A Grande Tribulação
 
A Grande Tribulação
 


A Grande Tribulação
Septuagésima Semana de Daniel

Há quem diga que a expressão Grande Tribulação não se encontra na Bíblia. Certamente é porque essas pessoas lêem pouco as Escrituras, e sendo assim é difícil encontrarem a dita expressão escatológica. No entanto, a Bíblia diz: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como, desde o princípio do mundo até agora não tem havido" (Mat. 24:21). "Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes, ele, então, me disse: são estes que vêm da Grande Tribulação; lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do cordeiro" (Apc. 7:14).
Mas o que é a "Grande Tribulação"? ? É um período de aflição sem paralelo, como nunca ouve igual em toda a história da Humanidade. Será o dia da ira do Senhor sobre o planeta terra e seus habitantes. O termo "Grande Tribulação" é empregado para retratar a hora da inigualável agonia da terra ? a convulsão social mais intensa de todos os séculos. Será um período apocalíptico de sete anos (6:1? 18). Vejamos alguns itens importantes concernente a este assunto:
I ? Há dois períodos distintos - Estritamente falando, dessa "tribulação", como elemento escatológico, consiste de dois períodos, tendo cada um três anos e meio de duração. O primeiro é chamado simplesmente de "Tribulação". O segundo, que é o pior, é denominado "Grande Tribulação" (1.º período 6:9; 2.º período 10-18 Caps ).
II ? O período todo da "Tribulação" é conhecido por diversos outros nomes ? No Antigo Testamento temos "o dia do SENHOR" (com maiúsculas), "o tempo da angustia de Jacó", "o dia de trevas", "o dia da vingança de nosso Deus", "Aquele dia, "o grande dia". No Novo Testamento, temos "dia da ira", "tua ira"; simplesmente "ira"( como em Romanos 5: 9 e I Tessalonicenses 5:9 ), "ira vindoura" ou "futura" (como em Lucas 3.7 e I Tessalonicenses 1:10). Geralmente o período todo é chamado "Grande Tribulação", sabendo-se contudo que são duas fases, e que na Segunda o sofrimento é maior.
III ? O significado da palavra "Tribulação" ? O significado literal ou etimológico da palavra "tribulação" é "comprimir com força", como se faz com as uvas no lagar, ou com cana- de- açúcar no moinho. A Tribulação aqui tratada abrange o período da ascendência e governo do Anticristo. Dos sete anos de tribulação, os piores serão os últimos três anos e meios (ler Dan. 7:25 e Apc. 13:5-8). O sofrimento nesse tempo será de tal monta que se durasse mais ninguém escaparia com vida ( Mat. 24: 21,22).
IV ? O Sermão do monte e a Grande Tribulação ? O sermão escatológico de Jesus, em Mateus, capítulo 24 e 25. Oferece o relato da Tribulação na ordem dos acontecimentos. Observemos:
(a) ? Em Mateus 24:3-4 temos a primeira fase da "tribulação", isto é, os primeiros três anos e meio.
(b) ? Em Mateus 24:15-29 temos a Segunda fase da "tribulação", denominada "a grande tribulação" (o versículo 21 fala do final da Tribulação).
(c) ? Em Mateus 24:30,31 está a volta de Jesus em glória sua revelação visível às nações da terra (pousasia), equivalente a Zacarias 14:2-5 e Apocalipse 19:11-19.
(d) ? Em Mateus 25:31-46 se vê o julgamento das nações e o prelúdio do milênio de Cristo na terra.
V ? A Grande Tribulação e as 70 semanas de Daniel ? A primeira pergunta que surge neste ponto é: qual a ligação que há entre a "Grande Tribulação" e "As 70 Semanas de Daniel ? ? Para respondermos a esta pergunta é necessário sabermos o que é "as 70 semanas de Daniel" ( Dan. 9:24-27). Analisemos essa extraordinária profecia à luz das sagradas Escrituras:
As 70 semanas foi a terceira visão que Daniel teve no primeiro ano de Dario, isto é, no ano 538 a C, ou cerca de quinze anos depois da Segunda visão. O profeta de Deus estava orando quando subitamente ele recebe a Visão: "Setenta Semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos. Sabe e entende: Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Príncipe, haverá Sete Semanas, e Sessenta e duas Semanas; as praças e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das Sessentas e duas Semanas será cortado o Ungido e não será mais, e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário. O seu fim será como uma inundação: Até o fim haverá guerra e estão determinadas desolações. Ele firmará uma aliança com muitos por uma Semana, mas na metade da Semana fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. E sobre a asa das abominações virá o assolador, até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador" ( Vv. 24-27 ).
Há nesta visão uma série de grandes acontecimentos, a saber:
a) ? A profecia inteira diz respeito ao povo de Daniel (Israel) e à cidade de Daniel de (Jerusalém ). Vs. 24
b) ? Dois "Príncipes" diferentes são mencionados. Vs. 25 ? o "Ungindo", o "Príncipe". Vs. 26 ? "O Príncipe que há de vir". Estes dois príncipes não são a mesma pessoa.
c) ? O período de tempo da profecia é especificado como Setenta Semanas, isto é, 490 anos ( Vs. 24 ), que seriam divididas em três períodos menores:
1.º) ? Sete Semanas (49 anos)
2.º) ? Sessenta e duas Semanas (434 anos)
3.º) ? Uma Semana (7 anos), perfazendo um total de setenta semanas ( 490 anos ).
* O começo do período em que se dividem as Setentas Semanas é definitivamente fixado como "... desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém ..." (Conf. Daniel 9:25 com Neemias 2:1-8 ). A data fixada por Neemias (Vs.1), como o vigésimo ano do reinado de artaxexes, rei da Pérsia, foi 14 de março de 445 a. C.
d) ? No fim das Sete Semanas e das Sessenta e duas Semanas (o que perfaz o total de Sessenta e nove Semanas), teria lugar o aparecimento do "Ungido, o Príncipe" Vs. 25
e) ? O último período em que se dividem a Setenta Semanas (a Septuagésima Semana) será claramente assinalado pelo estabelecimento de uma "firme aliança" ou pacto entre o "Príncipe que virá" e a nação Judaica, pelo período de uma semana ( este é o período da tribulação ? a igreja estará ausente, pois será arrebatada dando início a este período sombrio I Tss. 4:13-18 comp. Apc. 3:10 ). Vs. 27
f) ? Na "metade" (31/2 ou 1260 dias) dessa Septuagésima Semana, o Príncipe que viria haverá de romper o seu pacto, subitamente fazendo cessar os sacrifícios judaicos e provocando a ira e a desolação contra os judeus ( este 2.º período da Septuagésima Semana é conhecido na Bíblia como "grande tribulação" ou "Tempo de angustia de Jacó ( Mat. 24:15-29; Apc. 10-18; Jr. 30:). Vs. 27
g) ? Entretanto, terminadas as Setenta Semanas, será instaurado um período de bênçãos sem igual para a nação de Israel. Será nesse tempo que Israel "entrará na terra" realmente, quando a "justiça eterna" será possibilitada pela presença de seu Messias, Jesus Cristo.
VI ? Haverá salvação durante a grande tribulação?
Muitos perguntam isso em todos os lugares. Sim, haverá. É fácil ver isso biblicamente. Uma única passagem, como a de Ap. 7.14 bastaria para isso: "Disse-lhe: Senhor, tu o sabes. Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro." Na versão revista e Atualizada este texto está mais fielmente traduzido quanto ao tempo do verbo Vir. Outras passagens que evidenciam a salvação durante a tribulação: Ap. 6.9-11; 12.17; 7.9-11; 15.2; 20.4. Muitos objetam aqui, dizendo: como pode haver salvação nessa época, quando a dispensação da Graça terá findado e o Espírito Santo terá arrebatado a Igreja? Perguntar assim é ignorar o plano de Deus através da Bíblia, para com o homem que Ele criou. Respondemos com outra pergunta: Como o povo se salvava antes da dispensação da Graça, e, como operava o Espírito Santo nessa época ? O povo salvava-se pela fé no Redentor Prometido que havia de vir. Isso é também salvação pela graça. Ler At 15.11; Ef. 1.4; 1Pe 1.19,20; Ap. 13.8. Eles também tinham o Evangelho ( Gl. 3.8; Hb. 4.2). em Ap. 7.1-8 vemos uma multidão de judeus salvos na terra. Em Ap 6.9-11 e 7.9-11 vemos uma multidão de gentios salvos no céu, porém saídos da terra, após sofrerem martírio.

Shalom Uvrachot!
Paz e benções!

Pr. Ronaldo Carvalho,
Bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia e
Ciência da Religião-Fatem ?Am, e Especializado no Hebraico Bíblico.
dialogodepastores@hotmail.com
rbunyan@ig.com.br





 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Ronaldo Carvalho, Pastor da Igreja Batista Beit Lechem em Manaus-Am. Doutor em Teologia Honoris Causa - Bacharel em Teologia com Especialização em Hebraico Bíblico e Grego Koinê. Autor do Livro: Ensinado os Guerreiros de oração. Conferencista e Avivalista (A disposição do Reino). Contato...
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