A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTE RENAL CRÔNICO: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE BARREIRAS - BA
 
A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTE RENAL CRÔNICO: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE BARREIRAS - BA
 


INSTITUTO AVANÇADO DE ENSINO SUPERIOR DE BARREIRAS ? IAESB
FACULDADE SÃO FRANCISCO DE BARREIRAS ? FASB

A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTE RENAL CRÔNICO: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE BARREIRAS - BA

PROJETO DE PESQUISA

BARREIRAS ? BA
2010
NAJLA MEIRA CHAVES

A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTE RENAL CRÔNICO: UM ESTUDO DE CASO

Projeto de Pesquisa apresentado à Faculdade São Francisco de Barreiras, como requisito parcial para avaliação da atividade de encaminhamento da intenção de pesquisa, orientado pela docente Luuane Cristina Joia.

BARREIRAS ? BA
2010

1. Tema:
Qualidade de vida de pacientes renais crônicos.

2. Delimitação do tema
Qualidade de vida de paciente renal crônico: um estudo de caso na cidade de Barreiras ? BA.

3. Problema:
Quais reflexos a deficiência adquirida nos rins ocasiona na qualidade de vida e na autonomia de pacientes?

4. Hipótese:
A deficiência adquirida nos rins dificultaria as atividades de vida diária reduzindo à autonomia dos pacientes.
A deficiência nos rins dificultaria a vida social, física e psíquica do paciente, possibilitando o enfraquecimento de suas resistências no contexto do tratamento.

5. Objetivos
5.1 Geral
Relatar a qualidade de vida durante o tratamento de paciente renal crônico, observando e analisando o relacionamento entre paciente, equipe multidisciplinar e sociedade.

5.2 Específicos
1. Caracterizar as atividades de vida diária e autonomia de paciente renal crônico e suas alterações na qualidade de vida.
2. Descrever dificuldades de paciente renal crônico como: físicas, psíquicas, sociais, lazer, família, discriminação entre outros.
3. Relacionar as dificuldades descritas às características do tratamento.

6. Justificativa
O presente estudo propõe a refletir acerca dos dramas vividos por uma paciente renal crônico em seu tratamento, a fim de participar de um debate capaz de apontar caminhos que tragam ao relacionamento entre paciente e enfermidade e a sociedade, uma postura mais próxima encorajadora ao paciente, objetivando sucesso do tratamento. O interesse relacionado a qualidade de vida desse paciente advém do fato de que uma vez sentindo-se mais autônomo e verificando mudanças de ordem maior processuais e procedimentais médicas e de tratamento, a sensação de perda da autonomia ou de dependência, tem menor espaço para instaurar-se. Para o paciente a continuidade da autonomia pode contribuir com seu engajamento no tratamento. Com isso, o cuidado com a qualidade de vida de paciente renal crônico é também um cuidado para que o tratamento tenha maior eficácia, uma vez que a cura ou a redução dos transtornos, inicialmente do sujeito - paciente. Tendo em vista que o paciente não aceite o tratamento como capaz de conduzir a uma melhoria, esquivando-se do mesmo, tal atitude prejudicaria o desenvolvimento de sua recuperação. Assim, é importante refletir sobre a intervenção e o relacionamento de enfermeiros com os pacientes que possuem deficiência renal crônica, tendo em vista que o bom relacionamento entre ambos interfere diretamente nos resultados do tratamento. Nesse sentido, o trabalho do enfermeiro poderá favorecer a busca de melhoria à sua saúde e consequentemente a qualidade de vida, pois constataram nesses pacientes uma apatia, desestímulo e um desencanto em relação à vida e ao tratamento.

