UM FATO: HÁ DIVERSIDADE DE ENTENDIMENTO E CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM DE ATITUDE ENTRE AS DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS QUANTO À CONSAGRAÇÃO DE MULHERES COMO PASTORAS.

É fato que em alguns ministérios não se consagram mulheres como pastoras, o que não é o caso da Igreja Internacional da Graça de Deus, que tem várias irmãs ministrando a Palavra e sendo grandemente abençoadas no ministério.

Pode ser que exista, da parte de quem não aceita o pastorado feminino, uma confusão entre as determinações bíblicas acerca da mulher não poder exercer autoridade sobre o marido e o exercício do pastorado.

Um ponto é certo: a chamada para o ministério é sempre confirmada pelos líderes espirituais da pessoa que a recebe

"E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. " Atos13:1 e seguintes .


UM OUTRO FATO RELEVANTE: EXISTE CONFUSÃO ENTRE A SUBMISSÃO DA ESPOSA AO SEU MARIDO E O MINISTÉRIO DA MULHER SER UMA PASTORA.

Há na Palavra do Senhor autorização para mulher pastora, diferentemente da atribuição de ser o cabeça da casa, que é papel atribuído por Deus ao homem.

A Palavra de Deus mostra de modo absolutamente cristalino que essa autoridade que o marido tem é exercida em amor, ou seja, o relacionamento de uma família que teme a Deus é norteado pelo amor e respeito mútuos, não por imposição ou voz de comando. Se é assim no lar, imagine na igreja!

"Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; " Efésios 5:22,

"E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. " Efésios 6:4;

"Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. " 1 Pedro 3:7

O texto aludido diz: "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio." 1 Timóteo 2:12.

Muitos vêem aqui uma proibição apostólica de a mulher ser pastora. Eu não entendo dessa forma, pois um exame mais detalhado do contexto vai mostrar que a restrição do apóstolo é quanto à mulher ter autoridade sobre o marido, pois isso quebraria a ordem natural ("Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. " 1 Corintios 11:3; "Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. " Efésios 5:23) criada por Deus.

Não se está falando de a mulher poder ou não ministrar a Palavra como pastora na igreja, até porque o próprio apóstolo disse que todos poderiam profetizar, e isso inclui as mulheres ("Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. "1 Corintios 14:31; "Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. " Gálatas 3:28).

A idéia do pastor como "dono", chefe, comandante do rebanho é absurdamente estranha à Bíblia.

O Senhor Jesus ensinou, de forma contundente que entre Seus seguidores, os líderes não são os que dominam, mas os que servem aos liderados ("Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. " Marcos 10:42-44).

Visto desse modo, o ministério pastoral feminino em nada afronta o ensino bíblico, pois a pastora não vai, no exercício de seu ministério, exercer autoridade sobre seu marido, mas vai servi-lo.



A MULHER COMO PASTORA: TEMA DE DEBATE ENTRE OS PROTESTANTES AO REDOR DO MUNDO.


A questão se mulheres podem ser ordenadas, ou não, como pastoras tem sido tema central de debate entre protestantes ao redor do mundo, recentemente. É inegável que este tema divide igrejas e denominações, tanto no exterior como no nosso país.

De modo geral existem duas vertentes: a dos igualitaristas e dos diferencialistas.

Os igualitaristas afirmam que Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais; a subordinação feminina foi parte do castigo divino por causa da queda, com conseqüentes reflexos sócio-culturais. Em Cristo, essa punição (e seus reflexos) é removida; assim, com o advento do Evangelho, as mulheres têm direitos iguais aos dos homens de ocupar cargos de oficialato na Igreja.

Os diferencialistas, por sua vez, entendem que desde a criação ? e portanto, antes da queda ? Deus estabeleceu papéis distintos para o homem e a mulher, visto que ambos são peculiarmente diferentes.
A nossa base tem sempre que ser a Bíblia e, de forma alguma, o progresso humano, ou a crescente participação da mulher em outras áreas da sociedade

As Sagradas Escrituras devem ter a palavra final sobre o assunto. Assim evitaremos os extremos dos que proíbem o que Deus não proibiu, e dos que querem que a Igreja adote aquilo que Deus não permitiu.



Deus abençoe a todos os leitores e Ele conceda a cada um de nós o entendimento dEle a respeito de todos e quaisquer assuntos.

Em Nome de Jesus.



Mônica Gazzarrini

Renascida em Cristo desde 2004, estudiosa do Evangelho, escritora, administradora de empresas, contabilista, especialista em marketing.

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