A Terra Era um Só Continente no Início
 
A Terra Era um Só Continente no Início
 


A terra foi um dia reunida em um só lugar, em um único continente. Certo dia, ela foi repartida por fissura e transformou-se em vários continentes.

Este acontecimento foi registrado na Bíblia por meio de um nascimento, o nascimento de um bebê chamado Pelegue (Gn 10.25). Eis a maneira como foi relatado o tremendo acontecimento:

"A Éber nasceram dois filhos: um teve por nome Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra". Este acontecimento foi tão importante que no livro de I Crônicas 1.19, a mesma frase é repetida.

Na antigüidade oriental costumava-se dar nomes aos filhos de acordo com certos acontecimentos importantes. É interessante ressaltar que o nome Éber significa "União" e o nome Pelegue significa "Divisão".

Um climatologista alemão chamado Alfred Wegener propôs evidência científica para apoiar a idéia que os continentes um dia estiveram juntos. Esta terra única ele chamou de "Pangea".

Segundo ele, quando a Pangea se partiu, transformou-se, inicialmente, em dois super continentes: o Norte que ele chamou de Laurasia e o Sul que denominou Gondwanalândia.

Alfred Lothar Wegener (1880-1930) foi um meteorologista alemão proponente da teoria das placas tectónicas e da deriva continental. A formação inicial de Wegener foi feita na área da astronomia, concluindo um doutoramento em 1904 na Universidade de Berlim. Contudo, sempre teve interesse pela geofísica e tornou-se também interessado nos campos emergentes da meteorologia e climatologia. Em 1906 Wegener fez parte de uma expedição à Gronelândia (A Gronelândia é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte) com o objetivo de estudar a circulação das massas de ar polar.

No Outono de 1911 em Marburg, Wegener pesquisava na biblioteca da universidade quando deparou-se com um artigo científico que registrava fósseis de animais e plantas idênticos encontrados em lados opostos do Atlântico. Intrigado com este facto, Wegener iniciou uma pesquisa, com sucesso, de outros casos de organismos similares separados por grandes oceanos. A comunidade científica ortodoxa da época tentou explicar esses casos afirmando que pontes terrestres, hoje submersas, em tempos ligaram os continentes. Wegener notou também que as costas da África e da América do Sul como que encaixavam-se. Poderiam então as semelhanças entre organismos deverem-se não à existência de pontes terrestres, mas ao fato de os continentes em tempos terem estado ligados? Uma teoria destas, para ser aceita, iria necessitar de uma grande quantidade de provas que a respaldassem. Wegener descobriu então que grandes estruturas geológicas em diferentes continentes frequentemente pareciam ter ligação. Por exemplo, os Apalaches na América do Norte ligavam-se à terras altas Escocesas e os estratos rochosos existentes na África do Sul eram idênticos àqueles encontrados em Santa Catarina no Brasil. Wegener constatou também que fósseis muitas vezes encontrados em certos locais indicavam um clima muito diferente do clima dos dias de hoje. Por exemplo, fósseis de plantas tropicais encontravam-se na ilha de Spitsbergen no Ártico.

Todos estes fatos apoiavam a teoria de Wegener da deriva continental Em 1915 a primeira edição de A Origem dos Continentes e Oceanos, onde Wegener explicava a sua teoria, foi publicada, seguindo-se outras edições em 1920, 1922 e 1929. Wegener afirmava que há cerca de 300 milhões de anos os continentes formavam uma única massa, Pangéia (do grego "toda a Terra"). O Pangéia fraturou-se ou dividiu-se e os seus fragmentos andaram à deriva desde então. Wegener não foi o primeiro a sugerir que os continentes estiveram ligados, mas foi o primeiro a apresentar provas extensas de vários campos de estudo. Pangéia foi o nome dado ao continente que, segundo a Teoria da Deriva Continental, existiu até 200 milhões de anos, durante a era Mesozóica. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (Pan) formando um único bloco de terra (Geia). Por outro lado, estudando-se a mitologia grega, encontramos: Pan, como o deus que simbolizava a alegria de viver, e Geia, Gaia ou Ge como a deusa que personificava a terra com todos os seus elementos naturais.A parte correspondente à América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se Gondwana. E o resto do continente, onde estava a América do Norte, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia. O mar que os envolvia se denomina Pantalassa. 

 
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Sobre este autor(a)
O Rev. Dr. Paulo de Aragão Lins é autor de vários livros, quase todos versando sobre a Bíblia, seu assunto favorito. É jornalista, conferencista em todos os Estados brasileiros, em vários países das três Américas e em toda a Europa Ocidental. Em 1999 recebeu a ?International Medal of Honor? da Unive...
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