) nos seios no momento do banho. O costume que algumas mães têm de passar cremes hidratantes no seio para prevenir estrias, não deve ser empregado no mamilo, pois a pele fica mais fina favorecendo o aparecimento de fissuras, que igualmente podem sem prevenida pelo posicionamento adequado da criança no momento da mamada que constitui em segurar o seio na mão em forma de um "C" e logo depois que a criança der inicio a mama deve ser soltar a mama, o bebê deve ser posicionado de frente para a mama com nariz em oposição ao mamilo e o corpo próximo ao da mãe, alinhando a cabeça e o tronco do lactente, não esquecendo de apoiar as nádegas (GUIMARAES, 2009).

A mastite puerperal é uma infecção da mama que em grande parte dos casos e causa pela bactéria Staphilococus aureus, porém outros microorganismo podem causar a infecção que surge com maior freqüência entre o 8 ao 12° dia de puerpério, sendo mais comum nas primigestas e nas mulheres com outras infecções associadas. A mastite está classificada de acordo com sua localização no seio, pode ser parenquimatosa, areolar que se caracteriza pela liberação de leite com secreção purulenta, e a mastite intersticial que somente elimina secreção láctea. Os sintomas mais freqüentes são o aumento do volume mamário, dor, edema, rubor e calor na região da mama que está comprometida. Além destes sintomas locais, outros gerais, tais como febre alta, prostração, inapetência, tremores e calafrios podem acompanhar o quadro (GAIVA & SCOCHI, 2005).

A implementação de medidas que visam evitar o aparecimento das fissuras e do ingurgitamento mamário que são os precursores da mastite, contribui de forma eficaz na supressão dessa infecção. Além dessas orientações compete ao profissional de saúde reforça sobre a importância da higiene rigorosa das mãos antes da amamentação, sobre a técnica correta de amamentar observando a forma de sucção do bebê e a exposição das mamas ao sol, por serem estas as medidas mais eficientes na prevenção da mastite (SCHMITZ, 2005). cnica correta de amamentar observando a formade sucçna suamento mama

A metodologia utilizada foi à revisão bibliográfica de literatura nacional e internacional, pois quando feita de forma sistemática, permite descrever e equiparar o estado atual de conhecimento produzido relacionado às vantagens do aleitamento materno e as medidas de cuidados com o seio para a amamentação utilizando livros e sites como: Lilacs, Scielo, Biremi, onde os artigos em português publicados no período entre 1986 a 2009 foram criteriosamente selecionados conforme as pretensões dos objetivos propostos no estudo.

CONCLUSÃO

Com o fim deste artigo cientifico foi possível constatar os objetivos do estudo que demonstraram a existência de vantagens consubstancial na alimentação do recém nascido com o aleitamento exclusiva materno, por possuir características bioquímicas e imunológicas especificas que lhe confere uma composição incomparável a qualquer outro tipo de leite, capaz de suprir todas as necessidades nutricionais da criança durante os seis primeiros meses de vida, e os benefícios fisiológicos e psicológicos que se reveste de igual importância para mãe e o bebê. Foi possível também constatar a importância do preparo da mulher para o aleitamento e da assistência de enfermagem, com medidas educativas e técnicas de prevenção aos problemas podem surgir com a mama durante o período de amamentação principalmente o ingurgitamento mamário, as fissuras e a mastite, que pode interferir no aleitamento por provocar dor desconfortos a nutriz.

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