A SITUAÇÃO DA EJA EM BRASÍLIA
 
A SITUAÇÃO DA EJA EM BRASÍLIA
 


RESUMO:A pesquisa objetivou analisar os princípios da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na cidade de Brasília, verificando o perfil da Modalidade, os fatores determinantes do educando buscar esta forma de educação, as melhorias que serão acrescentadas e até onde a EJA pode influenciar a educação no contexto social. Procurou-se, ainda, promover uma observação das políticas públicas que serão mister para o aperfeiçoamento da EJA, de que forma os educadores vêm se preparando ou como deveriam fazê-lo e como estão sendo feitas as avaliações no ensino em comento, investigando se é, de fato um ensino que traz resultados efetivos. PALAVRAS-CHAVE: EJA, Educação, Políticas públicas, Ensino
  1. INTRODUÇÃO

Esta pesquisa abordou a modalidade de ensino conhecida como Educação de Jovens e Adultos (EJA). Foi executada por intermédio de observações advindas da experiência de trabalho da signatária do presente, como teleatendente no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação- FNDE, ao longo de cerca de 3 (três) meses, quando pode-se anotar que a maioria dos chamados recebidos se referiam a dúvidas e questionamentos acerca do Programa Brasil Alfabetizado. Nestes atendimentos foi possível constatar, com ênfase, a dificuldade de comunicação dos bolsistas do Programa acima citado, induzindo à crença de que esta deficiência, provavelmente, invadiria as salas de aula do EJA, por eles ocupadas. Optou-se, por conseguinte, discorrer sobre a Educação de Jovens e Adultos, verificando a qualidade do ensino, analisando o ambiente educacional, identificando as razões que levam uma pessoa a procurar esta Modalidade do Ensino, observando quais as dificuldades enfrentadas pelos alunos. Doutrotanto, pretendeu-se consignar se abrange a comunidade com seu ensino e apontar quais as melhorias que traz para a vida de jovens e adultos que não concluíram ou foram privados do ensino regular.

A educação de Jovens e Adultos é tema de grande interesse, seja pela necessidade de implementar melhorias nos níveis de conhecimento formal da população, seja pela premência de obtenção de melhores avaliações da alfabetização nacional.

Este tema, dada a complexidade dos elementos que envolve, será objetivo deste estudo, onde se buscará promover uma avaliação sobre a qualidade do ensino na EJA e dos educadores que o compõem.

Para tanto, foram cotejadas as normas programáticas sobre a questão, os dados estatísticos encontrados acerca da matéria, além de levado a termo um estudo de campo, de cunho prático com alunos e professores da EJA em uma escola pública de Brasília - DF.

2A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

A Educação de Jovens e Adultos no Brasil tem como objetivo, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, suprir as necessidades do indivíduo que não teve condições de terminar os estudos ou foi privado do ensino na idade escolar.

Dada sua relevância, o tema que encontra-se gizado constitucionalmente, lançadas na Carta Magna as principais diretrizes da educação nacional. Neste sentido, as disposições do art 205 da Constituição Federal de 1988.

Art. 205 A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Constituição da República, art.205,1988)

No mesmo sentido, o art.208 da Carta Magna afirma que o dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria.

Também nesta senda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que preceitua que Educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. (LDB, art.22, 1996)

Outrossim, é matéria digna de grandes preocupações dos educadores pátrios o alto índice analfabetismo, principalmente entre a população adulta, apontado pela a última avaliação do IBGE, publicada no ano de 2000.

De acordo com o documento Educação para Jovens e Adultos  Ensino Fundamental  Proposta Curricular para o 1º. Seguimento, editado pelo Ministério da Educação, a primeira aparição da EJA ocorreu na década de 1930, com as transformações da sociedade, tendo como objetivo implementar a educação de adultos, tendo ganhado mais espaço no fim do governo Vargas, época da estruturação do ensino no Brasil.

Posteriormente, deflagrou-se a nível nacional a Campanha de Educação para Adultos, que teve como escopo a diminuição do analfabetismo no Brasil, buscando abranger mudanças para melhorar o desenvolvimento educacional do país. Esta campanha mostrou que a sociedade deve reconhecer o adulto analfabeto como um ser capaz, que tem o seu próprio conhecimento, não querendo significar que apenas porque uma pessoa não sabe ler ou escrever não possua sua própria visão de vida.Foi nesta campanha que o Ministério da Educação produziu pela primeira vez um material didático específico na aprendizagem de adultos analfabetos.

No final da década de 50 que surgiram as primeiras críticas com relação a metodologia e a didática aplicada na Campanha de Educação de Adultos, fazendo surgir o método Paulo Freire para a Educação de Jovens e Adultos.

Freire determinou a alfabetização, elaborando projetos pedagógicos especificamente para jovens e adultos que não foram alfabetizados, permitindo que o educando utilizasse de seu conhecimento do mundo. Esse método trouxe muitos resultados para a sociedade trabalhando a importância do saber e conhecer. Anos mais tarde, já sob a égide da ditadura militar, tal método foi proibido pelo governo, que lançou o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), do qual é exemplo bem sucedido a Ministra Marina Silva que foi alfabetizada aos 16 anos no movimento em comento.

Como se percebe, no tópico acima discorreu-se sobre as origens históricas da EJA no Brasil, os principais métodos de alfabetização e teceu-se alguma análise sobre a parte documental da EJA. No próximo tópico, discutir-se-á as políticas públicas de intervenção, principalmente aquelas editas pelo Ministério da Educação, no que tange à EJA.

  1. AS AÇÕES DO MEC NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A Educação de Jovens e Adultos no Brasil vem se alargando e se tornando um subsídio para Jovens e Adultos, oferecendo oportunidades para seu desenvolvimento intelectual e profissional.

Neste contexto, observa-se, na atualidade, uma demanda significativa pelo programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), programa este que tem suas bases lançadas na LDB (LEI Nº 9.394/96).

"A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames. O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si." (LDB, art.37, Parágrafo 1º e 2º, 1996)

Com o surgimento das Políticas Públicas em prol da extirpação do analfabetismo no Brasil melhorias ocorreram. Todavia, lamentavelmente, o índice em questão ainda é muito grande, principalmente na região do nordeste do país (Pnad  IBGE  18/09/2009). Referida pesquisa demonstra que os índices de analfabetismo entre a população adulta (mais de 15 anos de idade) caíram apenas 0,1% (zero vírgula um por cento), patamar este considerado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad como inaceitável.

De acordo com a Resolução nº 12 de 2009, o Programa Brasil Alfabetizado foi criado com o intuito de reintegrar analfabetos com idade superior a 15 (quinze) anos às escolas, para que possam ter uma oportunidade de receber educação formal, promovendo também uma diminuição no índice de analfabetismo em todo o Brasil.

Em 2007 o Ministério da Educação passou a priorizar os 1.103(hum mil cento e três) municípios brasileiros nos quais mais de 35% (trinta e cinco por cento) da população com 15 (quinze) anos ou mais é analfabeta, o que, de acordo com dados do Censo IBGE 2000, se observa maior ocorrência na região nordeste, onde se concentra mais de 90% (noventa por cento) dos locais nesta situação.

Estes Municípios e Estados começam a receber apoio financeiro para capacitar os alfabetizadores, durante todo o período do curso de alfabetização.

Obviamente, uma boa formação e qualificação desses professores serão condições para melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem, que devem adaptar-se ao trabalho com jovens, adultos e idosos.

Caberá aos Municípios verificar onde estão localizados os analfabetos, selecionar os professores e coordenar e supervisionar a capacitação inicial, quando, então, a União se encarregará de pagar bolsas aos alfabetizadores e destinar recursos para material didático, alimentação e transporte dos alunos; para aquisição de óculos de grau para os jovens, adultos e idosos que necessitam usá-los e para o trabalho de supervisão das turmas.

Os alfabetizadores deverão ser selecionados preferencialmente entre professores das redes públicas e voluntários com formação mínima de nível médio.

Os valores repassados ainda são módicos, mas, como a maior parte desses voluntários têm baixo poder aquisitivo, essa remuneração serve como um incentivo para que desempenhem seu papel da melhor maneira possível.

Percebe-se, deste modo, que o maior desafio da EJA é empreender uma educação capaz de promover a transformação social, formar indivíduos aptos e exercer seus deveres, exigir seus direitos e também contribuir para tornar um cidadão crítico.

A falta de profissionais habilitados para trabalhar com a EJA, também é fator de estudo e preocupação da sociedade e dos governantes, pois na didática empregada deve ser levado em conta suas experiências, tornando-se sujeito da própria aprendizagem, ou seja, aproximar os conteúdos curriculares ao cotidiano do aluno.

Levando-se tudo isto em consideração a EJA torna-se um eficiente instrumento ou inclusão social garantindo o processo de auto- sustentabilidade.

A chamada democratização da educação nada mais é que o reconhecimento implícito e explícito de que todos devem sofrer um processo educacional e não alguns.O processo continuado que vai do berço ao túmulo.Estamos ante uma problemática que desafia a inteligência e a capacidade dos próprios educadores. Esta problemática poderia colocar-se dentro da seguinte dinâmica: Quantos são aqueles que realmente podem participar do processo da educação? Quanto é mais cara uma educação etilizada do que uma educação de massa?Quanto se aplica na educação hoje para produzir realmente mudanças- Quanto os sistemas tradicionais de educação contribuem para o desenvolvimento de uma mentalidade critica e reformadora? (MOSQUEIRA,1975,p.139)

A situação do analfabetismo no Brasil continua bastante crítica. Porém, a realidade no DF é muito diferente do restante do país. Dados do IBGE (2000) indicam que os analfabetos que existem no DF, são aqueles oriundos de outros Estados e que aqui se instalaram.

No tópico seguinte discorrer-se-á sobre este assunto.

  1. A SITUAÇAO DA EJA NO DF

A EJA no Brasil adquiriu tanta importância que foi criado um site (forumeja.org.br), com vistas a discutir a situação da EJA no Brasil. Trata-se de um fórum que visa a busca da conexão entre o movimento social EJA e as Tecnologias de Informação.

Segundo este site (forumeja.org.br),a Educação de Jovens e Adultos se difundiu no Brasil, e na capital Federal não foi diferente.

Os programas de alfabetização e educação popular tiveram inicio na década de 60 devido à grande quantidade de trabalhadores analfabetos vindos de outras cidades, para trabalhar na construção de Brasília.

Estes trabalhadores tiveram papel fundamental não somente na construção da nova capital, mas também no processo de construção e formação cultural e educacional, porque impulsionaram a Capital para o desejo de ensinar e aprender.

Segundo Pinto (1993), com o passar do tempo a sociedade vai moldando a postura do ser humano. Com isso, vários serão os comportamentos apresentandos perante o contexto  social, que vive sempre encaixado mediante o reflexo daquilo que a sociedade julga como certo e, muita das vezes, não são comportamentos corretos aos olhos de algumas pessoas. Existe sim um processo de maturação gradativa vivenciada por época e costume  e que tão sempre vai agregando valores para um novo olhar sócio cultural.

O processo de ensino e aprendizagem, neste foco. não é ligado diretamente ao saber escolar ou então a uma prática educacional ligada aos livros e regras. Assim, a ligação direta do ser intelectual é vista de forma singular no sentido de que a realidade pode influenciar e acrescentar valores para que tenha uma comunicação singular no sentido do saber.

Nas décadas de 1970 e 1980 a população de Brasília aumentou, com a chegada dos migrantes de outros Estados brasileiros. A preocupação do Estado com relação às necessidades básicas da população começou a surgir e, dentre elas, a educação. Mais especificamente, a alfabetização.

