A Poesia Contra as Armas: Músicas de Chico Buarque na Época da Ditadura Militar
 
A Poesia Contra as Armas: Músicas de Chico Buarque na Época da Ditadura Militar
 



Curso: História




A Poesia Contra as Armas: Músicas de Chico Buarque na Época da Ditadura Militar

Andreza Martins Teixeira














Luziânia ? GO
2009




UNIDESC
Curso: História





A Poesia Contra as Armas: Músicas de Chico Buarque na Época da Ditadura Militar

Artigo apresentado a UNIDESC para a obtenção da nota da disciplina de TCC, sob a orientação do professor Me. Paulo Rogério Rodrigues Passos.


Andreza Martins Teixeira









Luziânia ? GO
2009

RESUMO

Chico Buarque de Holanda foi nossa revolução, em tempos duros de repressão. Foi censurado por qualquer motivo, nos anos 70. Bastava aparecer na censura uma música de sua autoria para os censores tentarem a transformação para peritos - Chico escondia a revolução entre as linhas de suas letras - tempos de cuidados redobrados. Chico não perdia a chance de burlar a censura. Foi perseguido a cada passo, teve seus microfones desligados durante um show com Gil, quando foi apresentar Cálice ao público, mas escorregava pelas mãos da ditadura usando tão somente sua genialidade.


Palavras chave: Ditadura, literatura, Chico Buarque

ABSTRACT

Chico Buarque de Holanda was our revolution, in hard times of repression. He was criticized for any reason, in 70 years. It was enough to appear in a censorship of his songs for the censors try to transform to experts - Chico revolution hiding between the lines of his letters - Times cautious. Chico did not lose the chance to circumvent censorship. He was persecuted at every turn, had his microphone turned off during a show with Gil, when Glass was present to the public, but slipped through the hands of the dictatorship as using only his genius.

Key words: Dictatorship, literature, Chico Buarque.

INTRODUÇÃO

Francisco Buarque de Hollanda, filho de intelectuais, nasceu em 19 de junho de 1944, ainda aos 17 anos escreveu suas primeiras canções Canção dos Olhos e Anjinho, quando ainda estudava no Colégio Santa Cruz; o mesmo Colégio seria palco de seu primeiro show. No mesmo ano Chico escreve a música Tem mais Samba, a qual ele ainda considera o marco zero de sua carreira.
A Banda música ganhadora do primeiro lugar junto com Disparada de Geraldo Vandré no II Festival de Música Popular Brasileira realizado pela Record, foi seu primeiro grande sucesso alcançando cem mil cópias em uma semana. No mesmo ano Chico teve sua composição Tamandaré censurada, esse foi o primeiro de muitos encontros que Chico Buarque teria com a censura.
Chico era um dos intelectuais mais perseguidos na época da Ditadura Militar, em suas musicas para driblar a censura Chico Buarque utiliza se de alguns recursos lingüísticos como a metáfora, inversão de palavras, ironia, sátira, entre outros.


A DITADURA ESCANCARADA: O ÍNICIO DA CENSURA NO GOVERNO MILITAR

A censura no Brasil foi instituída em dezembro de 1933 pelo Ministro da Justiça Francisco Antunes Maciel. Desde o Estado Novo 1937 ? 1945, já existia a censura musical, a qual só poderia conter algo político se esse fizesse elogios ao Estado; o processo censorio tinha um grande poder coercivo, por ter a DCDP ? Divisão de Censura e Diversões Públicas ? fazia a censura previa ? era entendido como diversões públicas teatro, música, dança entre outros.
O Estado Novo foi um "governo ditatorial", no qual Getulio Dornelles Vargas detinha o poder do País, haja vista que o mesmo fechou o Congresso, exercendo o poder de uma maneira não democrática, criando em 1939 o DIP ? Departamento de Imprensa e Propaganda. Esse departamento governamental exercia a ludibriação da população brasileira através da propaganda, censura e coerção aplicada pelo DOPS. Censura segundo Lucia Neves, é um "silêncio perverso" o qual e averso as mudanças em que o Estado tenta manter as praticas de repressão às idéias consideradas subversivas.
Após o Golpe Militar de 1964 até 1966, os artistas criavam suas obras que às vezes eram liberadas em uma região e vetadas em outra , em 1967 com a constituição outorgada oficializou-se também a centralização da censura, porém até 1972 ainda surgiam divergências entre as censuras centrais e regionais, sendo que essas ainda aspiravam o poder de censurar sem ter que consultar a censura federal, as censuras regionais não foram totalmente desativadas haja vista que as mesmas eram incumbidas de fiscalizar em loco as programações musicas de bares, concertos, festivais e shows.
A DCDP e as SCDPs eram responsáveis pela censura de diversão pública integrando o sistema repressivo do regime militar, essas sempre estavam em contato com o Dops, para obter dossiês de artistas e o mesmo também mantinha um contato regular para troca de informações dos artistas tidos como subversivos por ambos, visto que o Dops vigiava os artistas os quais tinham muitas letras censuradas, mandando os relatórios desses bimestralmente para a DCDP.Um grande exemplo é o de Chico Buarque de Hollanda o qual por várias vezes foi convidado depor no Dops.
Eurico Gaspar Dutra ex-ministro da guerra no governo de Getulio, foi eleito com seu apoio. Dutra rompeu totalmente com os ideais políticos adotados por Vargas durante o seu governo. Eurico possuía uma postura neoliberal, visto que o mesmo abriu as portas para o capital estrangeiro, estimulou as importações, congelou os salários, era intolerante a greve, diminuiu a intervenção do Estado na economia, diminuindo assim o capital acumulado pelo governo anterior. Todas essas alteridades levaram ao desligamento dos dois.
Em 1949 após o carnaval Vargas lança sua candidatura, sendo eleito em 1951, restabeleceu seus ideais de governo nacionalista e populista, no qual era voltado para os sindicatos, controlou a economia, investiu na poupança interna, nas indústrias. Seu governo teve um ataque incessante de Carlos Lacerda um dos principais membros da UDN. No ano de 1954, um deputado e o general Mendes de Morais ? ligados a Getulio ? insinuaram a Gregório Fortunato ? chefe da guarda pessoal do presidente em exercício ? que a execução de Carlos Lacerda seria vista como um grande favor a Vargas. Como Gregório tinha uma grande admiração pelo presidente, o mesmo foi ludibriado pelas falácias a ele proferidas, o qual contratou um assassino de aluguel para realizar o "trabalho".
Na noite de 05 de agosto Carlos Lacerda sofre um atentado. Nessa noite ele estava acompanhado pelo major Rubens Vaz, o qual foi atingido vindo a óbito. A investigação do crime findou-se na prisão de Gregório Fortunato, Climério Eurides de Almeida ? integrante da guarda pessoal do presidente ? e Alcino João do Nascimento ? o assassino de aluguel. Esse atentado teve como objetivo incriminar Vargas, que foi forçado a renunciar a presidência da republica. Após todas as pressões sofridas sem querer renunciar, Getulio deixa a presidência suicidando-se em 24 de agosto de 1954, deixando uma carta testamento a qual foi amplamente divulgada deflagrando protestos em todo o país. Após a morte de Getulio assume o poder seu vice, João Café Filho, que termina o mandato de Vargas.
Juscelino Kubitschek foi eleito em 1955 para um mandato de cinco anos. Seu governo teve como características o rápido crescimento econômico, a construção de Brasília, a criação da SUDENE, rompimento com o FMI em 1959 por não compartilhar as mesmas idéias que a instituição. A UDN não poupou o governo de JK, os ataques diminuíram por causa do programa de metas econômicas proposto pelo mesmo.
Nas eleições de 1960 chegou enfim a vez da UDN, elegendo Jânio Quadros o qual compartilhava as ideologias udenistas, Jânio prometeu erradicar a inflação, e limitar a intervenção do Estado na economia, o mesmo assumiu o poder em 1961, tendo como vice-presidente João Goulart, após assumir o poder Jânio Quadros mostrou certa empatia para com os preceitos esquerdistas, chegando a condecorar com a Ordem Cruzeiro do Sul Che Guevara, posteriormente não aceitou o plano de estabilização econômica enviesado pelo FMI, Carlos Lacerda o principal porta voz da UDN, lançou severas criticas a postura esquerdista do então presidente, Jânio Quadros não querendo comprar brigar com Lacerda em agosto de 1961 renuncia ao cargo.
Com a renúncia de Jânio, assume João Goulart, uma decepção para os udenistas. Para ser empossado no cargo de chefe de governo, teve que contar com a ajuda de Brizola e Machado Lopes percorrendo caminhos tortuosos, até a negociação com os militares, aprovada a emenda constitucional apressadamente a qual transformou o Brasil em república parlamentar. Isso significava que Goulart iria governar com poderes limitados.
Para tentar estabilizar a economia, Goulart convocou San Thiago Dantas e Celso Furtado. O plano Dantas-Furtado obteve a aprovação do FMI. Esse propunha a desvalorização do cruzeiro, moeda da época, aumentando assim o preço dos produtos importados, a retenção dos aumentos salariais, demissão de funcionários. Como esse plano não era compatível com os ideais do presidente em exercício, o mesmo não vigorou, adotando um viés nacional radical.
O governo de João Goulart foi marcado por diversas lutas, seus opositores queriam o impeachment, mas legalmente não tinham como conseguir, após muitas tentativas de Goulart para aprovar suas reformas, o mesmo aceitou os conselhos dos nacionalistas radicais, que diziam que ele deveria levar a luta direto para a população, e assim o fez.
Em outubro de 1963, Goulart solicita o estado de sitio por um mês, porem três dias após ele retira a solicitação deixando todos cada vez mais alarmados.
Em meados de 1964, os militares tomaram o poder através de um golpe de estado . Não houve luta apenas o clamor à resistência, porém, prenderam os ativistas de esquerda de vários grupos a JUC, AP, entre outros. Centenas de pessoas foram detidas no Rio de Janeiro, outros ficaram presos em um navio-prisão na Baia de Guanabara. No Nordeste as coisas eram ainda pior, onde dissolveram a liga camponesa, sindicatos de trabalhadores rurais, desaparecendo sem explicações os organizadores da classe camponesa. Em São Paulo o DOPS prendeu ativistas políticos de esquerda. As repressões talvez tiveram maior proporção "Nos dez dias entre a deposição de Goulart e a Eleição de castelo Branco, embora no Nordeste tenha continuado ate em junho"
Os militares tinham dois objetivos com o golpe em março de 1964 que eram: "Frustrar o plano comunista de conquistar o poder e defender as instituições militares e defender as instituições militares; restabelecer a ordem de modo que se pudessem executar reformas legais".
Não havia maneiras legais de assumir o governo haja vista que a constituição de 1946 apontava três formas para que um presidente ainda em vida abandonasse o mandato antes do fim, que eram: renúncia, impeachment, sair do país sem autorização do legislativo. Como os militares exigiam que se facilitasse a posse de um novo presidente indicado por eles, o presidente do senado Auro Moura Andrade, declarou no dia dois de abril de 1964, a vacância da presidência. Não houve amparo legal nessa declaração, porém como previa a constituição, o prazo para ocupar a cadeira presidencial por no máximo de trinta dias no caso de não haver presidente, seria o presidente da Câmara dos Deputados, o que foi feito, esse ato estava legitimado pela constituição.
Começaram as especulações para saber quem seria o novo presidente. O substituto interino confirmou os poderes de fato visto que o poder de direito era dele, quando na verdade por debaixo dos panos os militares já governavam. O fato que comprova foi o primeiro ato institucional que aumentava os poderes do executivo. Em onze de abril o Congresso elegeu com a maioria de votos Castelo Branco , e seu Vice seria Jose Maria Alkmim do PSD de Minas Gerais, também eleito pelo congresso. Porém esse cargo já havia sido prometido em negociações anteriores entre JK e porta voz de Castelo Branco, enfureceu os udenistas, que acusavam o governo de habilitar novamente "velhos e corruptos políticos".
Muitos que apoiaram o golpe militar entre a mídia estavam: Jornal do Brasil, Correio da Manhã, O Globo, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Diários associados, sendo exceção o jornal Ultima Hora; a OAB, a Igreja, sendo que alguns membros do episcopado retiraram o apoio por causa da perseguição, e a prisão com tratamentos nada amigável aos militantes da ação católica Brasileira e a Ação Popular; A UDN, metade do PSD.
Em um discurso Castelo Branco tenta separar seu governo dos partidos de extrema direita. "Caminharemos para frente com a segurança de que o remédio para os malefícios da extrema esquerda não será o nascimento de uma direita revolucionaria, mas o das reformas que se fizerem necessárias". Contudo com a cassação dos direitos políticos de JK por dez anos, mostra a influencia que a linha dura tinha no governo Castelo Branco.
"Apesar de você é sem duvidas um grito frustrado que Chico fez em todas suas musicas de protesto".
Apesar de você foi lançada em 1970, nesse ano o Brasil era governado pelo General Emilio Garrastazu Médice, o qual assumiu o poder em outubro de 1969, seu governo foi muito repressivo, a imprensa era controlada, o governo autoritário ao extremo combatia a esquerda tida como subversiva.
O governo utilizava se do "Pão e Circo" ? aumentou o salário mínimo e deu diversão ao povo, o futebol ? afinal Médice adorava futebol, ele previu a vitória do Brasil no Campeonato Mundial no México em 1970, o Brasil foi o primeiro país a ganhar três vezes a taça Jules Rimet, permanecendo com ela definitivamente, essa estratégia funcionou de forma eficiente.
A música Apesar de você mostra uma critica a Ditadura militar, o que fica claro em alguns versos. Em: "Hoje você é quem manda. / Falou ta falado / Não tem discussão". Mostra uma alusão a Ditadura Militar, a qual tinha como forma de governo o autoritarismo.
Nos versos: "Apesar de você. / Amanhã há de ser. / Outro dia".Faz referência ao fim da ditadura militar, a qual termina apenas em 1985.
Em: "Como vai abafar / Nosso coro a cantar / Na sua frente". È uma clara critica á manipulação que o governo exercia sobre a mídia e a censura musical, a qual todas as músicas tinham que passar pelos censores, para poder ser "publicada".
Na última estrofe: "Apesar de você / Amanhã há de ser. / Outro dia / Você vai se dar mal / Etc. e tal". Reafirma que o fim da ditadura estaria próximo, indicando o "Amanhã há de ser outro dia", como as mudanças que iniciaria com o futuro, com o fim do governo ditatorial, como um ressurgimento das esperanças um dia perdida. Discurso esse que entra em consonância com a teoria "foucoliana", o qual se atem ao poder como algo mutável que se exerce, mas não se detém (FOUCAULT).
Em 1971 Chico faz Bolsas de amores, essa música foi proibida pelos censores, por ser uma ofensa a mulher brasileira. Chico afirmou que a música foi feita para Mario Reis, disse que era apenas uma brincadeira.
Em 1973, Chico Buarque lança Cálice, nessa música ele faz uso da homofonia, utiliza-se também de termos com duplo sentido. Usando a palavra cálice com alusão a cale-se.
Nos versos: "Como é difícil acordar calado / Se na calada da noite eu me dano / Quero lançar um grito desumano / Que é uma maneira de ser escutado". Mostra o uso da ironia como forma de mostrar na música como a censura tenta silenciar os brasileiros. O jogo com as palavras era uma forma da música passar pelos censores.
Em 1976, Chico lança meu caro amigo, nesse ano Ernesto Geisel era presidente da república, o único presidente que não era católico no Brasil. O lema de Geisel era "a abertura lenta e gradual". Ele queria a redemocratização e a liberação de Geisel ? Golbery, abrandou a censura. Nesse mesmo ano o governo fez um pacote de medidas repressivas, denominado "Pacote de abril" dentre as medidas desse pacote estava o fechamento do congresso, o mandato presidencial foi prorrogado de quatro para seis anos.
A música Meu caro amigo foi uma carta em forma de música produzida em homenagem ao Augusto Boal, o qual estava no exílio durante a ditadura militar. Essa música foi uma outra forma de resistência à censura, visto que ele se utilizou um disco para mandar noticias a um amigo exilado, já que todas as correspondências eram "checadas".
Em:" Meu caro amigo eu telefonar / Mas a tarifa não tem graça / eu ando aflito para fazer você ficar / a par de tudo que se passa...".Fica claro que não haveria um meio de dizer abertamente a situação pela o qual o país estava passando.
Nos versos: "Meu caro amigo eu lhe escrever / Mas o correio andou arisco / Se permitem, vou tentar lhe remeter / noticias frescas nesse disco...".Mostra a face ainda repressiva da ditadura militar.
Quando nos versos diz que: "A coisa aqui ta preta..." ele faz uma alusão ao autoritarismo militar, usando de palavras carregadas de sentido metafórico, onde coisa pode se remeter ao Brasil e preta elucidar um momento obscuro, pelo qual ele estava passando, visto que principalmente para ele a ditadura foi fortemente repressiva.
Em 1984 Chico escreve a música Vai passar, música a qual foi vista como um hino das diretas já. Nesse ano o Brasil vivia o quarto ano de declínio econômico, houve um movimento denominado "buzinaço", pelas diretas já.
Vai passar é uma alusão ao fim da ditadura militar. Esse samba remete a felicidade da redemocratização, visto que o samba lembra o carnaval, o qual é uma festa onde a felicidade reina.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Chico Buarque o artista mais perseguido pela censura, como o governo instalado no Brasil entre os anos de 1964 ? 1985 era um governo autoritário, e com a censura prévia. Nada se publicava antes de passar pela censura. Com o AI5 a censura ficou mais acirrada, por isso os artistas da época utilizavam em suas músicas figuras de linguagem para que suas obras pudessem passar pela censura. Os censores não só censuravam músicas consideradas subversivas, mas também músicas que iam contra a moral e os bons costumes. Um exemplo é a música Bolsa de amores, a qual foi censurada com a justificativa de que a mesma ofendia a mulher brasileira.
Alguns artistas também utilizavam pseudônimos para conseguir passar as músicas pelos censores, Chico Buarque publicou três músicas com o pseudônimo Julinho de Adelaide, o mesmo deu até uma entrevista.
A censura proibia músicas com as mais variadas justificativas, a música Samba de Orly, composição de Toquinho, Vinicius de Morais e Chico Buarque, foi vetada por poder dar alusão a uma mensagem de cunho político. A música Tanto mar foi vetada por trazer conteúdo de cunho político, a mesma foi classificada pela censora como "ridícula".
Chico Buarque mesmo assim resistia. Às vezes ele mudava algumas palavras, outras vezes apenas desistia da música. A ironia era uma forma muito utilizada por Chico para fazer suas composições.
A música foi durante a ditadura não só um divertimento, mas uma forma de resistência, visto que não se podia falar nada de cunho político, porém Chico o fazia em suas músicas.

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Revisado por Editor do Webartigos.com


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