A importância do café no Brasil e na cidade de Cacoal
 
A importância do café no Brasil e na cidade de Cacoal
 


1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho irá tratar de uma cultura que surgiu há cerca de 1 500 anos, na áfrica, O Café. Descoberto quase que por acaso, foi levado para a Arábia onde ficou praticamente trancado a sete chaves distante do alcance de qualquer estrangeiro. Assim, coube aos holandeses no século XVII contrabandear mudas de café dos árabes e conseqüentemente espalhar sua cultura pelo restante do continente Europeu.
O café chegou à America Latina por volta de 1718 trazido para as colônias européias do Suriname, Guiana Inglesa e Francesa. A história do café no Brasil inicia em 1727 trazido da Guiana Francesa através da fronteira paraense. Plantadas inicialmente no norte sem grande sucesso, a cultura cafeeira espalha-se rapidamente pelo país, chegando ao Rio de Janeiro e São Paulo, desencadeando um ciclo econômico muito importante para o Brasil, já que a economia brasileira encontrava-se em decadência devido à queda nas exportações dos principais produtos da época.
O ciclo do café durou mais de um século, e reergueu abalada parte da economia do país, fazendo o Brasil atingir em 1850 a posição de líder mundial na produção de café. Ao espalhar-se pelo país o café trouxe alguns problemas como a falta de mão-de-obra, a proibição do tráfico de escravos, fez-se utilizar somente os que existiam dentro do país. Com a falta de mão-de-obra inicia a fase da importância do café para o Brasil, basta dizer que ele mudou a hegemonia econômica da região nordeste para a região sudeste, através dos estados que cultivavam o produto, onde surgiram os barões do café classe social dominante na economia e que influencia a política desde momento histórico no Brasil.
Embora passado o apogeu, o café ainda hoje é parte importante da economia brasileira. Afunilando um pouco mais a pesquisa, veremos como foi o povoamento na área territorial onde hoje é o Norte brasileiro em especial o estado de Rondônia.
O povoamento de Rondônia é marcado pelo ciclo da borracha que deixou como heranças a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, e o surgimento da cidade de Porto Velho na arte inicial da ferrovia e a linha telegráfica de Marechal Rondon, que mais tarde seria responsável pelo surgimento de outras cidades no interior do estado e em especial Cacoal.
Com o incentivo do governo Federal para colonizar o norte do país e principalmente extrair a borracha que era uma matéria-prima importante para a segunda guerra mundial, as pessoas que vieram para extrair a borracha foram chamados de Soldados da Borracha. E com eles nasceu o Território Federal do Guaporé. Que em 1956 chamaria de Território Federal de Rondônia e depois Estado de Rondônia.
A partir da abertura da BR 364 juntamente com a propaganda que na região as terras eram férteis e fáceis de conseguir, incentivaram a vinda de muitos brasileiros para a região que se concentraram nas margens da BR 364, e o INCRA veio para a região para distribuir terras.
Um desses povoados eu surgiram ao longo da BR seria mais tarde Cacoal, sendo instalado ali o PIC-Gy-Paraná, que recebeu tantos migrantes que em 1977 foi elevado a categoria de Município, o qual não parou de crescer e atualmente ganha um aspecto de cidade moderna. Acompanhando seu crescimento vem a agricultura, especialmente o café que dá a Cacoal o apelido de "Capital do Café" atividade esta que passou a ser cultivada na região a partir da segunda metade da década de 60, trazida por Clodoaldo Nunes de Almeida.
O café cultivado em Cacoal e no estado de Rondônia é o Robusta, da variedade coffea canephora, que se adapta melhor ao clima rondoniense, o café de Rondônia, é pouco competitivo pela baixa produtividade, assim os cafezais do Estado vem sofrendo alterações conforme o comportamento do mercado. Por fim estaremos analisando através de pesquisa de campo realizada, para conhecer a cultura cafeeira, sua lucratividade.






2 - O CAFÉ NO BRASIL
2.1 A DESCOBERTA DO CAFÉ
O café é uma planta originária da Etiópia, país localizado no continente africano. Não há evidencias reais sobre a sua descoberta porem a versão mais aceita é atribuída ao pastor Kaldi, que vivia na abissínia (hoje Etiópia), por volta do ano 600. Segundo a lenda, ele teria percebido que suas cabras estavam agitadas por terem ingeridos folhas e frutos de um arbusto, que, apesar de incorporado à paisagem, ate então era ignorado. Tratava-se de um pé de café.
2.2 O CAFÉ PELO MUNDO
De acordo com Beling (2005, p 11), das montanhas etíopes, a planta foi levada para o Iêmen, um reino da Arábia, onde se adaptou muito bem e em pouco tempo já era produzida em larga escala. Como a religião maometana proibia a venda de bebidas alcoólicas, o café começou a ser largamente consumido, ate mesmo nas mesquitas, durante as celebrações.
Os árabes possuíam completo controle sobre o cultivo e sobre a preparação da bebida. Os estrangeiros eram proibidos de se aproximarem das plantações. O próprio nome "café" tem origem na palavra árabe "qahwa", que significa vinho.
Os árabes protegiam as mudas com a própria vida, só permitindo que saíssem do país grãos fervidos, o que impossibilitava a sua germinação.
Em 1615 o café chega a Europa, em forma desses grãos, que foram levados por viajantes oriundos do Oriente. A produção da planta, no entanto só foi possível alguns anos mais tarde. Os Holandeses foram os primeiros europeus a desenvolverem o café, eles conseguiram burlar a vigilância árabe e obtiveram algumas mudas.
A Franca, que recebeu um pé de café de presente dos holandeses, também passou a fazer testes com a planta. A partir daí o cultivo do café foi se espalhando pelo velho continente e por outras colônias européias, chegando assim ao novo mundo, onde entrou pelo Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Isso ocorreu mais precisamente em 1718.
2.3 A CHEGADA DO CAFÉ NO BRASIL
O café foi trazido para o Brasil pelas mãos do militar Francisco Melo Palheta, em 1727, entrando através da fronteira Paraense.
A planta já possuía grande valor comercial nas colônias holandesas e francesas da America. Palheta que era sargento-mor foi enviado a Guiana Francesa pelo governador do Maranhão e Pará, João Maia da Gama, com a tarefa de trazer ao Brasil sementes de café. Mais oficialmente o motivo era outro: mediar a disputa de fronteira entre França e Holanda.
Para atingir o objetivo, Palheta se aproximou da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conquistando sua confiança. Foi quando experimentou pela primeira vez uma xícara de café. Conta a historia que mulher teria se apaixonado pelo militar brasileiro. Na despedida de Palheta, foi-lhe oferecido um jantar, quando a suposta amante lhe teria presenteado um buque de flores, recheados de férteis sementes de café. (BELING 2005 p 17).
Segundo Beling (2005, p 17), as primeiras sementes plantadas em solo brasileiro se desenvolveram nas províncias do Norte do País, principalmente Pará e Maranhão, sem grande expressividade. No inicio do século XIX, o café chegou ao Rio de Janeiro.
A atividade ganhou impulso com a chegada de D. João VI e sua corte, em 1808. Em virtude da ordem de desocupação de algumas casas, para abrigar os recém-chegados, muitos produtores partiram para as suas propriedades rurais. Assim, a cafeicultura tomou conta das terras fluminenses e paulistas do Vale do Paraíba, inaugurando um novo ciclo econômico, a partir de 1825. Em 1850, o Brasil já era o maior produtor mundial de café, com 40% do total, chegando a 80% no inicio do século XX.
Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornariam inadequadas para o cultivo, a cafeicultura no centro- sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações provocando prejuízos incalculáveis. Após esta crise e com a recuperação do mercado, passou-se a buscar regiões ideais para o cultivo do café, estendendo-se por todo o país.
2.3.1 CICLO DO CAFÉ NO BRASIL
Conforme Brum (2005, p 131), no decorrer de mais de quatrocentos anos a economia brasileira funcionou predominantemente como reflexo dos interesses externos, reagindo aos estímulos vindos de fora. Essa orientação para o exterior conduziu a implantação da monocultura, com a produção e exportação centradas no produto de maior rentabilidade em certo momento histórico. Essa dependência se reflete claramente nos ciclos econômicos que caracterizaram esse longo período. O autor diz que:
O ciclo econômico pode ser definido como o período em que determinado produto, beneficiando-se da conjuntura favorável do momento, se constitui no centro dinâmico da economia, atraindo as forcas econômicas ? capitais e Mão - de obra ? e provocando mudanças em todos os outros principais setores da sociedade, como na criação de novas atividades, no uso de equipamentos, na distribuição das rendas, na constituição das classes sociais ou frações de classe, com o declínio de umas e a ascensão de outra.
Segundo o Site cafedafronteira a cultura do café no Brasil sempre teve uma característica nômade. E sua chegada ao Brasil, coincidiu com o fim do ciclo do ouro e com uma crise nas lavouras açucareiras em conseqüência da concorrência da produção das colônias inglesas e espanholas.
Como já dissemos, o café entrou o Brasil pelo Pará e a partir do referido estado, passou as regiões de Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco onde, entretanto não se estabeleceu, pois não havia nestas regiões uma condição propicia ao desenvolvimento da lavoura cafeeira.
Por volta de 1760, o café foi trazido ao Rio de Janeiro por João Alberto Castello Branco e as primeiras plantações foram feitas com sucesso. O café expandia-se rapidamente também no Espírito Santo e em São Paulo. Neste ultimo, a partir do Vale do Paraíba. Descia também em direção ao sul do Brasil buscando melhores condições climáticas e especialmente melhores condições de solo. Assim chegou ao Paraná e espalhou-se por Minas Gerais.
Os ricos solos de Minas Gerais, São Paulo e Paraná proporcionavam maior produtividade e, conseqüentemente, melhor rendimento econômico da produção. Foi assim que estes estados se tornaram os maiores e mais tradicionais produtores nacionais, levando o Brasil, a partir de 1830, a se tornar o maior produtor mundial de café. (WWW.cafedafronteira.com.br/historia.htm)
O café financiou vários ciclos econômicos em nosso país e sempre esteve associado a uma geração de riqueza que beneficiava sobremaneira as regiões cultivadoras. Brum (2005, p138), considera que o ciclo do café propriamente dito teve mais de um século de duração (1825 -1930). Todavia, mesmo depois de encerrada a fase de grande expansão, continuou por mais quatro décadas a ser o principal produto de exportação do país e ainda hoje tem uma posição destacada.
O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de café. E de acordo com Beling (2005 p. 39) a posição de liderança do Brasil na produção de café tem pouca chance de ser ameaçada em curto prazo, porque os principais concorrentes brasileiros têm hoje níveis de produção que estão longe de ameaçar a supremacia brasileira.
A Colômbia que já produziu 18 milhões de sacas está agora a colheita estabilizada entre 10 e 12 milhões de sacas. O Vietnã ainda não ultrapassou de forma consistente o patamar de 15 milhões de sacas.
A média de produção anual de café no Brasil é de 36 milhões de sacas. Com base neste cálculo, 22 milhões de sacas são destinadas à exportação e o restante vai para o consumo interno. Este volume coloca o Brasil como principal país exportador e responsável por mais de um terço da produção mundial ? três vezes mais do que a Colômbia, o segundo maior exportador.
De acordo com Beling "o café continua sendo um importante gerador de divisas para o país, contribuindo com mais de 2% do valor total das exportações".
2.3.2 A IMPORTANCIA DO CAFÉ PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO
Furtado faz referencia as transformações:
Dificilmente um observador que estudasse a economia brasileira pela metade do século XIX chegaria a perceber a amplitude das transformações que nela se operariam no decorrer do meio século que se iniciativa. Haviam decorrido três quartos de século em que a característica dominante fora a estagnação ou a decadência. Ao rápido crescimento demográfico de base migratória dos três primeiros quartéis do século XVIII sucedera um crescimento vegetativo relativamente lento no período subseqüente.
Ao observador de hoje, afigura-se perfeitamente claro que, para superar a etapa da estagnação, o Brasil necessitava reintegrar nas linhas em expansão do comercio internacional. Num país sem técnica e no qual praticamente não se formava capitais que pudessem ser desviados para novas atividades, a única saída que oferecia o século XIX para o desenvolvimento era o comercio internacional. Desenvolvimento com base em mercado interno só se torna possível quando o organismo econômico alcança um determinado grau de complexidade, que se caracteriza por uma relativa autonomia tecnológica.
As possibilidades de que as exportações tradicionais do Brasil voltassem a recuperar o dinamismo necessário para que o país entrasse em nova etapa de desenvolvimento eram remotas na metade do século passado. O mercado do açúcar torna-se cada vez menos promissor. O mercado inglês continuava a ser abastecido pelas colônias antilhanas.
A situação do algodão, segundo produto das exportações brasileiras no começo do século, ainda era pior do que a do açúcar. A produção norte-americana integrada nos interesses do grande mercado importado inglês, beneficiando-se do rápido crescimento da procura interna, desfrutando de fretes relativamente baixos, organizadas no regime escravista com mão-de-obra relativamente abundante e disposto de grande terras de primeira qualidade, dominava totalmente o mercado.
O fumo, os couros, o arroz e o cacau eram produtos menores, cujos mercados não admitiam grandes possibilidades de expansão. No mercado dos couros pesava cada vez mais a produção do Rio da Prata, e no arroz, a norte-americana que passava por fundamentais transformações nos métodos de cultivo. O fumo perdera o mercado africano, com a eliminação do trafico de escravos, sendo necessário orientar o produto para outras regiões. Finalmente o cacau, cujo uso apenas começava a vulgarizar-se constituía tão-somente uma esperança (Furtado, 2002).
O problema brasileiro consistia em encontrar produtos de exportação em cuja produção entrasse como fator básico a terra. Com efeito, a terra era o único fator de produção abundante no país. Capitais praticamente não existiam e a mão-de-obra era basicamente constituída por um estoque de pouco mais de dois milhões de escravos, parte substancial dos quais permaneciam imobilizados na indústria açucareira ou prestando serviços domésticos.
Pela metade do século já se definira a predominância de um produto relativamente novo, cujas características de produção correspondiam exatamente às condições ecológicas do país. Furtado também diz que:
O café que fora introduzido no Brasil desde começos do século XVIII e se cultivasse por todas as partes para fins de consumo local, assume importância comercial no fim desse século, quando ocorre a alta de preços causada pela desorganização do grande produtor que era a colônia francesa do Haiti.
De acordo com Furtado no primeiro decênio da independência o café já contribuía com 18% do valor das exportações do Brasil, colocando-o em terceiro lugar depois do açúcar e do algodão. E nos dois decênios seguintes já passa para primeiro lugar, representando mais de 40% do valor das exportações.
Ao transformar-se o café em produto de exportação, o desenvolvimento de sua produção se concentrou na região montanhosa próxima da capital do país. Nas proximidades dessa região, existia relativa abundancia de mão-de-obra em conseqüência da desagregação da economia mineira. Por outro lado, a proximidade do porto permitia solucionar o problema do transporte lançando mão do veiculo que existia em abundancia: a mula. Dessa forma a primeira fase da expansão cafeeira se realiza com base num aproveitamento de recursos preexistentes e subutilizados. A elevação dos preços, a partir do último decênio do século XVIII, determina a expansão da produção em várias partes da América e da Ásia
Essa expansão foi sucedida por um período de preços declinantes que se estende pelos anos trinta e quarenta. A baixa de preços, entretanto, não desencorajou os produtores brasileiros, que encontravam no café uma oportunidade para utilizar recursos produtivos semi-ociosos desde a decadência da mineração. Com efeito, a quantidade exportada mais que quintuplicou entre 1821 -30 e 1841-50, se bem que os preços médios se hajam reduzidos em cerca de 40%, durante esse período.
Ao concluir-se o terceiro quartel do século XIX os termos do problema econômico brasileiro se haviam modificado basicamente. Surgira o produto que permitiria ao país reintegrar-se nas correntes em expansão do comércio mundial; concluída sua etapa de gestação, a economia cafeeira encontrava-se em condições de autofinanciar as extraordinárias expansão subseqüente; estavam formados os quadros da nova classe dirigente que lideraria a grande expansão cafeeira. Restava por resolver, entretanto o problema da mão-de-obra.
Ao crescer a procura de escravo no sul a plantação de café intensifica-se o tráfico interno em prejuízos das regiões que já estavam operando com rentabilidade reduzida. Demais, e provável que a redução do abastecimento de africanos e a elevação do preço destes hajam provocado uma intensificação na utilização da mão-de-obra e, portanto um desgaste ainda maior da população escrava.
Eliminada a única fonte importante de imigração, que era africana, a questão da mão-de-obra agrava-se, e passa a exigir urgente solução. Para compreender a natureza desse problema é necessário ter em conta as características da economia brasileira nessa época, e a forma como a mesma se expandia. Para Furtado "como solução alternativa do problema da mão-de-obra sugeria-se fomentar uma corrente de imigração européia. O espetáculo do enorme fluxo de população que espontaneamente se dirigia da Europa para os Estados Unidos da América parecia indicar a direção que cabia tomar".
A partir dos anos sessenta a questão da oferta da mão-de-obra tornou-se particularmente séria. A melhora nos preços do café fazia mais e mais atrativa a expansão da cultura; por outro lado, a grande alta dos preços do algodão provocada pela guerra da secessão nos Estados Unidos da América dera início a uma grande expansão da cultura da fibra nos estados do norte, restringindo-se em conseqüência o trafico de escravos para o sul.
A solução veio em 1870, quando o governo imperial passou a encarregar-se dos gastos do transportes dos imigrantes que deveriam servir à lavoura cafeeira. Demais, ao fazendeiro cabia cobrir os gastos do imigrante durante seu primeiro ano de atividade, isto é, na etapa de maturação de seu trabalho. Também devia colocar à sua disposição terras em que pudesse cultivar os gêneros de primeira necessidade para manutenção da família. Dessa forma o imigrante tinha seus gastos de transporte e instalação pagos e sabia a que se ater com respeito à sua renda futura. Esse conjunto de medidas tornou possível promover pela primeira vez na America uma volumosa corrente imigratória de origem européia destinada a trabalhar em grandes plantações agrícolas. (FURTADO, 2002, p. 127)
O que fortaleceu mais processo de imigração, foi que ao mesmo tempo em que evoluía favoravelmente o problema do Brasil, processava-se a unificação política da Itália, com grandes conseqüências para a península. A parte sul tinha menor grau de desenvolvimento e mais baixa produtividade, encontrando dificuldades para enfrentar a concorrência das regiões norte, assim, a solução migratória surgiu como verdadeira válvula de alivio. Estavam, portanto, lançadas as bases para formação da grande corrente imigratória que tornaria possível a expansão da produção cafeeira no Estado de São Paulo. O número de imigrantes europeus que entram nesse Estado sobe de 13 mil, nos anos setenta, para 184 mil - quartel do século foi de 803 mil, sendo 577 mil provenientes da Itália.
É importante lembrar essa imigração, afinal atualmente temos milhares de brasileiros com descendência européia. Seja italiana, alemã, ou qualquer outra, o fato é que se formaram a partir desse acontecimento. Segundo Brum com o ciclo do café descolou o eixo da economia brasileira do Nordeste para o Centro-Sul. E também a hegemonia política. O processo de deslocamento do eixo econômico já havia começado com o ciclo do ouro e se consolidou por volta de 1870.
Ao longo do período colonial, o açúcar foi o principal produto de exportação e "os senhores de engenho tiveram um considerável poder econômico, social e político". Na época da independência, o ouro já não tinha mais a expressão econômica, e o Nordeste a região mais rica, representando cerca de dois terços da riqueza nacional.
Com a expansão da lavoura cafeeira, acompanhada da liderança econômica, a hegemonia se transferiu para os barões do café. E o tripé básico da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) passou a moldar o Brasil independente de acordo com seus interesses.
Em torno dos interesses do café reordenou-se a vida brasileira e o intercambio internacional. A atividade cafeeira gerou fortunas e a maior parte do capital inicial para a alavancagem do processo de industrialização.
As mudanças geradas pelo café também valem para o transporte que desde o inicio do século a tropa de mulas são o transportador oficial das sacas de café. Como as distancias dos cafezais passaram a aumentar os fazendeiros decidiram não protelar mais e chegaram a solução que a ferrovia seria a melhor saída para diminuir as distâncias para o Porto de Santos.
Em 1867 inaugura-se o trajeto de 50 quilômetros entre a cidade de Jundiaí e o porto de Santos. Era a estrada de ferro São Paulo Railway pondo fim ao isolamento do planalto paulista, rompendo a grande muralha da serra do Mar.
2.3.2.1 A era dos barões
Beling embora ainda com produção e pequena escala, o Brasil começou a exportar café já em 1779, com 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram volume mais significativo, com 80 mil arrobas.
Baseando-se na mão-de-obra escrava, o café imperou absoluto, durante quase um século, como a principal riqueza brasileira. Cidades foram fundadas e se desenvolveram por causa da atividade pelo interior de São Paulo, no Sul de Minas Gerais e no Norte do Paraná. A poderosa aristocracia rural era premiada com títulos de nobreza pelo império. Assim surgiram os barões do café.em suas fazendas, os cafeicultores levavam uma vida de luxo e riqueza, comparada à da corte no Rio de Janeiro.
A dificuldade de transportar o café no lombo de muares e em carros de boi levou os fazendeiros paulistas a investirem na construção de estradas de ferro. Em 1867 foi inaugurada a Santos-Jundiai, unindo o principal porto de exportação com as zonas de produção de café. Outras ferrovias surgiram, orientando a abertura de novas lavouras, que atingiram também o Paraná.
Com todo este crescimento ao longo das linhas férreas surgiram várias cidades que conheceram a prosperidade, a começar por Campinas, Sorocaba, Itu, Piracicaba, Rio Claro, Bananal, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Santos e São Paulo. Todas conheceram o movimento do aformoseamento produzido pelos fazendeiros para mostrar seu poderio.
Contemplava-se já o fim do Império as dádivas do café. A produção crescente propiciou mais desenvolvimento ao mercado interno, trouxe a ferrovia, multiplicou as cidades, introduziu a mão-de-obra livre, instalou as primeiras indústrias e proporcionou a modernização aos centros urbanos.
Por conta do ouro verde, São Paulo tornou-se a capital dos fazendeiros e mais tarde a metrópole do café. Sede da ferrovia, de instituições culturais afamadas, inaugurava a arte moderna. Na década de 1920 como capital do estado de maior produção cafeeira do país, reforçava a imagem que se delineava da locomotiva poderosa que conduzia o Brasil.

3 A FORMAÇÃO DO ESTADO DE RONDÔNIA

Um ponto importante da nossa história, diz respeito aos bandeirantes paulistas e suas marchas para diversas regiões do país inclusive ao Oeste, onde esta situado o estado de Rondônia. "Rumo ao Oeste, penetraram nos espaços hoje limitados pelo Estado de Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, ultrapassando os limites entre Portugal e Espanha na America, estabelecidos pelo tratado de Tordesilhas" (SILVA). Autores relatam que alguns bandeirantes passaram pela região rondoniense, por volta do século XVI atrás de riquezas, porem um em especial merece destaque; Antonio Raposo Tavares.
O bandeirante Antonio Raposo Tavares que partiu de São Paulo, em 1624, em direção ao Oeste, chegou ao vale do Madeira três anos mais tarde (1650) e percorreu os vales do Guaporé, Mamoré e Madeira. Sua bandeira, conhecida como "Grande Bandeira de Limites" é um marco histórico a presença portuguesa na região. (OLIVEIRA, 2002, P. 41)

Outro momento da historia que é importante registrar foi a passagem de Francisco de Melo Palheta em 1722 (ele que alguns anos depois, como já vimos, seria o responsável pela introdução do café em terras brasileiras), para reconhecer minuciosamente o rio Madeira e também garantir a não invasão por Espanhóis. Melo Palheta, após muitas lutas regressou a Belém em 12 de setembro de 1723.
Em 1722, no dia 11 de novembro, partiu do Pará uma bandeira composta de 128 pessoas armadas com flechas , os índios, e armas de fogo, chefiada pelo sargento-mor Melo Palheta, filho de português, com intuito de assegurar os domínios de Portugal na região e limites do Madeira-Mamoré-Guaporé. (SILVA, 2002, P.30)
Por volta de 1750, é assinado um acordo entre Portugal e Espanha, que dava direito de posses das terras a quem as habitasse, anulando assim o então vigoroso Tratado de Tordesilhas. Este acordo um pouco esquecido pela historia, recebeu nome de Tratado de Madri, e foi Importante para o Brasil, pois toda região Norte e Centro-Oeste do país, naquela época pertenciam à Espanha.
Oliveira (2002) diz que de acordo com o tratado de Tordesilhas, a região onde se localizam os vales do Guaporé, Mamoré e Madeira, pertenciam à Espanha, porem, os bandeirantes paulistas haviam ocupado essa região no século XVIII, a partir de 1734, onde fundaram varias povoações nas proximidades de garimpos de ouro, despertando interesse na Coroa Portuguesa pela posse definitiva da terra, o que ocorreu em 1748 com a criação da capitania do Mato Grosso.
Assim com o tratado de Madri, os portugueses puderam com a região, que tinha uma extensão colossal, abrangendo a área onde hoje esta situado o estado do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e quase toda a área que atualmente constitui o estado de Rondônia. Assim houve uma corrida para a povoação da margem direita dos vales do Guaporé, Mamoré e Madeira.
O atual território rondoniense passou a ser ocupado pelos europeus a partir de 1723, com a fundação da Aldeia De Santo Antonio, pelo Padre Jesuíta João Sampayo nas proximidades da cachoeira do mesmo nome à margem direita do rio Madeira, e com a descoberta de ouro em 1744, no rio corumbiara, afluente da margem da direita do rio Guaporé, pelos bandeirantes paulistas Antonio de Almeida Moraes e Tristão da Cunha Gago (OLIVEIRA,2002, P.42)
A aldeia de Santo Antonio, anos mais tarde foi denominada Santo Antonio do Rio Madeira, (atualmente o local constitui um bairro da Capital Porto Velho). Sobre o povoamento da região, não podemos esquecer-nos de Dom Antonio Rolim de Moura, que segundo Lopes (2005, P.16) "no ano de 1749 chegou de embarcação fluvial, na embocadura do rio Sepotuba com o rio Paraguai, pouco acima de onde hoje é a cidade de Cáceres ? MT".
Deixaram embarcações e carregaram as mercadorias, utensílios, ferramentas, armas e um grande contingente de soldados, trabalhadores e famílias que estavam em sua companhia, colocaram tudo em lombos de mulas, animais de montarias, e viajaram vários dias ate alcançar a zona do Alto Guaporé, pararam na fazenda de nome Pouso Alegre, onde se estabeleceram e ali fundaram a cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, na margem direita do Rio Guaporé, atendendo ordens do Rei de Portugal. (LOPES, 2005, P.16)
Construiu um forte para maior segurança, e foi expandindo seus trabalhos, e encontrando gente de alguma maneira já habitava o local, (como garimpeiros e escravos fugidos).
Muitas pessoas e famílias que moravam e trabalhavam em Vila Bela deixaram a cidade e se embrenharam nas matas que margeavam os rios, foram tomando posse das terras ribeirinhas, construindo suas moradias, formando suas fazendas e povoados. (LOPES, 2005, P.16)
Rolim de Moura foi o primeiro governador da então capitania do Mato Grosso assumida em 1751, ficando no poder ate 1764. E nesse período, segundo Lopes (2005) expulsou Espanhóis invasores, fundou vários povoados e idealizou a construção de um forte às margens dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, ao qual deu se o nome de Nossa Senhora da Conceição.
De acordo com Oliveira (2002, P. 42), algumas pessoas fundaram povoados e de alguma maneira contribuíram para o desenvolvimento da região, tanto durante como após a passagem de Rolim de Moura, como a construção do forte Príncipe da Beira entre (1776 ? 1783), mas segundo Oliveira " A região passou por um longo período de estagnação e abandono. Voltou a ser povoado após a descoberta da importância do látex, como matéria prima na fabricação de borracha".
O Território Federal do Guaporé que foi criado a partir do desmembramento de áreas territoriais dos estados do Mato Grosso e Amazonas.
"O Território Federal do Guaporé foi dividido em quatro municípios, através do decreto lei número 5872, de 21 de setembro de 1943, e ficou assim constituído: Labrea e Porto Velho, desmembrados do Estado do Amazonas e Santo Antonio do Rio Madeira e Guajará-mirim desmembrados de Mato Grosso". (Matias, 1998).
Após isso ocorreram algumas modificações e a partir de 1945, o Território Federal do Guaporé ficou constituído por apenas dois municípios: Guajará-Mirim e Porto Velho além de alguns distritos. Em 1956 é apresentado m projeto de lei que sugeria a mudança de nome do atual Território Federal do Guaporé para Território Federal de Rondônia. Que seria uma justa homenagem ao Marechal Candido da Silva Rondon pelos serviços prestados a esta região.

3.1 CICLOS ECONOMICOS DO ESTADO
È possível dizer que o Estado de Rondônia assemelha-se ao Brasil no que se diz respeito ao seu crescimento e desenvolvimento econômico. Esta semelhança refere-se aos ciclos econômicos. Vejamos como são os principais ciclos que ajudaram na formação do estado de Rondônia.
3.1.1 PRIMEIRO CICLO DA BORRACHA
Segundo o site colegiofrancisco o isolamento em relação ao resto do país foi o fato mais marcante da vida dos povos da Amazônia nos primeiros quatro e meio séculos do descobrimento. Como não mais ocorreram descobertas de ouro ou pedras preciosas além de Vila Bela, nem a coroa portuguesa e nem o império brasileiro demonstraram maior interesse na região pacificada e de domínio consolidado. Vivendo do extrativismo vegetal, o desenvolvimento da economia regional é caracterizado por ciclos.
Assim foi o desenvolvimento tecnológico e a revolução na Europa, transformaram a borracha, então um produto exclusivo da Amazônia, em produto de grande demanda e preço elevado. Desde o inicio da segunda metade do século haviam XIX a borracha passou a exercer forte atração sobre empreendedores visionários.
Conforme Furtado a base econômica da bacia amazônica eram sempre as mesmas especiarias extraídas da floresta que haviam tornado possível a penetração jesuítica na extensa região. Desses produtos extrativos o cacau continuava a ser o mais importante. A forma como era produzida, entretanto, não permitia que o produto alcançasse maior significação econômica.
Assim, após estudos Goodyear e Hancook na primeira metade do século XIX, onde descobriram formulas que tornavam a borracha resistente às altas temperaturas e o processo de vulcanização, Silva diz que "iniciara, então, a larga utilização da borracha na indústria manufatureira". Furtado considera que: "A borracha estava destinada, nos fins do século XIX e começo do atual a transformar-se na matéria-prima de procura em mais rápida expansão no mercado mundial".
Esta descoberta acelerou o interesse mundial pela borracha desencadeando uma corrida imperialista em busca da matéria-prima amazônica, o que atraiu muitos imigrantes fazendo da Amazônia o novo refugio para ganhar-se dinheiro. De acordo com Brum
Com o surgimento e a difusão do automóvel, a partir da ultima década do século XIX aumentou rapidamente o consumo de pneus, câmaras de ar, e outros artefatos. Então, a demanda explodiu no mercado mundial. E com a demanda em alta, subiram também, os preços. Seringalistas e comerciantes movimentaram as praças de Manaus e Belém, fazendo fortunas ? rapidamente dilapidadas no luxo, na ostentação e no desperdício.
A partir dos lucros com a borracha as cidades de Manaus e Belém eram consideradas as mais desenvolvidas e prosperas do mundo. Ambas possuíram luz elétrica e sistema de água encanada e esgotos, vivera, seu apogeu entre 1890 e 1920, gozando de tecnologias que outras cidades do sul do Brasil não possuíam.
Graças a borracha a renda per capita de Manaus era duas vezes superior à da região produtora de café. Assim fez-se um grande fluxo migratório rumo às terras amazônicas. Eram migrantes da região Nordeste que viam na Amazônia uma chance de escapar de forte seca que os assolava nos anos de 1877 ? 80. Paralelamente a tudo isso a produção brasileira de borracha aumenta significativamente.
Com a grande procura da borracha passa a ganhar destaque no cenário brasileiro de exportações, e durante duas décadas e o produto ocupa a segunda posição neste ranking.
Infelizmente tanto para o Brasil como para a região amazônica, na segunda década do século XX, chega ao fim este ciclo da borracha. A Amazônia já estava perdendo a primazia do monopólio de produção da borracha porque os seringais plantados pelos ingleses na Malásia e Indonésia com sementes daqui passaram a produzir látex com maior eficiência. E o controle mundial muda de lugar.
Ao analisar este ciclo da borracha na região onde se localiza o Estado de Rondônia é possível perceber suas contribuições. "No primeiro ciclo de extração de látex, ocorreu grande desenvolvimento da região, surgiram vários povoados ao longo dos rios Madeira, Mamoré, Guaporé, Machado e seus afluentes", são dados de Oliveira (2002).
O movimento migratório com destino às terras de Rondônia teve inicio a partir o final do século XIX, quando vale do madeira e seus afluentes ocupados por seringueiros.
Este primeiro ciclo foi um dos mais importantes acontecimentos da história da região, pois além de ajudar em seu desenvolvimento nos deixou algumas heranças como o Estado do Acre, a estrada de ferro madeira-mamoré, povoados de Porto Velho, Guajará-Mirim e a linha telegráfica do Marechal Rondon.
3.1.2 Segundo Ciclo da Borracha
Com o inicio da Segunda Guerra Mundial os seringais amazônicos voltaram a ter grande importância.
Como foras japonesas militarmente o Pacifico Sul, nos primeiros meses de 1942 e invadiram também a Malásia, o controle dos seringais passou a estar nas mãos dos nipônicos, o que culminou na queda de 97% da produção a da borracha asiática.(Wikipédia.org)
Silva diz que em 1942 o governo brasileiro fez um acordo com o governo americano. Tal acordo incluía entre outras coisas que os americanos teria que comprar toda a borracha brasileira que haveria de ser produzida. Pois a grande procura desse material pelos estrangeiros para suprir a grande demanda de artefatos de borracha consumida na guerra.
Em 1942 novos contingentes de nordestinos terminaram por ser recrutados pelo governo brasileiro para cumprimento do acordo de Washington,cujo principal objetivo era ativar a produção de borracha,matéria-prima estratégica e indispensável para a Guerra( Silva , 2002)
A borracha era fundamental naquele momento de guerra, ao mesmo tempo em que era para o governo brasileiro, uma saída naqueles momentos de seca e fome nordestina. Assim esses brasileiros que vieram para a Amazônia legal foram chamados de Soldados da Borracha.
Para incentivar a colonização da região "Getulio Vargas em 13 de setembro de 1943, cria por decreto cinco territórios federais, dentre eles o Território do Guaporé, mais tarde Estado de Rondônia"( Silva, 2002). O principal motivo para a criação destes territórios federais era ter um melhor controle da região, pois alguns estrangeiros estavam invadindo as terras brasileiras para extrair borracha.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os seringais asiáticos retomaram a sua produção e a economia rondoniense mais uma vez entra em crise. Segundo Góes (1996) "Apesar do desaquecimento do mercado mundial da borracha, a região não sofreu queda em matéria de povoamento, pois o trabalho de extrativismo prosseguiu a partir da coleta de castanha e ervas medicinais oriundas da flora amazônica".
3.1.3 Ciclo da Cassiterita
Góes diz que por volta de 1958 são descobertas jazidas de cassiterita no estado. Iniciando-se o extrativismo mineral em diversas regiões de Rondônia, à base do garimpo manual.
Em 1971 o ministério de Minas e Energia proíbe a extração de cassiterita por lavra manual, assim a lavra mecanizada de grandes empresas produz grande elevação da produção, por outro lado os trabalhadores que não podiam mais extrair o produto manualmente, ficavam sem trabalho.
3.1.4 Ciclo da Agricultura
Assim na década de 70, inicia-se o ciclo definitivo para o desenvolvimento de Rondônia a agricultura. Que com a abertura da BR 364 entre 1960 e 1966 marca o desenvolvimento da região.
Oliveira (2002) diz que iniciava os anos 70, quando o Presidente Emilio G. Médici, criava a autarquia federal, denominada de Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária ? INCRA; e passou a implantar projetos integrados de colonização no Território Federal de Rondônia.
O ciclo da agricultura como sucede os ciclos anteriores beneficia-se pelos agregados populacionais de todos os anteriores, consolidando Rondônia com Estado produtor e entreposto da região norte-nordeste do país.
Caracterizou-se por maciços investimentos federais nos projetos de colonização, e grande intensificação do fluxo migratório. Como conseqüência, e de forma desordenada, formaram-se rapidamente inúmeros aglomerados urbanos, e ocuparam-se efetivamente as terras ao longo da BR-364.
Esse processo quebrou a estrutura espacial então existente, condicionada aos ciclos extrativistas, e de economia concentrada nas cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim. O eixo de importância econômica do Estado deslocou-se para os municípios que iam sendo criados ao longo da rodovia que é a espinha dorsal da vida econômica do Estado.
A ocupação e colonização do espaço físico exigiram maciças derrubadas e queimadas na floresta. O contingente populacional sofreu incrementos explosivos, a infra-estrutura urbana era muito deficiente, e a malária tornou-se comum, quase um mal caseiro não fosse à gravidade da moléstia, atacando cerca de 130.000 rondonienses por ano.
Mas, apesar das enormes dificuldades, o trabalho de seu povo vem tornando a cada dia melhor nossas cidades. A produção cresce, à medida que as técnicas agrícolas vão se consolidando. Independentemente das criticas que possam ser feitas ao processo de ocupação do seu espaço físico, na questão fundiária. Rondônia mostra uma estrutura onde a pequena propriedade (aqui definida como unidades de até 100 Hect) representa parcela da maior relevância. Não é, portanto, um estado de latifúndios.
Existem registradas 86.000 propriedades rurais, com documentação e limites legalmente estabelecidos e respeitados, 70% das quais possuem energia elétrica. A produção leiteira do estado é atualmente da ordem de 1.600.00 litros/ dia, e esta distribuída entre cerca de 35.000 produtores. Já o café, a principal riqueza agrícola, é produzido em 40.000 propriedades. Assim, cerca de 400.000 rondonienses (quase 30%) vivem diretamente do que produzem em suas terras. Para melhor caracterizar o desenvolvimento da fronteira agrícola aberta na região, e a rapidez de sua evolução, as tabelas a seguir mostram alguns dados estatísticos do estado.
3.1.4.1 Migrantes e população
Ano a ano, entre 1977 e 1986 (o período de maior intensidade), o numero de migrantes que entrou no estado foi o seguinte:
Nos anos 50 e 60, a garimpagem era o grande foco de atração migrante, e o crescimento populacional não tem o mesmo ritmo das duas décadas seguintes. De 1978 até o inicio da década de 90, quase um milhão de pessoas vieram construir o novo estado de Rondônia. O crescimento da população do estado, na segunda metade do século XX pode ser acompanhado na tabela abaixo:
Quadro 1 - População de Rondônia: 1950-2000
Urbana % Rural % Total
1950 13.816 37,4 23.119 62,6 36.935
1960 30.186 43,2 39.606 56,8 69.792
1970 59.564 53,6 51.500 46,4 111.064
1980 227.856 46,4 263.213 53,6 491.069
1991 658.172 58,2 472.702 41,8 1.130.874
1996 762.755 62,0 466.551 38,0 1.229.306
2000 884.523 64,1 495, 264 35,9 1.379.787
Fonte: ronet ¬¬? 05/11/06.

Quadro 2 - Produção agrícola ? 1975/2005 ? em toneladas
Produto 1975* 1985* 1995* 2005*
Café 63 92.535 171.237 76.740
Cacau 12 29.443 15.871 21.137
Arroz 62.096 219.101 262.437 149.304
Feijão 2.485 36.050 81.002 38.951
Milho 5.178 147.764 370.180 254.477
Mandioca 21.429 493.378 708.605 525.006
Totais 91.263 1.018.271 1.609.332 1.065.615
Fonte: ronet ? 05/1/06 ** IBGE.

O final dos anos 70 e anos iniciais da década de 80 assistiram a maior intensidade da migração para Rondônia. O crescimento da produção agrícola mostrada na tabela demonstra que o trabalho na agricultura era o objetivo principal dos migrantes. Em 20 anos, um trabalho hercúleo foi realizado: a mata foi conquistada, a malária suportada e, apesar das limitações tecnológicas e muito desconhecimento da realidade regional, a produção agrícola cresceu 1.660%.
Entretanto, passada esta fase grande expansão agrícola no Estado de Rondônia, a situação atual mostra que a agricultura do referido Estado vem sofrendo significativas alterações, com aumento e produção em alguns anos e diminuição em outros. Veja a seguir as variações na safra do café de 2000 a 2005:

Quadro 3 ? Produção cafeeira em Rondônia em sacas
ANO PRODUCAO EM SACAS
2000/2001 1.400.000
2001/2002 1.560.000
2002/2003 2.100.000
2003/2004 2.500.000
2004/2005 1.760.000
2005/006 1.280.000
Fonte: MAPA ? SPC/CONAB e EMBRAPA. **IBGE
3.2 O MUNICÍPIO DE CACOAL
3.2.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE A FORMAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CACOAL

Como vimos anteriormente, em meados do século XX, a comissão Rondon passou pela região, hoje estado de Rondônia, abrindo picadas para instalar a linha telegráfica. E construiu em pontos estratégicos os postos telegráficos. Kemper (2002, p. 21), diz que"Um desses postos foi instalado em Pimenta Bueno; por isso fez-se a presença de telegrafistas e guarda-fios".
Segundo Kemper (2002, p.21) "assim, por volta de 1920, chega à região para trabalhar como guarda-fios o paraibano Anísio Serrão de Carvalho, que se torna responsável pelo trecho entre a estação de Pimenta Bueno e Presidente Hermes".
Aconselhado por Rondon, Anísio Serrão de Carvalho requer do governo do Mato Grosso, uma vasta extensão de terras para extrair látex. Toma posse das terras que hoje compreende os municípios de Pimenta Bueno, ate o atual centro urbano de Cacoal. Após casar-se, constrói a primeira residência do casal, próximo à confluência do igarapé Pirarara com o rio Machado. Devido às cheias do rio, em 1936, Anísio Serrão constrói uma nova residência, desta vez num lugar mais alto.
Nesse local, existia uma grande quantidade de cacau nativo, fato que inspirou Anísio Serrão a dar ao seu seringal a denominação de "Cacaual, Cacoal ou Cacual", denominação esta, que quarenta anos depois deu origem ao nome do município de Cacoal. (KEMPER, 2002, P.22).
Anísio Serrão neste período constituiu família, e desgostoso após a morte de um de seus filhos, por índios em 1951, vai embora para Guajará-Mirim. Volta alguns anos mais tarde, e vê parte de suas terras ocupadas. Tentou recuperá-las com a construção da BR-364 em 1960 que atraiu mais aventureiros, outras áreas de seu seringal foram ocupadas.
Assim Anísio Serrão de Carvalho morre em 1976. É o fim da historia daquele que é considerado o primeiro morador de Cacoal. O que ocasionou o aumento constante do movimento migratório com destino a Rondônia foram propagandas realizadas pelo Governo Federal, com os slogans "Amazônia, Integrar Para Não Entregar" e " Marcha para Oeste".
Kemper diz que em meados de 1972 chegaram as primeiras famílias que acampam as margens do igarapé Pirarara. Derrubam árvores e limpam o terreno para construir os primeiros barracos, que marcam o inicio de um novo povoado. A autora ressalta que nesse período inicial eram os próprios migrantes que marcavam suas datas (lotes urbanos) e traçavam as primeiras ruas, assim era também como os lotes rurais.
A concentração de pessoas e os barracos já construídos chamavam a atenção de quem passava por ali. Alguns paravam para conversar, e eram convencidos a ficar, quando se falava sobre a qualidade da terra e como era fácil para adquiri-las. Entre 1970 e 1975, foram instalados em Rondônia alguns PICs (Projetos Integrados de Colonização), sendo que em 1972, na região de Cacoal é instalado o PIC-Gy-Paraná.
A grande concentração espontânea de migrantes que estava ocorrendo em meados do ano1972, nesta região, faz com que o Governo, pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária ? INCRA-, pela Portaria n. 1443, instale em 17 de junho de 1972 a agencia do Projeto Integrado de Colonização ? PIC-Gy-Paraná. (Kemper, 2002, p. 49).
Ao iniciar seus trabalhos o INCRA, encontrou dezenas de famílias que já ocupavam áreas de terras. Para uma melhor regularização e ocupação dessas áreas, o instituto realizou varias desapropriações, desagradando a muitos, em especial os que já tinham suas áreas às margens da BR 364 e depois dos igarapés Pirarara e Tamarupá.
A ação do INCRA, com a instalação do PIC-Gy-Paraná, foi decisiva para a formação e o desenvolvimento de Cacoal. A região foi uma das mais procuradas, em especial por agricultores oriundos dos estados do Sul e Sudeste, que eram atraídos principalmente pela existência de terras propicias à lavoura cafeeira, que já estava sendo desenvolvida com sucesso na fazenda castanhal. (KEMPER, 2002, p, 51).
De acordo com KEMPER (2002, p.51), no final de 1972 o fluxo migratório intensifica-se ainda mais. Devido às propagandas de acesso a terras férteis ou em busca de novas oportunidades, mais pessoas chegavam todos os dias em caminhões pau-de-arara ou ônibus. Algumas chegavam para conhecer o lugar; outras mais radicais chegavam dispostas a desafiar todos os obstáculos.
Enquanto aguardavam a demarcação de lotes, os agricultores iam construindo ou melhorando seus barracos. Em poucos meses já havia centenas deles. Surgem os primeiros comércios, as escolas e as igrejas. A velocidade com que cresce o povoado gera uma serie de conflitos.
Segundo Lourdes Kemper "os projetos de colonização consistiam apenas em orientar a distribuição de terras e assentar colonos na área rural e não para a formação de cidades, que era competência da prefeitura de Porto Velho". Esses fatos tiveram um saldo positivo, pois fizeram com que a comunidade se organizasse e criasse a SAVIC (Sociedade de Amigos da Vila de Cacoal). Surgindo assim as primeiras lideranças de Cacoal.
A fim de solucionar os impasses acima citados, o SAVIC em uma de suas reuniões, decide enviar um representante da comunidade à Brasília, para legalizar a formação do povoado junto às autoridades. Segundo os relatos, foi assim que surgiu o nome Nova Cassilândia, dado por esse representante, mas que não foi aceito pela comunidade local. Assim algum tempo depois o então povoado volta a ser chamado de Cacoal, nome do antigo seringal de Anísio Serrão.
A agilidade do INCRA na demarcação e distribuição de lotes fez com que centenas de colonos ocupassem de imediato suas terras. Com o assentamento das primeiras famílias, o projeto de colonização é alvo de divulgação oficial e de particulares em todo o país, culminando com o mais intenso fluxo migratório de todos os tempos. Assim, alguns meses depois, não existiam mais terras disponíveis ao longo de BR 364, e quem ia chegando, aguardava soluções do governo.
KEMPER diz que "A explosão demográfica provocada pela ocupação humana das terras, atrai, alem de agricultores, técnicos, comerciantes e profissionais liberais de todas as áreas, busca de melhores condições de vida". Estes e outros fatores fizeram com que o povoado se expandisse rapidamente. Novas áreas são ocupadas, e são traçadas ruas e avenidas onde hoje é o centro comercial de Cacoal.
No final de 1973, percebendo que era impossível conter o crescimento do povoado, o governo toma as primeiras providencias administrativa. Dentre elas o envio do destacamento da Guarda Territorial, sob o comando do Sargento Valter Alves, haja vista que, nesse momento, m decorrência da falta de terras e de controle na ocupação de lotes urbanos e rurais, surgem às primeiras divergências entre colonos.
Outra medida do Governo foi nomear o primeiro administrador do Subdistrito de Cacoal, que foi o Inspetor Antônio José de Araújo Lima. e Nesse período o INCRA já havia demarcado a área destinada ao perímetro urbano e enviado para providencias à prefeitura de Porto Velho.(KEMPER, 2002, P.54).
Assim Cacoal passa a ter cartório, hospital, médico posto de combustíveis, entre outros estabelecimentos comerciais. KEMPER, diz que nesse período chegaram famílias que marcaram época e que deixaram seus nomes registrados na historia, atuando na linha de frente na construção de estradas, igrejas, escolas entre outros. De acordo com KEMPER, em 1975 o processo migratório intensifica-se ainda mais, a população já ultrapassava a 10 mil habitantes; e as necessidades cresciam em ritmo acelerado, era um desafio permanente para o governo, que, por mais que tentasse, não conseguia suprir totalmente as deficiências de muitos setores. Assim é instalada em 1975 a TELERON ? Telecomunicações de Rondônia S.A. e a CIBRAZEM ? Companhia Brasileira de Armazenagem, instalando os primeiros armazéns para estocar a produção agrícola que crescia significativamente.
Em 1976, o INCRA já havia assentado aproximadamente 3 mil famílias, e a produção agrícola já era considerável, em especial a safra de café, que motiva a instalação de empresas nesse setor. Em 1977 inaugura a primeira agencia bancaria d Cacoal, já que todas as operações de crédito financeiro eram realizadas especialmente em Ji-Paraná e Porto Velho, o que era um entrave considerável para a expansão e o crescimento agrícola. O ano de 1977 ficou marcado na memória dos pioneiros, que em apenas cinco anos conseguiram transformar a imensa floresta em um município pujante.
Kemper diz que "Em 11 de outubro de 1977, pela Lei Federal nº 6448, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo então Presidente da República Ernesto Geisel, é criado o município de Cacoal?. Com área desmembrada do município de Porto Velho, Cacoal tinha população estimada em 50 mil habitantes. Sendo nomeado como primeiro prefeito Catarino Cardoso dos Santos.
Como destaque no ano de 1981, tem-se o inicio do curso de letras oferecido pela Universidade Federal do Pará; os trabalhos de pavimentação da BR 364; a construção da ponte sobre o rio Machado e a transformação de Rondônia em Estado. Ainda no decorrer dos anos 80, Cacoal continua desenvolvendo-se em ritmo acelerado, como novas escolas, bancos, jornais, rádios, clubes, centros esportivos, entre outros empreendimentos. De acordo com Kemper "em 1983, a população de Cacoal era aproximadamente 120 mil habitantes, quando ocorre a emancipação de Rolim de Moura tendo absorvido cerca de 40% da área territorial e da população". Aos poucos as velhas construções de madeira vão sendo substituídas por novas estruturas. Na última década, Cacoal adquiriu aspecto de cidade Moderna.
3.3 O CAFÉ NA REGIÃO.
Todo esse desenvolvimento que o município de Cacoal teve graças à agricultura e essa história agrícola do município começam por volta de 1965. Segundo Kemper até 1964 a única atividade desenvolvida nessa região era o extrativismo. Alguns seringueiros plantavam mandioca, banana e arroz ao redor de casa, mas era apenas para a subsistência da família.
Chega então à região, mais especificamente ao seringal Castanhal, Clodoaldo Nunes de Almeida a serviço de uma indústria paulista de óleo vegetal para comprar castanha-do-pará. Como não era comum a comercialização desse produto, Clodoaldo teve eu aguardar a coleta da castanha. Enquanto aguardava andou por estas matas, analisando a vegetação, o solo e o relevo; ficou encantado. Nessa época o seringal estava à venda. Regressa a Mato Grosso decidido a convencer os filhos André e Damião a conhecer o seringal. Estes ficam interessados e começaram a negociar a compra. Vendeu então tudo o que possuíam ainda assim faltou uma pequena parte do valor. Chamaram então alguns amigos para entrarem como sócios na compra do seringal, quando concretizaram o negócio.
Assim em 1965 tem inicio uma fase na historia desta região, com a vinda da família Nunes de Almeida, que traz na mudança as primeiras sementes de café dando inicio a uma das mais importantes obras para o desenvolvimento da região, em especial para Cacoal, que sempre teve o café como um dos mais importantes produtos se sua economia. Recebeu posteriormente a denominação de Capital do Café (Kemper, 2002).
3.3.1 Qualidade do café produzido e perspectivas para a cultura do café na região.
Segundo Beling "Existem cerca de 25 espécies de café no mundo. Porém, comerciante apenas duas são cultivadas: o Coffea arábica (arábica) com participação de 70% na produção, e o Coffea Canephora (robusta ou conilon), com 30%".
De acordo com a mesma fonte a diferença entre essas duas espécies acontece da seguinte maneira:
- Originário da África Oriental, o café arábica é geralmente cultivado em regiões com altitudes superiores a 400 metros. Possui um aroma intenso e vários sabores com variações de corpo e de acidez, pode apresentar diferentes tonalidades de verde. O arábica considerado o café de melhor qualidade, mais fino e requintado.
- O café robusta tem o dobro do teor de cafeína do arábica que possui em torno de 1%. Originário da África Central, não traz os sabores variados e refinados, típicos do arábica. Tem um trato mais rude e pode ser cultivado em altitudes inferiores a 400 metros (caso do Estado de Rondônia). Com acidez mais baixa e por ter mais sólidos solúveis, é largamente utilizado para a fabricação dos cafés solúveis.
Conforme os Anais do Seminário Internacional do Agronegócio do Café na Amazônia (2002), o café é a cultura tropical mais difundida no Estado de Rondônia, constituindo-se na base econômica de pequenas e médias propriedades. O plantio comercial na região teve inicio na década de 60, com cafeeiros da espécie Coffea Arábica, poço adaptada a região com baixa altitude e latitude.
Na década de 70, foi introduzida a espécie Coffea Canephora, mais adaptada as condições ecológicas locais. A grande expansão da cultura no Estado ocorreu a partir de 1970, com a implantação de núcleos de colonização oficial, que assentaram milhares de pequenos produtores. Mais pouco competitiva, devido a baixa produtividade, a má qualidade do produto e ao elevado custo da produção.
No período de 1990 a 1992 devido a dificuldades de comercialização, a área plantada sofreu redução estimada em 17% com a recuperação dos preços do produto a partir de 1993 e também motivado pela Campanha Oficial "Plante Café", em 1996 a área cultivada cresceu, aproximadamente 62%, até o ano de 2000. A partir dessa data até 2002, com novas dificuldades de comercialização, estima-se uma redução de área em torno de 19%. A tendência atual é a substituição da cultura do café por pastagens.
Segundo o Anais de 2000 em nível nacional a área colhida em Rondônia situou o Estado em quarto lugar no Brasil, ficando nas posições superiores os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. No referido ano, em relação a produção o Estado posicionou-se em quinto lugar.
O site da ABIC diz que atualmente no cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior produtor e o segundo maior estado produtor de café robusta.
O Governo de Rondônia referindo a rentabilidade do plantio "demonstram o bom desempenho da agricultura rondoniense". Mesmo com a redução da área plantada, de 162.328 ha, em 2006, para 157.921, em 2008, a produção de café no estado teve crescimento de 88.636 t para 112.555 toneladas, um crescimento de cerca de aproximadamente 30%. Para este ano, a expectativa de safra é de 114.305 toneladas, o que refletirá em maior renda para os produtores do grão, principalmente na região de Cacoal, principal município produtor do estado.(IBGE)
Com este aumento da produção fez com que o governo em 2009 institui-se o Programa de Incentivo à Industrialização do Café em Rondônia ? PROCAFÉ ? Indústria; e cria o Fundo de Apoio à Cultura do Café em Rondônia ? FUNCAFÉ/RO que incentiva as indústrias para a industrialização de café solúvel e de torrefação e moagem de café no Estado. Isso fará com que crie-se mais empregos ligados ao café.

4 PESQUISAS DE CAMPO
4.1 METODOLOGIA
Os métodos utilizados na pesquisa foram: dedutivo e quantitativo descrito, segundo Lakatos (2000) consistem em investigações empíricas cuja principal finalidade é o delineamento ou analise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou isolamento das variáveis principais.
Para que os objetivos fossem alcançados foi necessário a aplicação de um questionário, composto por cinco questões abertas e sete fechadas. Este questionário foi aplicado a 50 pessoas escolhidas aleatoriamente, sedo desenvolvidos e conseqüentemente utilizados para obtenção de resultados finais.
4.2 RESULTADOS
Durante todo o desenvolvimento desta pesquisa preocupou-se em verificar a importância do café para a região de Cacoal. Para tanto foi necessário fazer uma revisão bibliográfica, incluindo aqui artigos e alguns textos de autores com o conhecimento de causa, os quais estão citados no corpo do trabalho.
O embasamento teórico mostrou que o café é uma planta importada, não nativa do Brasil, que entrou no país através da região norte em meados do século XVIII, espalhando se por todo o país. Procurou demonstrar ainda na pesquisa a sua importância não só para a região mais como objeto de estudo em termo nacional. Verificou-se que a região de Cacoal conta atualmente com aproximadamente 6.000 propriedades rurais onde a maioria destas propriedades trabalha e ainda continuam produzindo café. Outra preocupação da pesquisa foi a descobrir se a produção do café apresenta aumento ou diminuição, o que será analisado abaixo conforme tabelas e gráficos, analisados após aplicação de questionário junto aos produtores de café da região.

4.3 COLETA DE DADOS
Quadro 4 ? Idade dos Agricultores
Idade Quantidade %
Até 20 anos 1 2%
21 a 30 anos 5 10%
31 a 50 anos 29 58%
Mais de 50 anos 15 30%

A questão qual a idade dos produtores de café, é importante para a pesquisa uma vez que demonstra a idade média do homem que esta atuando na área. Conforme tabela acima foi possível observar que poucos jovens estão atuando no campo, ou na cultura do café, o que leva ainda a acreditar que o jovem esta preocupado com a sua formação profissional e procurando outros recursos como melhorar seu nível escolar.
Pode perceber ainda que este número cresce um pouco entre os 21 e 30 anos, mas o que realmente esta produzindo no campo tem idade entre 31 e 50 anos, ode se percebe que é um homem que já sabe o que quer, procura fazer sua vida no campo. Após os cinqüenta anos de idade este numero tende a cari novamente, conforme entrevista informal foi possível descobrir que este homem, com a aposentadoria deixa de produzir na cafeicultura e procura outras culturas que exijam menores esforços.
Quadro 5 ? Tempo em que atua na área do café
Tempo de Atuação Quantidade %
1 a 5 anos 0 0%
6 a 20 anos 8 16%
Mai de 20 anos 42 84%

Esta tabela também tem uma importância especial para a pesquisa, quando se perguntava a quanto tempo o trabalhador estava atuando na área, o pesquisador procurava descobrir se novos agricultores estariam entrando para o ramo. A análise é a seguinte:
Mostrou que atualmente não existem trabalhadores na área pesquisada atuando há menos de cinco anos, que demonstra que poucos ou quase nenhum agricultor tem entrado para o setor cafeeiro. As pessoas jovens da área rural não mais procuram tirar seu sustento da lavoura.
Uma pequena parte aparece entre os trabalhadores tendo de 6 a 20 anos na lida, período de tempo em que muitas pessoas ainda se conformavam em ficar na zona rural trabalhando na lavoura e ajudando o restante da família, aceitando que este era seu destino.
É possível perceber que a grande concentração de trabalhadores na área rural, esta em pessoas que atuam a mais de 20 anos neste ramo, trata-se pessoas que chegaram à região conseguiram adquirir terras constituíram família e se acostumaram a esta forma de vida, já que as terras são tudo o que possuem.

Quadro 6 ? tamanho da área plantada em café
Área Quantidade %
1 a 4 hectares 11 22%
5 a 8 hectares 28 56%
Mais de 9 hectares 11 22%

A questão qual o tamanho da sua área cafeeira, retrata que as propriedades em Cacoal são voltadas para a economia familiar, onde as áreas de terras diferem-se nos tamanhos. De 1 a 4 hectares, temos uma parte relativamente pequena, onde os produtores tiram também uma renda menor que os demais, vários são os motivos que os levam a não aumentar sua área plantada como: Falta de recursos, o restante da terra pode ter outros produtos sendo cultivados, entre outros. De 5 a 8 hectares, se concentra a maior fatia, de acordo com a pesquisa. Estes trabalhadores cultivam uma maior área de café, também por motivos variados, como: possuir mais recursos, ter apenas o café como cultivo, maior área de terras, entre outros. Mais de 9 hectares, diz respeito a uma parte igual tamanho que a primeira citada, onde encontram-se agricultores de maior poder aquisitivo, ou que confiam mais na cultura cafeeira como fonte de renda zelando pelas suas plantações.
Quadro 7 ? Quantidade de sacas produzida anualmente
Sacas produzidas Quantidade %
Até 50 sacas 6 12%
50 a 100 sacas 22 44%
100 a 200 sacas 13 26%
Mais de 200 sacas 9 18%

A questão qual a sua produção anual tem grande importância, pois nos permite ter uma noção de renda de cada agricultor. A menor parte produz ate 50 sacas, conforme o preço, eles podem viver com uma boa renda ou não, mais antes de pensar eles passam necessidades ou não é preciso verificar se os mesmos cultivam algum outro produto. Esta baixa produção pode ate se der por outros motivos, como: pouca área plantada e falta de chuvas para firmar a produção. Outra parte em pouco maior da fatia, é a dos que produzem mais de 200 sacas, e são os agricultores com maiores propriedades, e área plantada. Aumentando um pouco a quantidade, vêm os agricultores com produção entre 100e 200 sacas, cujos trabalhadores cultivam café em áreas de terras pouco inferiores aos citados anteriormente. Já a maior parte esta com os agricultores que produzem de 50 a 100 sacas, devido ao tamanho das propriedades que são próprias a essa capacidade de produção. Aprofundando-se um pouco mais nas questões 3 e 4 da pesquisa, será apresentado a seguir alguns dados da área cafeeira e da produção total do município de Cacoal nos últimos cinco anos:
Quadro 8 ? Situação da cultura cafeeira em Cacoal

Safra Area em produção(ha.) Toneladas produzidas Rendimento médio Sacas beneficiadas
2001/2002 15.426 11.424 720 kg/ha. 190.400
2002/2003 17.630 12.630 720 kg/ha. 211.550
2003/2004 17.630 8.462 480 kg/ha. 141.033
2004/2005 16.749 8.040 480 kg/ha. 134.000
2005/2006 16.749 6.700 480 kg/ha. 111.666


A questão na sua propriedade cultiva outros produtos é muito importante, ela nos demonstra que alem do café os agricultores da região sobrevivem também através do cultivo de outros produtos que se plantam, foi o que se apurou na pesquisa realizada pelo autor, constatando inclusive que alguns produtores têm em sua propriedade, uma diversidade de outros meios de sobrevivência. Entre as outras atividades, o pasto para a criação de gado foi a que mais se destacou, sendo mantida por 36% dos entrevistados. Em seguida vem o feijão com 34%, depois aparece o milho com 30%, o arroz com 22% e por fim outras atividades como a mandioca e banana aparecem com 10%. No total dos entrevistados, a pesquisa mostra que 62% dos entrevistados cultivam outros produtos, enquanto 32% deles vivem exclusivamente do café.
Quadro 9 ? Outros produtos cultivados nas propriedades
Cultiva outro produto Quantidade %
sim 31 62%
não 19 38%


A questão na sua propriedade cultiva outros produtos é muito importante, ela nos demonstra que além do café os agricultores da região sobrevivem também através do cultivo de outros produtos que se plantam, foi o que apurou na pesquisa realizada constatando inclusive que alguns produtores têm em sua propriedade uma diversidade de outros meios de sobrevivência. Entre as outras atividades a criação de gado foi a que mais se destacou, sendo mantida por 36% dos entrevistados, em seguida vem o feijão com 34%, depois aparece o milho com 30%, o arroz com 22% e por fim outras atividades como mandioca e banana aparecem com 10%. No total dos entrevistados a pesquisa mostra que 62% dos entrevistados cultivam outros produtos enquanto 32% deles vivem exclusivamente do café.

Quadro 10? Quanto ao uso de tecnologia
Utiliza tecnologia Quantidade %
Não utiliza 32 64%
Utiliza 16 32%
Trator 2 4%

A questão utiliza tecnologias, também traz grande importância para a pesquisa, afinal um investimento em tecnologias faz a produção se maior conseqüentemente aumentando os lucros do agricultor. Entre os itens colocados na entrevista, apenas 4% dos agricultores faz uso do trator nas suas lavouras, pode-se imaginar que esse baixo número de utilização da maquina agrícola sede pelo valor de compra do mesmo quanto à irrigação, que tem um custo bem mais barato que o trator, a fatia cresce um pouco, é maior o numero de pessoas que possuem o bem, o qual é importantíssimo para garantir a colheita no caso de falta de chuvas. O questionário mostra que a grande maioria não possui nenhuma tecnologia, dependendo exclusivamente das chuvas. Conforme mencionado pelos entrevistados que não tem irrigação, a saída é pagar para quem possui para molhar seus cafezais, este pagamento pode ser dinheiro ou em café na época da colheita.

7- A questão onde comercialização nos demonstrou na pesquisa que 100% dos entrevistados (agricultores cacoalenses) comercializavam seus produtos na própria cidade de Cacoal. Isso se deve ao fato dos agricultores necessitarem vender sua safra para terem o dinheiro necessário ao seu sustento e de sua família. Seja comprar comida, ir ao médico, comprar roupas, os agricultores têm que se desfazer de seus produtos ou parte deles, já que alguns só vendem à medida que vão necessitando do dinheiro. Percebe-se que mesmo se queixando de preços baixos, muitos produtores dependem exclusivamente do café para sobreviverem, uma solução para que eles possam brigar por melhores preços e ter maior qualidade, seria investir na lavoura, como insumos e tecnologias. Mais o fator principal seria criar cooperativas, como as que já existem em outros estados produtores de café, assim eles poderiam vender seus produtos nos grandes centros como fazem os intermediadores ou maquinistas, que tem um capital maior e conseqüentemente condições de bancar desde a compra dos produtores locais, ate receberem pelas vendas nos grandes centros tirando seu lucro em cima destas transações.
Quadro 11? Quantos continuam plantando café
Querem continuar plantando café Quantidade %
Sim 48 96%
não 2 4%


Nesta questão, ao serem perguntados se pretendem ou não continuar a plantar o café, apenas 4% dos entrevistados disseram que não, os motivos para tal podem variar, alguns podem não estar satisfeitos com o preço, ou pode ser que não tenham mais terras disponíveis para o plantio. O restante dos entrevistados disse querer continuar com a atividade, também apresentando motivos variados, como gostar do que fazem, ser esta a única coisa que sabem fazer, que o café é uma atividade rentável ou que tudo o conseguiram ate hoje foi graças ao café.
Quadro 12 ? Principais motivos que levam à desistência da cultura cafeeira
Motivos que levam a desistência Quantidade %
Baixo peço 30 60%
Falta de chuva na época certa 15 30%
outros 5 10%

Na questão em sua opinião porque alguns produtores desistem de plantar o café, a grande maioria disse ser por causa de preços baixos, valem lembrar que na época desta pesquisa não há este problema, os preços estão animadores e os produtores contentes. A questão do preço vem de alguns anos atrás quando não estavam compensando nem colher o café devido à queda de seu valor. Já 30% dos agricultores disseram ser a falta de chuvas na época certa o maior entrave para a produção do café, vale lembrar que este problema é um mal mais atual tendo prejudicado a safra da região de Cacoal nestes últimos dois anos, levando assim os produtores a desanimar desta cultura. Outros motivos foram citados, como ser uma área muito trabalhosa ou demorar muito para dar retorno, mais não apresenta a mesma gravidade das principais que foram citadas acima.

10- A décima questão é bem ampla e revela dados importantíssimo, ela visa saber qual o custo por saca produzida, se o agricultor esta satisfeito, quantos empregos a propriedade esta gerando e que motivo trouxe os agricultores para Cacoal. Respondendo a primeira pergunta, a pesquisa nos mostra que nenhum dos agricultores entrevistados possui um calculo sobre o custo de produção por saca. Isso é muito grave, pois os agricultores podem levar prejuízos, dependendo do preço, do tanto de insumos ou gente para ajudar na colheita, entre outras despesas, o agricultor poderá estar trabalhando no vermelho. Apesar de tudo isso, 92% dos agricultores estão satisfeito com o que fazem, que é trabalhar com café. Pode-se pensar assim que sua lida com a lavoura esta sendo lucrativa e suficiente para o sustento familiar, ou também poderia ser devido a estarem acomodados com tal atividade e não mudam mesmo que passem dificuldades por medo de não saberem fazer outra coisa. Na questão de geração de empregos, constatou-se com a pesquisa que há uma media de quatro trabalhadores por propriedade, e que quase em sua totalidade são pessoas da própria família, ou seja, os donos da terra, fator aos agricultores. Na questão o que trouxe para Cacoal, temos outra unanimidade, todos os entrevistados vieram para buscar melhores condições de vida. Seja adquirir terras, conseguir um pedaço maior que o que já tinha, falta de empregos onde morava, enfim todos com o mesmo pensamento. Estes agricultores chegaram aqui em quase todos na mesma época, que foi nos anos 70 e 80, quando o governo fazia campanhas incentivando a vinda para o Norte, e o INCRA estava distribuindo terras e assentando famílias (conforme já estudamos). E através desta pesquisa pode-se perceber que muitos ate hoje atuam no ramo que os trouxe para a região.

11- A questão há quanto tempo o café, foi aplicada levando em consideração somente o tempo de Rondônia, alguns começaram a trabalhar no ramo já dentro do Estado e outros, já vieram deixando para trás suas lavouras cafeeiras. No que diz respeito ao Estado rondoniense, pode-se observar que a media de cada agricultor no ramo do café é de 20 anos, tempo relativamente longo, e que demonstra que os agricultores permanecem na área rural cuidando das terras que adquiriram na época que vieram para a região.

12- Esta ultima questão, na sua família quantos foram embora do campo para a cidade, vem retratar a questão do êxodo rural. A pesquisa demonstrou que a media de pessoas que largam a área rural para tentarem a vida na área urbana é de 0,76 pessoas por família, ou seja, quase uma pessoa a cada família. Isso poderia explicar talvez a questão já abordada anteriormente em que quase não há jovens trabalhando nas lavouras, poderia ser eles que estão vindo para a cidade em busca de melhores oportunidades para seu futuro. Outra explicação também poderia ser as mulheres que casam com os homens da cidade e conseqüentemente tem que acompanhar seus maridos para a área urban. Independente dos motivos que levem a este êxodo rural na região percebe-se que estão ficando no campo pessoas de idade mais avançadas, que já não tem grande perspectivas na vida, pensam em continuar com o que sempre fizeram.
5 CONSIDERACOES FINAIS
Através de relatos sobre a história de Rondônia, foi possível analisar que o município de Cacoal, ao longo do tempo teve um grande e acelerado crescimento. Sabendo que o referido município começou a ser formada no decorrer do ciclo da agricultura em Rondônia, tendo recebido milhares de migrantes na época, e em sua maioria colonos, que vieram em busca de melhores condições de vida e terras para formar lavouras principalmente a cafeeira, é correto pensar que o café foi indispensável nesse desenvolvimento.
Assim, para verificar a importância que a cultura cafeeira teve no passado para o referido município e para averiguar como a cultura influência ao lado socioeconômica, foi necessário fazer uma analise dos dados disponíveis.
Para esclarecer ao problema proposto no projeto desta pesquisa, procurou-se fazer um relato sobre município de Cacoal, utilizando principalmente referencias bibliográficas de Lourdes Kemper onde se descreveu o seu desenvolvimento histórico ao longo dos anos.
Com a vida dos já citados colonos investigada, soube-se que a safra de café em Cacoal foi crescendo anualmente, no inicio as poucas opções de emprego e condições de vida precárias que oferecia o município cacoalense, fazia com que seus habitantes se dedicassem à cultura agrícola, a qual era sua maior garantia de sustento, e conseqüentemente impulsionavam positivamente a promissora cidade, que ostenta o titulo de capital do café.
Com o passar dos anos e chegada de vários segmentos ao município, como empresas privadas, órgãos públicos, hospitais, bancos entre outros, Cacoal ganha nova cara, desenvolvendo-se cada vez mais, sendo atualmente considerada uma das cidades mais prosperas da Região Norte.
Paralelamente a tudo isso, a cultura cafeeira não parou, representando ainda hoje boa parte da economia municipal, além de ser parte indispensável na renda de agricultores que praticam a agricultura família. Foi possível notar através de pesquisa feita mostra que a cultura cafeeira do município vem sofrendo quedas nos últimos anos, devido à baixa nos preços e falta de chuvas na época da florada, o que é preocupante principalmente para a classe rural que vive da agricultura familiar.
Foram pesquisados também neste trabalho, as condições socioeconômicas desses agricultores, através de questionário, onde os dados mostraram o numero de trabalhadores por propriedade (geralmente familiar), o tamanho das áreas com plantações de café e quantidade de sacas produzidas anualmente, que em época de preços elevados gera boa renda a estes agricultores.
Outra constatação da pesquisa foi que grande parte dos trabalhadores rurais cultivam outros produtos alem do café para ajudar na renda da família como arroz, feijão, milho, pecuária, entre outros. Ainda de acordo dom dados da pesquisa feita pelo autor quase não existem jovens trabalhando nas lavouras, nem trabalhadores rurais atuando na atividade a menos de cinco anos, o que leva a pensar que eles estão procurando a cidade para fazer seu futuro, pois na pesquisa foi possível notar que o êxodo rural (pessoas que abandonam a zona rural para morar na zona urbana) em Cacoal é de quase uma pessoa por família.
Levando em consideração estes dados, é possível concluir após esta pesquisa, que o café no principio foi o ponto chave para o desenvolvimento de Cacoal, e que embora hoje ainda tenha sua importância na economia local, especialmente para agricultura familiar, não é mais o carro chefe em seu desenvolvimento.
 
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Sobre este autor(a)
Sou formada em letras licienciatura em língua portuguesa e literaturas e em licenciatura de Historia. Sou professora a 11 anos no municipio de Vihena- RO.
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