A mentira nada mais é que omissão ou dissimulação deliberada do que é reconhecido como verdade. A palavra mentira é sinônimo de engano, impostura, fraude, falsidade, ilusão, ficção, tapear, trapaça, ludibriar, dissimular, entre outras com conotação de inverdade. Ser apontado como mentiroso não é uma sensação desejável por ninguém que tenha consciência da importância de zelar pela reputação moral e social, mas ser mentiroso de algum modo todo ser humano já foi ou está sendo em algum lugar diante de alguma situação.
Podemos considerar normal o ato de mentir, mas as consequências podem ser gravíssimas quando uma mentira é contada como verdade ou fato que precisa ser aceito como verídico. Muito se ver nos tribunais do júri as mentiras que são aceitas como verdades e que libertam ou aprisionam, de um lado a mentira causa a duvida que conduz a liberdade um criminoso, de outro causa a duvida que pode condenar um inocente. A duvida que a mentira causa no tribunal do júri sempre acarreta resultados negativos. Na vida cotidiana não é diferente, a mentira que se diz por "brincadeira" ou para "evitar sofrimento", ou ainda "por uma boa causa", é sempre uma mentira que trará consequências indesejáveis. O que parece é que o ser humano vive e convive com a mentira contada pela boca dos outros ou proferida por seus próprios lábios.
A mentira está com o ser humano em todas as condições que se pode imaginar; o ser humano sem a mentira é uma suposição possível, mas será que é possível o ser humano viver de fato sem mentir? De certo modo não! Oque não significa que o ser humano não precise valorizar a verdade, mesmo que indesejável em certas ocasiões.
Se referir à mentira é obrigatoriamente ter que se voltar para o conceito de verdade, que dispensa provas e comprovações por ser um sentimento superior que se determina no convívio e aceitação majoritária, isto é, uma verdade só é verdade porque é sentida como tal e é aceita coletivamente como tal, se é uma verdade inventada ou apenas apreendida não interessa, interessa seu valor moral dentro do grupo social, da sociedade humana. Segundo o dicionário de filosofia (ABBAGNANO, 2007) é possível distinguir cinco tipos de conceitos sobre verdade: "como correspondência"; "como revelação"; "como conformidade a uma regra"; "como coerência"; "como utilidade".
A verdade como conceito correspondente é baseada na relação que existe entre o que conceitua e o que se apresenta para ser conceituado, isto é, uma sentença só pode ser verdadeira se ela refletir a realidade, se ela corresponder à realidade. Sendo assim ela (a verdade) está na apresentação e na representação do que é considerado real. O ser que conceitua sobre o que é conceituado. Desse ponto de vista entendemos que tudo ou é verdade ou é tudo mentira, pois dependeria de quem conceitua sobre o que está sendo conceituado, então algo é ou não verdade, sendo assim não há verdade de modo que não há mentira por tais conceitos dependerem unicamente daquele que conceitua algo ou alguma coisa. Outro conceito de verdade estaria assentado sobre a ideia de manifestação ou revelação.
O conceito de verdade como manifestação ou revelação está baseado nas escrituras sagradas (Bíblia sagrada) e entende que Deus é a primeira e suprema verdade e assim sendo, Deus é a primeira manifestação de verdade. Desse modo, a verdade é revelada por Deus aos homens por meio do intelecto humano que mensura as coisas artificiais, já as verdades de Deus só por permissão Dele são conhecidas pelo homem. Pois Deus é o principio e o fim: "Eu sou o Alfa e o ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso." (BÍBLIA. Apocalipse 1: 8). Desse modo a verdade é proveniente de Deus e a mentira seria um atributo do diabo: "Ele foi homicida desde o principio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." (BÍBLIA. João 8: 44).
Por outro lado o conceito de verdade como conformidade nega o valor de verdade revelada ou manifestada relacionada à visão teológica, acreditando que a verdade só é possível por meio do juízo em concordância com o seu objeto. Essa visão é falaciosa porque observa a verdade em concordância com algo ou alguma coisa, sendo assim a mentira estaria no conhecimento falso que por sua vez também seria uma verdade por ser um conhecimento, isto é, a verdade é um conhecimento que se obtém por meio do ato de julgar em relação ao objeto julgado, mas o julgamento pode ser falso por está baseado na aparência, e o que poderia ser verdade passa a ser "não verdade", logo o julgar é falível por está voltado para especulações pessoais. Verdade não pode ser coincidência assim como a mentira não pode ser relativa, é preciso estabelecer o que é verdade e o que não é, e assim compreender o que é a mentira e porque é mentira. Além dessa existe outra teoria que acredita que a verdade é proveniente da coerência entre os portadores de verdades e os geradores de verdades, assim sendo o que não é contraditório é real e sendo contraditório não é real e logo não comporta verdade. Imaginemos um livro (gerador de verdade) que diz que Deus não existe, e 92% da população mundial acredita que existe um Deus criador de todas as coisas (conjunto coerente de portadores de verdade), logo não há verdade no gerador por não ter coerência com o portador. A teoria da coerência é aproximativa e imperfeita, por não encontrar consenso em suas teses e a realidade que elas tentam explicar. Por ultimo, existe ainda a teoria da verdade como conceito de utilidade.
A utilidade que está relacionada à filosofia da ação, em especial o pragmatismo. A verdade só é "pela sua efetiva utilidade", isto é, a verdade só é verdade se for útil se não for, então não é verdade. Utilidade esta relacionada às ações de lidar com a realidade do mundo que cerca a existência humana, ou seja, se é útil é verdadeiro e se inútil é falso. O problema está no juízo de cada um em relação a suas ideologias, se fulano considera o cloreto de sódio como um acido perigoso e entende que não consumir esse elemento é manter sua vida em prolongamento, e pratica o que acredita e se de fato é útil se manter a distancia do cloreto de sódio, então essa concepção é verdadeira.
Essas teorias não chegam a um consenso do que é verdade em absoluto, e assim não se pode utilizá-las para definir o que é a mentira, pois se não temos o conceito do que é verdade absoluta não temos uma definição aceitável universalmente do que é a mentira. Porém, todas nos informam que a mentira é sempre o que está em contradição com o que é a verdade, ou seja, de um modo ou de outro a mentira é a oposição ao que é considerado verdadeiro.
Verdadeiro em geral é o que a humanidade considera como verdade. Nietzsche não acreditava na verdade como um fato valorizado pela humanidade, isso porque essas verdades seriam nada mais nada menos que criações humanas que se solidificam na convivência verbalizada e pessoal, pois para o filosofo a verdade não passa de palavras proferidas nas relações humanas.

O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tomaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas. (NIETZSCHE, 2005. p. 57).

Nietzsche é um dos filósofos que de algum modo defende a mentira e a entende como verdade, pois tudo não passaria de convenções e conveniências, pois se não agrada a alguém logo esse alguém troca de "verdade". Nessa concepção tudo é uma ilusão e nada contem verdade. Porém, Nietzsche também entende que o mentiroso se prejudica por perder a credibilidade social, podendo até ser excluído da sociedade por causa das mentiras. Segundo o filosofo o mentiroso "(...) faz mau uso das firmes convenções por meio de trocas arbitrárias ou mesmo inversões dos nomes. Se ele o faz de maneira egoísta e de resto prejudicial, a sociedade não confiará mais nele e com isso o excluirá de si" (NIETZSCHE, 2005. p. 54).
Immanuel Kant, por sua vez entende que a mentira sempre prejudica alguém, quando não toda a humanidade porque sempre é contraria ao direito estabelecido como norma de boa conduta no Estado e para a sociedade. Ao definir mentira, Kant deixa claro que a mentira é prejudicial.

"Define-se, portanto, a mentira como uma declaração não verdadeira feita a outro homem, e não há necessidade de acrescentar que deva prejudicar outra pessoa, como exigem os juristas na definição que dela apresentam (mendacium est falsiloquium in praejudic ium alterius). Pois ela prejudica sempre uma outra pessoa, mesmo quando não um outro homem determinado e si a humanidade em geral, ao inutilizar a fonte do direito." (KANT. 1985, p. 120)

Mesmo que seja justificada, a mentira, como uma atitude necessária para evitar um possível mal ou para causar felicidade ou aparentar uma intenção bondosa, ela dever ser punida. Kant diz que o mentiroso deve responder por seus atos com penas porque a verdade é um dever, uma obrigação que não tolera intenções.

"(...) quem mente, por mais bondoso que possa ser sua intenção, deve responder pelas consequências de sua ação, mesmo diante do tribunal civil, e penitenciar-se dela, por mais imprevistas que possam ser essas consequências; porque a veracidade é um dever que deve ser considerado a base de todos os deveres (...)" (KANT. 1985, p.122)

Se por um lado Nietzsche entende que a verdade não existe por ser ela um "batalhão móvel" de palavras que se produzem por meio das relações entre os seres humanos, Kant compreende que a verdade é obrigatória e a mentira repudiável. Mesmo de acordo com um ou outro filosofo, a dissimulação da verdade tem sua pratica muito comum entre as pessoas. Uns mentem para parecer o que não são, outros mentem para esconder o que de fato são. Muitos mentem como mecanismo de defesa. Sigmund Freud (1856 ?1939), em seu vasto trabalho sobre psicanalise explicou os mecanismos de defesa, que são: o recalque, negação, projeção, formação reativa, identificação com o agressor e deslocamento contra o self. Esses mecanismos de defesa estão sempre em alerta nos seres humanos, para inibir impulsos de ansiedade e consequentemente de sofrimento. Algumas pessoas, para se protegerem de uma ansiedade exageram na defesa ao ponto de se recalcarem (excluir um impulso ou sentimento), o recalque pode ser entendido como uma ação repressora de um desejo ou impulso. Essa repressão se dar diante de um episódio que é processado e entendido como perigoso. Esse episódio pode ser anterior e exterior ao processamento do recalque.
Outra forma de defesa seria a negação que é a tentativa de não aceitar algum fato como ele é, e para tal o fantasiar é o caminho mais indicado para a negação. Os mecanismos de defesa não se limitam a recalque e negação, há também a projeção que é o ato de atribuir no outro o que está contido no eu, ou seja, o individuo confere ao outro as qualidades, sentimentos ou intenções que estão no seu eu. Já a formação reativa como mecanismo de defesa é a inversão de sentimento ou comportamentos, por exemplo, quando o desejo é confundido com medo.
A identificação com o agressor é por sua vez um mecanismo de defesa em que o individuo fantasia em si o que lhe causa ansiedade. E por fim, o deslocamento contra o self que é o deslocamento de uma pulsão considerada reprovada por outra considerada aceita socialmente. Se observarmos o ato de mentir entenderemos que o mentiroso é um ser recalcado por está reprimindo a si mesmo diante da realidade que o cerca e que não condiz com sua vontade ou com a realidade que ele gostaria que existisse. Assim como é também um ser que nega os fatos como eles são e fantasia o que ele gostaria que fosse. Doutro modo, é o mentiroso um projetista que imprime nos outros o que está nele de modo a alcançar prestigio. Ademais, é o mentiroso um ser que inverte seu próprio comportamento ou sentimento de acordo com a situação que se apresenta como perigosa para ele, que irá comprometer sua condição como membro social. Podemos entender ainda que é o mentiroso um fantasiador da realidade para se perceber como individuo realizado, assim como é o mentiroso um dissimulador de si mesmo para ser percebido como socialmente correto, certo que suas atitudes são sempre calculadas em beneficio de si mesmo. Diante de tudo que foi exposto fica a duvida: será o mentiroso um individuo que sofre de ansiedade?
O sofrimento pode ameaçar por meio de nosso próprio corpo, do mundo externo ou das relações sociais, ou seja, a visão de si é sempre benéfica ou sempre causadora de sofrimento. Freud no livro "o mal estar na civilização" escreve sobre o sofrimento e as ameaças.

"O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: de nosso próprio corpo, condenando à decadência e à dissolução, e que nem mesmo pode dispensar o sofrimento e a ansiedade como sinais de advertência; do mundo externo, que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas; e finalmente, de nossos relacionamentos com os outros homens." (FREUD. 1996a, p. 85)

O que entendemos é que as pessoas estão em constantes ameaças, mas que nem por isso elas exageram as ameaças e as possibilidades de defesa. A existência é uma constante luta de sobrevivência de si mesmo e do mundo que nos cerca, mas o que tem peso nas atitudes tomadas como ação para lutar é que vai fazer toda a diferença. Freud (1996a, p. 147) diz que "(...) os juízos de valor do homem acompanham diretamente os seus desejos de felicidade, e que, por conseguinte, constituem uma tentativa de apoiar com argumentos as suas ilusões." Desse modo, o autojulgamento que se faz é o mesmo que absorve ou condena e que executa a pena. Para o ser humano o conceito de felicidade é também uma ânsia que se manifesta internamente sobre objetos externos. A ansiedade foi e é muito debatida entre psicólogos, psicanalistas, neurologistas, sociólogos e pelo senso comum que até diagnostica e oferece formulas curativas desse mal tão constante na vida do ser humano. Freud distinguiu dois tipos de ansiedade: ansiedade realística e ansiedade neurótica. Aqui trataremos apenas da realística. A ansiedade realística "(...) é uma reação à percepção de um perigo externo - isto é, de um dano que é esperado e previsto. Esta relacionada ao reflexo de fuga e pode ser visualizada como manifestação do instinto de autopreservação" (FREUD. 1996b, p. 305), ou seja, a ansiedade realística prever um perigo nem sempre real e sobre ele o individuo cria uma defesa que forneça preservação da sua existência física ou moral. No caso o mentiroso, podemos afirmar, mente por autopreservação, pois sua percepção sobre o perigo é um alerta para que ele desenvolva meios de preservar sua existência do perigo percebido. Fred (1996b, p. 411), escreveu que "(...) a ansiedade realística deve ser considerada manifestação dos instintos de autopreservação do ego.". Por essa visão, as pessoas de um modo geral estão sempre se preservando de sofrimentos reais ou não, mas que de certa forma essa defesa é uma defesa para que o ego não sofra. O ego, essa parte mais superficial do consciente que adora elogios e não se permite o sofrer, até porque sofrimento é dor. Quanto ao mentiroso, seu ego também é defendido por meio de estórias e fantasias que acalmam sua alma ou atormenta sua existência para que a mentira seja mantida e acreditada como verdade. O mentiroso é ansioso sim por ser ele uma pessoa que tenta se preservar de um sofrimento, se defende de um perigo sem peso real. Segal (1993, p. 36) sobre as fantasias diz que elas "(...) estão ligadas a defesas. O próprio fato de fantasiar, é uma defesa contra realidades dolorosas". Desse modo o mentiroso entende uma situação como perigosa, que ameaça seu ego, e para se defender fantasia a realidade e transmite essa fantasia com tom de verdade, se não questionada a mentira passa por verdade e o mentiroso alcançou seu objetivo: se defender de um perigo. Sua ansiedade não para por aí, agora o mentiroso tem que programar outras mentiras para manter a anterior. A defesa agora é do sofrimento que ele mesmo produziu quando propagou a primeira mentira. Isso vai se tornar uma bola de neve que só cresce em volume quando absorve outro floco de neve que está a sua frente.
A mentira é um assunto tão serio que até recebe atenção especial e até classificação quando se transforma em doença (a compulsão por mentir). Existem pelo menos duas doenças da mentira que são: a pseudolalia e a mitomania.
A pseudolalia é o vicio compulsivo de mentir ao ponto do doente mentir por mentir sem perceber que o que está dizendo é uma mentira, muitas vezes ele mesmo se convence das mentiras que está expressando como verdades e não como mentiras. Essa doença pode levar o pseudolálico a perder a sintonia com a realidade, pois suas mentiras se tornam verdades absolutas em sua consciência. A mitomania também é uma doença em que o doente tem compulsão em mentir sobre assuntos em específicos, o que não significa que o mitomaníaco não pode expandir os assuntos de suas mentiras, ele expandirá se for conveniente. Diferente do pseudolálico que não tem assuntos em especifico, e que mente por mentir, o mitomaníaco tem assuntos em específicos e mente para alcançar fins únicos e práticos que buscam suprir aquilo de que lhe falta, ou seja, que ele não tem e sente que precisa ter, como é o caso de um mitomaníaco que cria uma estória para impressionar e com isso adquirir respeito e admiração. Pseudolálicos e mitomaníacos buscam tomar proveito por meio de suas mentiras e não se preocupam com os prejuízos que suas estórias podem causar a si ou aos outros. Mentem porque não querem se deparar com a realidade e com suas insuficiências, por trás das mentiras existe uma pessoa frágil e carente que precisa de autoestima e afeto, e mentir é uma forma de compensar a vida que eles não têm ou tiveram.
No quesito religioso, a mentira é considerada um mal pela principal religião seguida no mundo. O cristianismo, fundamentado na Bíblia Sagrada considera a mentira o meio pelo qual se prejudica o próximo. No livro de Êxodo (20:16), o nono mandamento alerta que não se pratique a mentira: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." Em Provérbios (12:22), a Bíblia informa que a mentira é abominável para Deus: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor;" Isso significa que é do gosto de Deus que os seres humanos, seus filhos, submetam-se a verdade. Ademais, a Bíblia nos informar que todo aquele que pratica a mentira está em consorcio com o diabo que é considerado o pai da mentira. Em Gênesis Deus diz ao homem: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (BÍBLIA, 200. Gênesis 2:17), no mesmo livro no capitulo 3, versículo 4 o diabo diz: "Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis." Através desse cruzamento de informações é percebível a distorção da verdade feita pelo diabo que João informa que todo aquele que usa da mentira é filho do diabo: "Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer - lhe os desejos . Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" (BÍBLIA, 2000, João 8: 44). Como a Bíblia traz os princípios necessários para que os filhos de Deus alcance a vida eterna, não poderíamos deixar de expor o resultado da mentira, que é a exclusão da vida ao lado de Deus: "Fora ficarão os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira." (BÍBLIA, Apocalipse 22:15). Por fim, a Bíblia diz que se diga apenas a verdade sem florear a realidade, ou seja, "Seja, porém a tua palavra: Sim, sim, Não, não. Oque disto passar vem do maligno." (BÍBLIA, 2000. Mateus 5: 37).
Como vimos, a ciência e a religião estão em concordância sobre o fato de a mentira ser uma oposição à verdade, ambas entendem que a mentira é um ato de falsificar a verdade, com o objetivo de alcançar um objetivo que favoreça o mentiroso e, que intencional ou não pode causar prejuízos morais e físicos para si e para os outros. A mentira em todas as suas condições e situações é repudiável.

Referencias Bibliográficas:
ABBAGNANO, Nicola. Dicionario de filosofia. 5ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
A Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e atualizada no Brasil. 2ª edição, em letra grande. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
FREUD, Sigmund. O mal estar na civilização. Rio de Janeiro: Imago, 1996 a.
______________. Conferencia introdutória sobre psicanalise. Rio de Janeiro: Imago, 1996 b.
KAHN, Michael. Freud básico: pensamentos psicanalíticos para o século XXI. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
KANT, Immanuel. Textos seletos. Edição bilíngue. 2ª edição. Petrópolis: Vozes, 1985.
NIETZSCHE, F. Obras incompletas. Coleção os pensadores. São Paulo: Abril cultural. 2005.
SEGAL, Hanna. Sonhos, fantasias e arte. Rio de Janeiro; Imago, 1993.
Revisado por Editor do Webartigos.com