O governo, então, implantou a primeira turma de alfabetização na cidade do Paranoá, que foi comandada por professores da Universidade de Brasília (UnB). Com o resultado satisfatório o governo percebeu que a educação se reforçava quando os interesses da população se consolidavam.

A luta pela alfabetização de Jovens e Adultos permitiu a eles despertar para o certo e o errado e para a conquista dos seus interesses. Desse modo, foi implantada a modalidade EJA, que cada vez mais dava continuidade a uma alfabetização que contribuía para o fortalecimento, organização e luta dos moradores por maiores e melhores condições de existência.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´S), em um país de dimensões continentais não se pode ter apenas uma visão metodológica sobre o ensino. Vale respeitar as necessidades, como também as realidades locais e sociais de cada espaço. É importante saber ir além do plano de aula, tendo, sim, uma programação prévia para que os alunos se sintam motivados neste processo de ensino e aprendizagem.

As questões pedagógicas irão agregar valores na necessidade individual. Com isso, o professor, ao fazer um planejamento adequado, poderá, na prática, perceber qual é o aluno que não está acompanhando o raciocínio desejado, juntamente com a assimilação do conteúdo, cabendo então um tratamento diferenciado, não excluindo esse aluno, mas sim respeitando as diferenças.

De acordo com os dados da Secretaria de Educação do DF (2009), o ensino da EJA é direcionado para suprir as necessidades dos cidadãos, em consonância com a Lei 9394/96, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O quadro abaixo mostra a gritante diferença entre o número de escolas e o número de alunos. Vale ressaltar que deve ser considerada a cultura social local, como também a própria população, dando assim uma margem significativa, sendo que a quantidade de alunado em Ceilândia é maior, pois é a Região Administrativa de Brasília com o maior índice de habitantes.

Fonte: site da SEEDF, acessado em 17.10.09

  1. A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO CESAS

A realidade da EJA em várias escolas tem o mesmo tratamento (tendo como diferencial, apenas as necessidades locais). Com isso a história do CESAS, escola pública integrante da rede de ensino da do Distrito Federal onde realizada a pesquisa de campo do presente estudo, traz uma realidade com um novo diferencial. Pode-se citar, ainda, que essa é uma escola modelo de Educação de Jovens e Adultos em Brasília. De acordo com fontes oficiais do Governo do DF, "A Rede Pública de Ensino do Distrito Federal oferece esta modalidade nas formas presencial, Educação Especial e é a únicaescola publica do DF que oferece o ensino a distância para a Educação de Jovens e Adultos para o DF e entorno". (site www. gdf.seedf.eja/eduacaçãodejovenseadultos)

A educação do CESAS funciona em três turnos: matutino, vespertino e noturno de segunda a sexta  feira oferecendo o 1º segmento de 1º a 4º série, 2º segmento de 5º a 8º série e 3º segmento Ensino Médio, com 150 (cento e cinquenta) professores, 3.008(três mil e oito) alunos  e 46 (quarenta e seis) servidores, sendo que nos turnos matutino e vespertino estão matriculados alunos que, de certa forma, são mais novos e no noturno são alunos de maior idade, como por exemplo, trabalhadores, pais e mães de famílias. Verifica-se, por conseguinte, que os de mais idade geralmente são aqueles que desistiram dos estudos ou não tiveram a oportunidade de estudar e conseqüentemente buscam a EJA por ser uma modalidade de ensino que se adequa às necessidades desses alunos com idade e condições de aprendizagem diferenciadas.

O Centro de Educação de Jovens e Adultos (CESAS) é a única escola publica do DF que oferece o ensino à distância para a Educação de Jovens e Adultos de Ensino Fundamental de 5° a 8° e Ensino Médio para o DF e entorno. São 26 (vinte e seis) professores e 600 (seiscentos) alunos matriculados nessa Instituição de Ensino, dando assim oportunidades iguais para as pessoas que querem estudar e não têm tempo nem disponibilidade de locomoção ou vergonha de retornar a escola com alunos bem mais novos. O CESAS ainda motiva jovens e adultos a continuarem os seus estudos, seja por motivação pessoal ou profissional, suprindo as necessidades destes para a vida.

A Educação à distância veio para eliminar alguns impedimentos de descontinuidade dos estudos ou defasagem de escolaridade. Diferentemente das aulas presenciais, os alunos na EJA estudam no horário que podem, tiram dúvidas com os professores e apenas nas avaliações se deslocam para o local das provas.                          

De acordo com o que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96), com os objetivos de inclusão e construção do conhecimento tendo como base a realidade dos alunos, o CESAS atende a demanda e as necessidades dos alunos no que tange a Educação de Jovens e adultos (tanto do Plano Piloto, como do Entorno do DF), a fim de efetivar os direitos de acesso à Educação dos cidadãos com um todo.

RESULTADOS

No questionário exploratório realizado pesquisou-se 30 (trinta) professores. Deste total somente oito responderam as nossas perguntas.

Pesquisa sobre a Educação de Jovens e Adultos no CESAS. Questionário Professores:

Na primeira questão, indagou-se aos professores: "Como você define a EJA?" A maioria respondeu que é um ensino para adultos, sendo que alguns outros mencionaram que se trata de uma oportunidade profissional. Veja-se gráfico analítico abaixo:

Já na segunda questãoos professores responderam sobre a concepção da EJA nos documentos oficiais e se estes são praticados nas escolas. A maioria respondeu que os documentos são bem elaborados apenas no papel, enquanto na prática fica a mercê da prática diária nas salas de aula: Veja-se à respeito:

Na terceira questão, como resposta obteve-se que a maioria acha que os materiais pedagógicos não são adequados às aulas.

Na quarta questão sobre as atividades desenvolvidas pelos alunos, a minoria acha que são boas. À este respeito, os seguintes dados foram levantados:

No que se refere à quinta questão, relativa às formas de avaliação adotadas no curso, todos responderam que são feitas através de provas e trabalhos.

No sexto quesito, perguntou-se se a EJA é completa ou tem que melhorar.Os educadores responderam que sim, há de se melhorar a EJA. Contemples-se o levantamento abaixo:

Acerca da sétima questão, perquiriu-se: "Quais os problemas que afetam o ensino da EJA?", os professores responderam: "Evasão escolar, falta de qualidade e principalmente falta de recursos". Observe-se o resultado obtido:

O oitavo quesito trata DE como os professores da EJA podem solucionar os problemas mencionados. A esmagadora maioria respondeu que os problemas não podem ser solucionados, outra parte respondeu que é melhorar a metodologia no ensino.

Na nona questão perguntou-se se os professores têm conhecimento do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e se este está de acordo com o desempenho. Os pesquisados responderam que sim, que estão de acordo com o PPP.

A décima questão foi assim apresentada: "Quais as características dos alunos da EJA dessa escola?" Como resposta, observe-se gráfico abaixo:

Para saber a realidade dos os alunos da EJA é preciso saber dos próprios alunos quais são suas opiniões. As perguntas foram focadas no ensino da EJA, mas dando uma visão diferenciada entre as respostas. Foi realizada a pesquisa com 50 (cinqüenta) alunos, sendo que  30 (trinta) alunos responderam às nossas perguntas. A maioria dos entrevistados são do sexo masculino. Na primeira questão indagamos aos alunos:

Pesquisa sobre a Educação de Jovens e Adultos no CESAS. Questionário: Alunos:

Em segundo lugar, questionou-se: "Porque você escolheu a modalidade de ensino da EJA?".

Como resposta obteve-seque a opção deveu-se ao fato de que é um ensino rápido, preferencial em face da escassez de tempo dos entrevistados e com vistas a possível crescimento profissional.

Num segundo momento, perquiriu-se: "Nessa modalidade existe preconceito?" "Você já sofreu algum?": As respostas podem ser bem analisadas nos gráficos abaixo:

Terceiro quesito: "Você tem dificuldades na aprendizagem? Quais?". Veja-se o resultado:

A quarta questão: "Você já reprovou em algum segmento?": A maioria responderam que nunca reprovaram.

No quinto quesito:"Existe algum assunto específico que você gostaria de aprender na EJA? Qual?": Os resultados encontram-se abaixo relatados:

Na sexta questão: "Você como aluno o que espera da EJA?" A maioria dos entrevistados respondeu que espera o crescimento profissional, intelectual e mais valorização.

No sétimo questionamento lançou-se a seguinte questão: "Você pretende prosseguir os seus estudos fazendo um curso superior?" Abaixo, as respostas compiladas:

Na oitava questão "Qual segmento da EJA você está cursando?". Observe-se as respostas:

A entrevista foi realizada com os alunos do noturno, com várias realidades distintas e algumas semelhanças entre eles, pontos em comum são que a maioria  desses alunos são solteiros não apresentando grande índice com erros de português.

As pesquisas acima espelhadas foram realizadas no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (CESAS) e retratadas nos gráficos relativos à cada situação.

  1. CONCLUSÃO

Dada toda a análise realizada, infere-se que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) traz resultados efetivos para a sociedade, principalmente para os alunos privados ao acesso à educação em idade própria, por motivos sociológicos e que buscam crescimento profissional e intelectual.

O objetivo da Modalidade do Ensino da EJA é estabelecer critérios para atender a demanda da população que visa procurar este ensino por ser uma educação de qualidade que abrange o crescimento desses educandos na vida.

É importante ressaltar que os educadores devem trabalhar sempre em projetos, programas, diversidade e interdisciplinaridade uma vez que nem todos os professores dão o devido valor ao tema, mas que faz toda a diferença para um aluno que não tem tanta motivação para estudar ou até mesmo ir à escola. As realidades são distintas e cada um sabe de suas próprias dificuldades.

Sendo assim, uma função essencial para o educador é valorizar o contexto e fazer com que todos sintam vontade de voltar no dia seguinte. Não basta acreditar que apenas recursos financeiros são o que farão o diferencial, mas sim trabalhar com pessoas e acreditar que é possível mudar.

  1. REFERÊNCIAS

ARANHA, M.L.A. História da Educação e da Pedagogia  Geral e do Brasil.3ª.ed. São Paulo:Moderna, 2006.

BRASIL.Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília,1998.

BRASIL.MEC.Parâmetros Curriculares Nacionais(1ª.a 4ª. série)  Introdução.3ª.ed.Brasília:MEC,2001.

BRASIL.SEPLAN.IBGE.Dados Estatísticos da população Brasileira de 2000.Brasília,2000.

BRASIL.MEC. Lei 9394. Brasília, MEC, 1996

BRASIL.MEC.SEF.Educação para Jovens e Adultos  Ensino Fundamental  proposta Curricular para o 1º. Segmento.2ª.ed.Brasília:MEC,1998.

GDF.SEEDF.DRE do Plano Piloto e do Cruzeiro. Centro de Ensino Supletivo da Asa Sul.Proposta Politica Pedagocia. Brasilia, 2009.

GDF.SEEDF.EJA  Educação de Jovens e Adultos.Brasília:GDF/SEEDF,2009.

MOSQUEIRA, Juan José Mourinho.Educação  novas perspectivas.2ª.ed.Porto Alegre:Sulinas,1975.

PINTO, Alvaro Vieira.Sete Lições Sobre educação de Adultos.8ª.ed.São Paulo:Cortez,1993.

FONTES DE SITES

WWW.forumeja.org.br/df, acessado em 02.10.2009

 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Jose Francisco De Sousa
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Nasceu em Pombal-PB, mora em Brasilia há mais de 35 anos. Formado em historia, letras e peagogia, mestre em educação, doutor em historia antiga e doutorando em psicologia.Professor da Secretaria de Ensino do DF e de Instituições de Ensino Superior do DF
Membro desde outubro de 2009
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: