Administração de Logística Sob o Olhar da Ética e Filosofia nos Dias Atuais
 
Administração de Logística Sob o Olhar da Ética e Filosofia nos Dias Atuais
 


Andresa de Sena Silva

Glauber Vinicius Santos de Oliveira

RESUMO

O presente artigo remete a uma reflexão sobre a relação entre a Ética e o dia-a-dia na Administração, em especial a área de Logística.

Analisando o impacto de lucros ou prejuízos que determinadas situações podem acarretar, afetando diretamente ao bom funcionamento da empresa e/ou setor.

Através do texto é possível perceber o quanto às situações diárias da administração no mundo pós-moderno,pode vir a levar o gestor a tomada de decisões muitas vezes, consideradas não tão éticas pelos ensinamentos ao qual em fase formação acadêmica, o hoje já profissional, foi orientado a seguir e honrar.

A administração recorre à Filosofiacomo recurso na busca de elementos e critérios para tecer regulamentos e normas.Elaborar é próprio da filosofia,ser capaz de transpor obstáculos superando o senso comum e promovendo o sensocrítico.

Palavras chaves: Logística, Ética, Estoque,Modernidade,Filosofia.

1 INTRODUÇÃO

A logística pode ser entendida como a coordenação da estocagem, do transporte, dos inventários, dos armazéns, das comunicações e do movimento de produtos acabados desde a empresa até o cliente.

Os estoques representam capital investido, lançado no ativo da empresa e com liquidez dependente do volume produzido e vendido.

Apesar de, quanto mais se vender, teoricamente o ganho obtido ser maior, torna-se estratégico para qualquer empresa o controle adequado de seus estoques, de forma a reduzir os custos gerados pela existência deles.

O ideal para as empresas seria efetuar as aquisições somente para atender os pedidos de seus clientes e, assim, obter a redução dos custos envolvidos.Se o volume de estoques não estiver bem dimensionado a empresa pode acabar por ficar sem produtos para atender seus processos fabris e seus clientes, ou até mesmo perder dinheiro com o encalhe de um estoque mal planejado.

Responsável pelo sucesso das empreitadas militares desde os tempos antigos, a logística vem no dias de hoje, sendo uma valiosa aliada das empresas, tornou-se parte primordial das relações comerciais, tendo por missão a disponibilização nos seus respectivos locais de consumo , dos bens e serviços corretos entregues em tempo hábil e na condição que o cliente deseja, ao menor custo possível para a empresa.

Portanto, ao administrarmos de forma adequada nossos estoques e a logística for empregada nos processos de compra e venda, algumas das etapas mais importantes na gestão do negócio estarão asseguradas.

"Comprometo-me a dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da Administração, o desenvolvimento das instituições e grandeza do homem e da pátria"

(Juramento do Administrador)

Nos dias atuais, diante das palavras do Juramento do Administrador, ficam as interrogações: Há Ética na Administração? Há Ética nas Organizações?Há ética no ensino de administração?Em que momento, somo, ou deixamos de ser éticos, na sociedade moderna?

Agir de forma correta em prol dos interesses organizacionais, priorizá-los atendendo as questões individuais e ao mesmo tempo ser honesto, respeitar os clientes, a concorrência, ser cumpridor das leis e saber valorizar as pessoas são palavras de ordem nos códigos de ética de qualquer organização. Já o manter-se ético, diante das situações do dia-a-dia vai depender de cada indivíduo, de cada administrador.Todo administrador em seu processo de formação é brindado com uma série de saberes sociológicos, filosóficos e humanos que o credenciam a agir de maneira ética no exercício da profissão.

A análise das relações de poder e de comportamentos esperados em um sistema organizacional qualquer, requer uma concepção de ser humano e de trabalho.

2 ALMOXARIFADO

Segundo Araújo (1989, p. 99) "É em um almoxarifado racionalmente organizado que se define uma boa administração da empresa".

Baseado na afirmação do autor acima citado pode-se relacionar almoxarifado ao sinônimo de conservação, controle, fiscalização e esforços para o êxito de uma empresa. A palavra pode ainda, designar referência à: ordem, disciplina, registro de fatos, previsões.A finalidade primordial de um almoxarifado é a de alimentar de materiais/ insumos os setores de produção da empresa, em quantidades estritamente necessárias. As compras para reposição destes materiais deverão ser calculadas com a maior aproximação possível sobre as necessidades normais, para não correr o risco de mobilizar a compra de um material sem que exista de fato precisão do mesmo.

3 CONTROLE INTEGRAL DO ALMOXARIFADO

A finalidade de um controle integral é a de facilitar todas as informações necessárias à perfeita identificação do material.

