A sociedade colonial açucareira
 
A sociedade colonial açucareira
 


A SOCIEDADE COLONIAL AÇUCAREIRA
João Elias Pena



RESUMO: Este trabalho procura enfocar a vida na sociedade colonial açucareira, deste do engenho até a chegada e colaboração dos jesuítas para defender um povo que de livre e feliz estava passando para uma vida sofrida de massacre e escravismo. Além de expor sobre a sociedade colonial açucareira, tentará explicar que o índio sofreu igualmente como o negro e o mestiço. Esta pesquisa também procura relatar a importância do negro como mão-de-obra para o português, principalmente nas construções e manutenções dos engenhos, relatando seu sofrimento como ser humano, pessoa que pensa e tem sentimento, qualidades humanísticas, desprezadas por aqueles que só queriam explorar e maltratar esses homens, mulheres e até mesmo crianças indefesas de quaisquer direitos que garantisse sua liberdade.

PALAVRAS-CHAVE: negro, índio, sociedade colonial açucareira, branco e mestiço.
ENGENHO: Pode-se dizer que; o engenho era o conjunto que contribuía para a produção da cana-de-açúcar. Onde havia a capela (lugar onde se realizava missas, casamentos e encontros religiosos com homens livres e lavradores obrigados), a casa-grande (moradia do senhor de engenho e sua família), a cana, o canavial e a senzala (moradia dos escravos).
Na fabricação do açúcar havia a moenda, a casa de purgar e a casa das caldeiras.
Na moenda, a cana depois de ser cortada era levada nos ombros dos escravos ou em carros de bois, era prensada "para a extração da garapa" e levada para a casa de purgar; lá eram tiradas as impurezas do caldo em pequenas formas de barro e levada para a casa das caldeiras; La era mexida e, com pequenos buracos nas panelas de barro, caia num vaso grosso e grande, daí era exposto ao sol para secar até o mestre de açúcar dar o ponto, para então, ser tirado do sol, depois desse processo, era levado para a metrópole, e em seguida despachado para Holanda, Inglaterra, e França pra ser refinado, pois não havia refinaria na metrópole portuguesa, só então era enviado á Portugal, a Portugal.
Contudo, a mandioca, a cachaça e o tabaco também eram valorizados no Brasil.
A mandioca assim como a cana, tinha uma transformação de farinha, que era e é ate hoje valorizada pelos brasileiros, não era muito de importância para os senhores de engenho, pois a atividade mais lucrativa era a do engenho. A cachaça também foi chamada por bebida alcoólica (o vinho) foi de muito uso para os portugueses, porem, de menor valor entre outras mercadorias. O tabaco também era valorizado, sendo de origem indígena que também foi conhecido como fumo, ei de uso africano e dos portugueses.


No engenho também havia a zona açucareira, que tinha os fazendeiros obrigados, que trabalhavam nas terras do senhor de engenho. Muitas às vezes, trabalhavam nas terras de outros fazendeiros que também plantavam a cana, e, além disso, eram obrigados a moê-la, e da 50% do açúcar obtido e mais outra porcentagem (desconhecida) por causa da terra usada.
O transporte do Brasil para Portugal era controlado pela Holanda que ajudava os negociantes de negócios açucareiros.
Martim Afonso de Souza foi um comandante de uma esquadra que construiu um grande engenho em são Vicente, em janeiro de 1532, mas, perdeu valor por causa de outro engenho maior feito no atual estado de Bahia no período do século XV.
PECUARIA BOVINA: A pecuária bovina foi introduzida no Brasil em meados do século XVI. Em Bahia e em Pernambuco.
A pecuária bovina atingiu muito o litoral Brasil.
A pecuária não atingiu muito o sertão, pois os senhores de engenho
Não se interessaram, muito pela criação bovina uma vez que o gado comia a cana.
O eventual fazendeiro para ter uma fazenda de gado não precisava de muita mão-de-obra e "importar equipamentos caros". O que eles realmente precisavam era de bastante terra e de capim para o boi se alimentar. Os trabalhadores que trabalhavam na fazenda eram chamados vaqueiros. Na fazenda os vaqueiros eram geralmente, brancos, mestiços, poucos negros e índios. Os vaqueiros que "sonhavam em serem fazendeiros" ganhavam em "pequeno salário" com um quarto das crias a cada cinco anos de trabalho.
A SOCIEDADE COLONIAL AÇUCAREIRA: A sociedade colonial açucareira tinha duas características: a escravidão e a hiernaquia rígida. Na escravidão, presente em quase todo o território do Brasil Colônia. Os escravizados não tinham nenhum direito. Eram como animais domésticos nos dias de hoje (não eram donos de si mesmo) a hiernaquia rígida era diferente, pois fazia parte dos senhores de engenho ou de outras pessoas que tinham poder sobre os escravizados.
Na sociedade colonial açucareira o senhor de engenho era branco e geralmente rico, os escravos eram africanos, pois o feitor-mor escolhia os que tinham a pele clara para trabalharem em serviços pequenos e um pouco leves, já os negros ou afro-africanos (tinham a pele mais escura) e ficavam com os serviços mais pesados e demorados.
O SENHOR DE ENGENHO: O senhor de engenho era o dono das terras e dos escravizados, era ele quem comprava mais escravos e contratava mais trabalhadores assalariados. Além de todas essas tarefas, era o senhor de engenho que decidia a profissão dos filhos.
Segundo a descrição de Gilberto Freyre sobre o que tinha na casa-grande:
"(...) paredes grossas de pedra e cal cobertas de telha, alprende na frente o nos lados, telhados caídos num máximo de proteção contra o sol forte e as chuvas tropicais (...) varias salas, quartos, corredores, duas cozinhas, despensa, capela."
(FREIRE, Gilberto. Casa-grande e senzala. p. 10)
O senhor de engenho também, alem da casa-grande tinha outra casa que era conhecida como sobrado. O sobrado era uma casa reserva. Os maiores sobrados do território brasileiro foram encontrados em Salvador (Bahia) e em Olinda (Pernambuco).
Nos grandes engenhos também tinha os homens livres que eram conhecidos como "lavradores obrigados", pois, tinham terras aonde cultivavam a cana-de-açúcar, mas, dependiam do senhor de engenho para moê-la, em troca, recebiam metade do açúcar produzido.

OS COMERCIANTES: Na época, os comerciantes faziam e contribuíam com a fortuna de grandes famílias de senhores de engenho. Contudo, vendiam e negociavam bois, mulas, escravos, anil, fumo, cachaça, carne, tabaco e trigo.
Muitos comerciantes conseguiam se tornar grandes senhores de terras e escravos.
Esses comerciantes usavam um "casamento social" que seria de uma filha de um senhor de engenho e do filho de um comerciante, ou vice- e- versa isso iria contribuir para que comerciante viesse ter mais depressa o titulo de senhor de engenho. O "casamento social" era realizado por negócios capitalistas que eram tanto do comerciante quanto do senhor de engenho.
OS ESCRAVIZADOS: Os africanos escravizados tinham muita importância no Brasil Colonial, pois, construiam prédios, casas, comércios entre outros. Eles em muitas ocasiões trabalhavam em serviços simples, como preparar a cana para entrar no solo, porém, executava milhares de tarefas em um único dia.
Os serviços cobrados dos escravos era ardo, na época do Corte da cana, o trabalho iniciava das 05:00 horas, e encerrava as 18:00 horas, em muitos casos, eles trabalhavam 18 horas por dia, ou seja, das 05:00 horas da manhã às 00:00 horas já iniciando o dia seguinte.
Todo escravo, no engenho, tinha um dever a ser cumprido, por exemplo, o cortador de cana tinha que cortar 4.200 unidades de cana por dia.
"na moenda, o sistema era o mesmo. Alem da pesada tarefa diária, o escravizado fazia vários serviços extras, como construir cercas, realizar consertos, preparar a farinha de mandioca.
(BOULOS, Alfredo. Sociedade e cidadania. p. 10)
OS TRABALHADORES ASSALARIADOS: Os trabalhadores assalariados, conhecidos como assalariados, trabalhavam dividindo o demorado e árduo trabalho com os escravizados nos engenhos. O assalariado ganhava em seu nível de trabalho, ou seja, o feitor-mor (administrava o engenho) era o que tinha a melhor remuneração do engenho, em contra partida, o pescador (pescava peixe, especialmente em dias santos em que não se comia carne vermelha) recebia o menor salário pelo seu serviço.
O mestre-de-açúcar (controlava o trabalho de beneficiamento do açúcar, o caldeiro (trabalhava na casa das caldeiras) e o purgador (trabalhava na purificação do açúcar) eram alguns dos mais bem pagos entre os outros assalariados.
Os alfaiates (consertavam e faziam roupas), sapateiros (faziam e consertavam e consertavam calçados) e carpinteiros (construía e consertava objetos de madeira) ganhavam por dia ou por tarefa.
A MAO-DE-OBRA INDIGENA: Os indígenas também, assim como os africanos foram escravizados. Contudo, o mito da falsa idéia de que os índios não foram escravizados porque reagiram aos portugueses é ilusão.
Quando os Portugueses chegaram nas terras brasileiras que encontraram os povos indignas que aqui habitavam com seus costumes e tradições diferentes das que os portugueses conheciam, os indígenas viviam da caça e da pesca felizes e em harmonia com a natureza. Porém apartir do encontro de povos antagônicos os índios perderam a paz, porque os europeus passaram a escravizá-los e a exterminar aqueles que não aceitavam o trabalho forçado. Os nativos sempre foram homens livres comiam e bebiam o que a mãe natureza lhe oferecia não foi fácil ter sua vida transformada e sua liberdade roubada.
"O relacionamento amistoso dos primeiros contatos entre o branco e o índio evolui para a escravidão quando Portugal resolveu colonizar o Brasil. (...) até os primeiros trinta anos do século XVI, quando efetivamente começou a colonização nas terras brasileiras. Até então Portugueses e Franceses exploradores do pau-brasil conseguiam utilizar a mão de obra livre indígena na extração da madeira. A forma encontrada foi o escambo (troca de mercadoria por mercadoria) entre brancos e índios. Em troca de produtos como espelhos, colares, pentes tecidos coloridos, camisetas, chapéus, facas e algumas ferramentas que portugueses e franceses lhe davam. (Silva; 28; 29).
Como se pode observar ódio desde o inicio da chegada dos europeus em terras brasileiras já eram explorados, pois trocavam seus trabalhos pesados por objetos de baixo valor, ou seja, eram enganados pelos portugueses que so visavam o lucro e que esses lucro eram obtidos através da exploração do homem que não tinha poder econômico, subjuntivo e nem titulo de nobreza, e que com a chegada dos portugueses passam a não nem mesmo dono de sua própria vida.
Em pesquisa sobre o assunto, encontra-se muitos relatos que, o negro africano foi escravizado porque não reagiu a escravidão. No entanto, na observação realizada pôde-se constatar que essa afirmação é inventiva, as pessoas eram arrancados do seu de sua família pais e mães de seus filhos etc, para serem maltratados, com certeza, dependo de como eram a vida ecomomica dessas famílias no seu país de origem, esses seres humanos estariam bem melhor, em relação à vida que iriam viver sendo escravizados em outras terras, como no Brasil, essas pessoa que muito contribuíram para formação de um País sólido, tinham um tratamento desumano, e entristecedor. Todavia, os índios reagiram à escravidão, porém não impediu que fossem escravizados pelos portugueses.
"Apartir de 1500 teve inicio a colonização, com o sistema de capitanias e a monocultura da cana-de-açúcar. (...) A economia colonial expandiu-se em torno do engenho de açúcar, recorrendo ao trabalho escravo inicialmente dos índios e, depois dos negros africanos" (Arruda; 138; 139).


Essas razões e outras como a defesa do índio pelo jesuíta, dificultaram para a "empresa agrumanufatoreira do açúcar" (uma empresa que tinha que produzir em larga em atendimentos aos interesses mercantilistas). E, pra toda essa razão: o tráfico negreiro.
O TRAFEGO NEGREIRO: O trafego negreiro se realizou em meados do século XV. O trafego negreiro era uma atividade altamente lucrativa, por isso, eram cobrados impostos sobre essa atividade lucrativa.
A igreja católica também era a favor a essa atividade, pois, arrecadava uma grande porcentagem dos lucros obtidos com o tráfico negreiro.
Guando alguns negros africanos eram capturados pelos portugueses e trazidos para o Brasil, eles vinham nos porões dos navios negreiros. Durante toda a viajem, os escravos ficavam no meio de sujeira, com péssima alimentação, com alguns doentes, outros mortos, em muitas ocasiões iam em porões super lotados, homens, mulheres e crianças, senhores e jovens no chão, e humanização era o que restou.
E os que não foram levados nos navios negreiros ficavam com o medo se espalhando pela África. Em outras palavras, guase nenhum negro ficava sobrando pela África, todavia, guando alguns traficantes se aproximavam de uma aldeia, tocavam foco, matavam e levavam os sobreviventes e quantos podiam, podíamos ver "maridos abandonar as mulheres", mães abandonar filhos, irmãos os outros. A situação era triste.
O NEGRO NO BRASIL: O negro foi muito desvalorizado pelo branco ao cometerem um erro, eram castigados, eram marcado no peito ou no rosto com ferro quente, eram chicoteados; cortado as orelhas ou o nariz. Porém, o negro começou a ver o seu valor de ser humano e passou a reagir à escravidão, eles faziam guerrinhas, insurreições, matavam feitores ou senhores de engenho, fugiam para quilombos ? individualmente ou coletivamente ? e La passavam a viver livre da escravidão.
OS QUILOMBOS: Os quilombos eram uma forma de organização e sem escravidão.
Os quilombos abrigavam varias etnias de negros, índios e mestiços.
Entre milhares de quilombos que existiram no Brasil, destaca-se o quilombo de Palmares, que durou e se organizou durante sessenta e cinco anos.
O quilombo de Palmares foi liderado por Ganga Zumba, foi assassinato, por essa causa foi substituído por Zumbi, que foi privilegiado heroicamente, negro africano guerreiro.
O quilombo de Palmares foi destruído por tropas portuguesas em uma guerrilha no ano de 1694, mas Zumbi resistiu ate 1695, que nesta guerrilha, não mais resistindo, tentou fazer uma estratégia com parábolas, a estratégia não deu resultado. Zumbi conseguiu fugir.
Capturaram-no e o aprisionaram-no, colocaram a sua cabeça "espetada em praça publica, como exemplo pra todos os negros que o consideravam imortal.
Mais os negros não o esqueceram todo dia 20 de novembro comemoram como o dia da consciência negra.
OS JESUITAS: Os jesuítas, assim como os franciscanos, beneditinos, carmelitas, domicicanos, tiveram grande participação na luta contra a escravidão jesuítas. Os jesuítas também tiveram o trabalho de ensina. Os colégios no Brasil tinham de dois modos: o inferior e o superior.
O inferior era de "cinco classes inferiores": três de humanidades e uma de gramática. O ensino para se completar durava 5 a 6 anos.
