A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA ALÉM ...
 
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA ALÉM DAS PALAVRAS
 


A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA ALÉM DAS PALAVRAS

Perpétua Eloisa Urbieta[1]

Vanessa Alves Bertolleti²

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

 

 

RESUMO

 

O presente artigo tem como objetivo estudar as práticas pedagógicas voltadas ao incentivo de desenvolvimento da leitura, utilizadas pelos professores no 2º ano do Ensino Fundamental, sugeridas pelo Programa Além das Palavras e observar se essas práticas de leitura melhoraram a qualidade de ensino de Português e Matemática no Ensino Fundamental. Como metodologia utilizou-se a coleta de dados por meio da aplicação de questionário com questões abertas e fechadas uma coordenadora e duas professoras de uma escola estadual de Juti/MS. Após aplicados os questionários foram analisadas as respostas seguindo verificação de resultados e discussão dos dados obtidos. Verificou-se que apesar das professoras receberem treinamento, cursos de aperfeiçoamento e acompanhamento para aplicação da metodologia do projeto na sala de aula, não houve coerência com as práticas de leitura realizadas na sala de aula, já que as mesmas foram bastante econômicas ao descreverem metodologias ou práticas da leitura na sala de aula. Foram reveladas dificuldades, também com informática e atividades em grupo.

Palavras-chave: Leitura, Ensino Fundamental, Projeto Além das Palavras.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

 

O desenvolvimento dos processos ligados à educação passou a preocupar-se em contribuir para a formação de indivíduos críticos, responsáveis e atuantes na sociedade, diante das necessidades verificadas no século corrente, onde as trocas sociais são frequentes e contínuas.

Na contramão das necessidades de formação desses professores, está a realidade da educação. No caso, do estado do Mato Grosso do Sul, verificou-se ao analisar dados do Sistema de Avaliação Educacional do Mato Grosso do Sul (SAEMS) e do Índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), um baixo índice de desempenho. Constatou-se em um considerável número de municípios, indicando a necessidade de medidas de intervenção didático-pedagógica principalmente nas turmas de 3º ao 5º anos do Ensino Fundamental (MS/SED, 2012). 

A Secretaria de Estado de Educação (SED) instalou e implementou, através da Resolução/SED n. 2.230, de 20 de fevereiro de 2009 o “Programa Além das Palavras”. O projeto apresenta como objetivo atender as necessidades relacionadas à qualidade do ensino oferecido por Unidades Escolares da Rede Estadual de Educação, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Além da melhora da qualidade do ensino, a Resolução/SED n. 2.509 de 4 de janeiro de 2012 ampliou o leque de objetivos do programa, estando entre os principais: a melhora do rendimento escolar, o subsidio a prática docente através de capacitações e assessoramento aos professores, o monitoramento a prática docente e o desempenho acadêmico dos estudantes.

Diante do exposto, a presente pesquisa direcionou seus estudos para a aplicação da leitura, já que é requisito considerado indispensável, e fundamento importante para a inserção social, para estabelecer a função de cada um dentro da sociedade, sua abordagem abrange o papel da leitura na formação do indivíduo crítico. Assim, um sujeito capaz de perceber as transformações pelas quais a sociedade passa, se posicionar criticamente diante delas, e o desenvolvimento da capacidade de implementar ação diante das necessidades.

Pretendeu-se, portanto, observar as práticas pedagógicas relacionadas à leitura no “Programa Além das Palavras” relacionados ao 2º ano do Ensino Fundamental, além de discutir sua eficácia e importância pedagógica, através da aplicação de questionário semi-estruturado a coordenadores e professores que trabalham ou já trabalharam no Programa.

Levantou-se, também, questões intimamente ligadas ao sucesso e eficiência do Projeto (Programa) Metafônico e as práticas da leitura empregadas pelos docentes. A partir da observação das práticas voltam exclusivamente à leitura, a análise dessas metodologias de ensino da leitura, enquanto incentivadoras da formação de leitores críticos. Neste aspecto, discutir o papel do aluno, do professor, da escola e da família como incentivadores da leitura e formação leitor crítico.

O estudo se dividiu em duas etapas: uma inicial de levantamento bibliográfico e de dados sobre o “Programa Além das Palavras”, e outra da pesquisa, onde foram obtidos dados mediante aplicação de questionário semi-estruturado com as professoras que tiveram contato com o Projeto e análise e discussão dos dados.

2 REVISÃO DE LITERATURA

 

 

2.1 Importância da Leitura nos Anos Iniciais (1º e 2º anos) do Ensino Fundamental

 

 

Desde cedo, ainda bem pequena, instintivamente, a criança percebe e estabelece uma relação entre seus sentimentos e o meio. Aos poucos, vai se apropriando desse instrumento de expressão e vai percebendo a sonoridade e ritmo das palavras, através da significação afetiva e imaginativa (KRETZMANN; RODRIGUES, 2006).

A aprendizagem significativa da língua, utilizando o trabalho com a linguagem oral e escrita, desenvolverá gradativamente as capacidades associadas às quatro competências lingüísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever, possibilitando o acesso da criança ao mundo letrado (BRASIL, 1998).