Este tipo de controle para ser considerado coeso deve-se considerar: às origens de aquisição do produto, razões pelas quais foi efetuada a compra, data de aquisição, nome do fornecedor, condições de pagamento do material, a que o mesmo se destina, prazo de garantia do produto, setor da empresa que solicitou, dentre outras.

4 GESTÃO DE ESTOQUE

As empresas como um todo, buscam minimizar o desperdício de materiais, tendo um eficiente controle do seu estoque (entrada/saída de material) no almoxarifado.Os estoques um ativo da firma e, como tal, comparecem em valor monetário no balanço mensal das empresas, do ponto de vista financeiro, representam um investimento de capital, disputando os fundos limitados ou escassos da mesma.

Os investimentos totais em estoques devem ser relacionados com as eficiências relativas, segundo as quais seus fundos são usados, dessa forma um dos índices financeiros que têm sido usados tradicionalmente para avaliar o desempenho global das empresas é o quociente de rotação do estoque. Um alto quociente de rotação é considerado desejável, pois indicará que a empresa está atingindo o seu objetivo de venda com o mínimo investimento em estoques.

Conforme Araújo (1987; p. 206) "Estoque, significa aquilo que é reservado para ser utilizado em tempo oportuno, poderá, outrossim, significar poupança ou previsão".O autor em referência deixa claro, a importância da organização dos materiais, de forma visível, clara e de fácil entendimento e acesso, para que seja utilizado apenas o que realmente for de precisão no momento.

5 ELEMENTOS DE GESTÃO DE ESTOQUES

Segundo Dias (1996, p. 87) "entende-se por elementos de Gestão de Estoque os principais parâmetros necessários à adequação das quantidades de materiais nos estoques aos interesses e necessidades da empresa". Então, neste sentido tem por finalidade propiciar alternativas para escolha dos métodos de cálculos dos níveis de estoques e modelos de ressuprimento e padronizar a terminologia dos elementos de políticas de estoques.

De acordo com os estudos de Stckton (1974, p.18) os elementos de Gestão de Estoque são dispostos da seguinte forma:

·Tempo de Ressuprimento  TR:

Entende-se por tempo de ressuprimento o espaço de tempo decorrido entre a data de emissão do pedido de compra de material e aquela em que este é recebido pelo almoxarifado e considerado em condições de utilização.

·Intervalo de Ressuprimento-IR:

Entende-se por intervalo de ressuprimento o espaço de tempo compreendido entre dois ressuprimentos consecutivos, ou seja, o período de tempo para qual está determinada à quantidade de ressuprimento o lote econômico de compra.

·Quantidade Ressuprimento-QR:

Por quantidade de ressuprimento entende-se pelo lote de material calculado para cada ressuprimento, ou seja, a quantidade necessária para atender a demanda requerida em função do consumo médio mensal definido.

·Estoque de Segurança - ES:

É o nível de estoque destinado ao atendimento da demanda nos casos de ressuprimentos em tempos superiores ao previsto ou demandas acima do normal, durante o tempo de ressuprimento.

Amenizam variações / incertezas de curto prazo, são dedicados esforços ao planejamento e a determinação a este tipo de estoque.Também é conhecido como Estoque Regulador.

·Estoque Máximo EMAX:

Estoque máximo (total), é a quantidade física de material em estoque num determinado momento.

·Estoque Mínimo-EMIN:

É a menor quantidade material durante o tempo de ressuprimento.O estoque mínimo é indicado pelo usuário, a partir de análise de confiabilidade e de disponibilidade. É usado como base para fixação dos demais parâmetros.

·Estoque Médio-EMED:

Quantidade média de material em estoque em determinado período de tempo.

·Consumo Médio Mensal-C. M.M.

Parâmetro que representa a média estatística dos consumos por um determinado período (mês/ano).

6 CONTROLE DE ESTOQUE

Para se atingir a meta de boas aquisições em uma empresa é imprescindível o bom controle de estoques, a finalidade de tê-lo é proporcionar a proteção adicional de reservas dos estoques (estoque mínimo), podemos dizer que estes são praticamente intocáveis, servindo para atender uma necessidade no surgimento de uma demanda extra ou até mesmo quando as compras de rotina não são bem sucedidas (retardo na entrega, etc.).

Segundo Martins (2003, p. 137) "os estoques têm a função serem reguladores do fluxo de negócios. Como a velocidade em que as mercadorias são recebidas é usualmente diferente da velocidade de utilização, há a necessidade de um estoque funcionando como um amortecedor". De acordo com a afirmação, é possível observar o quão é importante para a empresa ter um bom controle de estoque, de forma que não venha a sofrer prejuízos com compras desnecessárias, clientes insatisfeitos,etc.