O superior não se podia fazer no Brasil, se possível, em universidades européias, pois se ensinava disciplinas de filosofia, que introduzia matemática, moral, física, metafísica e lógica.
Os jesuítas organizavam missões e eram defensores dos indígenas. Os padres em especial os jesuítas homens compromissados com o dever religioso e com o socialismo tentavam tornar a vida daqueles que viveram no inicio do povoamento país uma vida mais simples e menos perturbadora. A Imposição de forças e invasão das terras brasileiras pelos europeus ocorreu no século em que a igreja católica estava no augir do poder, infelizmente através da arrogância, pois existia o tribunal da inquisição, período de grande massacre de cristão, sabemos que a igreja também estava atrás de poder, assim, enviou os padres para catequizar e assim também, ter seu domínio nas terras novas. Porém a sorte é os enviados eram pessoas que tinham dentro de si o amor pelo próximo e ajudou muito o povo brasileiro e pelo seu heroísmo fazem historia até aos dias de hoje. Em 1759, com a morte de D.João III, o português Marques de Pombal expulsou todos os jesuítas do Brasil, pois estavam atrapalhando nas capituras dos indígenas pelos bandeirantes para serem escravizados na produção colonial açucareira.
"Quando o primeiro governador-geral Tomé de Souza chegou ao Brasil em 1549, veio acompanhado por diversos jesuítas, encabeçado por Manuel da Nóbrega. Apenas em quinze dias depois, os missionários já faziam funcionar, na recém- fundada cidade de Salvador, uma escola" de ler e escrever"
Era o inicio do processo de criação de escolas elementares, secundárias e seminários e missões, espalhados pelo Brasil até o ano de 1759, ocasião em que os jesuítas foram expulsos pelo Marquês de Pombal" (ARRUDA; 140).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diferentemente, dos outros animais o homem tem uma capacidade incrível de consciência, sabendo diferenciar o certo e o errado, porem, no inicio do povoamento brasileiro as pessoas que não tinham um titulo de nobreza eram escravizadas pelos europeus, perdendo sua identidade e o sentido da vida diante da situação de massacre e genocídio perdendo a noção de vida.
A capacidade humana de aprender, inventar, interpretar e de transformar a si mesmo em humanização foi esquecida quando milhares de pessoas deixaram sua terra de origem para vim construir um novo mundo chamado Brasil e que infelizmente não teve reconhecimento pelas suas bem feitorias, que a pesa de, produzirem através do trabalho forcado sem ter direito de defesa a escravidão, tiveram grande participação na historia do Brasil.




REFERENCIAS BIBLIOGRAFIAS
ARANHA, Maria Lucia de arruda ? historia da educação e da pedagogia: geral e Brasil / Maria Lucia de Arruda Aranha. ? ver a ampl. ? São Paulo: moderna 2006.
BOULOS Junior, Alfredo; historia: sociedade e cidadania / Alfredo Boulos Junior. ? São Paulo: FTD, 2006. ? (COLEÇÃO HISTORIA: Sociedade e cidadania).
CAPRINI, Conceição. et alii. Ensino de historia: ensino de historia: revisão urgente. Ed. Ver. E ampli. São Paulo. Educ., 2000.
SILVA, Francisco de Assis; historia do Brasil, 1937 ? Historia do Brasil: Colônia, Império, Republica / Francisco de Assis Silva. - - São Paulo: Moderna, 1992.


 
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