7. Pressuposto teórico
Anatomia e fisiologia dos rins

Os rins tem uma importante função, são eles os principais órgãos responsáveis pela eliminação de toxinas e substâncias. Eles também são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados. Alem disso eles ajudam produzindo alguns hormônios e participam no controle da pressão arterial. Por isso, doenças nos rins e a sua perda de função levam a uma série de problemas como: pressão alta, doenças no coração, anemia, inchume, alterações em ossos e nervos. (DÂNGELO, 2005). Os rins são dois órgãos em forma de feijão,que estão localizados no meio das suas costas, logo abaixo da caixa torácica, em cada um dos lados da coluna vertebral. Pesam aproximadamente 0,5% do peso corporal total. Apesar de serem órgãos pequenos em peso, recebem uma quantidade enorme - 20% - do sangue bombeado pelo coração. De acordo com Dângelo (2005), o grande fornecimento de sangue para os rins permite que eles realizem tarefas como: regular a composição sanguínea, manter a concentração constante dos vários íons e outras substâncias importantes, manter o volume de água constante em seu corpo, remover resíduos do organismo (uréia, amônia, drogas, substâncias tóxicas), manter a concentração constante de ácido/base sanguínea, ajudar a regular a pressão sanguínea, estimular a produção de glóbulos vermelhos, manter o nível de cálcio no organismo. Os rins recebem o sangue pela artéria renal, então processam e retornam esse sangue para o corpo através da veia renal e removem os resíduos e outras substâncias indesejáveis na urina. A urina flui dos rins pelos ureteres até a bexiga. Na bexiga, a urina é armazenada até ser excretada do corpo pela uretra. (JANEWAY, 2002)
As partes internas dos rins são as seguintes:
? Cápsula renal - uma fina membrana externa que ajuda a proteger o rim
? Córtex - região externa, de cor mais clara
? Medula - região interna, mais escura, de cor marrom-avermelhada
? Pélvis renal - uma cavidade lisa, em forma de funil, que coleta a urina para dentro dos ureteres

Diagrama mostrando as partes do rim e do néfron


Fonte: www.wikipedia.com.br (acesso em 18.04.2010)
O córtex e a medula são pequenas estruturas tubulares, presentes em ambas as regiões, perpendicularmente à superfície do rim. Em cada rim, há um milhão dessas estruturas, chamadas néfrons. O néfron é a unidade básica do rim,é um tubo longo e fino fechado em uma ponta, tem duas regiões entrelaçadas com uma longa alça em forma de forquilha, terminando em uma porção longa e reta, e é cercado de capilares. (ANDRADE, 1988) É importante frisar que em humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdomen, atrás do peritoneo, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula supra-renal. Os rins estão, aproximadamente no mesmo nível que as vértebras, sendo que o rim direito localiza-se um pouco mais inferiormente que o esquerdo. O pólo superior de cada rim está encostado na décima primeira e décima segunda costelas e ambos encontram-se envoltos por um coxim de gordura, com finalidade de proteção mecânica. Quanto à anatomia microscópica, cada rim é formado por cerca de 1 milhão de pequenas estruturas chamadas néfron. Cada néfron é capaz de eliminar resíduos do metabolismo do sangue, manter o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico do corpo humano, controlar a quantidade de líquidos no organismo, regular a pressão arterial e secretar hormônios, além de produzir a urina. Por esse motivo dizemos que o néfron é a unidade funcional do rim, pois apenas um néfron é capaz de realizar todas as funções renais.



