A Influência dos Pais: No Desempenho Escolar dos Filhos
 
A Influência dos Pais: No Desempenho Escolar dos Filhos
 


Este estudo teve como objetivo compreender como a família influência no desempenho escolar dos filhos. Fatores relativos á vida extra-escolar dos alunos impactam no aprendizado, o contexto familiar do qual a criança se origina, a escolaridade dos pais, a valorização que a família atribui á escolarização, a preocupação com a boa trajetória dos filhos, o acompanhamento dos estudos e a participação efetiva na vida escolar dos estudantes são elementos centrais para um aprendizado eficiente. O fato do pai e a mãe trabalharem, não ter escolaridade, ser pobre ou ser rico não os eximem da responsabilidade pela criação dos filhos, antes do trabalho, ou qualquer outra coisa, deve vir o direito a vida. É o filho tem esse direito, o pai ou a mãe retira esse direito quando se ausentam e não participam do desenvolvimento dos filhos essa ausência pode ser preenchida por sentimentos de violência, amizade erradas, baixo desempenho na escola, sérios problemas no processo de aprendizagem. Não há duvidas de que os fatores familiares da criança interferem no emocional apresentando comportamentos prejudiciais ao desempenho escolar quando os pais participam da educação dos filhos, eles aprendem mais e melhor, com o apoio deles as crianças se sentem mais seguras, motivadas, estimuladas, com vontade de aprender, não queremos que os pais se transformem em professores, mas que sejam parceiros no aprendizado dos filhos, e que os filhos possam contar com eles para um aprendizado significativo. Pais cooperativos e atentos no desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer professor. PALAVRAS  CHAVES: Aprendizagem  Família  Escola.

INFLUÊNCIA DO AMBIENTE FAMILIAR

Afinal, o que entendemos por família e como o ambiente familiar pode influenciar na aprendizagem dos filhos. Segundo o dicionário Aurélio o termo família pode ser deferido como pessoas aparentadas ou vivem, na mesma casa, particularmente o pai a mãe e os filhos. É o fato de preparar os membros jovens para sua inserção futura na sociedade e para o desempenho de funções que possibilitem a continuidade da vida social. E desempenha um papel importante na formação do individuo e do futuro cidadão.

Família o primeiro espelho na quais nos vemos e nos descobrimos como sendo bonitos ou feios, inteligentes ou burros, bons para tudo ou bons para nada, simpáticos ou desengonçados, com futuro ou sem futuro, etc.

É esta, também, os primeiros "mundos" em que habitamos, podendo nos aparecer como acolhedores ou hostis, como tais, regras, costumes, linguagens. Ensinam desde o que e homem e o que e mulher até como devemos expressar os sentimentos, quais sentimentos são "bons"'' e podem ser sentidos (sem culpa) e quais são ''maus''(e devem ser disfarçados) o melhor possível, porque sentimos mesmo, aprendemos o que e belo e o que e feio, o que tem graça e o que não tem, aprendemos posturas, jeitos de olhar (direto ou envesgado). É por ai vai.

"Durante décadas, o professor montou uma representação-padrão de estudante, projetando o desejo de que ele venha de casa educada, com os parentes providenciando todos os requisitos básicos para que eles convivam em sociedade e aprendam. Esse quadro não existe", diz Lino de Macedo. Da mesma forma, é fictícia a concepção de família ideal. Pai e mãe trabalham fora e nem sempre moram na mesma casa, levando à diminuição do tempo às crianças e, com isso, dos momentos de "formação domestica".

A escola, entretanto, tem uma especificidade, a obrigação de ensinar (bem) conteúdos específicos de áreas do saber, escolhidos como sendo fundamentas para a instrução de novas gerações. O problema de as crianças aprenderem fração é da escola. Por outro lado, professora alguma tem de dar ''carinho maternal'' para seus alunos. Amor, respeito, confiança sim, como professora e membro adulto da sociedade.

Porque a família é vista tão mal? Os professores dão algumas pistas. Eles dizem que quem leciona faz também o papel de assistente social, ''a escola esta no lugar da família''. Onde o professor não ensina, mas ajuda o aluno a sobreviver.

Apesar de todas as inovações introduzidas no relacionamento humano, como: famílias coletivas, comunidades hippies, grupos de casais que coabitam amor livre, experiências sexuais pré-matrimoniais, aventuras extraconjugais e muitas outras formas de associação entre homens e mulheres, a família normalmente constituída, através de um casamento legal, ainda e a opção mais comum, pelo menos nos paises latinos, como o nosso. Essa família nuclear, constituída de pai, mãe e filhos, ainda e considerada como a menor unidade social, a célula que reunida às outras formara o tecido social.

A mãe ainda tende a desenvolver o papel que sempre lhe coube: criar e cuidar bem dos filhos orienta-lo nos estudos e preparados para a vida, além de cuidar do lar. Para a mulher que trabalha fora, tem sido bastante difícil e desgastante conjugar os três papeis: o de dona-de-casa, o de mãe de família e o de profissional.Para suprir as necessidades econômicas, ela abandona a criança em meios e condições inadequadas.

. Na perspectiva de Vygotsky:

"A educação (recebida na família, na escola, e na sociedade de um modo geral) cumpre um papel primordial na constituição dos sujeitos. A atitude dos pais e suas práticas de criação e educação são aspectos que interferem no desenvolvimento individual e, consequentemente, influenciam o comportamento da criança na escola". (1984, P.87).

A influência do lar como hábitat da criança e da família, assim como a influência do meio social mais amplo, é muito grande, principalmente na primeira infância e na adolescência. Estas são as fases críticas do desenvolvimento do ser humano, que sempre requerem um maior cuidado e atenção.

Vários fatores contribuem para o baixo desempenho escolar. Os pais devem ter uma tática muito delicada, para com os filhos, o desrespeito pelos amigos da criança, não respeito nos horários e atividades da criança de acordo com seu horário de interesse, estimulação excessiva pode se um problema para o escolar, pois há pais que sobrecarregam a criança com vários tipos de atividade, tais como: escola, natação, ballet, etc.

Quando, ao contrario, o pai é muito liberal, dando ampla liberdade aos filhos, eles podem torna-se voluntariosos, Pais autoritários além de serem pouco comunicativos e afetuosos, são bastante rígidos, controladores e restritivos quanto ao nível de exigência de seus filhos.Pais superprotetores não permitindo que ela mesma busque os seus próprios mecanismos de defesa. Pais violentos costumam espancar a criança, o que desencadeia nela a revolta e um profundo sentimento de injustiça. Pais que usam a mão de obra da criança para o complemento das necessidades orçamentária. Pais que por algum motivo não gostam do filho, chegando mesmo a odiá-lo.

Desajustamento no relacionamento do casal, a separação do casal deixa sempre os filhos com um sentimento de rejeição por parte do pai ou da mãe ou mesmo de ambos. Os conflitos a rivalidade entre irmãos também é prejudicial, surgindo um sentimento de intolerância que cresce à medida que as crianças também crescem. O nascimento de irmãozinho sem nenhum prepare do escolar, poderá gerar ansiedade e ciúmes, Filhos adotivos principalmente se ignoram essa condição, que lhes é revelada somente na puberdade por algum estranho, sem muita sutileza e sem um preparo psicológico adequado. Quando a criança não compreende sobre sua adoção, poderá sofrer de perturbações emocionais, e comprometer o rendimento escolar, refletindo nas atividades da criança.

COMPORTAMENTOS PREJUDICIAIS AO DESEMPENHO ESCOLAR

Com os estudos de Sipavicius (1992), Bueno e Garcia (1996) Valentes (1993), Szymanski (1995), Coelho (1994) chamam a atenção para que os pais sejam mais bem orientados sobre as atividades e obrigações escolares dos filhos, isso permitiria um compromisso maior com o sucesso escolar.

''Nos professores hoje temos que providenciar a educação global (valores, hábitos de higiene etc.) que a família não dá. Onde os alunos são visto como desinteressados e indisciplinados e são percebidos junto com a família, como os principais problemas da sala de aula.

É obvio que não há possibilidade de a escola assumir a tarefa de estruturação psíquica previa ao trabalho pedagógico, ela é de responsabilidade do âmbito familiar primordialmente.

Abordando os aspectos pedagógicos da família, Nogueira (1998) explica que a participação dos pais na vida escolar dos filhos, pode influenciar de modo afetivo o desenvolvimento escolar dos filhos. O entrosamento dos pais com a escola deve favorecer a reflexão de diferentes aspectos pedagógicos.

Não há duvidas de que os fatores familiares da criança interferem no emocional apresentando comportamentos prejudiciais ao desempenho escolar

Dunn (op.cit, pág.186 a 188), acredita que os distúrbios emocionais geram diversos comportamentos dentro de uma escola, desde atitudes de afastamento mórbido, o trancamento de si mesmo, ate as atitudes violentamente agressivas, a criança.

Como ressalta Dunn (1985):

(...) Na escola, descarregam todas a suas tensões, apresentando-se como alunos insubordinados e perturbadores da ordem. São revoltados, tanto na escola como em outros lugares. Esta insegurança reflete-se na aprendizagem e no seu desempenho escolar (p.187).

Segundo Glueck Glueck, citado por Dum (op.cit., pág. 200), os desajustados socialmente desejam ser notados; por isso internalizam atitudes que levam a adesão dos colegas e chama a atenção dos professores e demais funcionários da escola. Seu temperamento é impulsivo, extrovertido, agressivo e destruidor. Sua atitude e hostil, provocadora, ressentida, teimosa, rebelde.

Enquanto que para Dum: "As crianças socialmente perturbados são jovens infratores crônicos da lei que, persistentemente, se recusam a caráter os padrões mínimos de conduta requeridos nas escolas e nas classes. Desafiam os professores e perturbam o programa escolar. Intimidam e importunam os outros estudantes. Seus comportamentos são tão antagônicos aos propósitos e programas das escolas, que tem de ser excluídos do atendimento em classes regulares".

'' A maior parte dos meus alunos vem de lares desestruturados, são filhos de pais separados, por isso apresentam este comportamento tão agressivo''. Ou ainda a falta de interesse (ou possibilidade) dos pais em conhecer e acompanhar a vida escolar de seus filhos'.

O educando quando perturbado emocionalmente não consegue integrar no processo de aprendizagem, isto porque diminui sua capacidade de concentração, o que provavelmente ocasionara no rendimento escolar.

''O problema de baixo desempenho escolar esta na desvalorização da escola por parte dos pais. Eles nunca aparecem na escola, muito menos nas reuniões, não acompanham as lições e nem assinam as advertências''.

SegundoDunndiz que:

""Os filhos vivem reflexos negativos e positivos do contexto familiar, as quais são transmitidas para a criança. Quando a criança entra na sala de aula, não consegue separar os problemas de ordem emocional adquiridos em casa, comprometendo o seu processo de aprendizagem" (1985, p.73).

As famílias têm de dar acolhimento a seus filhos, um ambiente estável, provedor, amoroso muitas, infelizmente, não conseguem. Neste caso, a responsabilidade pelo diversos comportamentos, o baixo desempenho do aluno na escola parece ser única e exclusivamente da família.

A escola deve estar preparada para reverter o quadro. Ela deve ter condições de identificar as crianças com baixo desempenho e encaminhadas para um atendimento adequado com especialista (psicopedagogos).

O encaminhamento das crianças é feito pela professora, em conjunto com a equipe escolar, para a gerência regional de ensino à qual a escola referente está vinculada, onde é realizada a triagem e direcionamento do aluno à equipe pedagógica. Esta equipe geralmente é formada por um psicólogo e um pedagogo.

Considerações Finais

Como já vimos, há uma estreita relação entre lar e escola. Uma grande parte dos problemas educacionais infantis continua a ser originar no lar. O relacionamento entre pais e filhos, a harmonia do casal, são elementos fundamentais para a obtenção de um bom desempenho escolar.

- Para se desenvolverem bem na escola, as crianças precisam de boa estrutura familiar e escolar, de disciplina, desafios, segundas oportunidades, respeito, reconhecimento e compreensão. - A criança precisa sentir que é amada com a mesma intensidadeindependentemente de seu desempenho escolar. - Todos os alunos, inclusive seu filho, podem aprender a estudar melhor a reter mais informações e a tirar proveitos de seus pontos fortes. - O bom desempenho escolar é assunto para a família toda. Ela deve ser tomada em conjunto por pais e filhos. - As expectativas dos pais têm que ser realistas e não podem ser baseadas em padrões idealizados. Bons resultadosnão são apenasnuméricos, mas devem se traduzir em auto-estima, autoconfiança, bom relacionamento interpessoal, capacidade de relaxar e brincar, habilidades físicas e artísticas. - O bom desempenho escolar deve ser dissociado doperfeccionismo. Pais não podem exigirdemais deseus filhosoude simesmos. Umbomdesempenhopodeser esperado, desde que aceite as limitações. - Um grande esforço do aluno deve ser encarado como um excelente desempenho, não importando o resultado. - Quando algo vai mal na escola, o filho não pode ser tratado como mau, preguiçoso ou burro, mas como uma criança ou adolescente.

- Mantenha-se informado sobre a escola de seu filho, converse com o diretor da escola, mantenha um relacionamento constante com os professores de seu filho.

- Converse com os outros pais de alunos, participação das reuniões de escola, participe em casa no dia-a-dia da criança.

- Cobre de seu filho comprometimento coma escola, Acompanhe o dever de casa.

- É preciso criar um ambiente adequado e determinar períodos de estudos para seu filho, fique atento ao desempenho escolar de seu filho.

 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

AQUINO, J.G. Indisciplina na escola: alternativas teóricas e praticas. São Paulo. Summus. 1996.

BUENO, B.G.; e GARCIA, T.F. (1996). Êxito escolar: as regras da interação na sala de aula. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v. 77, n.186, p.263-281, mai/ago.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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