FACULDADES INTEGRADAS DE JACAREPAGUÁ

NÚCLEO DE ESTUDOS À DISTÂNCIA - NEAD







TEMA: O ensino a distância como estratégia de capacitação dos trabalhadores da saúde










ALUNO: EMILIO PRADO DA FONSECA
2010
POLO: DIVINÓPOLIS - MG


O avanço das tecnologias da informação e da comunicação modifica profundamente o nosso modo de vida, alterando as nossas formas de conviver e trabalhar, além de introduzir novos valores, hábitos e tipos de interação social, incluindo o aparecimento de novas formas de ensinar e aprender. O aparecimento e desenvolvimento da educação à distância enquadram-se nesse processo de transição social e educacional.
As primeiras experiências em educação à distância no Brasil surgiram algumas décadas atrás com os cursos via correio. Posteriormente surgiram novos formatos utilizando a televisão e o rádio. A partir de 1995, com a chegada da internet ao Brasil, a educação a distância sofreu uma grande transformação, onde, novos formatos e aplicações foram acompanhando a evolução da internet (e-learning).

Este é o desafio posto a todos nós educadores enquanto formadores de novos profissionais. É contribuir para a construção de um novo projeto educativo, uma nova formulação pedagógica à altura das exigências e carências do mundo contemporâneo. É papel de todos aqueles, de fato, comprometidos coma melhoria e redesenhamento da nova ordem mundial, no contexto sócio-político- histórico- cultural e educacional do nosso País. (JACAREPAGUÁ, FI. Didática do Ensino Superior. Rio de Janeiro, pg. 2).

A educação a distância surge como alternativa para as diversas carências educacionais. A principal característica do ensino a distância (EAD) é a comunicação entre aluno e professor (tutor), que é feita por meio de recursos da internet e correio, sem a presença física da sala de aula. Em alguns cursos são exigidos encontros presenciais. Uma diferença marcante entre o modelo de ensino a distância e o modelo convencional ou tradicional é a possibilidade da auto aprendizagem, onde, o aluno recebe o material didático com as respectivas tarefas e ele busca o conhecimento consultando as referências bibliográficas sem que o professor transmita o conhecimento diretamente para o aluno. O processo de ensino-aprendizagem é construído de forma dinâmica pelo o próprio aluno sendo o papel do professor-tutor um mediador deste processo. A interação não se dá apenas entre aluno e material didático; acontecem entre alunos, alunos e tutor, alunos e instituição de ensino como também entre os elementos que compõem o universo do aluno: família e trabalho.
Na perspectiva de construção de saberes que se articulam no espaço virtual, o tutor assume os papeis de motivar e instigar a participação do aluno evitando a desistência, o desalento e o desencanto pelo saber.
O perfil dos alunos de cursos à distância normalmente é composto por pessoas de mais idade, maturidade e cujo horário livre não coincide com o dos cursos presenciais, o que requer disciplina, dedicação, organização, motivação. É ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. LÉVY citado por JACAREPAGUÁ, FI. Manual de Didática do Ensino Superior, reconhece que a terceira forma de apropriação do conhecimento se dá pela linguagem digital, no espaço das novas tecnologias eletrônicas de comunicação e informação. O ensino a distância cresce no Brasil com a oferta de cursos especializados por faculdades de renome e por custos que são bem menores do que os de cursos presenciais.
Portanto, a educação a distância tornou-se um importante instrumento de inclusão educacional por possibilitar que muitas pessoas tenham acesso à educação de qualidade. A tecnologia ainda é uma grande aliada a modalidades de ensino a distância, permitindo que os alunos tenham mais qualidade, diversidade e interação em seus cursos e diminuindo cada vez mais as barreiras para o acesso ao conhecimento.
Os trabalhos de equipe, o ensino tutorial e a pesquisa são fortes aliados metodológicos desde que planejados, coordenados e avaliados sob a orientação do professor. Da perspectiva linear da metáfora arbórea caminhamos para um trabalho didático-pedagógico em redes de troca de conhecimentos; de negociações permanentes capazes de desenvolver a inteligência coletiva. (JACAREPAGUÁ, FI. Didática do Ensino Superior. Rio de Janeiro, pg. 39).

Em quase todas as áreas profissionais o computador vem adquirindo um espaço de suma importância. Por exemplo, na medicina vários exames são realizados utilizando-se um computador como ferramenta indispensável: engenharia, direito, arquitetura e odontologia.
[...] caminhamos para um novo aluno que pensa através de imagens em movimento, em mundos virtuais. Considerando essa realidade, somos obrigados a reavaliar nossas prioridades individuais para o ensino e aprendizagem, investir em trocas mais coletivas de informação e de praticas de trabalho, retornar nosso compromisso com as diferenças individuais, sociais e culturais, tendo em vista o desejo de emancipação de alunos. (JACAREPAGUÁ, FI. Didática de Ensino Superior. Rio de Janeiro, pg. 39).

A capacitação em saúde enfrenta desafios de conviver com o rápido progresso cientifico de equipamentos, novas tecnologias e técnicas.
Os modelos tradicionais de ensino e acesso à informação ficam crescentemente mais obsoletos. A educação a distância pode ser utilizada como ferramenta para a qualificação de profissionais dos serviços públicos de saúde de maneira rápida e eficiente otimizando os recursos já existentes. O profissional de saúde deve procurar permanentemente atualizar seus conhecimentos principalmente devido à mudança do conceito de trabalho baseado na força manual para o trabalho baseado no conhecimento. Também por vivermos em um universo competitivo, onde os indivíduos com maior nível acadêmico e informacional conseguem ocupar posições de destaque no mercado de trabalho.
Portanto, pode-se concluir que, a educação a distancia é uma ferramenta importante para a capacitação de trabalhadores da saúde. Com profissionais mais qualificados é possível melhorar a qualidade de atendimento dos serviços públicos de saúde.







BIBLIOGRAFIA


1. BETTEGA, MH. Educação continuada na era digital. São Paulo: Cortez, 2004.
2. CATAPAN, AH; FIALHO, FAP. Autonomia e sensibilidade na rede: uma proposta metodológica, 2004.
3. GEIKS, R. Educação de adultos ? uma abordagem andragógica. Disponível em: http://www.andragogia.org.br/ .
4. MAGGIO, M. O tutor na educação à distância: temas para um debate de uma nova agenda educativa, Edith Litwin, Organizadora. Porto Alegre: Artmed, 2001.
5. ZALABA, A. A pratica educativa. Como ensinar. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
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