A LINGUAGEM DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
 
A LINGUAGEM DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
 



1 INTRODUÇÃO

Este trabalho aborda a linguagem do lúdico no desenvolvimento da criança. Falar sobre o lúdico requer discorrer sobre as brincadeiras, histórias e musicas. É uma tarefa interessantíssima para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo a sua volta. Dessa forma o lúdico auxilia a criança compreender certos valores básicos em seu convívio social. O brinquedo e as brincadeiras são atividades que permitem que a criança investigue realidade e assim possa interagir na sociedade. O lúdico tem sido um assunto muito visado principalmente dentro da educação infantil, por ser um método usado de uma forma que através do brincar o seu uso permiti um trabalho riquíssimo pedagógico que possibilita o desenvolvimento e aprendizagem da criança. O lúdico também considera as faxetária na educação infantil nessa faixa torna-se possível que a criança possa escolher o jogo, brinquedos e brincadeiras que sejam adequadas com objetivo de promover sua aprendizagem e conseqüentemente em seu desenvolvimento humano. Dessa forma o lúdico foi utilizado como um instrumento educacional e a partir desse contexto é que afirmou sua idéia que o lúdico tem um papel importante na formação infantil. Para elaboração desta pesquisa foi utilizado como procedimento metodológico, à pesquisa bibliográfica exploratória através de livros especializados. A composição deste artigo consta tópicos cujo segundo discorre sobre o gênese da educação lúdica, o terceiro aborda a importância de se incluir o jogo no desenvolvimento da criança, o quarto arenga sobre o desenvolvimento do jogo e o quinto adverte os benefícios das atividades lúdicas com os jogos.

2 A HISTORICIDADE DA EDUCAÇÃO LÚDICA

Os jogos constituíram sempre uma forma de atividade inerente ao ser humano. Entre os primitivos, por exemplo, as atividades de dança, caça, pesca, lutas eram incluídas como de sobrevivências ultrapassando por muitas vezes o caratê restrito de divertimento e prazer natural. As crianças, nos jogos, participavam de empreendimentos técnicos e mágicos. O corpo e o meio, a infância e a cultura, faziam parte de um só mundo. Esse mundo podia ser pequeno, mas era eminentemente coerente, uma vez que os jogos caracterizavam a própria cultura, a cultura era a educação, e a educação representava sobrevivência.
Entre os romanos e os egípcios os jogos serviam de meios para geração mais jovem aprender com o mais velho valores e conhecimento, bem como normas dos padrões de vida social com a ascensão do cristianismo, os jogos foram perdendo seu valor, pois eram considerados profano e imorais e sem nenhuma significação. A partir do século XVI, os humanistas começaram a perceber o valor educativo dos jogos e os colégios jesuítas foram os primeiros a recolocá-los em pratica. Impôs, pouco a pouco, as pessoas de bem e aos amantes da ordem uma opinião menos radical com a relação ao jogo.

3 A IMPORTÂNCIA DE SE INCLUIR O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIÃNÇA.

Os jogos não são recomendados apenas como intenção de que a criança aprenda a jogar, mas sim como uma maneira de conseguir objetivo mais amplos de educação infantil que foram conceituadas a partir da teoria de Piaget.
Através do jogo a criança pode desenvolver a sua capacidade de interação, facilitando seu convívio com as pessoas ao seu redor. Suas atitudes e cooperações fazem com que a mesma messa a sua própria habilidade. O jogo é uma das maneiras da criança se relacionar com outras. Na pré-escola há espaço para brincadeiras, mais é preciso ensinar a valorização do lúdico, pois deve ficar bastante claro que as brincadeiras possuem alguns objetivos sérios; as tentativas de trabalho criativo, a preocupação com o desenvolvimento da criança em suas multiplicidades. Segundo Piaget os jogos não são apenas uma forma de divertimento, mas são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
Cabe aos educadores está em constante processo de avaliação de suas praticas pedagógicas, pois eles precisam está ciente que a brincadeira para a criança é necessária, pois, elas trazem imensuráveis contribuições.

o jogo leva a criança a exercitar o mundo tal como ela compreende fazendo assim com que ela se liberte de certas coisas que a incomodam, nesse sentido o jogo tem uma função catártica. PIAGET (1971, p.45)


A criança necessita de um ambiente educacional e motivador, pois isso pode oportunizar o transitar entre o real e o imaginário tornando assim um momento de conhecimento de forma lúdica e prazerosa.
Segundo Ramos "O brinquedo aparece como um pedaço de cultura, pois leva a criança a imaginar, agir e representar a vida e situações destas, que se apresenta na família e na sociedade."
O brinquedo é oportunidade de desenvolvimento brincando, a criança estimula também a sua curiosidade e autoconfiança e autonomia proporcionando o desenvolvimento da linguagem.
O brinquedo traduz o real para realidade infantil. Suaviza o impacto provocando pelo tamanho e pela força do adulto diminuindo sentimento de impotência da criança. Brincando sua inteligência e suas sensibilidades estão sendo desenvolvidas. A qualidade de oportunidade que estão sendo oferecida à criança através de brincadeiras e brinquedos garante que sua potencialidade e sua efetividade se harmonizem. A ludicidade é tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece atenção dos pais e educadores, pois, é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda criança.
Ao interagir com o brincar automaticamente a criança adquiri uma visão mais ampla em relação ao objeto visto pela mesma, fazendo com que sua imaginação aflore exercitando de uma forma imperceptivelmente sua mente.

A criança vê um objeto, mas age de maneira diferente em relação ao que vê assim, é alcançada uma condição que começa a agir independentemente daquilo que vê. (Vygotsky, 1998, p. 127).

3.1 A ARTE DE APRENDER BRINCANDO

Atividades lúdicas e desafiadoras, onde o aluno vai construindo conceitos e ralações, desenvolvendo tanto o nível cognitivo quanto o nível afetivo. O objetivo central é a ação e execução das atividades através dos jogos.
As brincadeiras educativas, entretanto, servem a um propósito pedagógico, ao mesmo tempo em que mantém sua função de satisfação pessoal. Assim, as crianças na área de tarefas domesticas de uma sala de aula, obtêm satisfação pessoal ao dramatizarem o papel que escolheram, ao interagirem com pessoas em outros papéis e ao usarem vários objetos de uma forma inovadora em sua brincadeira.
A arte de aprender brincando proporciona à criança, uma forma de aprendizado extremamente suportável, unindo o útil ao agradável, tendo como conseqüência disso uma grande relevância no seu crescimento pessoal, social e intelectual.
(...) a criança quando brinca aprende a se expressar no mundo, criando ou recriando novos brinquedos e, com eles, participando de novas experiências e aquisições. No convívio com outras crianças trava contato com a sociabilidade espontânea, ensaia movimentos do corpo, experimenta novas sensações. (OLIVEIRA, 1984, p. 43).

4 O DESENVOLVIMENTO DO JOGO

Para que o jogo se desenvolva de forma sadia, devemos ter uma ótica bem ampla, visando o mesmo como um método não apenas de entretenimento, mais sim, o englobando como uma forma de aprendizado em diversas áreas na vida da criança. Sem esquecer que isso necessita responsabilidade afinal lhe dar com crianças requer muita atenção.
Segundo Piaget (1967, p.25) "o jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral".
O jogo de exercício sensório-motor de 0 a 1 ano caracteriza a etapa que vai do nascimento até o aparecimento da linguagem apesar de aparecer durante toda a infância o jogo surge primeiro sobre a forma de exercício simples, cuja a finalidade é o prazer do funcionamento. Este exercício caracteriza-se pela repetição de gesto e de movimentos simples e tem valor exploratório. Dentro desta categoria podemos destacar os seguintes jogos: sonoro, visual, tátil, olfativo, gustativo, motor e de manipulação.

4.1 A MÚSICA COMO JOGO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Partindo de uma análise que considera que em sua essência a música é um dos elementos lúdicos que faz parte de outros como jogo.
O compositor, pesquisador e educador francês François Delalande relacionou as formas de atividade lúdica infantil propostas por Jean Piaget a três dimensões presentes na música:
Ø Jogo sensório-motor- vinculado à exploração do som e do gesto;
Ø Jogo simbólico- vinculado ao valor expressivo e à significação mesma do discurso musical;
Ø Jogo com regras-vinculado à organização e à estruturação da linguagem musical.
Delalante relaciona os três tipos de jogos à evolução das culturas musicas, agrupando as correntes por sua função lúdica em lugar de fazê-lo por sua cronologia. Ele defende que os diferentes modos de jogo convivem no interior de uma mesma obra musical e que um deles predomina sobre os outros.
Sendo assim, a música não deixa de ser um jogo, dentre muitos é muito importante que seja incluída, como forma de atividade lúdica para o ensino infantil, a música em meio a tantas outras é uma das que contribui para que o ambiente escolar seja bem mais prazeroso para criança, invalidando métodos tradicionais e monótonos em prol da educação infantil, enfim.

Propiciar uma alegria que seja vivida no presente é a dimensão essencial da pedagogia, e é preciso que os esforços dos alunos sejam estimulados, compensados e recompensados por uma alegria que possa ser vivida no momento presente (SNYDERS, 1992, P.14).

No dia-a-dia da educação infantil brasileira, a música vem atendendo a propósitos diversos, segundo concepções pedagógicas que vigoraram (ou vigoram) em nosso país no decorrer do tempo. Ainda percebemos fortes resquícios de uma concepção de ensino que utilizou a musica ou, melhor dizendo, a canção- como suporte para a aquisição de conhecimentos gerais. Para a formação de hábitos e atitudes, disciplina, condicionamento da rotina, comemorações de datas diversas.

4.2 O JOGO SIMBOLÍCO DE 2 A 6 ANOS

Entre os dois e os seis anos a tendência lúdica predominante se manifesta sobre a forma de jogo simbólico. Nesta categoria o jogo pode ser de ficção ou de imitação, tanto no que diz respeito à transformação de objetos quanto ao desempenho de papeis.
A função do jogo simbólico consiste em assimilar a realidade. E através do faz de conta que a criança realiza sonhos e fantasias, revela conflito interiores, medos e angustias, aliviando tensões e frustrações. O jogo simbólico é também o meio de alta expressão: ao reproduzir diferentes papeis (de pai, mãe, professores e alunos).
A criança imita situações da vida real aquele que brinca dá novo significado aos objetos, as pessoas, as ações aos fatos entre outros. Inspirando-se em semelhanças, mais ou menos fies às representadas. Dentro dessa categoria destaca-se o jogo faz de conta, de papeis de representação esta denominação varia de autor para autor.
Para Piaget (1978, p.39), o jogo de regras constitui-se os jogos do ser socializado e se manifestam quando por volta dos 4 anos, acontece um declínio nos jogos simbólicos e a criança começa a se interessar pelas regras.

4.3 JOGOS DE REGRA-ÁPICE AOS 7 ANOS

Os jogos de regras começam a se manifestar entre os 4 e 7 anos e se desenvolve entre os 7anos e 12 anos. Aos 7 anos a criança deixa o jogo egocêntrico substituindo-o por uma atividade mais socializada onde as regras tem uma aplicação efetiva e na qual as relações de cooperação entre os jogadores são fundamentais. No adulto, o jogo de regras subsiste e se desenvolvem durante toda a vida por ser atividade lúdica do ser socializado.
Há dois casos de regras: regras transmitidas no jogo que se tomam institucionais, diferentes realidades recaem se impõem por pressão de sucessivas gerações, por exemplo: (jogo de bolinha de gude), regras de espontânea: vem da socialização do jogo de exercício simples ou dos jogos simbólicos são jogos de regras de natureza contratual e momentânea. Os jogos de regras são combinações sensorimotora (corrida, jogo de bola) ou intelectuais (cartas, xadrez). Com competição dos indivíduos e regulamentados por um código transmitindo de geração a geração ou por acordo momentâneo.
Segundo Benjamim (1984, p.50), "através do jogo é que induzimos a criança desde cedo aprender os principais costumes inerentes ao ser humano". Os jogos as brincadeiras são muito importante para o desenvolvimento infantil já que faz parte do seu cotidiano desde o inicio de sua vida.

4.4 O JOGO E O BRINQUEDO NA ESCOLA

O jogo é um instrumento de afirmação. E quando é envolvido no âmbito escolar é o melhor momento de equilíbrio da criança, assegurando a base de sua personalidade.
Na Grécia Antiga um dos maiores pensadores, Platão (427-348) afirmava que os primeiros anos da criança deveriam ser ocupados com jogos educativos, praticados em comum pelos os dois sexos sobre a vigilância e em jardim de criança.
---Ao pensar em seu jogo a criança pode representar e experimentar vários papéis fantasiando seres: bichinhos, professores, médicos, mamãe, entre outros. nesse processo a criança pode expressar suas emoções e sentimentos, por meios de gestos, que poderiam de outros modos ou de certo momento ser proibidos no jogo espontâneo, existido então a livre atividade, não sujeito a leis e regras. Nesse tipo de jogo a criança determina seus próprios procedimentos: jogar para ela mesma. Incluíssem nessa categoria os jogos motores construtivos e destrutivos:

O brinquedo propõe um mundo imaginário da criança e do adulto, criador do objeto lúdico. No caso da criança, o imaginário varia conforme a idade: para o pré-escolar de 4 anos, está carregado de animismo; de 5 a 6 anos, integra predominantemente elementos da realidade. (KISHIMOTO, 2000 p.19).

O jogo e o brinquedo são importantes na vida escolar da criança, como o trabalho é para o adulto, pois, imagine uma criança em seus primeiros anos na escola, tendo que lhe dar somente com a interação com o professor. Isso sem duvida iria acarretar certos problemas, um deles é a infância, pois, a mesma seria retirada da vida da criança. Isso sem falar na vida social seria um caos, contudo, é através do jogo e do brinquedo que podem ser feita socializações mútuas entre os indivíduos. Cunha (1994, p.11) enfatiza por que a brincadeira é importante para criança; "porque, brincando, a criança está nutrindo sua vida interior, descobrindo sua vocação e buscando um sentido para sua vida.

4.5 O ADULTO, A CRIANÇA E O BRINQUEDO

O que diferencia e distancia o adulto da criança não é apenas a idade e o tamanho; talvez, a maior diferença e a maior distância aconteçam na maneira de ver a realidade e de viver a própria vida. A vida do adulto é marcada pela seriedade, pela dedicação as atividades produtivas, pela valorização dos resultados, Pela transformação dos objetos em instrumentos e pela mudança do sistema simbólico por relações econômicas.
Já a criança cria seu próprio mundo e isso é proporcionado em parte, pelo brinquedo. Não existe criança que não goste de brincar. Muitas vezes para os adultos as crianças não deixam de ser sinônimo de travessuras, complicações e dores de cabeça. E eles acabam esquecendo que através de suas traquinagens as crianças podem está apenas querendo atenção, ao dizer isso o adulto acaba esquecendo que são eles que complicam suas vidas. Com certeza para as crianças, os brinquedos não passam de mais uma diversão, uma maneira de fantasiar, possibilitando a eles sem perceber desenvolver suas criatividades.

A vida da criança está entregue a sua imaginação. A realidade é o presente vivido e sentido de maneira direta e imediata. Para ela tudo acontece como se estivesse sempre no reino do brinquedo, sem preocupações de resultados e, muito menos, de planejamentos. (SANTIN, 1994, P. 21).

5 OS BENEFÍCIOS DAS ATIVIDADES LÚDICAS COM OS JOGOS

A educação infantil por meios das atividades lúdicas com os jogos trazem para o universo da criança uma forma de aprendizado diferenciada, através do brincar, jogar, enfim se divertir. A criança sente, pensa e aprende, entretanto, a atividade lúdica pode ser considerada tarefa do dia-dia. Percebe-se que as atividades têm capacidade de desenvolver varias habilidades nas crianças, proporcionando-lhe divertimento prazer, convívios favoráveis estimulando o intelectual, desenvolvimento harmonioso autocontrole e alta realização. Tudo isso faz com que todo esse aprendizado, seja mais ameno a criança.
Segundo Rousseau (1968), as crianças têm maneira de ver, sentir e pensar que lhe são próprias e só aprendem através da conquista ativa, ou seja, quando elas participam de um processo que corresponde á sua alegria natural.
Não só as crianças são beneficiadas pelas atividades lúdicas mais também os professores. Logo, cada vez mais os próprios estão adotando esses métodos em suas praticas pedagógicas, absorvendo conhecimentos Como, por exemplo, assimilação de valores, a requisição de comportamento, desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento, aprimoramento de habilidade e socialização.
De acordo com Teixeira (1995, p. 23), vários são os motivos que induzem os educadores a apelar às atividades lúdicas e utilizá-las como recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem.

5.1 VIDA EM EQUIPE

Um grupo é constituído de diferentes pessoa que se movimentam em torno de necessidades comuns em busca de um objetivo especifico. Nesta busca troca-se o "sentar juntos", numa forma espacial, por ser membro participante de um grupo. Isto é assumir-se como participante, exercendo sua fala, sua opinião, seu silencio e defendendo seus pontos de vista.
Num grupo, mesmo que todos os membros estejam em busca de um objetivo comum, cada um é um ser diferente tendo sua própria identidade. Nesta prática diferenciada que cada sujeito vai projetando o outro dentro de si. Segundo Wallon, o individuo é um ser geneticamente social.
O jogo permite excelente vivencia em grupo; por meio deles a criança aprende a exercitar liderança, a compartilhar e saber ser liderada. Para que esta habilidade possa surgir de forma espontânea e profícua é necessário que o educador saiba como balanceá-las, fazendo com que a própria criança participe de atividades que de forma muito simples, estabeleçam representações, regras, um sistema de controle e de ajustes.
Trabalhar em equipe mesclando-a com os jogos proporciona a criança varias maneiras de como agir e pensar, ao interagir com outras de âmbitos diferentes, estabelecendo assim uma visão ampla e madura em vários contextos sociais e culturais que as envolve. As escolas precisam se adequar a essas metodologias para que não acabem se tornando uma ponte de ligação em detrimento da educação infantil. Para Dewey o contacto com os demais é mais um fator de amadurecimento individual para a vida social:

Competir ao meio escolar contrabalançar os vários elementos do ambiente social e ter em vista dar a cada individuo a oportunidade para fugir das limitações do grupo social em que nasceu entrando em contato com um ambiente mais amplo (DEWEY, 1936: 42).

5.2 COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS E HABILIDADES

Em uma forma de aprendizado livre onde se deseja que o aluno participe ativamente, isto é, especialmente indicado, pois, não limita a plenitude de uma abordagem ao seu universo, mas se utiliza de outros pontos de vista. Esta troca além de enriquecedora. Leva a questionamento que facilitam a fixação de conceitos.
Quando criança participa de qualquer acontecimento, dando sua opinião ou ajudando apagar o quadro na escola, interagindo com seus colegas através de jogos educativos, jogando lixo para fora, em casa, enfim, quando ela se sentiu útil em seu âmbito escolar ou domiciliar, acaba se sentindo um individuo importante para aqueles que as envolve, ao ter essa certeza, isso facilita o seu desempenho, logo sua aprendizagem será concluída com mais êxito, fazendo com que elas tenham suas próprias opiniões. Constance Kamii, seguidora de Piaget que concentrou seu estudo principalmente no jogo apresenta as seguintes visão:

O uso significativo da linguagem estimula seu desenvolvimento negociando compromissos com adultos e colegas expressando suas idéias e ouvindo os outros, a criança desenvolve tanto a sua linguagem quanto sua inteligência (KAMII, 1991: 16)


5.3 POR QUE O JOGO EM GRUPO?


Os jogos em grupos são uma forma de atividade muito indicada para estimular as atividades construtivistas da criança e sua vida social. São os jogos que existe há bastante tempo, mas a importância educacional que as pessoas viam neles era muito limitada. Através da perspectivas piagetiana, eles foram redescobertos como um tipo de atividade que estimula o desenvolvimento da criança e seu aprendizado. No construtivismo é necessário que o professor tome decisões levando em conta a maneira como a criança está sentindo e pensando em cada situação.
A criança interagindo em equipe é algo inovador e muito importante para que, desde cedo ela possa desenvolver o seu intelectual de forma prazerosa, facilitando assim sua compreensão sobre as brincadeiras fazendo comparação do real e do imaginário. Segundo Piaget (1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da infância; tanto a aprendizagem quanto as atividade lúdicas constituem uma assimilação do real.
Para Wallon a criança cria seu grupo conforme a capacidade do mesmo de realizar atividades.

A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus camaradas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas (Wallon, 1979, p.210)






CONSIDERAÇÕES FINAIS


Ao finalizar este artigo sobre a linguagem do lúdico, percebe-se que incluir a linguagem do lúdico na educação infantil é de grande importância para o desenvolvimento da criança, pois, através dessa metodologia a criança se relaciona com o mundo. É de sumo valor que os professores e os pais saibam que as brincadeiras, brinquedos, enfim, os jogos são fundamentais para a vida da criança, porém, se for introduzido de maneira responsável. Trazendo assim enormes contribuições no desenvolvimento, intelectual, social e cultural da criança.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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VYGOTSKY, L. (1998). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.
KISHIMOTO, Tisuka Morchida. Jogos, a criança e a educação. Petrópolis: RJ, 2000.
WALLON, H. psicologia e educação da criança. Lisboa: 1estampa 1979.
 
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