Para os autores Kretzmann e Rodrigues (2006, p. 394), a imitação é um ponto importante na formação do leitor, segundo eles:

Como a imitação faz parte do processo de aprendizagem da criança, ver outras pessoas lendo é importante para as suas primeiras experiências com a leitura. Aprende-se a ler vendo outras pessoas lerem, prestando atenção às leituras que elas fazem para si, tentando ler, experimentando e errando. Se desde pequena a criança tiver contato com a leitura, sendo estimulada por aqueles que com ela convivem em casa e na escola, são grandes as chances de ela ser uma leitora efetiva e assídua. A leitura de histórias é um momento que proporciona à criança o conhecimento da forma de viver, pensar, agir de outras culturas, de outros tempos e lugares bem como o universo de valores.

Segundo Cardoso e Pelozo (2007) os primeiros contatos da criança com a leitura são de importância fundamental para suas percepções futuras, pois ajudam na formação do ser humano crítico, capaz de encontrar possíveis soluções para os problemas da sociedade, a qual se pertence.

Ainda neste sentido a leitura não deve estar restrita ao texto verbal, são inúmeras as possibilidades do professor mediar a relação dos alunos com a leitura, mesmo antes da alfabetização. É importante salientar que as crianças em idade pré-escolar só não dominam os signos verbais, mas já tiveram contato com toda uma variedade de textos.

No início da Educação Infantil a criança já teve contato e já domina esta variedade de textos porque tem as linguagens de certa forma aprendidas. Assim nas séries iniciais do ensino fundamental os alunos estão em uma fase de domínio das capacidades que adquiriram. Quanto mais estimuladas e incentivadas o aluno terá mais desenvolvida a sua capacidade de leitura e consequente interpretação.

Com intuito de favorecer as práticas pedagógicas voltadas ao incentivo à leitura, De Paula et al.(2002) propuseram nas escolas, alternativas de promoção de leitura, como por exemplo: a substituição de livros didáticos por literatura; dramatizações com a participação dos alunos; atividades com Origami, que é uma arte japonesa de dobradura artística de papéis; manipulação de argila e construção de maquetes, baseados na releitura das histórias; realização de atividades com bulas de remédios, embalagens de produtos; troca de informações, experiências e conselhos, baseados na convivência social; trabalho com Feiras de Leitura; exploração de receitas culinárias conhecidas pelas crianças; manipulação e trabalho com jornais; leitura de histórias em quadrinhos e outras histórias com manipulação de livros com ilustrações que atraem os alunos ao se identificarem com alguns personagens, geralmente semelhantes ao mundo real ou fático. Estas atividades lida com a fantasia das crianças que transforma a leitura em modalidade de ensino e de prazer.

Com respeito à variedade de metodologias, Cardoso e Pelozo (2007) ressaltam a importância do educador, dizendo que cabe a ele fazer a diferença, pois atualmente, encontram-se disponíveis metodologias diferenciadas (como materiais sólidos e projetos) e recursos diversificados, que vão além do giz e da lousa. O educador pode utilizar como recurso: data-show, retroprojetor, entre outros; os quais podem ser utilizados de forma a tornar as atividades de leitura significativas, incentivando seu hábito e contribuindo para a efetiva formação do aluno.

De acordo com Maricato (2005), várias são as interferências e experiências sofridas durante os primeiros contados das crianças com a leitura. Em vistas de favorecer a leitura, a autora propõe que na escola, a criança deve ser rodeada de livros e materiais em espaços de leitura, seja biblioteca, sala ou um cantinho dentro da sala de aula.

E que não basta ter acesso aos materiais. As crianças devem ser envolvidas em práticas para aprender a usá-los, roda de leitura, contação de histórias, leitura de livros, sistema de malas de leitura, de casinhas, de cantinhos, mostras literárias, brincadeiras com livros, as atividades são variadas pode-se contar e ler histórias, folhear, mostrar o material, buscar informação, usar material escrito de diferentes gêneros (MARICATO, 2005).

Crianças que crescem em ambientes não favoráveis à leitura em casa, por exemplo crianças cujas famílias possuem baixa escolaridade ou possuem seus cuidadores analfabetos, para eles no seu dia-a-dia a escrita não é valorizada e pode parecer inútil porque elas não conhecem o gesto de ler, pegar um livro, ou revista que seja e realizar o ato da leituraem casa. Nestesentido mesmo que narrativas e poemas, sejam prioridade nas aulas ou atividades de leitura, cabe aos professores fornecerem essas experiências não devendo trabalhar exclusivamente com atividades divertidas e agradáveis (MARICATO, 2005).

Para a autora os alunos precisam ter contato com textos impressos não literários que têm diferentes funções e objetivos. Por exemplo: revistas infantis, em quadrinhos, propaganda, embalagens, receitas, bulas de remédio, certidão de nascimento também devem ser objetos de experimentação. “Revistas e jornais, a princípio para adultos, têm muita ilustração, muito texto, a criança gosta de manipular e até de recriar”, diz ela, “recortando figuras, letras, palavras” (MARICATO, 2005, p. 23).

Textos que existem em suportes diferentes (cartaz, livro, jornal, revista, etc.), variedade de formato e tamanho de letras, composição gráfica, disposição da imagem em relação ao texto, onde a criança deduz o funcionamento da escrita (MARICATO, 2005).

Ainda para Maricato (2005) muitos outros elementos importantes são lembrados por como a importância do local destinado a leitura, podendo este ser uma biblioteca, uma sala exclusiva ou o cantinho da sala de aula, onde as regras são negociadas com os alunos, educando a criança para a participação.

O respeito pelo interesse dos pequenos garante que a leitura esteja associada à escolha e ao prazer. Não dimensionado este espaço associado a leitura para a obrigação, exigindo que a criança fique amarrada na cadeira, quieta, sem se relacionar com os objetos culturais. Nestes casos a participação em grupos onde as crianças interagem entre si é muito importante.

Estas colocações sobre as práticas pedagógicas da leitura para a educação salientam a importância social da leitura, nos dias atuais a leitura é indispensável: é fundamento importante para a inserção social; para estabelecer o papel de cada um dentro da sociedade; refletir sobre a importância da leitura para formação do indivíduo crítico, capaz de perceber as transformações por que passa a sociedade e se posicionar criticamente diante delas.

Para o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI (BRASIL, 1998) o ato da leitura é um ato cultural e social, e estabelece algumas qualidades que devem ser respeitadas pelo professor ao se escolher um texto, no caso para a educação infantil, assim quando o professor fizer uma seleção prévia da história que irá contar para as crianças, independentemente da idade delas, deverá atentar para a inteligibilidade e riqueza do texto, para a nitidez e beleza das ilustrações, que permitirão às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro (ou revista, gibi, etc.) e pela escrita.

E ainda destaca que a importância dos livros e demais portadores de textos é incorporada pelas crianças, também, em situações onde o professor organiza o ambiente de tal forma que exista um local especial para comportar os livros, gibis, revistas, etc. e que este local deverá ser aconchegante e que possibilite as crianças manipular e ler, podendo ser realizado em momentos organizados ou espontaneamente (BRASIL, 1998).

O professor deverá considerar a possibilidade da criança levar o livro para casa, para ser lido junto com seus familiares. “As crianças, desde muito pequenas, podem construir uma relação prazerosa com a leitura. Compartilhar essas descobertas com seus familiares é um fator positivo nas aprendizagens das crianças, dando um sentido mais amplo para a leitura” (BRASIL, 1998).

Assim, o acesso da criança à leitura de diversos tipos de materiais escritos, que possibilite o contato com práticas culturais mediadas pela leitura é uma grande contribuição para que a criança ao se apropriar de culturas e saberes que foram acumulados ao longo da história possa construir seu próprio conhecimento.

No início da Educação Infantil a criança já teve contato e já domina esta variedade de textos porque tem as linguagens de certa forma aprendidas. É capaz de ler e inferir sobre uma expressão negativa do rosto da mãe, por exemplo (KRETZMANN; RODRIGUES, 2006).

Coelho (1997) classifica as fases da leitura de acordo com a faixa etária das crianças, considerando a evolução biopsíquica das crianças, pré-adolescentes e adolescentes divirja de uns para outros (pelo processo desenvolvimento individual), a natureza e a seqüência de cada estágio são iguais para todos, conforme o prova a Psicologia Experimental.

Para a autora, a inclusão da criança em uma categoria depende da “inter-relação existente entre sua idade cronológica, nível de amadurecimento biopsíquico-afetivo-intelectual e o grau ou nível de conhecimento/domínio do mecanismo da leitura”:

Os alunos do segundo ano do ensino fundamental são objetos a serem pesquisados neste trabalho, segundo Coelho (1997, p. 29) apresentam-se na fase de leitor iniciante, a partir dos 6/7 anos, é a fase de aprendizagem da leitura, “na qual a criança já reconhece, com facilidade, os signos do alfabeto e reconhece a formação de sílabas simples e complexas”.

Os livros para este estágio também devem ter predomínio da imagem; a narrativa deve ser linear (começo, meio e fim) e cômica; as personagens devem possuir traços de caráter bem nítidos; a estrutura do texto deve apresentar sílabas simples (vogal/consoante/vogal), “organizadas em frases curtas nominais ou absolutas”, em ordem direta e com elementos repetitivos.

2.2 Projeto Além das Palavras

O “Projeto Além das Palavras” foi criado pela Resolução/SED n. 2.230, de 20 de fevereiro de 2009 do Estado de Mato Grosso do Sul, com propósito de oferecer uma melhor qualidade no ensino da Rede Estadual, partindo de uma proposta diferenciada, foi ofertado principalmente nas escolas estaduais públicas nas turmas do Ensino Fundamental inicial, recebendo apoio do Ministério da Educação (MEC) que disponibilizou recursos pelo Plano de Ações Articuladas (PAR) (MS/SED, 2012).

No início foi implantado nas escolas cujos, resultados finais foram índices iguais ou inferiores a 3,0, que já é considerado um baixo índice de rendimento, e também a algumas unidades escolares que optaram por participar do projeto, mesmo apresentando bons índices de rendimento (BERNARDO, 2012).

O “Programa Além das Palavras” possui como objetivo central procura a melhoria da qualidade do ensino nas escolas do Mato Grosso do Sul, se propondo a capacitar, assessorar e acompanhar professores licenciados ou bacharéis em Pedagogia, no ensino das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, utilizando metodologia específica e material didático concreto (BERNARDO, 2012). O projeto, inicialmente, surgiu como um projeto piloto, sendo reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com recursos do Plano de Ações Articuladas (PAR), para turmas do terceiro ao quinto ano da etapa de ensino citada.

Desde sua criação o projeto passou Poe expansões, porém com vigência a partir de 2012, tornou-se “Programa Além das Palavras”, sendo definido como Programa Educacional Especial da Secretaria de Estado de Educação (SED), por meio da Resolução n. 2.509, de 4 de janeiro de 2012, publicada no Diário Oficial n. 8.104 acabou por abranger um número maior de municípios, conforme a tabela (MS/SED, 2012), abaixo:

Quadro 1 - Abrangência do Além das Palavras: de projeto a programa

 

 

Escolas

2008 Projeto

2009 Projeto

2010 Projeto

2011 Projeto

2012 Programa

Piloto: 25 municípios

79

77

72

72

71

Expansão: 21 municípios

0

92

90

86

84

Expansão II: 15 municípios

0

0

49

48

48

Expansão III: 13 municípios

0

0

0

0

59

Total de escolas

79

169

211

206

262

Total de municípios

25

46

61

61

74

 

Fonte: MS/SED, 2012.

A observação do quadro permite verificação da abrangência do “Programa Além das Palavras” nos municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, desde a implantação como Projeto à ascensão como Programa.

Em virtude do resultado das Avaliações Nacionais, o “Programa Além das Palavras” teve entre suas propostas obter conhecimento do desenvolvimento educacional dos alunos matriculados nas escolas de todo território nacional. Além de avaliar os percentuais de evasão escolar e distorção de idade/série, por meio de provas que abordassem as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática (BERNARDO, 2012).

As avaliações elaboradas pelo INEP tiveram como exigência que o aluno resolvesse-as dentro de tempo estipulado, sem qualquer tipo de auxílio. Os dados obtidos com Censo Escolar resultam em nota conhecida como Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDBE). Diante destes índices alcançados no IDEB pelas escolas do estado do Mato Grosso do Sul, é que foram desenvolvidas propostas de políticas públicas educacionais visando melhora da qualidade de ensino da Educação Básica, oferecida pelas escolas da Rede Pública Estadual de Ensino.

O material de apoio do professor que envolve as práticas de leitura consiste em livro didático, fantoches, livro gigante utilizado para a contação de histórias e menores livros que contemplam as mesmas leituras, objetivando, entre outros aspectos, a socialização, pois o trabalho deve ser realizado em grupo.

Também minilivros com cento e vinte histórias, contemplando a letra bastão e cursiva destinado a leitura dos alunos, além de cartazes, CDs que ensinam como trabalhar com o método fônico e sugerem atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos. A agenda do professor também é um recurso do planejamento diário das atividades desenvolvidas utilizando o material didático.

Os materiais escolhidos foram os materiais didáticos de Língua Portuguesa do Instituto Alfa e Beto, que já apresentara destaque de qualidade na aprendizagem em seis estados brasileiros, alcançando avanços educacionais após o uso da sua metodologia.

A metodologia empregada na Língua Portuguesa foi da alfabetização, através do método metafônico, onde destaca-se a importância do ambiente propício a construção do conhecimento, com utilização de diversos materiais lúdicos que são adequados a idade dos alunos matriculados em cada ano escolar.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Como metodologia optou-se por um trabalho de pesquisa qualitativa descritiva, onde num primeiro momento realizou-se um levantamento bibliográfico sobre o Programa “Além das Palavras” expondo sua aplicação, objetivos, e propostas, seguido do estudo dos métodos e materiais utilizados como metodologia de ensino pelo Programa. Sendo os textos e recursos utilizados obtidos através de pesquisa em livros, revistas e artigos ou afins, que tratam do tema, e também em biblioteca ou recursos de busca virtuais.

Após a leitura do material da revisão literária e com base nestes seguiu-se uma segunda etapa, a de elaboração de um questionário semiestruturado (ANEXO A) com objetivo de investigar as práticas pedagógicas relacionadas à leitura no Programa Além das Palavras relacionados ao 2º ano do Ensino Fundamental.

O questionário foi aplicado a uma coordenadora e duas professores, após pedido de autorização para a Direção da Escola e Coordenadora de Língua Portuguesa e das duas professoras que trabalham ou já trabalharam nos anos anteriores que participaram da pesquisa.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS COLETADOS

 

As respostas obtidas com os questionários aplicados foram analisadas e descritos a seguir. O questionário foi aplicado a três indivíduos todas do sexo feminino, sendo cada um deles identificados apenas por símbolos sendo preservados seus nomes, P1, P2 e P3.

A professora P1 é do sexo feminino é Coordenadora, formada em Letras e Normal Superior com pós-graduaçãoem Educação Infantilnos Anos Iniciais e P2 é licenciada em Pedagogia com pós-graduaçãoem Educação Infantil. Aprofessora P1 trabalha no ano corrente com a turma que foi da professora P2 no ano anterior que é o 2º ano do ensino fundamental. P3 é formada em Pedagogia, atualmente docente do 2º ano do ensino fundamental.

Quando as professoras foram questionadas sobre o contato com o Programa Além das palavras e como foi esse contato elas afirmaram que:

Só conheceram o Programa ao ingressaram na escola estadual, pois elas já estavam trabalhando no município, mas o mesmo não tem o programa. Esse contato primeiramente foi assustador. Mas com trabalho e estudo em grupo conseguiram desenvolver uma compreensão e conhecimento do Programa. (P 2 e P 3).

A meu conhecimento foi mais tranquilo, ao ingressar na coordenação e fui fazer vários cursos em Campo grande, pois estou no Programa desde quando surgiu em 2009.A capacitação foi realizada por técnicos do IAB – Instituto ALFA E BETOem Língua Portuguesae por técnicos da Editora positivo em Matemática e ainda pelos técnicos da SED dessas duas áreas do conhecimento (P 1).

Em um estudo desenvolvido por Luciana Virgínia Mario Bernardo em 2012 sobre as experiências do Programa Além das Palavrasem uma Escolaem Dourados/MS, a autora expõe as experiências da Escola e seus membros durante a implantação e execução do Projeto, ressaltando o desconhecimento dos professores sobre o mesmo:

Em um primeiro momento foi necessário capacitar a equipe escolar sobre como se desenvolveria as atividades no decorrer do ano. Percebeu-se durante a exposição da proposta que o entendimento que as professoras apresentavam em suas falas sobre a visão que elas tinham era totalmente distorcida, acreditavam que o projeto era voltado apenas para os alunos com dificuldades e que haveria atividades de reforço escolar, o que na realidade era totalmente diferente, pois o foco inicial estava na formação continuada, assessoramento do professor e intervenções nas aulas (BERNARDO, 2012, p. 8).

Segundo P1 e P2 o que se pode observar é que o processo de aprendizado no início foi um pouco traumático, pois ambas não conheciam o Programa, mas com a ajuda e estudo em grupos e muita dedicação e também a secretaria fornece bastante material didático e de apoio para os professores e coordenador.

As professoras investigadas disseram que houve mudanças na parte bibliográfica e vários materiais diferenciados para cada aluno e informações necessárias para o professor utilizar o livro com proveito, porém sentiram dificuldade.

Quando comparamos essa informação com o trabalho realizado por Bernardo (2012), também obtemos as mesmas condições muito boas de fornecimento de material, apesar de pequenos problemas, que no caso do estudo de Bernardo (2012) foram solucionados com muito boa vontade e criatividade por parte dos professores e coordenadores do projeto, até mesmo com auxílio da família.

Observamos que as professoras se referem a quantidade e qualidade de materiais, porém sentiram dificuldades, de adaptação a utilização do material, que consta das coleções do Programa ALFA e BETO para a Alfabetização de estudantes de 1o e 2o ano do ensino fundamental; Coleção ABCD – Alfa Educativa LTDA, que fundamenta o componente curricular Língua Portuguesa do 3o ao 5o ano do ensino fundamental e a Coleção Matemática com Alegria – Editora Positivo que fundamenta a Matemática do 1o ao 5o ano do ensino fundamental (MS/SED, 2012). Além de material de apoio.

Segundo as professoras sobre os aspectos positivos e negativos do projeto (Programa), com relação à prática de leitura, quais medidas foram adotadas? E se houve melhora na aprendizagem.

Foram Positivos: alfabetização no 1º. Ano do Ensino Fundamental. Negativos: a demora na entrega dos livros didáticos (P1).

Foi satisfatório o empenho dos educando com relação às pesquisas, leituras, desenvolvimento das atividades de língua portuguesa. Participação total ao manifestarem o conhecimento prévio durante as aulas (P2) .

Os pontos negativos foi em relação ao acesso à internet, que levaram um tempo bem maior para realizar a atividades do dia. E o tempo dos professores que tem pouco tempo para realizarem estudos em grupos (P3).

As professoras revelaram que quando foram apresentadas ao referido projeto, por meio das capacitações que realizaram, sempre revelaram grande interesse à temática a ser tratada, por meio das colocações que faziam, demonstrando o desejo em compartilhar com seus alunos o saber apreendido. Muitos conhecimentos foram compartilhados, inúmeras ideias relevantes para desenvolver atividades nas escolas, apresentando uma nova perspectiva, a inovação educativa, decorrentes dos momentos de intensa aprendizagem e troca de experiências.

O estudo de Silva (2012) que tratou de descrever as práticas docentes para a formação do leitor do segundo ao quarto ano do Ensino Fundamental numa escola pública municipal em Caruaru - PE, verificou a visão dos professores que acham as práticas de leitura se voltam ainda como forma de decodificar os símbolos e traduzi-los para formação de palavras e frases sem muita função de interpretar e entender o que se escreve.

Ainda nesse sentido, Bernardo (2012) relatou dificuldades de trabalho, relacionadas ao desenvolvimento das atividades propostas pelo material, parte dos alunos do quinto ano tinham dificuldades em realizá-las, pois os livros adotados fazem parte de uma coleção que apresenta uma sequência de aprendizagem, na qual inicia no primeiro ano e encerra no quinto, ou seja, estes alunos estavam iniciando a utilização do material na última parte desta sequência, os mesmos não conseguiam desenvolver as atividades, por não conseguir interpretar ou por defasagem de conteúdos. Nota-se que existem dificuldades no processo de implantação do projeto, porém os dados obtidos revelam um grande interesse por parte de alunos e professores no projeto.

Dentre as ações do projeto, está a formação continuada para os coordenadores de áreas, que atuam como multiplicadores junto aos professores, formação continuada para professores regentes, por meio de encontros quinzenais, aquisição de material pedagógico para professores e coordenadores e aquisição de material didático para alunos (MS/SED, 2012). Essas ações fortalecem os professores e coordenadores para que possam desenvolvem as atividades voltadas a leitura com maior eficiência e qualidade.

Quando questionadas com relação a prática de leitura, quais medidas foram adotadas, e se houve melhora na aprendizagem, as professoras identificaram melhoras na fluências de leitura que eram verificadas bimestralmente para identificar quais alunos eram alfabetizados, e sabiam ler, e verificação de ritmo, entonação e compreensão.

Ambas as três professoras relacionaram a prática de leitura a outras disciplinas como geografia e história, pois acham importante meio de conseguirem fazer as interpretações necessárias. E todas relacionaram a falta de gosto pela leitura como os maiores empecilhos para a aprendizagem dos alunos.

Foram abordados pontos negativos e positivos, e melhora na aprendizagem, porém as professoras não citaram ou explicaram as medidas adotadas quando as práticas de leitura, somente a relacionando associadas as disciplinas de geografia e história.

Neste sentido a SED coloca que as coleções de Língua Portuguesa apresentam um programa de ensino que inclui as competências de leitura, escrita e expressão oral, que provocam a observação reflexiva da linguagem e desenvolvem a criatividade dos estudantes, com uma proposta equilibrada sobre a estrutura e os usos sociais da língua. Assim, o currículo trabalhado no material de Língua Portuguesa desenvolve-se por meio de atividades sistematizadas em torno da leitura, compreensão, tipologias textuais, ortografia e a escrita. (MS/SED, 2012).

Quanto as medidas propostas pelo programa e que deveriam ser adotadas em relação a leitura, destacam-se a utilização do Manual de Desenvolvimento da Fluência de Leitura, que apresenta uma metodologia apropriada para o professor utilizar o livro com proveito, assim como o livro Usando Textos em Sala de Aula apresenta informações específicas sobre as características dos vários gêneros e os mais variados tipos possíveis que circulam socialmente, levando em consideração a trama que entrelaçam as palavras, diferenciando-os na função que cada um se apresenta (MS/SED, 2012).

A SED também relaciona a leitura a compreensão, salientando que o objetivo do programa é desenvolver a compreensão da leitura, por meio da expressão oral, vocabulário, conhecimento sobre características dos gêneros e tipos de texto e competências de compreensão, para tal o material utilizado dá ênfase: ao nível da palavra, através do trabalho com atividades contextualizadas para desenvolver compreensão de conceitos, morfologia e ortografia e atividades de ditado realizadas pelo professor; ao nível da frase através de atividades contextualizadas para desenvolver competências sintáticas, analisar e utilizar os elementos que ajudam na coesão do texto; e ao nível do texto, promovendo atividades que incluem o domínio de estratégias, técnicas e atividades práticas supervisionadas de redação e atividades para desenvolver competências de fluência de leitura, expressão oral e a memória (MS/SED, 2012).

As professoras revelaram que a família é solicitada em algum momento aplicado a prática de leitura somente quando conseguem entrar em contato com os pais, como por exemplo, entrega de boletins. Os professores diante da necessidade de melhora de desempenho do aluno, solicita aos pais que ajudem os seus filhos na leitura, essa é uma cobrança do professor regente (P2) e também da coordenadora (P1), porém P3 alega que se sente desmotivada a solicitar ajuda dos pais já que, muitos alegam não ter tempo, pois tem que trabalhar o dia inteiro, e outros moram com os avós que não são alfabetizados.

A questão do não interesse da família em auxiliar os alunos é marcante no dia-a-dia escolar, de acordo com estudo de Weinberg e Borges (2009) os pais brasileiros não são participativos na rotina escolar, enquanto nos países da OCDE (organização que reúne os países mais ricos) 64% deles se dizem atuantes, no Brasil esse dado costuma variar entre 20% e 30%, demonstrando um flagrante desinteresse. Como colaboradores estão: a baixa escolaridade de uma enorme parcela dos pais, e a ideia incrustada no pensamento do brasileiro de que a escola deve se encarregar, sozinha, do processo educativo.

A não apresentação da criança a materiais impressos, leitura de textos pelos pais, falta de estímulos dados pela família desde a mais tenra idade prejudicam o desenvolvimento do gosto pela leitura. Além do fato de que a família se distancia cada vez mais das atividades escolares de seus filhos, corroboram ainda mais para criação de obstáculos que impedem o aluno em observar as práticas de leitura como atividades prazerosas e necessárias ao seu crescimento enquanto cidadão.

Com relação às metodologias ligadas à leitura realizadas periodicamente as professoras foram bastante econômicas e citaram apenas Leitura de Fábulas, Textos de procedimentos, não se propuseram a descrever as metodologias, mesmo diante da solicitação expressa na questão.

Esse “descaso” pode identificar e se relacionar também com a falta de preocupação em relação a leitura, que sabe-se é real, percebemos que a realidade atual é de afastamento cada vez maior dos alunos do ato de leitura, motivados pelo uso de computadores, videogames, TV, o acesso restrito a leitura no núcleo familiar, falta de incentivo na escola eem casa. Essacondição preocupante repercute através da demonstração de dificuldades marcantes na escola, como pobreza de vocabulário, com uso de poucos vocábulos e também de informalidade, dificuldade de compreensão, erros ortográficos, poucas produções dos alunos, e conhecimentos restritos aos conteúdos escolares.

Os dados não são condizentes com as propostas do programa, já que este estimula a utilização dos vários tipos e gêneros textuais, como o do Quadro 2 (MS/SED, 2012):

 

Quadro 2 - Tipos e gêneros textuais

 

Tipo

Intenção Comunicativa

Gêneros

I – Narrativo

Contar uma   história imaginária (ficção) ou real.

Contos   tradicionais, contos de fadas, fábulas, lendas, mitos, biografia, carta,   bilhete, diário, história em quadrinhos, notícia, conto moderno, crônica,   relato de viagem.

II –   Informativo

Informar,   relatar, fazer conhecer, explicar, esclarecer.

Definição,   descrição, informativo, dicionário, enciclopédia, instrucional, didático,   embalagem, roteiro turístico, entrevista.

III –   Persuasivo

Argumentar,   convencer.

Aviso,   sinais, placas, folheto, anúncio, convite, cartaz.

IV – Procedimento

Explicar as   etapas, como funciona, como montar ou fazer algo.

Formulários,   listas, instruções, receita, normas e combinados.

V – Poesia

Emocionar,   sensibilizar, exprimir valores ou sentimentos de forma sintética ou figurada.

Poema.

 

Fonte: OLIVEIRA, et al, 2008, p. 30 apud MS/SED, 2012.

Afonso (2011) explica bem a importância do desenvolvimento do gosto pela leitura:

A leitura é um dos objetivos fundamentais da atividade pedagógica, a qual possibilita que a criança entre em contato com inúmeras informações e conhecimentos. Afinal, todas as pessoas estão em contato com uma infinidade de textos todos os dias, sejam anúncios em jornais, revistas, bilhetes, avisos, cartas, quadrinhos, manuais, ou mesmo, obras literárias. A sociedade moderna faz isto a todo o momento. Por isso, a leitura é considerada de uso social, uma vez que os textos servem para informar, instruir ou dar prazer. No entanto, ajudar o aluno a desenvolver o gosto pela leitura é um desafio para os educadores atuais (AFONSO, 2011, p. 4).

Em relação a opinião se o “Programa Além das Palavras” atende os objetivos a que se propõe, como melhorar a qualidade de ensino de português e matemática no ensino fundamental além de subsidiar a capacitação e assessorar os professores e escolas participantes do projeto, para professora P1 o projeto atende sim, já que tem um material riquíssimo tanto no Português como na Matemática, e os professores são capacitados e o material e adequado para cada turma, temos livros didáticos e manuais e Dvds, para auxiliarem os docentes em seus planejamentos, e o coordenador auxilia o professor em sua metodologia. As lições são: organizadas em blocos e cada bloco concentra-se nas atividades e habilidades necessárias para o domínio de determinadas competências. Os Blocos, no entanto, possuem ligação entre si, e têm como referência comum o texto da leitura e o alfabeto.

A professora P2 salientou a eficiência do projeto notado através do desempenho dos alunos. A professora P3 também acordou com a eficácia do projeto e destacou a capacitação dos professores e o material de muito qualidade como fator importante para despertar nas crianças a curiosidade e incentivar o hábito da leitura.

Bernardo (2012) em seu estudo verificou que houveram avanços significativos nos resultados do IDEB, a escola em 2009 alcançou o índice de 4,3 conseguiu atingir o índice 6,0, resultado superior à meta destinada para o ano de 2021, havendo aumento da proficiência e do fluxo, sendo os alunos classificados como adequados na disciplina de Matemática, sobretudo o desempenho na avaliação da última disciplina foi um pouco superior à primeira. Este desempenho classificou a escola em terceiro lugar na cidade de Dourados/MS dentre as Escolas Estaduais.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os discursos das professoras revelam a necessidade de maior conhecimento do programa, além da aplicação mais efetiva das metodologias propostas. Quanto a estrutura do projeto quando aplicadas são realmente eficazes dado a riqueza de materiais e possibilidades de inovação nos métodos de trabalho com as crianças.

Cabe salientar a importância da leitura, descrita no próprio texto do Programa Além das Palavras: “desse modo, estabelece-se que quando a leitura é deficiente consequentemente a produção textual também será, pois é com o hábito da leitura que se enriquece o vocabulário, a oralidade e a escrita” (MS/SED, 2012).

Conseguir resultados mais significativos é processo que deve ser abraçado por toda a comunidade escolar, devendo ser inclusivo, ou seja, incluir os próprios, alunos, a família, a escola, a coordenação, e demais segmentos atuantes na comunidade. O processo de melhora de qualidade da educação não cabe somente aos professores, nem estes devem ser responsabilizados pelos fracassos do processo.

A falta de gosto pela leitura é constante nas falas das professoras, assim destaca-se a importância da família, nesse sentido deve ser sensibilizada a participar de forma mais atuante no processo, incentivando desde muito cedo as crianças, envolvendo-as num processo prazerosos de contato com a leitura.

Os educadores também deveriam apresentar uma postura menos sisuda com relação a prática de leitura se desvinculando de símbolos e métodos ultrapassados de ensino, para que o gosto pela leitura seja favorecido e despertado nas crianças, e que estas possam construir idéias e posturas de menor rejeição quanto a leitura. Consideramos por fim que o “Programa Além das Palavras” é rico nesse sentido, por fornecer algumas ferramentas metodológicas, práticas, conceituais e de auxílio ao professor.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AFONSO, Priscila Benitez. Desenvolvendo o hábito da leitura nos anos iniciais da educação Formal. 2011. Disponível em [http://www.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/sell/article/download/15/20]. Acesso em 10/10/2013.

BERNARDO, Luciana Virgínia Mario. “Além das Palavras”: experiências de um projeto de intervenção em uma escola de Dourados/MS. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. VII Encontro de Produção Científica e Tecnológica. 2012. Disponível em [http://www.fecilcam.br/nupem/anais_vii_epct/PDF/CIENCIAS_HUMANAS/Historia/03_Artigo_Luciana_EPCT.pdf]. Acessado em 12/05/2013.

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CARDOSO, G. C.; PELOZO, R. de C. B. A Importância da Leitura na Formação do Indivíduo. Revista Científica Eletrônica de Pedagogia. a. 5, n. 9, 2007.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. 6.ed. São Paulo: Ática, 1997.

DE PAULA, E. et al. A Importância da Leitura na Educação Infantil e Séries Iniciais como Instrumento de Informação. 2002. Disponível em [espejos.unesco.org.uy/simplac2002/Ponencias/.../SL028.doc]. Acessado em 19/06/2013.

KRETZMANN, C.; RODRIGUES, A Leitura na Educação Infantil. 2006. Disponível em [http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-037-TC.pdf]. Acessado em 19/06/2013.

 

MARICATO, Adriana. O prazer da leitura se ensina. Revista Criança do professor de educação infantil. Brasília. s/ v, n. 40, p. 18-26, set. 2005.

MS/SED. Mato Grosso do Sul. Secretaria de Estado de Educação. Programa Além das Palavras. Campo Grande: MS/SED, 2012.

MS/SED. Mato Grosso do Sul. Secretaria de Estado de Educação. Resolução n. 2.230, de 20 de fevereiro de 2009. Diário Oficial do Estado do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 25 de fevereiro de 2009.

 

MS/SED. Mato Grosso do Sul. Secretaria de Estado de Educação. Resolução n. 2.509, de 4 de janeiro de 2012. Diário Oficial do Estado do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 05 de janeiro de 2012.

SILVA, Maria José da. Formação de Professores no Ensino de Leitura nos Anos Iniciais do Fundamental I. IV Encontro de Pesquisa Educacional em Pernambuco. 2012.

 

WEINBERG, Mônica; BORGES, Marana. Lição de Casa para os Pais. Educar para Crescer. Editora Abril.  2009. Disponível em [http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/licao-casa-pais-489351.shtml]. Acesso em 24/09/2013.

 


ANEXO A - QUESTIONÁRIO

  • Você já teve algum contato com o Projeto Além das Palavras? Quando? E qual foi esse contato?
  • Qual sua opinião sobre o Projeto Além das Palavras diante da experiência que teve?
  • Cite os aspectos positivos e negativos do projeto na sua opinião?
  • Com relação a prática de leitura, quais medidas foram adotadas? Houve melhora na aprendizagem na sua opinião?
  • Você trabalha práticas de leitura não relacionadas a outras disciplinas? Quais? O que os alunos acham? (qual a impressão dos alunos) Eles estão correspondendo as expectativas de aprendizagem?
  • Quais os maiores empecilhos na sua opinião para a aprendizagem dos alunos, quanto a leitura?
  • A família é solicitada em algum momento aplicado a prática de leitura? Como os familiares (pais e mães se comportam)?
  • Cite e descreva três metodologias ligadas a leitura que você realiza periodicamente com os alunos?
  • Na sua opinião o projeto além das palavras atende os objetivos a que se propõe, como melhorar a qualidade de ensino de português e matemática no ensino fundamental além de subsidiar a capacitação e assessorar os professores e escolas participantes do projeto? Explique?

[1] Acadêmica do 8º semestre do curso de Pedagogia da UFMS, Câmpus de Naviraí – MS.

² Professora da universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

 
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