Quando a velocidade de entrada dos itens é maior que a de saída, ou seja, o número de unidades recebidas é maior que o número expedido, o estoque aumenta; caso a quantidade da saída seja igual à de entrada mantêm-se constante.

7 TIPOS DE ESTOQUE

Por se tratar de uma parcela considerável nos ativos contábeis das empresas, o estoque classifica-se minuciosamente em cinco categorias, facilitando dessa forma os lançamentos da contabilidade empresarial. Segundo Martins (2003, p. 136), os estoques classificam-se em:

·Estoques de matérias-primas: são os itens utilizados nos processos de transformação em produtos acabados.Todos os materiais armazenados que a empresa compra para usar no processo produtivo fazem parte deste tipo de estoque, independentemente de serem insumos diretos, que se incorporam ao produto final ou não.

Dessa forma, a matéria-prima pode ser um componente de alta tecnologia (um computador de bordo para avião) ou mesmo um pedaço de madeira a ser utilizado na embalagem de um produto ou até mesmo uma graxa para o mancal de uma certa máquina de produção.Nesta categoria ainda se incluem os materiais auxiliares, itens usados que pouco ou nada se relacionam com o processo produtivo (materiais de escritório e limpeza).

·Estoques de produtos em processo: correspondem a todos os itens que já entraram no processo produtivo, mas que ainda não são produtos acabados.São materiais que começaram a sofrer alterações, sem que tenham sido finalizadas.

·Estoques de produtos acabados: Itens que já estão prontos para ser entregues aos consumidores finais, também chamados de "produtos finais".

·Estoques em trânsito: nesta categoria estão os itens que já foram despachados de uma unidade fabril para outra, normalmente da mesma empresa, e que ainda não chegaram ao seu destino final.

·Estoques em consignação: materiais que continuam sendo propriedade do fornecedor até que sejam vendidos.

8 DISTRIBUIÇÃO FÍSICA DE MATERIAIS

Para se entender melhor o que significa a Distribuição Física de Materiais, será feito um aprofundamento de estudiosos, tais como Ballou (1983; p. 40) "a distribuição física preocupa-se principalmente com bens acabados e semi-acabados, ou seja, com mercadorias que a empresa oferece para vender e que não planeja executar processamentos posteriores".A distribuição física é o ramo da logística empresarial que trata da movimentação, estocagem e processamento de pedidos dos produtos finais da empresa.Costuma ser a atividade mais importante em termos de custo para a maioria das empresas, pois absorve cerca de 80% dos custos logísticos.

Todo o processo de controle em um almoxarifado, para sua exatidão, depende da baixa dos materiais fornecidos.Esta baixa é dada de acordo com as requisições apresentadas ao almoxarifado, o qual fornece o que foi solicitado e conserva a requisição em seu poder, como comprovantes das entregas efetuadas.

Para um melhor entendimento de Distribuição Física, pode-se observar o exemplo da Bulk Chemicals descrito por Closs (2001, p.326) abaixo:

"Sendo uma grande fornecedora de soda, fosfatos, cianuretos clorados, peróxido de hidrogênio e outros produtos para uso industrial a Bulk Chemicals, têm suas vendas anuais na ordem de $ 500 milhões. Seus clientes são em geral grandes empresas industriais como fábricas de vidros, alimentos, papéis e têxteis, além de estações municipais de tratamentos de rejeitos.

Dos 80 mil pedidos processados anualmente, a maior parte é movimentada para cerca de 30 pontos geográficos. Existem dez plantas industriais operadas pela companhia, mas, cada uma delas se especializa em apenas um ou dois produtos. Aproximadamente 80% das vendas são grandes volumes que não são processados através de um sistema de armazéns."

O projeto do sistema de distribuição física corresponde à natureza da demanda, a vontade de controlar os custos de distribuição e às exigências de serviços,com o propósito de auxiliar em todas atividades executadas no almoxarifado das empresas.

9 COMPRAS DE INSUMOS

Os gestores de compras são responsáveis pelo custo das mercadorias vendidas, a parcela mais expressiva do preço de venda.Este custo de mercadorias vendidas pode girar em torno de 82% do valor da venda.

Para vender bem, primeiramente é preciso comprar bem. De um modo geral, os gerentes de compras não conhecem o ganho auferido nas operações com as mercadorias de forma desagregada ou agregada por linha, família, seção ou departamento de produtos.Sendo assim, não conseguem assimilar o ganho auferido quando da aquisição de mercadorias destinadas a promoções, ou quais os efeitos que eventuais alterações de preço de venda ou de custo poderão trazer ao ganho de um produto em particular.