Doença renal crônica

As pessoas com maior risco de ter doenças nos rins são aquelas que têm: diabetes, pressão alta, pessoas com doença renal na família, idosos, pessoas com doenças cardiovasculares. Apesar da doença renal não ocasionar muitos sintomas, é importante conhecer alguns sintomas que podem estar relacionados à doença renal: fraqueza, cansaço, inchaço em rosto, pés ou pernas, dificuldades para urinar, urina com espuma, urina com alterações na sua cor (escura ou avermelhada), aumento ou diminuição da quantidade de urina. As principais causas de doença renal crônica são: Hipertensão (pressão alta), Diabetes, Glomerulonefrites, Doenças hereditárias como a Doença Policística, Obstruções (pedras nos rins, tumores), Infecções nos rins. A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Atualmente ela é definida pela presença de algum tipo de lesão renal mantida há pelo menos 3 meses com ou sem redução da função de filtração. Ela é classificada em estágios de acordo com a evolução conforme o quadro abaixo, demonstrado pelo Ministério da Saúde 2006:
Estágio Descrição Filtração Glomerular (FG)
0 Risco de doença renal HAS,Diabetes, Familiar c/DRC > 90 mL/min
1 Lesão renal > 90mL/min
2 Lesão renal, leve FG 60 - 89 mL/min
3 Moderada FG 30 - 59 mL/min
4 Avançada FG 15 - 29 mL/min
5 Falência renal < 15 mL/min
diálise ou transplante
É conhecido atualmente que cerca de um em cada 10 adultos é portador de doença renal crônica. A maioria destas pessoas não sabe que tem esta doença porque ela não costuma ocasionar sintomas, a não ser em fases muito avançadas. (ANDRADE, 1988) Em muitos casos o diagnóstico precoce e o tratamento da doença nas suas fases iniciais podem ajudar a prevenir que a doença progrida para fases mais avançadas (inclusive com a necessidade de tratamento com hemodiálise ou transplante de rim). De acordo com o Ministério da Saúde:
A doença renal crônica consiste em lesão, perda progressiva e irreversível da função dos rins. Os principais grupos de risco para o desenvolvimento dessa patologia são: diabete mellitus, hipertensão arterial e história familiar. Além destes, outros fatores estão relacionados a perda de função renal, como glomerulopatias, doença renal policística, doenças auto-imunes infecções sistêmicas, infecções urinarias de repetição, litíase urinária, uropatias obstrutivas e neoplasias. (2006. P.23)
Como a doença renal muitas vezes está associada com diabetes, pressão alta e doenças do coração, o seu tratamento também ajuda a evitar outras complicações como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e derrames. Por isso, é importante saber algumas coisas a respeito da doença renal e saber como preveni-la e detectá-la. O mais importante, a saber, é que a doença renal e todas estas complicações mencionadas acima podem ser facilmente identificadas e o seu tratamento pode evitá-las. Algumas medidas simples são capazes de detectar se o individuo tem doença renal ou se tem maior risco de ser portador da mesma. Basta medir a pressão arterial e pedir ao seu médico para fazer um exame de urina, e a dosagem no sangue da creatinina. O exame de urina pode mostrar a presença de proteína, cuja presença continuada pode indicar uma lesão renal em fase inicial. A creatinina é uma substância do sangue que é filtrada pelos rins, por isso o seu aumento no sangue significa que há uma diminuição da função dos seus rins. Com a dosagem da creatinina no sangue o seu médico pode, através de fórmulas simples, calcular a filtração glomerular, verificar se a pessoa tem Doença Renal Crônica e em que estágio ela se encontra. É importante que a doença renal em suas fases iniciais tem um tratamento simples e eficaz, principalmente a base de dieta, medicações para tratamento de pressão alta e diabetes, quando estas doenças estiverem presentes e remédios para reduzir a eliminação de proteínas pelos rins. (JANEWAY, 2002). Essa doença renal crônica é comum, pode ser uma ameaça para a sua saúde, é fácil de identificar e tem um tratamento eficaz. O diagnóstico da Doença Renal Crônica DRC baseia-se na identificação de grupos de risco, presença de alterações de sedimento urinário (microalbuminúria, proteinúria, hematúria e leucocitúria) e na redução da filtração glomerular avaliado pelo clearance de creatina. Topo paciente pertencente ao chamado grupo de risco, mesmo que assintomático deve ser avaliado anualmente com exame de urina (fita reagente ou urina tipo 1), creatinina sérica e depuração estimada de creatinina e microalbuminúria. A microalbuminúria é especialmente útil em pacientes com diabetes, hipertensão e com história familiar de DRC sem proteinúria detectada no exame de urina. A avaliação trimestral é recomendada para todos os pacientes no estágio 3, para aqueles com declínio rápido da filtração glomerular (acima de 4ml/min/1,73/ano), nos casos onde houve intervenções ou exposição a fatores de risco para perda da função aguda e quando se detecta fatores de risco para progressão mais rápida. As ações recomendadas para redução de risco estão descritas adiante. O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígados) ou tecidos (medula óssea, ossos, córneas...) de uma pessoa doente. A substituição de tecidos doentes danificados ou gastos por muito tempo foi um sonho da profissão médica. Para obtê-lo era necessário resolver três problemas básicos. Primeiro, os transplantes devem ser introduzidos de forma a permitir que realizem suas funções normais. Seguindo a saúde do receptor e do órgão transplantado deve ser mantida durante a cirurgia e os outros procedimentos usados no transplante. Terceiro, o sistema imune do paciente deve ser impedido de desenvolver respostas que podem resultar na rejeição do transplante em outras complicações. Durante os últimos 50 anos, foram encontradas soluções para esse problemas, e o transplante de órgãos progrediu de um procedimento experimental para um tratamento de escolha para uma série de condições. Na prática clínica, a supressão inespecífica é obtida usando uma série de drogas e de anticorpos. Assim em contraste com a vacinação, que estimula seletivamente a imunidade a um patógeno particular, o transplante envolve manipulação que causam a inativação geral da resposta imune. O transplante de órgãos foi um dos principais avanços da medicina no século XX. Os transplantes de rim são uma prática corriqueira em muitos centros médicos, em todos os continentes. No Brasil existem centros bem equipados com equipes experientes e treinadas para reduzir ainda mais as longas filas de espera por um transplante. Em muitos países o fator limitante é a insuficiência de órgãos para atender às necessidades da comunidade de pacientes portadores de insuficiência renal crônica. O envelhecimento da população, o aumento da incidência de doenças como hipertensão arterial e diabetes mellitus tem aumentado a insuficiência renal crônica no país. Os transplantes renais são os mais praticados no Brasil. No ano passado foram 3.126 casos. Esta estatística positiva, em relação a outros órgãos, deve ser atribuída a dois fatores: um grande percentual dos transplantes renais (57%, em 2003) é realizado com doadores vivos aparentados, o que aumenta de modo significante a disponibilidade de rins para transplante. O segundo é a possibilidade de o paciente portador de insuficiência renal crônica ter um longa sobrevida em programa de diálise. Portanto, pode esperar anos por um transplante. Os resultados dos transplantes renais são excelentes. Quando o doador é vivo aparentado, são superiores aos transplantes com rim de cadáver. Doação de rim entre parentes é permitido até o quarto grau (primo carnal), desde que o doador seja maior de idade, tenha grupo sanguíneo e testes de compatibilidade imunológica adequados.Os esposos(as) podem doar como se fossem parentes. A lei permite doações altruísticas de não parentes, mas emocionalmente relacionados. Nesses casos, é necessária autorização judicial. O doador deve ser saudável, ter função renal normal e não apresentar, durante extensa e minuciosa avaliação, evidências de risco de doença renal ou de outros órgãos vitais. É obrigatório que a doação seja espontânea, puramente altruística, sem nenhum indício de transação comercial. No ano passado, 43% dos transplantes renais realizados no Brasil usaram rins de cadáver (4,3 doadores/milhão de habitantes). O ideal seria atingir 20 doadores/milhão de habitantes. A superação do desafio de reduzir o tempo de espera por um transplante está, portanto, ao alcance da própria comunidade que é quem oferta os órgãos para transplante, através da doação intervivos ou dos órgãos de parentes em morte encefálica. Ao governo compete organizar e operar o Sistema Nacional de Transplante, credenciar e autorizar hospitais e equipes especializadas e prover de recursos o SUS, para arcar com a maioria dos custos desses procedimentos de alta complexidade. Os grandes avanços conquistados, ao longo de meio século, tornaram a experiência do transplante renal segura e confiável. A técnica cirúrgica está padronizada e consagrada em todo mundo. Os riscos de rejeição aguda foram reduzidos pela disponibilidade de novas drogas altamente eficientes. Hoje é possível vislumbrar o transplante renal como uma terapia com bons resultados em longo prazo. A possibilidade de re-transplantar um rim perdido aumenta, ainda mais, o horizonte terapêutico para os pacientes portadores de insuficiência renal crônica.
A qualidade de vida
Ter qualidade de vida é estar em equilíbrio. E esse equilíbrio diz respeito ao controle sobre aquilo que acontece a sua volta. Mas se o indivíduo não tem ou não consegue ter esse controle, poderão controlar a maneira com que reage a esses acontecimentos, essas ações. O conceito de qualidade de vida está ligado ao desenvolvimento humano, o indivíduo ou o grupo social tenham saúde física e mental, que esteja(m) bem com eles mesmos, com a vida, com as pessoas que os cercam. (SAMPAIO, 2000). Para garantir uma boa qualidade de vida, devem-se ter hábitos saudáveis, cuidar bem do corpo, ter tempo para lazer e vários outros hábitos que façam o indivíduo se sentir bem, que tragam boas conseqüências, como usar o humor pra lidar com situações de stress, definir objetivos de vida e, o principal, sentir que tem controle sobre a própria vida. É importante ressaltar que existem intervenções preventivas renais. Segundo o Ministério da Saúde, 2006:
O tratamento de pacientes portadores de doença renal crônica pode ser divido em vários componentes, sendo alguns de competência do médico de atenção primária, tais como o programa da promoção a saúde e prevenção primária; identificação precoce da disfunção renal; detecção e correção de causas reversíveis da doença renal; identificação de pacientes que necessitam de uma avaliação com especialistas para diagnóstico etiológico e estardiamento da função renal.
Entende-se por qualidade de vida, a percepção do indivíduo tanto de sua posição na vida, no contexto da cultura e nos sistemas de valores nos quais se insere, como em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. É um amplo conceito de classificação, afetado de modo complexo pela saúde física do indivíduo, pelo seu estado psicológico, por suas relações sociais, por seu nível de independência e pelas suas relações com as características mais relevantes do seu meio ambiente. (SAMPAIO, 2000). É, portanto, um termo amplo que concentra as condições que são fornecidas ao indivíduo para viver como ele pretende. Muitos são os fatores que influenciam na qualidade de vida e os mais importantes dependem de cada um de nós, da nossa visão do ideal, da nossa herança familiar e cultural, da fase da vida em que estamos, da nossa expectativa em relação ao futuro, das nossas possibilidades, do ambiente, da visão que temos do mundo e da vida, dos nossos relacionamentos, entre outros. (MEZOMO, 2008). O ser humano, infelizmente, não raro vive em um constante mal-viver, pode-se afirmar que ele não tem, ou tem poucos momentos de felicidade e prazer. Isso faz com que se tenha também maior suscetibilidade às doenças. A qualidade de vida do ser humano, no sentido amplo da expressão, somente é compreendida se for captada nas suas múltiplas dimensões, como a vida no trabalho, a vida familiar e a vida na sociedade, a espiritualidade, enfim, em toda a vida. Os pacientes com doença renal crônica apresentam uma apatia, desestímulo e um desencanto em relação à vida e ao tratamento. convém mencionar que esses pacientes sofreram uma ruptura no seu cotidiano ao iniciarem o tratamento dialítico, tanto no que se refere à sua capacidade laborativa, como em suas relações sociais e de laser. dentro desse enfoque foi levado em consideração não apenas a patologia, mas a relação entre esses vários fatores. por esse motivo, o enfermeiro deve desenvolver um trabalho humanizado, onde esses pacientes possam encontrar um espaço para o enfrentamento de sua problemática. O trabalho do enfermeiro torna-se um processo terapêutico que reflete nos aspectos físicos, funcionais e emocionais, sendo também, um exercício crescente de cidadania, bem como um caminho para libertar-se do isolamento individual e o descobrimento de potencialidades.


8. Metodologia
Será realizado um estudo de caso em um paciente com deficiência urinária grave através de uma pesquisa qualitativa norteada pela questão: "Você está satisfeito com sua qualidade de vida atual?" A coleta de dados será realizado através de uma entrevista ao paciente já referido tendo em vista a qualidade de vida como foco principal. A entrevista será realizada pelo pesquisador a qual irá perguntar de forma pausada a questão norteadora e deixará livre a resposta do entrevistado. A entrevista durará em média 15 minutos. Após a realização da entrevista será realizado através de agrupamento os principais tópicos relatados durante a entrevista. Esses agrupamentos serão transformados em dados estatísticos através de seguências simples. Todo procedimento estará de acordo com a resolução 196/96 sobre pesquisa envolvendo seres humanos do comitê de ética e pesquisa desta instituição.

9. Cronograma de execução

Março Abril Maio Junho
Pesquisa X
Início da elaboração do projeto X
Elaboração do referencial teórico X X
Finalização do projeto X

Referências
ANDRADE, A.Q. O Corpo e Seus Fenômenos. Belo Horizonte: 1988. Conferência pronunciada no simpósio em Belo Horizonte em 25.03.1987
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção á saúde. Departamento de atenção básica. Prevenção clínica de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais ? Brasília: Ministério da Saúde, 2006 (Caderno de atenção básica; 14 Série A. Normas e manuais técnicos.).
DÂNGELO, José Geraldo. Anatomia Humana Básica ? São Paulo: Ateneu, 2005.
JANEWAY, Charles A. Imunologia: Sistema imune da saúde e da doença (Charles A. Janeway, Paul travers, Mark Shonshik; Cristina Bonorimo... [ET. AL) Porto Alegre: Artmed, 2002.
SAMPAIO, Francisca Praciano Rodrigues; PAGLIUCA, Lorita Marlena Freitag. O Transplantado Renal em Acompanhamento Ambulatorial: Autocuidado. Fortaleza: Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura, 2000.
SITE: www.wikipedia.com.br (Acessado em 18.04.2010)
SITE: www.noticias.terra.com.br/ciencias (Acessado em 18.04.2010)
MEZOMO, João Catarin. Hospital Humanizado. Fortaleza: Premius Editora, 2001.

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E INFORMADO

Prezado (a) participante:

Sou acadêmica do curso de graduação de Enfermagem da Faculdade São Francisco de Barreiras - FASB. Estou realizando uma pesquisa sobre a qualidade de vida de um paciente com doença renal crônica, pesquisa essa supervisionada pela docente Luanne Jóia cujo objetivo é relatar a qualidade de vida durante o tratamento de paciente renal crônico, observando e analisando o relacionamento entre paciente, equipe multidisciplinar e sociedade. Acredito que essa pesquisa fornecerá subsídios para uma melhor compreensão sobre o tema que será abordado. Neste sentido, a coleta de informações será desenvolvida em duas etapas: a primeira consiste na observação do paciente visando aproximação do pesquisador com cenário e o sujeito do estudo, já a segunda etapa ocorrerá através de uma entrevista para coletar informações do paciente. Sendo assim gostaria de contar com sua colaboração. A sua participação é fundamental neste estudo, deve ser um ato voluntário e se você decidir não participar ou quiser desistir de continuar a qualquer momento tem absoluta liberdade de fazê-lo, sem danos.
 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
­
Membro desde maio de 2010
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: