A UTILIZAÇÃO DA INTERNET PARA O ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 
A UTILIZAÇÃO DA INTERNET PARA O ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 



UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ
UNIVERSIDADE ABERTA VIDA
CURSO DE LICENCIATURA ESPECÍFICA EM BIOLOGIA












A UTILIZAÇÃO DA INTERNET NO ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL







TACIANA WANDERLEY GUEDES

















PATOS - PARAÍBA
2008
RESUMO


Uma ferramenta cada vez mais cotidiana na área da educação é a Internet, com isso o presente trabalho tem como objetivo estabelecer relações entre os conteúdos disponíveis na Internet sobre Educação Ambiental e sua utilização, ressaltando-se a importância da Internet como ferramenta de ensino-aprendizagem na busca de uma conscientização dos nossos jovens cidadãos, alunos de hoje, para que se tornem adultos responsáveis, conscientes do seu importante papel na utilização racional e na preservação do meio ambiente buscando o Desenvolvimento Sustentável. Quanto a Internet é notório que ela serve de apoio principalmente para os estudantes devido a quantidade de assuntos disponíveis e a rapidez como são atualizados, uma vez que nos livros as atualizações, principalmente na área das ciências biológicas onde diariamente são feitas novas descobertas, são bem mais demoradas. Em relação ao professor é necessário prepará-lo para orientar os alunos ou mesmo para utilizar a Internet na sala de aula, já que seu papel, que antes era de transmitir informações agora passa a ser de orientar os alunos para que o processo ensino-aprendizagem aconteça, ressaltando a Internet como fonte importante de informação, nessa sociedade que aos poucos está se tornando informatizada.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Ambiental, Ferramenta Pedagógica e Internet.





























INTRODUÇÃO

Freqüentemente os problemas relacionados ao meio ambiente estão associados à questão cultural da população, onde hábitos cotidianos inadequados, modificam o sutil equilíbrio físico-químico e ecológico, colocando em risco a sobrevivência da humanidade. É obrigação de toda a comunidade escolar buscar a formação de pessoas conscientes do seu papel na sociedade na busca da compreensão do funcionamento da natureza para que o homem aprenda a utilizá-la sem causas danos, de forma sustentável.
Segundo Menezes (2006):

Os cidadãos que sonhamos formar não devem ter unicamente qualidades técnicas e práticas mas também ser solidários, responsáveis e criativos, saber se expressar com clareza, interpretar e produzir textos, compreender situações usando conhecimentos humanísticos e científicos, assim como precisam ser capazes de aprender sempre. Nem falta dizer que serão felizes, pois pessoas assim fazem bem aos demais e a si mesmo.

O processo ensino-aprendizagem procura formar cidadãos responsáveis, conscientes do seu papel como parte integrante da sociedade, o respeito pelo meio ambiente e o respeito mútuo, exercendo uma cultura de paz. É responsabilidade da escola, da família e da sociedade como um todo fornecer subsídios para alcançar esse objetivo, ensinando nossas crianças de hoje, "cidadãos do amanhã", a importância da preservação do meio ambiente.

Segundo Silva & Sasson (1998):

(...) A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos os seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza do meio são um dever sagrado.



A falta de uma metodologia de ensino adequada à educação ambiental, leva ao desinteresse dos alunos pelo conteúdo.
O professor muitas vezes não consegue trazer a Educação Ambiental para o dia a dia dos alunos, o conteúdo é muito teórico e distante, o que causa o desinteresse e o comprometimento do processo de aprendizagem.
A internet é uma ferramenta útil para o ensino da Educação Ambiental, já que traz temas atuais que podem ser aliados com o interesse dos alunos pela descoberta de novas tecnologias, contribuído para um melhor aprendizado. É necessário que esse interesse seja utilizado na construção de conhecimentos didáticos, estimulando os docentes à pesquisa na internet, possibilitando a utilização de uma ferramenta atual, como uma imensa fonte de informação para o ensino de Educação Ambiental buscando motivar os discentes com uma aula inovadora e interessante.
Vivemos na "Era da Informação", onde as transformações sociais se processam rapidamente e cabe à escola, como instituição de educação, participar desse processo de mudança, repensando as variadas questões introduzidas pelo uso de novas tecnologias como a internet, fazendo com que seja utilizada de forma eficaz para que ocorra um processo-ensino-aprendizagem garantindo êxito na incorporação do recurso internet, como instrumento útil para a atividade intelectual e criativa. De acordo com Rocha (2004):

Com a avançada tecnologia de comunicação e informática, constata-se a necessidade de uma metodologia que ofereça ao educando a possibilidade de desenvolver-se e crescer interiormente para atingir o seu pleno potencial de criatividade, satisfazer suas metas pessoais e a socialização na busca do bem comum. Pois a educação de um homem resume-se no seu próprio trabalho de edificação de uma personalidade que só ele pode encarnar.



Educar construindo o saber e englobando teoria e prática, relacionando assuntos da internet com o conteúdo da educação ambiental, buscando inovação e ética na busca da construção de uma consciência ecológica alterando os modelos vigentes de educação, utilizando a internet a favor do meio ambiente formando cidadãos críticos e conscientes que buscam qualidade de vida.
A proposta desta pesquisa bibliográfica é demonstrar as vantagens do uso da internet no ensino de Educação Ambiental, expor as dificuldades e estimular os docentes a inserir a internet nas práticas pedagógicas cotidianas alterando suas metodologias.
A presente pesquisa bibliográfica pretende despertar o docente para as vantagens da associação entre a internet como recurso pedagógico e inovador para o ensino de Educação Ambiental.
A atividade desenvolvida, quanto à natureza, é de abordagem qualitativa. Quanto aos objetivos, e se caracteriza como exploratória. Quanto aos procedimentos de investigação, a pesquisa teve o caráter bibliográfico, elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de revistas periódicas e materiais disponibilizados na internet.
Para realizar esta pesquisa, fez-se um levantamento bibliográfico sobre o tema, selecionando os dados relevantes relacionados ao assunto, enfocando o uso do computador e seus recursos aplicados como meio de auxiliar no ensino e na aprendizagem da Educação Ambiental.
No capítulo 1, discute-se sobre o ensino de educação ambiental, as leis que implantaram a educação ambiental no ensino formal brasileiro, bem como sua importância para a educação e uma abordagem sobre a educação ambiental na visão dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).
O capítulo 2 traz uma abordagem sobre o uso do computador na escola e os meios adequados para a sua utilização.
O capítulo 3 refere-se a ligação entre a internet e a pedagogia e o papel do professor na utilização da internet para o ensino de educação ambiental.
O capítulo 4 traz uma análise sobre a aplicação da internet para o ensino de educação ambiental como também das possibilidades, das vantagens e das desvantagens da internet para o ensino de educação ambiental.


















1 O ENSINO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A atual Lei de Diretrizes e Bases da educação (LDB), Lei N° 9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 22, diz que: "A educação tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum, indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores", dessa forma, é através da educação que se formam cidadãos, daí a sua incontestável importância.
O ensino de Educação Ambiental foi estabelecido através da Lei N° 9.795 de 27 de abril de 1999, que dispões sobre a educação ambiental e institui a Política de Educação Ambiental e dá outras providências, que em seu artigo 1° e 2° diz:

Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

Sendo assim a Educação Ambiental está intimamente ligada com a Educação e conseqüentemente com a formação de cidadãos. O Ensino de Educação Ambiental, tão importante quanto todas as outras disciplinas, deve ser trabalhado de forma cuidadosa desde a elaboração do material, até a exposição para os alunos, destacando sua importância, buscando formar conceitos teóricos e práticos conscientes e voltados para a preservação do meio ambiente e, logo, para a preservação da vida no seu contexto máximo.
Acima de tudo, o ensino de Educação Ambiental deve levar à aproximação dos alunos aos problemas com os quais ele convive possibilitando o desenvolvimento de uma visão crítica, envolvendo os alunos e tornando-os conscientes da grandiosa importância do Meio Ambiente. Para Lima (2004), essa aproximação procura despertar o interesse do aluno através da problematização pertencente ao seu mundo, buscando desenvolver o pensamento crítico e criativo dos mesmos e facilitar o processo de aprendizagem. Quando o aluno está envolvido com as aulas de Educação Ambiental, o que pode ser trabalhado em Educação Ambiental, participando do seu próprio processo de aprendizagem, eles se tornam mais interessados quando, por exemplo, pode relatar seus conhecimentos prévios sobre o tema, tornando as aulas menos cansativas e mais dinâmicas e o conteúdo trabalhado mais flexível.
Apesar de ser uma disciplina recente, sua importância é indiscutível e não podemos fechar os olhos para temas como o aquecimento global, devastação das florestas, extinção de espécies da flora e da fauna, poluição do solo e das águas, entre outros, é preciso priorizar o ensino das crianças, já que são importantes formadoras de opinião e devem ser tratadas com especial atenção para que se tornem adolescentes ambientalmente educados e ecologicamente conscientes.
O ensino de Educação Ambiental visa formar o senso crítico do educando, contribuindo para o processo de surgimento de uma nova ética, vinculada a mudanças de valores, atitude e práticas individuais e coletivas, através da interação entre o homem e o Meio Ambiente, formando uma sociedade consciente da importância do desenvolvimento sustentável, onde o Meio Ambiente é respeitado.
De acordo com Dias (2003):

Integração entre as partes, formando um todo, em interação constante Homem-Ambiente, valorizando as instâncias da razão, do sentimento, da afetividade e do prazer, que somarão energia para uma ação coletiva, demonstrativa de um novo modelo de sociedade, fazendo acontecer à nova Ética desejada.


Através da educação Ambiental pode-se desenvolver conteúdos que contribuem para a conscientização dos problemas ambientais, cada vez mais freqüentes, buscando uma postura participativa entre homem e natureza, através de sensibilização e mobilização da sociedade para que os impactos causados ao meio ambiente sejam reduzidos.




1.1 Conceitos básicos sobre Meio Ambiente e Educação Ambiental

Os conceitos abaixo foram baseados em Baccega (2000); Brasil (1998a), Brasil (1998b), Brasil (2001); Lima-e-Silva (2002); Dias (2002).
Meio Ambiente ? O conjunto de condições, Leis, influências e interações de ordens físicas, químicas e biológicas, que permitem, abrigam e regem a vida em todas as suas formas. Pode ser entendido também como o produto das relações do ser humano com a natureza sofrendo constantes transformações no decorrer desse processo;
Ambiente ? Conjunto de fatores naturais, sociais e culturais que envolvem um indivíduo e com os quais ele interage, influenciando e sendo influenciado por eles;
Ecossistema ? O conjunto vivo formado pela Biocenose e pelo Biótopo em interação. Uma floresta, considerada em sua totalidade, com seus fatores abióticos e seus fatores bióticos, sua comunidade, em plena interação, constitui um ecossistema;
Ecologia ? Deriva de duas palavras gregas: Oikos, "casa", "habitação", e logos, "estudo", "ciência". Associado ao meio ambiente, refere-se a ele como a "casa dos seres vivos" ? as relações dos organismos entre si e com o seu meio;
Desenvolvimento Sustentável ? Promoção dos valores que mantenham os padrões de consumo dentro do limite das possibilidades ecológicas a que todos podem, de modo razoável, aspirar; Minimizar impactos diversos sobre a qualidade do ar, da água e de outros elementos naturais a fim de manter a integridade global do Ecossistema;
Natureza ? O mundo físico como conjunto de "reinos" Mineral, Vegetal e Animal, considerado um todo submetido às "leis naturais" (em oposição às leis morais e políticas). As forças que produzem os fenômenos naturais.








1.2 Princípios Básicos em Educação Ambiental

A Educação Ambiental apresenta entre outros princípios os de: (baseado em Dias, 2003)

1. Considerar o Meio Ambiente em sua totalidade ? em seus aspectos Naturais e criados pelo Homem (político, social, econômico, científico-tecnológico, histórico-cultural, moral e estético);
2. Constituir um Processo contínuo e permanente, através de todas as fases do ensino formal e não formal;
3. Aplicar um enfoque Interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada;
4. Examinar as principais Questões Ambientais, do ponto de vista local, regional, nacional e internacional, de modo que os educandos se identifiquem com as condições ambientais de outras regiões geográficas;
5. Concentrar-se nas condições ambientais atuais, tendo em conta também a perspectiva histórica;
6. Insistir no valor e na necessidade da Cooperação local, nacional e internacional, para prevenir e resolver os problemas ambientais;
7. Considerar, de maneira explícita, os aspectos ambientais nos planos de desenvolvimento e do crescimento;
8. Ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais;
9. Destacar a complexidade dos problemas ambientais e, em conseqüência, a necessidade de desenvolver o senso crítico e as habilidades necessárias para resolver tais problemas;
10. Utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar e adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas e as experiências pessoais.






1.3 Tendências em Educação Ambiental

As tendências existentes em Educação Ambiental no Brasil podem ser inseridas em cinco categorias básicas, Sato (2002); Dias (2003), a saber:

P Educação Ambiental Conservacionista ? Desenvolvimento de atividades de excursões, lutas conservacionistas, preservação da fauna e da flora;
P Educação Ambiental Biológica ? Enfatiza a Biologia e a ciência nos livros didáticos, cadeias alimentares e aspectos da biosfera;
P Educação Ambiental Comemorativa ? Destaca campanhas temporárias, como comemoração da Semana do Meio Ambiente, Dia da Árvore, etc;
P Educação Ambiental Política ? Enfatiza e valoriza as questões de natureza política, em detrimento dos aspectos naturais;
P Educação Ambiental Crítica para as Sociedades Sustentáveis ? Entendimento das origens, causas e conseqüências da degradação ambiental. Através de uma metodologia interdisciplinar visando uma nova forma de vida coletiva;

As cinco tendências se complementam, todas são relevantes em seus aspectos conceituais e devem ser aplicadas de forma contextualizada, divididas em fases inserindo-as ao tema trabalhado durante as aulas, com metodologias específicas de acordo com cada tendência.











Nos quadros I, II e II, são descritas as tipologias e/ou concepção para o Ambiente, a Natureza e Educação Ambiental, respectivamente, são conceitos pertinentes ai conteúdo de educação ambiental e que devem ser abordados durante a exposição do conteúdo.

Quadro I ? A tipologia das concepções sobre o Ambiente (retirado de Sauvé, 1997).

AMBIENTE RELAÇÃO CARACTERÍSTICAS
Como Natureza Para ser apreciado e preservado Natureza como catedral, ou como um útero, pura e original.
Como Recurso Para ser gerenciado Herança biofísica coletiva, qualidade de vida.
Como Problema Para ser resolvido Ênfase na poluição, deteriorização e ameaças.
Como lugar para viver EA para, sobre e no para cuidar do ambiente A natureza com os seus componentes sociais, históricos e tecnológicos.
Como Biosfera Como local para ser dividido Espaçonave Terra, "Gaia", a interdependência dos seres vivos com os inanimados.
Como Projeto Comunitário Para ser envolvido A natureza como foco na análise crítica, na participação política da comunidade.













Quadro II ? Categorias dos Conceitos e Concepções de Natureza de acordo com Tamaio (2002)

CATEGORIAS DEFINIÇÃO

Romântica Aponta a grandiosidade da natureza, sempre harmônica, enaltecida, maravilhosa, com equilíbrio e beleza estética, algo belo e ético. O homem não está inserido neste processo.

Antropocêntrico (Utilitarista) Interpreta a natureza como uma fornecedora de vida e como fonte de recursos para o homem; o ser humano é o centro do universo e modifica a natureza (ação antrópica). A natureza é vista como uma estrutura isolada do homem.

Generalizante

Define a natureza de uma forma ampla, vaga e abstrata: "tudo" é natureza.

Naturalista O Meio Ambiente aparece como sinônimo de Natureza, priorizando o lugar onde os seres vivos habitam bem como os fatores bióticos e abióticos. Ela é tudo que não sofreu ação de transformação pelo homem, tais como as matas, bichos, os alimentos.

Sócio-ambiental Desenvolve uma abordagem histórico-cultural. Essa leitura apresenta ao homem e a paisagem construída como elementos constituídos da natureza. Postula uma compreensão de que o homem apropriou-se da natureza e que o resultado dessa ação foi gerado e construído no processo histórico.

Biocêntrica É aquela que mostra que o ser humano é mais um ser vivo que está inserido no Meio Ambiente sem que este último tenha que, necessariamente, ter utilidade para o homem. Essa visão se diferencia da antropocêntrica porque ela não depende da utilidade que o Meio Ambiente possui ter ao ser humano.











Quadro III - Concepções e Categorias para caracterizar os tipos de estudos com Educação Ambiental segundo Guerra (2006).

EDUCAÇÃO AMBIENTAL CARACTERISTICAS

Generalista
Demonstra uma visão ampla e confusa sobre conteúdos e/ou atividades de Educação Ambiental;


Preservacionista
Valoriza "em excesso" o processo de preservação dos recursos
naturais (manutenção dos recursos naturais intocáveis ou para as gerações futuras);

Conservacionista
Valoriza o processo de conservação dos recursos naturais (os recursos naturais podem ser explorados desde que seja utilizado de forma racional);

Sensibilização - Conscientização
Processos de formação do indivíduo crítico e reflexivo quanto aos problemas ambientais e utilização dos recursos ambientais de forma racional;

Desenvolvimento Sustentável
Promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro do limite das possibilidades ecológicas a que todos podem, de modo razoável aspirar, minimizar impactos adversos sobre os recursos naturais, a fim de manter a integridade global do Ecossistema;

Ecologista ? Ecossistêmica
Demonstra uma confusão com a Ciência Ecológica ou seus conceitos; ou quando se verifica que é apenas no Ecossistema onde se deve desenvolver atividade de Educação Ambiental;

Prática Educativa Interdisciplinar
Demonstra que haja interações entre disciplinas, através de um planejamento integrado das experiências de aprendizagem, para se desenvolver atividades e/ou práticas educativas de EA;

Sócio-Ambiental-Cultural
Considera o Meio Social e o Cultural inserido no Ambiente Natural; Processo de formação-informação e o desenvolvimento da consciência crítica sobre as questões ambientais com a participação das comunidades na conservação e manutenção do equilíbrio ambiental;





1.4 Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e Educação Ambiental

A elaboração dos (Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) começou em 1985, com o apoio do MEC e do Conselho Federal de Educação, que após debates, resultou na produção da versão final dos PCNs, um conjunto de 10 livros para 1ª a 4ª série, aprovado pelo Conselho Federal de Educação e lançado em 1997, em Brasília. Logo depois foi iniciado a elaboração dos PCNs de 5ª a 8ª série.
Os PCNS servem como materiais de apoio para o programa curricular das escolas, incluindo os temas transversais como o Meio Ambiente. Os PCNs orientam o ensino das disciplinas que formam a base nacional e mais cinco temas transversais que servem de subsídio para o ensino dessas disciplinas, eles devem ser utilizados como material de consulta e de discursão entre os professores, que devem ser orientados a buscar a melhoria do ensino através de propostas pedagógicas atuais. As propostas contidas nos PCNs devem ser inseridas no planejamento, como material de apoio para a formação continuada dos professores, através de debates sobre as propostas e orientações dos PCNs, renovando as práticas pedagógicas e revendo objetivos, conteúdos e atividades.
Os dez volumes dos PCNs são divididos da seguinte forma:
1º Volume: Introdução, onde explica as opções feitas e justifica os temas transversais.
2º ao 7º Volumes: são relativos às áreas de conhecimentos obrigatórios no ensino fundamental: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Arte e Educação Física.
8º, 9º e 10º Volumes: São relativos aos temas transversais como Meio Ambiente, Saúde, Ética, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
De acordo com Czapski (1997):

Os temas transversais permeiam todas as áreas para ajudar a Escola a cumprir seu papel maior de educar os alunos para a cidadania. Isto quer dizer que a adoção dos temas transversais pode influir em todos os momentos escolares: desde a definição de objetivos e conteúdos, até nas orientações didáticas. Com eles pretende-se que os alunos cheguem a correlacionar diferentes situações da vida real e adotar a postura mais crítica.



Ainda segundo a mesma:

São características dos temas transversais: São temas de abrangência nacional, podem ser compreendidos por crianças na faixa etária proposta, permitem que os alunos desenvolvam a capacidade de se posicionarem perante questões que interferem na vida coletiva e podem ser adaptadas à realidade das regiões.


Conforme os PCNs, Meio Ambiente e Saúde, Brasil (1997), através da construção da "consciência ecológica" por meio da educação, poderemos ter cidadãos aptos para decidirem e atuarem na realidade sócio-ambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global.






















2 USO DO COMPUTADOR NA ESCOLA

No mundo globalizado está surgindo uma sociedade informatizada e as escolas devem acompanhar essa evolução. Não se pode pensar em educação sem informática. Como ferramenta pedagógica a internet é uma vasta rede de conhecimento em diversas áreas que podem ser acessadas facilmente através de sites de busca que rapidamente localizam diversos sites relacionados ao tema de interesse. Em relação à educação ambiental, a internet traz dados atuais, inclusive pesquisas, artigos e descobertas do mundo todo.
Colocando de lado o mito de que o uso de computadores na escola irá causar uma revolução no processo de ensino, não podemos deixar de ressaltar que é um avanço nas metodologias utilizadas, como os conteúdos muito teóricos, utilizados atualmente, que pouco chamam a atenção dos alunos. Padilha (2002) afirma que:

A internet não é salvação da Educação brasileira, entretanto, bem utilizada, como qualquer outro recurso tecnológico, poderá trazer benefício para o processo ensino-aprendizagem. Além disso, a Internet e todos os recursos de mídia, informação e comunicação que ela proporciona, modificam tanto as relações entre alunos e professores como também as formas de aprender e pensar.


Não basta apenas que a escola possua computadores, é preciso utilizar, de forma adequada, esse material buscando além da aprendizagem do aluno a interação com o projeto pedagógico da escola, fazendo com que o computador seja uma ferramenta de aprendizagem multidisciplinar, usada para complementar ou aprimorar o ensino e incentivar o interesse do aluno. Para Frigoto (2001) "A educação supõe sempre mudança, a mente humana aberta para o mundo, recebendo as influências deste mundo, em diversos aspectos. Este movimento da educação promove a relação dos elementos que aí estão: objetos, pessoas, idéias, teorias pedagógicas".
É importante discutir que a postura pedagógica terá que se adequar ao uso dessas novas tecnologias, pois os professores são sujeitos que possuem suas metodologias e são eles principalmente que primeiro deverão ser conscientes da importância dessas mudanças, sendo a parte primordial nesse processo de inserção dessas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.
Segundo Valente (1999):

O uso inicial de qualquer nova tecnologia está muito próxima da aplicação que ela visa substituir, reproduzindo práticas convencionais. Essa característica pode ser percebida na introdução de computadores nas escolas, onde resultados práticos de sua utilização aparecem lentamente. A informática deverá ser uma ferramenta para permitir a comunicação de profissionais da escola e consultores ou pesquisadores externos, permitindo a presença virtual desse sistema de suporte na pedagogia que proporcione a formação dos alunos, possibilitando o desenvolvimento de habilidades que serão fundamentais na sociedade do conhecimento.


É o uso combinado do computador com o educador, a gestão escolar e os alunos que irão fazer com que a utilização de computadores na escola tenham resultados promissores para o processo pedagógico. O computador na escola sozinho, não vai revolucionar a educação, mas pode se utilizada de forma adequada, tornar as aulas mais dinâmicas e motivar alunos e professores, melhorando o processo ensino-aprendizagem.
De acordo com Valente (1999):

A rápida evolução tecnológica, aliada à divulgação do uso do computador na escola, tem contribuído para o redimensionamento das discursões atuais sobre a importância do projeto pedagógico. É a partir de sua elaboração, que o educador lida com diferentes aspectos que precisam ser compatibilizados e harmonizados na sua prática diária. O exercício de projetar seu trabalho impõe a ele repensar suas crenças, valores, concepções, história de vida e reconhecer em seus alunos esta multiplicidade de aspectos constitutivos do sujeito, instigando-o a estabelecer metas que orientem sua ação pedagógica,


No cotidiano escolar devem ser inseridas práticas envolvendo os alunos como menciona: Mercado (1998):
Conhecimento das novas tecnologias e de maneira de aplicá-las; estímulo à pesquisa como base de construção do conteúdo a ser veiculado através do computador, saber pesquisar e transmitir o gosto pela investigação a alunos de todos os níveis; capacidade de provocar hipóteses e deduções que possam servir de bases à construção e compreensão de conceitos; habilidade de permitir que aluno justifique as hipóteses que construiu e as discuta; especialidade de conduzir a análise grupal a níveis satisfatórios de conclusão do grupo a partir de posições diferentes ou encaminhamentos diferentes do problema; a capacidade de divulgar os resultados da análise individual e grupal de tal forma que cada situação suscite novos problemas interessantes à pesquisa.


A internet é uma ferramenta tecnológica que não pode ser ignorada pelas escolas. Sua utilização na educação deve ser incorporada de forma rápida, porém cuidadosa, com orientação adequada dos professores para que os alunos utilizem as informações fornecidas pela internet de forma a construir seu próprio conhecimento e conceitos.






















3 A INTERNET E A PEDAGOGIA

A utilização da internet no processo ensino-aprendizagem é a troca de informações não só entre alunos e professores, mas com o mundo fora da escola, ultrapassando barreiras geográficas e reorganizando o modelo tradicional de ensino. A rede pode ser um canal para trocas de experiências pedagógicas de modo a gerar mudanças na sua prática.
Para Reis & Castro (2006), as novas tecnologias proporcionam mudanças na sociedade e a introdução de novos conhecimentos no contexto escolar:
As mudanças acontecem dentro da escola. A conexão com o mundo das informações se fez presente nas pesquisas dos estudantes que acessaram à Internet como meio para alcançar os objetivos de cada tema desenvolvido e mediado pelo professor, e assim, confirmando que "[...] tendem a provocar mudanças nos hábitos, comportamentos, atitudes e oportunidades do indivíduo, com reflexo para a sociedade como um todo.

É coerente ressaltar que a internet deve ser utilizada de modo a focar objetivos específicos, sejam educacionais, ou sociais, buscando o crescimento intelectual e profissional de professores e alunos, onde o professor atua apoiando os trabalhos, incentivando às pesquisas de temas atuais, estimulando a relação dos alunos com a rede, usufruindo o interesse dos alunos pela descoberta de novas tecnologias, buscando alcançar os resultados esperados, e ao mesmo tempo, os alunos podem ter contato direto com seus colegas, trocando idéias sobre trabalhos ou mesmo fazer trabalhos conjuntos, visando conseguir os objetivos inerentes ao trabalho realizado, ou seja, aprender além dos conteúdos, sobre novas tecnologias e as vantagens do cooperativismo.
Marchionini & Maurer (1995) observam que:


Tal como professores devem aprender novas estratégias no uso de ferramentas para o ensino, os estudantes devem aprender como aprender usando a multimídia assumindo a responsabilidade assumindo a responsabilidade de direcionar seu próprio aprendizado. Neste contesto o professor é responsável por: gerar estímulos para pesquisa na rede; lançar desafios que sirvam de base para alcançar um objetivo; fornecer endereços iniciais de pesquisa; apoiar e incentivar as interações entre os diversos alunos; coordenar os trabalhos para que as informações obtidas sejam adequadamente exploradas; dar suporte tecnológico; verificar se as metas estão sendo atingidas; Os alunos, também, assumiriam diferentes papéis: Leitor ? quando estivessem pesquisando na rede; Autor ? quando implementassem nós de informações; Colaborador ? quando trocassem informações entre si, com o professor ou com os outros participantes da rede.



Não basta apenas a escola ter acesso à internet, é preciso saber de que maneira e com qual finalidade ela será utilizada, não é colocando o aluno em contato com a rede, que todos os problemas de aprendizagem serão resolvidos, é preciso capacitar professores e adequar à escola e todos que fazem parte dela para que surjam resultados. É um processo de mudança cultural e prático e todos devem estar inseridos nessa mudança para que se obtenham resultados satisfatórios. Esse processo de integração entre internet e ensino deve ser compreendido como um processo de inovação, buscando alcançar os objetivos do processo ensino-aprendizagem. Chung (1991) considera que professores e alunos devem assumir novos papéis diante das novas tecnologias possibilitando inovações no processo ensino-aprendizagem através de descobertas, aprendizagem colaborativa, aprendizagem centrada no aluno e possibilidade do uso de jogos e simulações. A internet é um apoio para inovações no processo de aprender e ensinar podendo ser vista como uma aliada para a reestruturação do ambiente ensino-aprendizado.


Para Menezes (2006):

Há uma relação tristemente consistente entre os resultados de nossa educação de base e as carências do sistema educacional e cultural: a falta de bibliotecas, de acesso a tecnologias de informação e de oportunidades de vida cultural plena, para alunos e professores, é comum em nossas escolas, mais da metade delas mal equipadas.



Segundo Lévy (1999), "a cada mês, o número de pessoas com endereço eletrônico aumenta 5% no mundo". Então por maiores que sejam as dificuldades na utilização da internet como ferramenta pedagógica, não podemos fugir das transformações. Cabe à escola participar desse processo e se adaptar as novas tecnologias, cumprindo o objetivo de formar as novas gerações, respeitando sua identidade e consciente das necessidades dessa geração.
Para Harasim (1989), a aprendizagem ativa tem sido uma das principais contribuições do ambiente on-line, pois os alunos têm a possibilidade de estar conectados regularmente e comunicando-se de diversas formas tanto com os professores, quanto como com outros aprendizes.