Com a informatização das operações, o controle de estoques (saídas/entradas) passou-se a ter uma ampliação de números de itens comercializados, aprimorando assim a relação entre compradores e fornecedores.Diante dessa modernização, as atenções ficaram voltadas para um setor que passou a ser diretamente responsável pelo sucesso ou fracasso dos negócios da empresa: o Setor de Compras.

As empresas através do seu Setor de Compras buscam equilibrar dois objetivos conflitantes: minimizar o investimento em estoque e minimizar o índice de falta no mesmo.

10 O PRODUTO

Toda logística gira em torno de um produto, as suas características moldam a estratégia necessária para deixar o produto disponível para o cliente.Compreender a natureza do produto pode ser valioso para o projeto do sistema logístico mais apropriado.

As empresas buscam a satisfação do cliente com através do fornecimento do produto, sendo um serviço, ele será composto de intangíveis, como conveniência, distinção

e qualidade. Caso o produto seja um bem físico, ele também terá atributos físicos (peso, volume e forma) que terão influência no custo logístico.

Os produtos podem ser categorizados da seguinte forma:

Bens de consumo: dirigem-se aos consumidores finais.Usa-se uma classificação com três classes:

a)Bens de conveniência: comprados freqüentemente e de forma imediata, com poucas pesquisas de loja.Como exemplo temos: saponáceos, itens de tabacaria e boa parte dos produtos alimentícios.

Estes produtos exigem ampla distribuição por intermédio de muitos pontos de venda.

b)Bens de comparação: aqueles que os consumidores preferem pesquisar em diferentes lojas e fazer comparações de preços, qualidade e desempenho, forma de pagamento, etc.

Produtos típicos dessa categoria são roupas de moda, automóveis e itens de mobiliário.

c)Bens de uso especial: são aqueles cujos compradores costumeiramente despendem esforços significativos para comprá-los. Buscam marcas ou categorias particulares da mercadoria.

Como exemplo desse tipo temos desde alimentos finos até automóveis feitos sob encomenda. O consumidor insiste em determinada marca, não havendo necessidade de amplitude ou nível de serviço tão alto como no caso de conveniência e compras.

10.2-Bens Industriais: são aqueles dirigidos a indivíduos ou organizações que os utilizam para produzir outros produtos ou serviços. A sua classificação difere dos Bens de consumo, já que neste caso, os vendedores procuram os compradores.

É comum classificá-los de acordo com seu envolvimento no processo de produção:

a) Bens que são parte de produtos acabados (matérias primas ou peças componentes);

b) Bens que são usados no processo de manufatura (edifícios e equipamentos);

c) Bens que não entram no processo diretamente (material de escritório ou serviços administrativos).

11 ARMAZENAMENTO

Devemos levar em consideração alguns fatores no que diz respeito à armazenagem de matérias, tais como: o local de armazenamento deverá ter o menor número de andares possível (facilitando a locomoção dos materiais), a altura útil (a maior possível; este limite será determinado pela segurança dos equipamentos que serão manuseados no local quanto à capacidade dos mesmos de elevação e também pelos instrumentos normativos de segurança no trabalho: leis, normas, portarias, etc.), o fluxo de materiais (quanto mais em linha reta melhor será e em uma única direção, tendo entrada e saída distintas).

Alguns aspectos práticos na armazenagem são usualmente aplicados nas empresas em geral, tais como os citados por Stockton (1974, p.88):

·Materiais com maiores índices de rotatividade ou com grande peso e volume devem ser armazenados próximos da saída;

·O número de corredores deve ser o maior possível para facilitar o acesso sem deixar de ter o menor tamanho necessário levando-se em conta o material que será armazenado;

·As larguras e as alturas dos corredores e portas deverão ser projetadas de acordo com as dimensões dos equipamentos de manuseio e movimentação;

·Os corredores devem localizar-se em função das portas de acesso e dos possíveis elevadores sempre entre duas áreas de armazenagem;

·Entre materiais armazenados e paredes do prédio deve existir uma distância suficiente para facilitar a passagem em caso de necessidade em combate a incêndios;

·Próximo ao local de embarque e desembarque deve ser reservada uma área para acomodar os materiais separadamente, enquanto aguardam o destino final;

·A área de acostamento dos transportes externos deve ser projetada levando-se em consideração a quantidade de embarques e desembarques e o tempo de carga e descarga de cada operação;

·Os materiais mais pesados devem ser armazenados nas partes inferiores;

·A área cúbica utilizada deve distanciar-se das luminárias no mínino em 1 metro.

Além dos fatores citados acima, na armazenagem deve-se levar em consideração as características dos produtos relativas ao peso, ao seu volume e condição de acondicionamento. Ainda no mesmo contexto, Chiavenato (1995,p.97) cita as características que tornam a armazenagem de materiais complexas:

A fragilidade cabe aos produtos com facilidade de quebra (vidros, por exemplo); inflamabilidade se enquadra em materiais que por sua natureza são inflamáveis, dentre eles podemos citar os gases em geral; materiais voláteis são aqueles que podem vir a evaporar e por esse motivo necessitam de uma armazenagem específica (éter).Na oxidação encaixam produtos com facilidade para oxidar; explosividade cabe aos produtos com risco de explosão, como os fogos juninos.

Intoxicação cabe aos produtos que em sua composição podem vir a envenenar o usuário, estes produtos deverão ser identificados em sua embalagem de forma legível, nesta categoria se encontram os venenos.

Produtos com radiação devem ser armazenados separadamente dos demais, e como os com risco de intoxicação também deverão ser identificados de forma legível.

A perecebilidade é uma das características que se encontra em quase todos os materiais, deve ser levada em consideração o prazo de validade do produto no ato do seu armazenamento, produtos com vencimento mais próximo deverão ter a saída mais breve do local.

12 TÉCNICAS E EQUIPAMENTOS DE ARMAZENAGEM

Dentre essas técnicas podemos citar as mais conhecidas e utilizadas por grandes, médias e pequenas empresas:

·Palete: manuseia, transporta e armazena por meios mecânicos várias embalagens ao mesmo tempo, através da formação de uma unidade de estoque. É a técnica mais utilizada no Brasil.

·Caixas ou gavetas: são usadas para armazenar materiais pequenos como parafusos, arruelas, porcas, etc.

·Prateleiras: utilizadas para materiais maiores, na paletização e para caixas e gavetas. Podem ser no formato de estante ou na estrutura de porta-palete.

·Racks: diferem-se dos paletes por possuírem colunas e travessas.Utilizados para materiais longos e estreitos.

·Gaiolas: espécie de paletes com telas metálicas laterais que auxiliam na estabilização da carga.

·Empilhamento: nesta técnica de armazenagem os materiais são dispostos uns sobre os outros, com ou sem o palete, levando-se em consideração seus pesos e suas formas.

·Contêiner: são grandes recipientes utilizados para transporte e armazenagem de materiais sólidos, a granel e líquidos. Permitem acomodar, estabilizar e proteger cargas com grande peso e volume.

·Cintamento: muito utilizado em cargas tubulares longas e para a estabilização de cargas paletizadas.

·Bags: solução entre a armazenagem tradicional com sacarias e os silos para armazenamento a granel.

CONCLUSÃO

Nos dias de hoje, faz-se mister uma adequação das empresas aos novos programas da Administração, muita mais voltada para a valorização profissional do que para a exploração do trabalhador,ainda que estas duas perspectivas se degladiem na sociedade brasileira.

É possível alterar concepções Éticas na Administração, procurando adaptar-se às novas realidades de um mundo em contínua transformação.

Para além do mercado e lucro, outros valores devem ser levados em consideração nos processos empresariais.

A ética é o "pilar" de qualquer sistema administrativo, que não se resume em decorar o "código de ética", mas sim em assumir uma postura proativa na construção da consciência e responsabilidade social.

Na vida moderna,o homem na sua visão cartesiana coloca como primazia da vida, ou seja, como verdadeiro sentido da vida as questões de âmbito materiais para só aí expressar-se como seu transcendente.

ABSTRACTO

The boon article he mails to a reflection above the raono amidst the ethics and the one day - the one - day at the Board of directors, well into particular the area as of Logistical.

Analysing the impact as of gains or damages than it is to he determines state of affairs can carry affecting directly to the decent funcionamento from the company and sector.

Via the text it is possible perceive the one quantum to the state of affairs daily rate from the Board of Directors in the world post modern, pod come the one induce the handler the connector as of decisions a number of times, considered did not such ethics by the teachings to which well into phase formation academic, the one today already occupational, he went oriented after and honor.

The board of directors appeal to at the Philosophy as a recourse at the he picks as of elements and criteria about to weave bylaws and norms.

Compose is custom from the philosophy, ser able to stride hindrances superadded the common sense and promoting the one sense captious.

Words keys: Logistical, Ethics, Reserve, Modernity, Philosophy.

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