A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NO PROCESSO EDUCATIVO DA CRIANÇA
 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NO PROCESSO EDUCATIVO DA CRIANÇA
 


A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NO PROCESSO EDUCATIVO DA CRIANÇA

Antonia Josilete Nunes da Rocha
Celiane Sousa do Nascimento

Resumo: Este artigo de pesquisa tem como objetivo apresentar uma reflexão inicial sobre como a família interage no desenvolvimento da criança junto à escola, parte da importância da participação familiar na escola para o ensino-aprendizagem do educando abrange a questão do brincar, educar e do cuidar na Educação Infantil e define as maiores dificuldades encontradas pelo professor no cotidiano escolar em relação as famílias e a própria escola, onde essa parceria tem a intuito de formar cidadãos de valores. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo. Ressalta-se características familiares atuais, porém não se tem a intenção de conceituar um modelo exemplar de família. Procura-se também, retratar um pouco sobre a responsabilidade de que tanto os pais quanto os professores têm o dever de bloquear as influencias negativas da criança, ensinando-as a serem pessoas educadas. Temos como principais referencias o RCNEI (1998) que é uma contribuição para o trabalho do docente da Educação Infantil e que não deve ser entendido como um material a ser seguido, o PCN?s (1997), o ECA (1990), o MEC (1998), Dallabona (2004) e Freire (1996) que deram-nos subsídios necessários para a elaboração deste artigo. O foco da abordagem deste tema é levar os pais a refletir sobre sua atuação na instituição escolar, buscando facilitar o trabalho da escola e do professor. Busca-se através desse artigo conscientizar pais e escolas, que vivemos num mundo social, onde as crianças são sujeitos de transformações, e que, portanto devem interagir com o mundo que as rodeia.
Palavras-chave: Família, Escola, Participação.

Abstract: This research paper aims to present an initial reflection on how the family interacts on child development by the school, part of the importance of family participation in school for teaching and learning of the student covers the issue of play, and educate care in early childhood education and defines the major difficulties encountered by teachers in school life for families and the school itself, where this partnership has the aim to educate the citizens of values. This is a qualitative research. It is noteworthy current family characteristics, but are not intended to describe an exemplary model of family. It also seeks to portray a little about the responsibility that both parents and teachers have a duty to block the negative influences of children, teaching them to be educated. Our main references the RCNEI (1998) which is a contribution to the work of teachers of kindergarten and that should not be understood as a material to be used, the NCP's (1997), ECA (1990), MEC (1998 ) Dallabona (2004) and Freire (1996) which gave us subsidies necessary for the preparation of this article. The focus of tackling this issue is to get parents to reflect on his role in a school, seeking to facilitate the work of the school and the teacher. Search through this article to educate parents and schools, we live in a social world where children are subject to change, and therefore must interact with the world around them.
Keywords: Family, School, Participation.



1 INTRODUÇÃO
O presente artigo tem o objetivo de contribuir como se dá a parceria dos pais e a escola, no desenvolvimento da criança trazendo a mesma para o centro da pauta das discussões envolvendo a família e a escola. O atendimento de crianças de zero a seis anos na Educação Infantil vem sendo tratados como assuntos prioritários, pois nesse sentido é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988. A partir da aprovação da Lei De Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, a Educação Infantil passa a ser definida como a primeira etapa da educação Básica.
Nessa perspectiva os seis primeiros anos de vida são fundamentais, para o desenvolvimento da criança, é a formação da inteligência e da personalidade do ser. O educar e cuidar implica com sentimentos, respeitar as individualidades e compreender o mundo de significados da criança.
Desse modo, a participação da escola, professores e a família visam melhorar o desenvolvimento em todo o seu processo de aprendizagem, ficando o dever da família, da sociedade e do estado assegurar á criança, com absoluta prioridade, dentre outras o direito á educação. Visto que o trabalho em conjunto em parceria com todos os envolvidos pela educação, visam melhorar o ensino tornando facilitar a prática do educador e da escola

2 A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR DA CRIANÇA

Falar sobre família atualmente exige bastante cuidado e compreensão, pois não existe um único modelo de família e sim várias, onde cada uma tem seu modo de viver. Existe família composta por homem. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil ? RCNEI (1998, P. 76) relata que:
[...] as famílias independentes da classe social a qual pertencem se organizam das mais diversas maneiras. Além da família nuclear que é constituída pelo pai, mãe e filhos, proliferam hoje as famílias monoparentais, nas quais apenas a mãe ou o pai está presente. Existem, ainda, as famílias que se reconstituíram por meio de novos casamentos e possuem filhos advindos dessas relações. Há também, as famílias extensas comuns na história brasileira, nas quais convivem na mesma casa várias gerações e/ou pessoas ligadas por parentescos diversos. É possível ainda encontrar várias coabitando em uma mesma casa. Enfim, parece não haver limites para os arranjos familiares na atualidade.

Diante dessa diversidade familiar, cabe a escola gerar uma maior participação dos profissionais da educação na vida pessoal dos alunos. A comunicação entre família e escola exige traduzir o respeito, confiança e atender as necessidades básicas da criança, com essa participação à escola passa a conhecer as dificuldades e conhecimentos de cada um, verificando o que está se passando, estimulando suas habilidades e respeitando os sentimentos do educando.
Por isso, a participação da família na escola ajuda no desempenho das crianças. A família deve contar com o apoio da escola para educar seus filhos, mas essa responsabilidade deve ser compartilhada para que a criança não venha sofrer consequências futuras, como isolamento, regressão no seu desenvolvimento, e assim por diante.
As crianças têm o direito de ser criadas e educadas no seio de suas famílias. O estatuto da Criança e do Adolescente reafirma, em seus termos, que a família é a primeira instituição social responsável pela efetivação dos direitos básicos das crianças. Cabe, portanto, ás instituições estabelecerem um diálogo aberto com as famílias, considerando-as como parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil (RCNEI 1998, P. 76).

Em vista disso, a família é a base primordial da criança. E quando os pais se interessam pela sua educação, os alunos sentem uma maior motivação e desenvolvem atitudes positivas em relação à aprendizagem. Portanto, é de suma importância que ambas andem juntas, sempre tendo em vista o bom desenvolvimento infantil.
Toda família deve ajudar no processo constante de educar as crianças. "Dependendo da família e da criança, outros membros como o pai, irmãos, avós poderão estar envolvidos no processo de adaptação á instituição" (RCNEI 1998, P. 80). Pois não cabe somente aos profissionais, mas sim toda sociedade a responsabilidade pela educação desses educandos, onde os pais e a escola devem está atentos aos que elas falam, o que fazem, suas atitudes e comportamentos, ao passo que, muitas vezes, através do comportamento, elas estão querendo dizer alguma coisa, ficando despercebido tanto para os pais quanto para a escola. Portanto "A mídia, a família, a igreja, são também fontes de influência educativa que incidem sobre o processo de construção de significado desses conteúdos". (PCN?S, 1997, P.39).
É importante ressaltar que a escola precisa ter um diálogo aberto com a família, tendo em vista uma a formação da criança. Essa comunicação é de suma importância porque os pais precisam oferecer valores morais para seus filhos e estar junto com a escola, esta por sua vez, precisa promover atividades prazerosas para reunir família, alunos e professores. A comunicação "[...] entre as famílias e as instituições de educação infantil deve ocorrer desde o inicio de forma planejada [...] a comunicação entre as famílias pode se tornar uma rotina mais informal, mas bastante ativa" (RCNEI 1998, P.78).
A comunicação na educação infantil deve ser formal e não substituída por "recadinhos" na agenda e reuniões, na qual essa troca de informações tende a ser diária na chegada ou na saída. Segundo o RCNEI (1998, p.78) "É preciso combinar formas de comunicação para troca especificas de informações [...]". Para facilitar o trabalho da instituição na troca de informações, a família pode de inicio conhecer o professor de seu filho, tratar o professor com respeito, nas dificuldades da criança procurar que está acontecendo e comunicar a escola. A instituição de ensino para manter um contato aberto com as famílias e necessário que ela respeite e acolha seus saberes, tais como:
A pluralidade cultural, isto é, a diversidade de etnias, crenças, costumes, valores, valores, etc. que caracterizam a população brasileira marca, também, as instituições de educação infantil. O trabalho com a diversidade e o convívio com a diferença possibilitam a ampliação de horizontes tanto para o professor quanto para a criança. Isto porque permite a conscientização de que a realidade de cada um é apenas parte de um universo maior que oferece múltiplas escolhas (RCNEI, 1998, P.77).

Nesse sentido, as escolas, por intermédio de seus educadores, devem desenvolver a capacidade de ouvir, observar e aprender com as famílias, sendo que essa parceria de forma direta ou indireta é que vai fazer o diferencial na formação do educando, ao passo que é dever da família ter um relacionamento mais próximo com a escola, tendo em vista que essa interação melhorará a qualidade do ensino da criança.
Muitas famílias deixam de interagir na formação da criança junto com a escola, devido suas atividades diárias que ocupam muito seu tempo. Porém, há sempre um momento onde a família poderá se fazer presente, tais como os finais de semana, e alguns minutos durante o dia, participando do processo educativo, acompanhando as tarefas diárias e participando assiduamente das atividades propostas pela escola.
Tomando-se por base no que já foi dito, a família é um elemento importante onde deve estar ao lado da escola, na participação continua junto a seus filhos, para que eles possam ser sujeitos de direitos e sua aprendizagem preenchida de um vasto campo de conhecimento, onde "[...] a participação das famílias não deve está sujeita a uma única possibilidade. As instituições de educação infantil precisam pensar em formas mais variadas de participação de modo a atender necessidades e interesses também diversificadas". (RCNEI 1998, P. 79).
Quando se fala da participação da família no processo de ensino aprendizagem, tem que se levar em consideração o contexto no qual o aluno está inserido. Muitas famílias estão a mercê do desemprego e da pobreza, cabendo a escola ser a parceira da família, ajudando-a construir a educação de seu filhos. Em muitos casos o desequilíbrio das famílias ocorrem devido ao desemprego, a pobreza e a falta de condições dignas de moradia.
A construção de conhecimentos que a escola transmite por meio de seus professores é de suma importância, e para que esta seja alcançada, o aluno deve vir rodeado de atitudes que o levem ao êxito educacional. Sabe-se que essas atitudes são construídas no seio familiar e transmitidas no convívio diário. O RCNEI (1998, p.79) diz que nessa construção
é possível integrar o conhecimento das famílias nos projetos e demais atividades pedagógicas. Não só as questões culturais e regionais podem ser inseridas nas programações por meio da participação de pais e demais familiares, mas também as questões afetivas e motivações familiares podem fazer parte do cotidiano pedagógico.

E os PCN`s (1997, p. 47) afirma que: "No trabalho escolar o desenvolvimento dessa capacidade é propiciado pela realização de trabalhos em grupo, por práticas de cooperação que incorporam formas participativas e possibilitam a tomada de posição em conjunto com os outros".
Mediante tudo isso, a escola deve cobrar a presença da família (vice-versa) para caminharem juntas, responsabilizando-se mutuamente da formação dos educandos e esta de disponibilizar-se para atender e cumprir esse compromisso. Contudo, a escola necessita assistenciar as famílias que tenham dificuldades em participar ativamente do cotidiano escolar de filho, pois a família é o suporte que toda criança precisa para ajudar a desenvolver o seu conhecimento.
3 A FAMÍLIA EM PARCERIA COM A ESCOLA NO PROCESSO DE CUIDAR, BRINCAR E EDUCAR A CRIANÇA

Analisando essa relação da família com a escola, percebe-se que alguns pais acompanham seus filhos á escola, e no seu desenvolvimento das atividades. Mas a maioria dos pais não tem essa responsabilidade de cobrar, verificar dar esse retorno que a escola e o aluno precisam. Pois como aponta Freire (1996, p.106)
uma das tarefas pedagógicas dos pais é deixar óbvio aos filhos que sua participação no processo de tomada de decisão deles não é uma intromissão mas um dever,até desde que não pretendam assumir a missão de decidir por eles.A participação dos pais se deve dar sobretudo na análise,com os filhos,das conseqüências possíveis da decisão a ser tomada.

Sendo assim, a participação da família no acompanhamento no processo ensino aprendizagem é de suma importância para a criança na sua transformação de poder ter consigo um apoio familiar. Nesse sentido o brincar é significativo para a criança poder conhecer, compreender e construir seus conhecimentos através da brincadeira feita na escola ou em casa. "Para manter o equilíbrio com o mundo, a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar. Estas atividades lúdicas tornam-se mais significativas á medida que se desenvolve, inventando, reinventando e construindo". (DOLLABONA; MENDES, 2004, p.108).
Nossa sociedade caracterizada por situações de injustiças e desigualdades criam famílias que lutam com necessidades para sobreviverem. Esses problemas atingem as crianças que enfrentam inúmeros obstáculos para aprenderem. Compreender esses desafios e o ponto de partida do trabalho da família junto com a escola, os problemas podem esta ligados a estrutura familiar, ao numero de irmãos e ao tipo de educação dispensada pela família.
Cabe ressaltar, que boa parte das crianças enfrentam um cotidiano bastante desfavorável que as levam muito cedo a precárias condições de vida, ao trabalho infantil, ao abuso e exploração por parte de adultos.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):
Art.4.º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder publico assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos á vida, a saúde, á alimentação, á educação, ao esporte, ao lazer, á profissionalização, á cultura, a dignidade, ao respeito, á liberdade, e á convivência familiar e comunitária.
Art.5º. Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade, e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

Vale ressaltar que na Educação Infantil o cuidar e o educar caminham juntos, em que a criança necessita de um esforço particular e mediação da família, para proporcionar um ambiente que estimule sua curiosidade com consciência e responsabilidade; tornando-se obrigatório a parceria de todos para o bem- estar do educando. O RCNE (1998,p.24):
A base do cuidado humano é compreender com ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a se próprio que possui uma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos.
Desse modo, a educação inicial da criança se dá no ambiente familiar por meio do respeito e da construção de valores. Com a interação da família na educação infantil, os pais podem compreender o trabalho que esta sendo feito com eles, quais os materiais pedagógicos, o espaço físico e as metodologias estão sendo utilizadas. "Considerando-se as funções de cuidar e educar crianças de zero a seis anos, é indispensável que, juntamente com as ações relativas ao espaço físico, haja um investimento nos equipamentos e matérias pedagógicos das instituições" (MEC, 2002 ,p.11),
A forma de cuidar e educar, muitas vezes, são influenciadas por crenças e valores em torno da educação e do desenvolvimento infantil. O cuidado precisa, considerar, principalmente, as necessidades das crianças, que quando observadas, ouvidas e respeitadas, dão pistas importantes sobre a qualidade de ensino que estão recebendo.Em virtude disso, a família junto com a instituição devem cuidar e educar a criança como pessoa que esta num contínuo crescimento e desenvolvimento, compreendendo e identificando suas necessidades. Para isso é necessário interessar-se sobre o que a criança sente, pensa o que ela sabe sobre si e o mundo, visando á ampliação desse conhecimento e de suas habilidades, que aos poucos, a tornarão mais independente e mais autônoma.

4 DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS PROFESSORES DA ED. INFANTIL EM RELAÇÃO AS FAMÍLIAS E A ESCOLA

O desenvolvimento da sociedade moderna representa motivos de muita reflexão, principalmente na área educacional, onde vinculam problemas direcionados com a relação família e escola. Visto que o ambiente escolar é um espaço construtivo que desperta o interesse do aluno para aprender e faz do professor um mediador do saber, sendo que este possui um papel fundamental para a sociedade.
Ao observar algumas escolas, notou-se os maiores desafios encontrados pelos professores que são: a falta de acompanhamento familiar e a falta de colaboração da família em relação as atividades propostas pela a escola. Como ressalta FREIRE (1996, p 106):
É indispensável que os pais tomem parte das discurssões com os filhos em torno desse amanhã. Não podem nem devem omitir-se, mas precisam saber e assumir que o futuro é de seus filhos e não seu.

Dessa forma, tentar estabelecer um acompanhamento dos pais na educação infantil se faz necessário, já que os pais se tornam ausentes de suas responsabilidades e acabam por acreditarem que a escola por si só educar, pois nela é o lugar ideal para se adquirir conhecimentos. No entanto os professores se sentem sobrecarregados por exercer a função de pais e educadores, tendo que ensinar bons modos e respeito até aos conteúdos programáticos.
Assim, para que o professor não fique sobrecarregado pela necessidade de dar atenção as famílias e crianças ao mesmo tempo, o planejamento deste momento ? em conjunto com os pais e a ajuda de outros funcionários ? é fundamental para o relacionamento de todos os envolvidos (RCNEI, 1998, p 78).

Outra dificuldade encontrada pelos professores no cotidiano escolar é a falta da utilização dos recursos didáticos que muitas vezes não são explorados por falta de espaço. Ao passo que uma forma de organização desses recursos seria a conscientização da relação educativa corresponde ao seu espaço e tempo, e que estas novas tecnologias são desejáveis ao trabalho educativo, possibilitando assim "[...] conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade" (FREIRE, 1996, P. 29), com isso o educador estará se comprometendo com a realidade.
Contudo, os materiais didáticos, se bem escolhidos e usados, adequado ao planejamento, do professor, são grandes instrumentos de apoio no processo de ensino-aprendizagem, promovem o pensamento critico e abrem espaço para que os alunos exponham seus conhecimentos prévios e interajam em si. Os materiais didáticos devem ser escolhidos com o intuito de não trazer problemas de saúde ás crianças.
Outra dificuldade alarmante na Educação Infantil é a relação professor-aluno. Sabe-se que uma boa relação entre ambos é fundamental para um melhor desenvolvimento intelectual dos mesmos. Segundo o RCNEI (1998, p.30)
A intervenção do professor é necessária para que, instituição de educação infantil, as crianças possam, em situações de interação social ou sozinhas, ampliar suas capacidades de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio da expressão e comunicação [...], da construção de objetos e brinquedos. Desta forma a análise da relação professor aluno envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento e valores do ser humano.

Nesse sentido, notou-se que a pesquisa realizada nas escolas X, alguns professores demonstram um a grande interação com seus alunos. Nas aulas todos os educandos participam, e os professores respeitam suas limitações, tratam os alunos por igual facilitando assim, o aprendizado das crianças, e este deve ser considerado um sujeito ativo na construção de seu conhecimento e o professor tem que adquirir um papel fundamental nesse processo tornando-se experiente. Em razão disso, cabe ao educador levar em consideração o pouco que os alunos já sabem (provenientes da família, sociedade), pois "o respeito á autonomia e á dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros" (FREIRE, 1996, P. 59), dessa forma a construção do conhecimento se dará coletivamente, sem ignorar a opinião dos alunos e ouvindo sempre o que eles tem a dizer.
Todavia, uma formula para melhorar a pratica dos professores, seria a presença da família na escola, e isso na maioria das vezes para os pais ficam em segundo plano, eles não interagem com a escola, não participam das reuniões e do acompanhamento escolar da criança.
Os pais que participam do acompanhamento escolar de seus filhos, vão em todas as reuniões mensais e durante algumas semanas são convocados para conversar sobre o processo de cada aluno. Contudo, são poucos os pais que vão em busca de informações a respeito de seu filho, na maioria das vezes forçados por convocação da coordenação pedagógica. A família não pode "jogar" toda a responsabilidade das crianças nas mãos da escola, pois Freire (1996, p 63) remete o pensamento de que "é o meu senso, em primeiro lugar o que me deixa suspeitosa, no mínimo de que não é possível à escola, se na verdade, engajada na formação de educandos educadores, olhar-se das condições sociais, culturais, econômicas de seus alunos, de suas famílias, de seus vizinhos".
Em decorrência disso, a família deve ter um relacionamento mais próximo com a escola, visto que essa interação melhorará a qualidade de ensino do aluno, pois sabe-se que a família é a primeira escola responsável pelos direitos básicos da criança e a instituição escolar deverá estabelecer um diálogo aberto com as mesmas, considerando-as parceiras no processo ensino-aprendizagem.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nas pesquisas feitas para elaborar este artigo, nota-se que as escolas estão passando por dificuldades em relação a participação das famílias no desenvolvimento escolar das crianças. O objetivo mais relevante desta proposta é conscientizar a família do papel que possui na construção dos educandos, possibilitando-lhes a reconstrução da auto-estima e o reconhecimento perante seus familiares.
A escola convive com problemas de evasão familiar que muitas vezes é a peça fundamental para o fracasso escolar. A escola por si só não resolverá esse problema e esta por sua vez, conscientizar-se da necessidade da participação dela no âmbito escolar, pos desse modo faz com que a criança se sinta valorizada quando vê a participação de seus pais em sua vida educacional.
Em virtude disso, escola e família devem estar juntas no trabalho pedagógico e social dos alunos, onde ambas terão a responsabilidade do desenvolvimento da criança no seu processo ensino-aprendizagem. Todavia, a falta da participação dos pais na vida escolar de seus filhos, pode causar problemas no ensino escolar como um todo.


REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Integração das instituições de educação infantil aos sistemas de ensino: um estudo de caso de cinco municípios que assumiram desafios e realizaram conquista/ Secretaria de Educação Fundamental. ? Brasília: MEC/SEF, 2002. 94p.: il.
______.Lei n.8069, de 13 de julho de 1990. ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente.

______. Introdução aos parâmetros curriculares nacionais/Secretaria de Educação Fundamental. ? Brasília: MEC/SEF. 1997.

______. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil/ Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental Brasília: MEC/SEF, 1998.

DALLABONA, Sandra Regina; MENDES, Sueli Maria Schmitt. O lúdico na educação infantil: jogar, brincar, uma forma da educar. In: Revista de divulgação técnico-cientifica do ICPG, vol. 1 n. 4- jan- mar/2004, p.107-112

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: paz e terra, 1996 (coleção leitura).
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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