3.1 O papel do Professor

Não basta apenas a inserção de computadores, com acesso a internet, na sala de aula, é preciso ressaltar que as tecnologias dependem de homens e da capacidade deles em utilizá-las de forma adequada, ele necessita ser capaz de perceber as potencialidades das tecnologias para transformações das práticas pedagógicas e saber trabalhar essa nova tecnologia, a internet, inserindo no planejamento das aulas de educação ambiental.
Muitos professores, a fim de tornar suas aulas mais atrativas, já procuram desenvolver um trabalho diferenciado, inserindo pesquisas na internet nas suas práticas escolares, são professores empenhados, que dedicam parte de seu tempo a trabalhos e projetos de inserção das tecnologias na educação.
Para Press (1993) a tecnologia sozinha não pode revolucionar, ou mesmo evolucionar a educação. Apesar de todas as dificuldades associadas o autor cita duas tecnologias promissoras: os computadores portáteis e a rede das redes, denominada de Internet.
Antes de tudo é necessário que haja a capacitação dos professores dentro da própria escola como forma paliativa para os professores já graduados e a inserção das tecnologias nos currículos de Licenciatura, para que possam utilizar a internet de forma que o ensino-aprendizagem aconteça. Tal capacitação deve demonstrar para os professores como utilizar a tecnologia nas práticas pedagógicas e a importância da inserção da internet no cotidiano escolar acompanhado o desenvolvimento tecnológico que os alunos possuem fora da sala de aula.
De acordo com Rocha, 2004 é preciso capacitar os professores:
Objetivando aprofundar os conhecimentos sobre a importância do uso de tecnologia educacional, procura-se conscientizar os educadores da necessidade de uso, tomando como base para a pesquisa, a apreciação e formação de uma nova geração, procurando desenvolver o senso crítico e oferecer condições de trabalho com uma nova tecnologia didático/pedagógica.

Os professores precisam estar preparados para orientar de forma correta os alunos, tornando realidade à internet como uma ferramenta pedagógica para o ensino de Educação Ambiental.
A tecnologia evolui diariamente, uma descoberta feita ontem, amanhã muitas vezes pode já estar ultrapassada, as metodologias de ensino precisam acompanhar as inovações. Os métodos retrógrados em que o professor utiliza apenas o quadro, o giz e o livro didático para ensinar, principalmente quando refere-se a Educação Ambiental, um tema cada vez mais atual, não deve ser visto apenas em livros que são utilizados por 3 anos, referindo-se a Escola Pública. Esses métodos devem ser repensados.
Concordando com Martins (2001):
[...] os alunos participem e se envolvem em seu próprio processo de aprendizagem e o compartilhem com outros colegas, como também exijam que o professor enfrente desafios de mudanças, diversificando e reestruturando, de forma mais aberta e flexível, os conteúdos e escolares.

O papel do professor deverá ser de orientador, guiando o aluno para novas descobertas, auxiliando na construção do próprio caminho, orientando a aprendizagem, identificando as dificuldades, indicando soluções e trilhando metas. Uma turma de alunos é muito heterogênea, são realidades diferentes, famílias diferentes, pessoas diferentes, o educador deve trabalhar metodologias onde esses fatores são levados em conta.
É necessária uma metodologia capaz de buscar:
Conhecimento das novas tecnologias e de maneira de aplicá-las; estímulo à pesquisa como base de construção do conteúdo a ser veiculado através do computador, saber pesquisar e transmitir o gosto pela investigação a alunos de todos os níveis; capacidade de provocar hipóteses e deduções que possam servir de bases à construção e compreensão de conceitos; habilidade de permitir que aluno justifique as hipóteses que construiu e as discuta; especialidade de conduzir a análise grupal a níveis satisfatórios de conclusão do grupo a partir de posições diferentes ou encaminhamentos diferentes do problema; a capacidade de divulgar os resultados da análise individual e grupal de tal forma que cada situação suscite novos problemas interessantes à pesquisa; (MERCADO, 1998).

Ainda de acordo com Mercado (1998), o educador deve alterar seu perfil, sendo alguém:
Comprometido - com as transformações sociais e políticas; com o projeto político-pedagógico assumido com e pela escola;
Competente - evidenciando uma sólida cultura geral que lhe possibilite uma prática interdisciplinar e contextualizada, dominando novas tecnologias educacionais. Um profissional reflexivo, crítico, competente no âmbito da sua própria disciplina, capacitado para exercer a docência e realizar atividades de investigação;
Crítico - que revele, através da sua postura suas convicções, os seus valores, a sua epistemologia e a sua utopia, fruto de uma formação permanente; seja um intelectual que desenvolve uma atividade docente crítica, comprometida com a idéia do potencial do papel dos estudantes na transformação e melhoria da sociedade em que se encontram inseridos;
Aberto à mudanças - ao novo, ao diálogo, à ação cooperativa; que contribua para que o conhecimento das aulas seja relevante para à vida teórica e prática dos estudantes;
Exigente - que promova um ensino exigente, realizando intervenções pertinentes, desestabilizando, e desafiando os alunos para que desencadeie a sua ação reequilibradora; que ajude os alunos a avançarem de forma autônoma em seus processos de estudos, e interpretarem criticamente o conhecimento e a sociedade de seu tempo;
Interativo - que concorra para a autonomia intelectual e moral dos seus alunos trocando conhecimentos com profissionais da própria área e com os alunos, no ambiente escolar, construindo e produzindo conhecimento em equipe, promovendo a educação integral, de qualidade, possibilitando ao aluno desenvolver-se em todas as dimensões: cognitiva, afetiva, social, moral, física, estética.
É necessário que os professores participem de capacitações e sejam orientados para que possam alterar seu perfil se necessário, buscando, além de aprender a utilizar a internet no ensino da Educação Ambiental, aprender a ensinar através da internet como meio complementar de ensino, ressaltando o aprendizado significativo, melhorando suas práticas pedagógicas dentro do contexto de uma escola atual, que acompanha as mudanças que acontecem a sua volta, contribuindo para uma educação de qualidade que busca formar pessoas críticas e com opiniões próprias, construindo conhecimentos significativos.
Todo o corpo docente precisa estar interado para que a Educação Ambiental se desenvolva a para que esta seja trabalhada de forma interdisciplinar, aproximando o ambiente escolar ao familiar. Conforme Melo (2002), a Educação Ambiental deve estar presente nos enfoques dados em todas as disciplinas, quando analisa temas que permitem enfocar as relações entre humanidade, o meio natural e as relações sociais, sem prejuízo das especificidades próprias dessas disciplinas.












4 A Utilização da Internet como recurso pedagógico para o ensino de Educação Ambiental
Diante da importância que o tema educação ambiental vem adquirindo nos últimos tempos, o número de sites relacionados ao meio ambiente, ecologia e educação ambiental aumentou muito, e esses são temas constantes na Internet com sites mais voltados para as crianças e os adolescentes, com concepções modernas, com jogos coloridos, movimentados e atraentes. De acordo com Moran (2001):
Como a Educação Ambiental é uma preocupação cada vez maior para todos os setores educacionais e será obrigatória a partir de agora na escola, o papel da internet será importantíssimo para o desenvolvimento de cursos, projetos, pesquisas, discursões tanto em cursos formais como informais, dentro e fora da sala de aula. Ainda nos falta muito caminho por percorrer, mas ele se apresenta de forma extremamente promissora e fascinante para todos nós educadores e sociedade.

Atualmente, observando o cotidiano, não há como negar que a internet está ao nosso redor, no nosso trabalho, nos trabalhos escolares, na saúde, na educação, no lazer, ou seja, estamos todos os dias nos deparando com ela de alguma forma direta ou indireta e dentro da educação, podemos dizer que está também inserida no ensino da Educação Ambiental.
Segundo Moura (1998) além de ser uma excelente fonte de informação, a Internet possibilita a interação com os outros, ou seja, a partilha de opiniões, sugestões, críticas, e visões alternativas. Na escola, a Internet não poderá deixar de ter grande importância pedagógica de acordo com este autor: A Internet faz hoje parte do nosso mundo, incluindo o espaço escolar, e a educação não pode passar ao lado desta realidade. Este novo recurso põe à disposição um novo mar de possibilidades para novas aprendizagens, permite a interação com outras pessoas das mais variadas culturas, possibilita o intercâmbio de diferentes visões e realidades, e auxilia a procura de respostas para os problemas. Ela é um excelente recurso para qualquer tipo de aprendizagem, em particular nas aprendizagens em que o aprendente assume o controle.
Concordando com Garcia (1997), quando aponta que "as escolas hoje estão muito afastadas do contexto do uso das tecnologias de informação em relação aos outros segmentos da sociedade", objetiva-se, dessa forma, chamar a atenção dos professores e das próprias escolas para o potencial da utilização da internet como recurso pedagógico no ensino de Educação Ambiental, bem como suas dificuldades.

O avanço tecnológico impõe novos modos de relações com o saber, com o conhecer, com as pessoas e com o ambiente. Seu ritmo frenético nos desafia, enquanto profissionais preocupados com a educação das futuras gerações. Portanto, para seguir adiante, deve-se reconhecer que as conquistas obtidas pelas ciências e os ensinamentos advindos pelo avanço da tecnologia, são aliados do meio ambiente no desfio do ensino-aprendizagem da nova Educação Ambiental. (MOREIRA, 2002).

É necessário, incorporar aos poucos a internet nas escolas e alterar as metodologias já existentes no ensino de Educação Ambiental, inserindo novas práticas pedagógicas como a Lousa Digital e o Datashow, com conexão da internet diretamente na sala de aula, em tempo real tendo acesso a sites relacionadas com a Educação Ambiental ou mapas por satélite demonstrando por exemplo a incidência do desmatamento na região amazônica, buscando a interação que ela permite, dinamizando o papel do professor e estimulando os alunos a participarem das aulas.
Segundo Valzacchi (2003), a utilização da Internet estimula os alunos e desenvolve capacidades, para ele:
Aprender a aprender e a desenvolver a criatividade são habilidades críticas na sociedade onde o conhecimento se renova com velocidades inesperadas.
Através de diálogos entre os pares, entre alunos e professores ou em comunidades de aprendizes.
Este repensar da perspectiva educativa incide largamente na relação entre a Internet a aprendizagem, toda vez que se faz uso desse meio, se use predominantemente para fazer a diferença (novo paradigma, atuar sobre objetos de conhecimento e interagir entre grupos de pessoas), tomando como marco o global, mas sem perder de vista o local. Os currículos globais começam a ser cada vez mais uma crescente preocupação dos educadores das organizações.

Não se pode deixar de ressaltar que o educador é parte fundamental nesse processo, ele tem que estar capacitado para dar um sentido ao uso da internet, possibilitando um aprendizado mais satisfatório e dinâmico, como, por exemplo, estimular os alunos com jogos virtuais com contextos educativos voltados para a Educação Ambiental, criar páginas na internet para publicação de textos escritos pelos alunos, também voltados para a conscientização ambiental e estimular a pesquisa de temas da atualidade relacionados com o Meio Ambiente, possibilitando a aproximação e a interação entre o professor e o aluno.
Para Menezes (2006):
A garotada se sente estimulada a pesquisar, ler e escrever melhor com o bate-papo e uma farta produção de textos publicados em blogs ? ferramenta do mundo virtual que permite aos usuários colocar conteúdo na rede e interagir com outros internautas, enriquecendo os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Mas só há ganho de aprendizado se os professores desempenharem seu papel de mediadores, isto é, acompanham e sugerem atividades, ajudam a solucionar dúvidas e estimulam a busca de novos conhecimentos". É o que afirma a professora Gládis Leal dos Santos, professora de Língua Portuguesa que coordena o laboratório de informática do Mariano Costa.


A Educação Ambiental é uma disciplina importante, principalmente pela necessidade de conscientização dos seres humanos, que devastam a natureza e impedem que ela se regenere, causando sua destruição às vezes de forma irreversível.
É preciso ensinar as nossas crianças a importância do meio ambiente para a continuação da existência dos seres vivos, e inserir novas metodologias, como a utilização de meios disponíveis como a internet, a capacitação dos professores e meios para alteração das metodologias atuais como equipar as escolas, para que aconteça o processo ensino-aprendizagem.

4.1 Possibilidades da Internet para o Ensino de Educação Ambiental

A internet chegou, não para resolver os problemas da educação, mas para acrescentar possibilidades de ensino, diferentes das atuais, que facilitem a pesquisa e a interação entre alunos e professores, dinamizando o ensino e inserindo essa nova tecnologia no dia-a-dia do educando.
Além da troca de experiências e materiais, a internet propicia ao professor preparar melhor suas aulas e ampliando as metodologias, pois na internet além de temas atuais, existe também a possibilidade da troca de materiais entre professores, podendo trabalhar essas informações, confrontado pontos de vista, metodologias e resultados, levando o aluno a desenvolver uma visão crítica sobre o tema trabalhado. Concordando com Moran (2001):


A Internet é uma mídia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o professor a faz em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.


É necessário ressaltar que o professor continua sendo de fundamental importância, pois passará a ser um orientador do aluno, mesmo que não esteja no horário de aula, pois com a internet, ele pode conectar-se com os outros e pode ser localizado em qualquer lugar e em qualquer momento, eliminado as dúvidas do aluno e discutindo resultados, enriquecendo as perspectivas de discursões e contradições, adaptando os resultados à realidade dos alunos. Segundo Moran (2006), "o professor não é o informador, mas o coordenador do processo ensino-aprendizagem. Estimula, acompanha a pesquisa, debate os resultados".
Esse novo método de pesquisa será bem vindo por professores interessados em novas metodologias de ensino, onde as novas tecnologias podem ser inseridas, ou seja, professores que buscam novidades, que procuram estar capacitados e atualizados e ao contrário, professores desinteressados e acomodados, irão achar a internet muito complicada, com muitas informações disponíveis, são professores limitados, que se detêm a utilizar um único livro e segui-lo do começo ao fim, esse se esquecem que segundo Moran (2006):

Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais que informar. Mas só orienta aquele que conhece que tem uma boa base teórica e sabe comunicar-se. O professor vai ter que atualizar-se sem parar, vai precisar abri-se para as informações que o aluno vai trazer aprender com o aluno, interagir com ele.


Os alunos acompanham a internet com facilidade, muito além do modismo, a internet já é uma realidade em casa, no trabalho e na escola. Deve-se acompanhar esse desenvolvimento crescente desse recurso que a cada dia está mais presente no cotidiano, com um vasto conjunto de possibilidades que, integradas ao ensino, o tornará muito mais dinâmico e mais crítico.
De acordo com Padilha (2002):

A internet não é a salvação da Educação Brasileira, entretanto, bem utilizada, como qualquer outro recurso tecnológico, poderá trazer benefícios para o processo ensino-aprendizagem. Além disso, a internet e todos os recursos de mídia, informação e comunicação que ela proporciona, modificam tanto as relações entre alunos e professores como também as formas de aprender e pensar.


Além de todas as possibilidades de pesquisa que a internet oferece, o bate-papo também pode se tornar um recurso didático, necessitando antes, que o professor prepare uma discursão durante e após o debate e sistematize as informações, avaliando os resultados e o ponto de vista dos alunos em relação ao conteúdo discutido.

4.2 Vantagens da utilização da Internet no ensino de Educação Ambiental

A utilização da internet na educação facilita a aprendizagem dos alunos, torna o ambiente da sala de aula mais próximo de sua realidade. Apesar de muitos não possuírem computador em casa, boa parte deles já freqüenta lanhouses e estão habituados com o ambiente virtual, bastando apenas motivá-los, como por exemplo, com a utilização de jogos virtuais relacionados com o Meio Ambiente. Concordando com Moran (2001):


A Internet pode ajudar a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental, a adaptação a ritmos diferentes. A intuição, porque as informações vão sendo descobertas por acerto e erro, por conexões "escondidas". As conexões não são lineares, vão "linkando-se" por hipertextos, textos interconectados, mas ocultos, com inúmeras possibilidades diferentes de navegação. Desenvolve a flexibilidade, porque a maior parte das seqüências são imprevisíveis, abertas. A mesma pessoa costuma ter dificuldades em refazer a mesma navegação duas vezes. Ajuda na adaptação a ritmos diferentes: a Internet permite a pesquisa individual, em que cada aluno vai no seu próprio ritmo e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa.

A internet tem uma enorme quantidade de possibilidades de fontes de pesquisa ao acesso de todos, é um ambiente novo de aprendizagem, diferente do tradicional, onde os conteúdos são atuais, principalmente em lugares onde, quando há uma biblioteca, esta não dispõe de grande quantidade de títulos e os títulos que dispõe são antigos.
De acordo com Moran (2001):


(...) Está aumentando visivelmente o número de sites sobre meio ambiente, ecologia e mais especificamente sobre educação ambiental, o que comprova a importância que o tema vem adquirindo nos últimos anos no Brasil. Com freqüência são colocados novas páginas na internet sobre o tema, as novas com mais recursos, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia.


Outro ponto a ponderar é a facilidade de comunicação que os alunos têm com outros colegas, professores ou mesmo outras pessoas de lugares distantes, até mesmo outros países. A possibilidade de professores e alunos publicarem os trabalhos ou projetos de Educação Ambiental na internet também os motivam e levam a um melhor desempenho dos alunos. Também é importante ressaltar a interação entre escolas e a troca de experiências com alunos e com a sociedade buscando o desenvolvimento sustentável.
Segundo Moran (2001):

Na Internet também desenvolvemos formas novas de comunicação, principalmente escrita. Escrevemos de forma mais aberta, hipertextual, conectada, multilinguística, aproximando texto e imagem. Agora começamos a incorporar sons e imagens em movimento. A possibilidade de divulgar páginas pessoais e grupais na Internet gera uma grande motivação, visibilidade, responsabilidade para professores e alunos. Todos se esforçam para escrever bem, por comunicar melhor as suas idéias, para serem bem aceitos, para "não fazer feio". Alguns dos endereços mais interessantes ou visitados no Brasil são feitos por adolescentes ou jovens.

Todo o corpo docente precisa estar interado para que a educação Ambiental se desenvolva e para que esta seja trabalhada de forma interdisciplinar aproximando o ambiente escolar ao familiar. Conforme Melo (2002), a educação Ambiental deve estar presente nos enfoques dados em todas as disciplinas, quando analisa temas que permitem enfocar as relações entre a humanidade, o meio natural e as relações sociais, sem prejuízo das especificidades próprias dessas disciplinas.

4.2 Desvantagens da utilização da Internet no ensino de Educação Ambiental

Utilizar a internet de forma inadequada, distanciando dos conteúdos de Educação Ambiental é um ponto negativo que deve ser ressaltado, é preciso um direcionamento na pesquisa para que não haja um desvio desse tema. Deve-se ficar atento também para que o aluno não se torne dependente da rede. Muitos alunos ainda são imaturos, e se deslumbram facilmente, não se concentram no tema abordado, abrem muitas páginas ao mesmo tem tempo, ou se deixam seduzir por outros temas como os musicais ou eróticos, dependendo da idade, o que dificulta o trabalho e a aprendizagem necessitando de uma orientação adequada através de um professor capacitado que sabe gerenciar a grande quantidade de informação que a internet oferece, buscando um aprendizado significativo do aluno.
Moran (2001) ressalta que:

É interessante observar que os grupos que trabalham com meio ambiente e educação têm uma visão de mundo avançada, são inovadores. Mas do ponto de vista pedagógico reproduzem a escola tradicional, onde os professor fala e os alunos escutam. Não aproveitam as possibilidades de participação da internet.


Muitos professores e também alguns jovens nunca tiveram contato com a rede, muitas vezes nem com computadores, o que torna necessário uma capacitação dos professores e uma maior atenção com esses jovens. Alguns professores ainda resistem à inserção da internet na educação ambiental.
Sobre essas diferenças em relação ao grau de habilidade Sônia Bertocchi (2003) comenta:

Quando iniciamos o uso da internet como recurso pedagógico, uma das primeiras dificuldades que encontramos é a diferença no grau de habilidades do aluno para essa tecnologia. Apesar de estarem na mesma faixa etária, freqüentarem a mesma comunidade e terem as mesmas condições de acesso, estão em tempos diferentes no que se refere ao domínio dessa nova tecnologia.


O ensino através da internet exige mais atenção por parte do professor e se faz necessário separar os conteúdos essenciais, pois sem orientação os alunos muitas vezes se perdem na rede.
De acordo com Moran (2007):

A variedade de informações sobre qualquer assunto, num primeiro momento, fascina, mas ao mesmo tempo, trazem inúmeros novos problemas: O que pesquisar? O que vale a pena acessar? Como avaliar o que tem valor e o que deve ser descartado?. Essa facilidade costuma favorecer a preguiça do aluno, a busca do resultado pronto, fácil, imediato, chegando até a apropriação do texto do outro. Além da facilidade de "copiar e colar", o aluno costuma ler só algumas frases mais importantes e algumas palavras selecionadas, dificilmente lê um texto completo.



Em relação aos conteúdos dos sites sobre educação ambiental, Moran (2001) afirma que a questão ambiental é bastante focada na natureza, no desmatamento, na flora e na fauna. Falta em muitos sites uma visão mais política, mais abrangente e estrutural da questão ambiental.
Torna-se necessário saber escolher os temas de Educação Ambiental e direcionar a pesquisa para que o aluno não se distancie do objetivo a ser atingido, ou seja, o professor pode ajudar incentivando os alunos a perguntar e a enfocar questões importantes, através de critérios na escolha de sites, na avaliação das páginas e propondo temas interessantes para os alunos, que despertem sua atenção e responda a seus questionamentos, caso contrário o aprendizado não acontece.










CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a realização do trabalho, onde foi enfatizada a importância do ensino da Educação Ambiental na construção de conceitos acerca de um da preservação do Meio Ambiente aliada ao Desenvolvimento Sustentável à utilização da internet para o ensino da Educação Ambiental e a capacitação de professores para a utilização dessa nova tecnologia, verificamos que a Internet é uma poderosa ferramenta de comunicação e informação que deve ser utilizada na educação, mas é necessário um processo de revisão nas metodologias adotadas atualmente para que o processo ensino-aprendizagem seja positivo.
O professor é parte fundamental nesse processo de transformação, ele deve acompanhar, orientar e motivar o aluno, necessitando para isso de uma formação continuada, já que os cursos de Licenciatura são carentes em disciplinas que discutam e incentivem sobre o uso de recursos informáticos na sala de aula ressaltando as inovações tecnológicas.
Embora existam desvantagens na utilização da internet, as vantagens se sobrepõem àquelas, evidenciando que a tecnologia é uma possibilidade de aprendizagem, que desenvolve a capacidade dos alunos de aprender, interagir, derrubando as barreiras geográficas e abrindo a escola para o mundo.














REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRÉ, M. E. D. A. Etnografia da prática escolar. 4 ed. Campinas: Papirus, 1995, 128 p.
BERTOCCHI, S. aluno ajuda aluno. Disponível em http://www.educarede.org.br. Acesso em 20 de fevereiro de 2008.
BACEGA, M.A. (Coord.). Meio Ambiente: coleção Temas Transversais. São Paulo: Ícone, 79p., 2000.
BRASIL Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos: Apresentação dos Temas Transversais. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, DF: MEC/SEF, 436p. 1998a.
BRASIL Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, DF: MEC/SEF, 138p. 1998b.
BRASIL Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente e Saúde. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, DF: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Programa parâmetros em ação, meio ambiente na escola: guia para atividade em sala de aula. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 2001.
CHUNG, J. The design of instrucional environments for emerging new school. New York: Educational Technology, dez. 1991. p. 15-22.
CZAPSKI, S. A implantação da Educação Ambiental no Brasil. Ed. MEC/Unesco, Sessão "fichário" cap "PCN", 1997.
DIAS, G. F. Iniciação à temática ambiental. São Paulo: Gaia, 110p., 2002.
DIAS, G.F. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Pauolo: Gaia, 551p., 2003.
FRIGOTTO, G. A produtividade da escola improdutiva: um (re) exame das relações entre educação e estrutura econômica-social e capitalista. São Paulo: Cortez, 2001, 6. ed. 234p.
GUERRA, R. A. T. Educação ambiental na escola pública. João Pessoa: Fox, 2006 (234 p.).
HARASIN, L. On-Line Education: A New Domain. In: Mason, Robin and Kaye, Anthony (eds.) Mindweave: Communication, Computers and Distance Education. 1989. Pergamon Press, Oxford. Disponível em http://www-icdl.open.ac.uk/mindweave/mindweave.html. Consultado em 10/2008.
LEVY, P. Cibercultura. São Paulo: Edições 34, 1999.

LIMA E SILVA, P.P.; GUERRA, A.J.T.; MOUSINHO, P.; BUENO, C.; ALMEIDA, F.G.; MALHEIROS, T.; SOUZA JR, A.B. Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais. Rio de Janeiro: Thex, Ed., 2002.
LIMA, G. F. C. In: Identidades da educação ambiental brasileira. Ministério do Meio Ambiente, 2004.
MACHADO, M.M.M. A Informática no ensino da Biologia do Meio Ambiente. Dissertação (Mestrado) ? Programa de pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.
MARCHIONINI, G. E MAURER, H. The Roles of digital Libraries in the Teaching an Learning. Comunications os ACM, v. 38, n.4, p. 67-75, abr. 1995.
MARTINS, J. S. O trabalho com Projetos de Pesquisa: Do ensino fundamental ao ensino médio. Campinas, SP: Papirus, 2001. ? (Coleção Papirus Educação)
MELO, G.P. Educação Ambiental para Profesores e outros Agentes Multiplicadores. João Pessoa: Gerência executiva do IBAMA na Paraíba, 52 p., 2002.
MENEZES, D. Tecnologia ao alcance de todos, Revista Escola. Editora Abril, Fundação Victor Civicta. Ano XXI, N° 195, Setembro de 2006, p. 34.
MENEZES, L. C. Que jovens queremos formar e a que custo? Revista Escola. Editora Abril, Fundação Victor Civicta. Ano XXI, N° 197, Novembro de 2006, p. 20.
MERCADO, L. P. L. Formação Docente e Novas Tecnologias. IV Congresso RIBIE, Brasília, 1998.
MORAN, J. M, MASETTO, M. e BEHRENS, M. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 12ª ed. Campinas: Papirus, 2006, p. 12-17.
MORAN, J. M. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007, p. 101-111.
MORAN, J. M. A educação Ambiental na Internet. www.eca.usp.br/prof/moran/ambiental.htm, acesso em 15 de maio de 2008.
MORAN, J. M, MASETTO, M. T. e BEHRENS, M. A. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas, SP, Papirus. (Coleção) Papirus Educação). 2000.
MOURA, R. M. A Internet na Educação: Um Contributo para a Aprendizagem Autodirigida. Inovação, 11, 129-177. Disponível em acesso em 02 de fevereiro de 2008.
OLIVEIRA, S. l. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira. 2001. 320p.
Acta do VI Congresso Ibero Americano de Informática Educativa http://lsm.dei.uc.pt/ribie/pt/textos/doc.asp?txtid=40 PADILHA, Maria Auxiliadora Soares. Internet como ferramenta pedagógica: uma experiência de capacitação de professores. Faculdades Integradas de Vitória de Santo Antão ? PE, 2002. (refazer)
POZO, J. I. A Sociedade da Aprendizagem e o Desafio de Converter Informação e Conhecimento. Pátio-Revista Pedagógica, n.31, p.8-11, 2004.
REIS, M. M. de O.; CASTRO, G. de.. Rupturas Tecnológicas na Sociedade da Informação. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina: v.9, n.1, p. 88-96, 2006.
ROCHA, R. Vivenciando Audiovisuais: Metodologia para Ver e Ouvir.1ª Ed. 2004. Catolé do Rocha. 98 p.
SATO, M. Educação Ambiental. São Carlos: Rima, 2002.
SAUVÉ, L. Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: Uma análise Complexa. Ver. Educ. Pub., v.6, n. 10, p 72-102, 1997.
SILVA JÚNIOR, C.; SASSON, S. Biologia. São Paulo: Saraiva, 1998. 672p.
TAMAIO, I. O Professor na Construção de Natureza: Uma experiência de Educação Ambiental. São Paulo: Annablume, 158p. 2002.
VALENTE, J. A. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas, UNICAMP, 1999. 285p.
VALZACCHI, J. R. Internet y Educacion: Aprendiendo y Ensensando em los espacios virtuales. 2ª edicion, Versão Digital, 2003. Extraído em acesso em 04 de fevereiro de 2008.
XIMENEZ, M. A Educação Ambiental: enfoques e dificuldades, http://www.escola2000.org.br, acesso em 23 de março de 2008.
http://www.ailhadoceu.com.br, Pcns na escola, acesso em 23 de março de 2008.
http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L9394.htm (Lei N° 9394/2006, de 20 de dezembro de 1996 que Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, acesso em 20 de fevereiro de 2008).
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/ (LEI No 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999, que Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências, acesso em 20 de fevereiro de 2008).
http://lsm.dei.uc.pt/ribie/pt/textos/doc.asp?txtid=40, acesso em 20 de junho de 2008.

 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Graduação em Licenciatura em Biologia na Universidade Estadual do Vale do Acaraú e cursando Especialização em Educação Ambiental.
Membro desde fevereiro de 2011
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: