A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS NÃO-ESCOLARES, PARA ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA.
 
A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS NÃO-ESCOLARES, PARA ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA.
 


A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS NÃO-ESCOLARES, PARA ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA. 

Autor (a): Marília Moreira Pinho

Orientadora: Tânia Batista 

Resumo

O presente artigo discute sobre a importância da atuação do profissional pedagogo em ambientes educativos não-escolares, que se dá a partir de diferentes funções que ele exerce, sem deixar de atuar na área da educação, que é seu principal foco. Vale ressaltar que atualmente o pedagogo vem ganhando cada vez mais espaço em nossa sociedade, seja no meio formal, informal, não-formal, escolar ou não, ele está frequentemente garantindo o reconhecimento de sua profissão, antes voltada apenas para a educação infantil, agora destinada a vários setores da sociedade; empresarial, ambiental, social, hospitalar, ONG’s, igrejas, associações, enfim diferentes setores, que formam hoje o novo cenário de atuação deste profissional, para além dos muros da escola,  no qual o pedagogo pode atuar com todas as ferramentas conseguidas ao longo de sua formação, desempenho, dedicação, esperança, valores, liderança, que o fazem estar presente em todos os lugares, com olhar mais atento e humano voltado para a ação pedagógica. A partir desta realidade, muitos dos preconceitos enfrentados pelos pedagogos são quebrados, e assim uma nova identidade vai se construindo, tornando o pedagogo num agente transformador da realidade, que não exerce apenas mais uma função, mas que é capaz de atuar nas diferentes áreas existentes no mercado de trabalho.

 

Palavras-chaves: profissional pedagogo, ambientes educativos não-escolares, identidade, mercado de trabalho.

 

Introdução

O presente artigo tem como finalidade abordar sobre temas relevantes trabalhados durante a disciplina de OGEENE-Organização e gestão dos espaços educativos não-escolares, ministrada na FACED-Faculdade de educação da UFC-Universidade Federal do Ceará, pela professora Tânia Batista. Temas esses, que envolvem um pouco de todos os espaços em que o pedagogo possa vir atuar, tais como; instituições, centros sociais, empresas, hospitais, enfim, espaços estes,  que o pedagogo pode trabalhar na área da educação, porém de forma bem diferente, da que ele costuma vivenciar num ambiente mais formal que é a escola.

Percebemos com isso que o profissional pedagogo, antes não tão solicitado como agora, passa a assumir novos papéis, o que o faz criar uma nova identidade no âmbito social, possibilitando a ele expandir cada vez mais seus espaços, por sua extrema importância e eficiência em ambientes diversificados.  

Desse modo, apesar de ser muito restrito e desconhecido esse vasto campo profissional já está começando a ser mais valorizado, através da mobilização dos próprios profissionais pedagogos, que já vem travando uma luta intensa há bastante tempo, por melhores condições de trabalho, melhores salários, e mais reconhecimento da profissão.

Por sua vez, hoje em dia a sociedade exige cada vez mais profissionais capacitados e treinados para atuarem nas diversas áreas possíveis, assim, o profissional pedagogo está se inserindo em um mercado de trabalho mais amplo e diversificado, e é preciso que este se capacite e se qualifique para atender ás demandas do mercado.

No que diz respeito à metodologia, esse artigo foi elaborado a partir de outros artigos menores, que continham pesquisas bibliográficas, discussões de textos referentes à atuação do pedagogo em espaços educativos não-escolares, através também da participação de convidados especiais; “grandes mestres” que trabalham com projetos sociais nessa área da educação como, por exemplo; Socorro (membro do Abrigo da Tia Júlia), Serafim Ferraz (membro do departamento de administração da UFC), Bodião (prof° da UFC), Daniela Sampaio (membro do grupo Cultura de Paz), além também de nossa experiências compartilhadas em sala durante as aulas de OGEENE. E os filmes que também puderam enriquecer esta experiência: “Um poquito de tanta verdad”, e o vídeo: história das coisas.

 

Espaços Educativos Não-Escolares: Conceitos e Vivências

Atualmente podemos perceber que são diversas as possibilidades de inserção do profissional pedagogo, não se limitando, apenas a sala de aula ou, ainda, ao trabalho pedagógico na escola, mas, sobretudo vão, além disso, podem atuar em gestão de hospitais, assistência social, fábricas, enfim em diversas áreas que necessitam de seus conhecimentos, intervenções pedagógicas e de seus serviços sociais oferecidos para pessoas em situação de vulnerabilidade social no sistema de proteção social básico e especial. A atuação profissional funciona conforme explicita MOURA e SUCHETTI (2006) com complemento da educação formal, na qual sua atuação esta engajada em direcionar ações de intervenções para o público alvo dos espaços de intervenção.

Temos como exemplo de profissional que exerce seu trabalho pedagógico em um espaço educativo não-escolar, a dona Socorro, que trabalha em um abrigo onde atende crianças de 0 a 7 anos que estejam em situação de risco.

A profissional é pedagoga e nos passou informações bastante interessantes sobre o abrigo que até então não conhecíamos na íntegra. Segundo Socorro o abrigo Tia Júlia foi criado em 1972, mas só foi reconhecido mesmo em 06 de fevereiro de 1975. Recebeu o nome de Casa da Tia Júlia em homenagem à Júlia Giffoni pelo reconhecimento do seu trabalho junto à assistência social. Foi somente em 1994 que passou a funcionar como abrigo atendendo às crianças e adolescentes de acordo com os preceitos legais conforme estabelece a ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) Lei 8069 de 13 de julho de 1990.

Em 2002 o abrigo foi beneficiado em sua estrutura física através do projeto Casa da Criança, o que acabou por contribuir para uma melhor qualidade de vida das crianças abrigadas. Colaborando assim com a missão do abrigo que está ligada a abrigar, proteger, e educar crianças em situação de risco pessoal ou social.

O abrigo Tia Júlia tem como objetivo proporcionar atendimento integral à criança em suas necessidades biopsicossociais e pedagógicas, buscando assegurar o direito à convivência familiar e comunitária, principalmente à manutenção de vínculos com a família de origem, bem como encaminhamentos para a família substituta em casos de adoção.

O abrigo tem capacidade para atender a 75 crianças, no entanto, já existem 86 crianças nesse espaço, incluindo crianças com necessidades educativas específicas que também são atendidas. O abrigo funciona 24 horas por dia, inclusive no período de férias. Assim, como o abrigo atende crianças somente até os 07 anos, estas quando completam 08 anos, são encaminhadas para outros abrigos que atendam a sua faixa etária e assim possibilite a elas continuar com suas atividades normais diárias.

A pedagoga nos informou ainda que o processo de encaminhamento se dá tanto para o juizado da infância e juventude, quanto para o conselho tutelar que é um órgão de autoridade que fiscaliza escolas, abrigos e residências para ter ciência de alguma criança que esteja em situação de risco.

Com relação à educação dessas crianças, elas são apadrinhadas por empresários ou autoridades que lhes oferecem educação em escola particular, além de lhes proporcionar todo o material de que precisarão. Desse modo no abrigo apenas são reforçadas as atividades e conteúdos aprendidos na escola.

No que diz respeito à equipe técnica, esta é composta de diretora, médica, dentista, cinco enfermeiras, uma assistente social, duas pedagogas, fonoaudióloga, psicóloga, economista doméstica, nutricionista, fisioterapeuta, etc. E a equipe de apoio é composta por: lavadeira, motorista, vigia, lactarista, cozinheira, auxiliar de serviços gerais, porteiro, etc.

Segundo Socorro, o setor pedagógico costuma favorecer as crianças o cuidar e o educar, promovendo valores, hábitos, atividades sócio-pedagógicas e recreativas que possam favorecer o desenvolvimento de sua autonomia. O abrigo procura também fortalecer sua auto-estima e a construção de sua identidade sendo que para que isso aconteça de fato, é importante que o ambiente esteja organizado, limpo, seguro e sempre em ordem. Ela ressalta ainda que o profissional pedagogo está presente em todos os momentos, e que por isso é preciso que este tenha um olhar mais individualizado sobre a criança.

Assim, para que possamos compreender melhor como se dá esse tipo de experiência, tomei como base o texto de Jemmerson Antônio de Sousa e Helenice Maria Tavares: Espaços educativos não-escolares: conceitos e vivências, sendo possível notar que existem diferentes abordagens de conceitos sobre educação na visão de diferentes autores, tais como Paulo Freire (1983) que vem dizer que “o homem deve ser o sujeito da sua própria educação. Não pode ser objeto dela. Por isso ninguém educa ninguém”. A partir da visão freirena de educação percebemos que o abrigo Tia Júlia trabalha também com esse aspecto, fazendo o acompanhamento do processo educativo junto à criança, não se esquecendo de favorecer sua autonomia através do que lhe e ensinado.

Segundo o texto, há vários tipos de educação: rural, ambiental, de trânsito, escolar, entre outras. Assim percebemos que a educação é a base de nossa sociedade e é através dela que somos preparados para a vida social.É por isso que não existe ninguém que não seja educado ou sem educação, mas sim há níveis e tipos de educação diferenciados.

De acordo com Libâneo (2004) há dois tipos de educação: intencional que se divide em formal e não formal e a educação não intencional (educação informal).

Assim a educação não intencional é aquela onde não existe planejamento, sistematização e não há intencionalidade explícita. Temos como exemplo; as práticas e situações vivenciadas em casa, na igreja, na rua, no bairro, com os amigos, aquelas atitudes que se estabelecem principalmente no meio social e afetivo. Esse tipo de educação que se dá de forma contínua é realizado num ambiente que não seja institucional, e classificado como um processo de educação informal (não intencional).

 Já a educação intencional é aquela que acontece de forma intencional e sistematizada, em que a sociedade deve de alguma forma repassar sua ideologia. Ela se divide em formal, e não formal. Sendo a educação formal aquela obtida nas escolas oficiais; públicas ou particulares, cujos cursos são reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação e Cultura.

A educação formal organiza-se em níveis, estes quando concluídos devem ser aprovados por meio de certificados e diplomas reconhecidos pelo MEC. Com relação às ações que ocorrem fora da educação escolar, estas são classificadas como sendo da educação não formal, é mais flexível e não possui lei e diretrizes para seu trabalho, porém possui caráter de intencionalidade. Este tipo de educação funciona como espaço de prática de vivências, o que proporciona ao educando um processo de ensino-aprendizagem através de uma relação prazerosa com o aprender, resultando na formação de valores, trabalho e cidadania, como por exemplo, os movimentos culturais, sociais, da igreja, organizações de instituições sociais governamentais e não-governamentais, etc.

Assim percebemos que a educação intencional não-formal está cada vez mais se expandindo, desenvolvendo atividades diversas de forma a contribuir para a formação social do indivíduo, e através dela estão surgindo novas oportunidades para as crianças e adolescentes que estejam ou não em situação de risco e que precisam ser amparadas. Assim como no abrigo Tia Júlia que procura desenvolver um trabalho de proteção e amparo às crianças abandonadas, além de atividades educativas, recreativas e culturais, onde elas podem expressar seus sentimentos e necessidades.

No que diz respeito ao papel do educador, Amui (1999) nos mostra que o professor necessita desenvolver duas dimensões: intrapsíquicas e interpsíquicas, primeiro o ego forte e estruturado. Segundo, o eu relação ao outro, os outros (alunos no caso). Confiável, não ameaçador e capaz de atitudes seguras e justas.

A partir dessa citação percebemos que a pedagogo tem fragilidades, mas também habilidades, sendo necessário que ele mantenha um equilíbrio entre esses dois aspectos, como nos disse Socorro a pedagoga do abrigo Tia Júlia, o educador está presente em todos os momentos, ele enfrenta bastantes problemas no decorrer de sua carreira, mas não é isso que o faz desistir.

Sabemos que profissão de educador na atualidade enfrenta vários processos em seu percurso, além da desvalorização da profissão, seu papel confunde-se muitas vezes, sendo a sociedade responsável por sobrecarregar o professor de funções que não fazem parte de seu cargo. Desse modo é importante que o educador seja capaz de afirmar sua profissão, e revelar o real sentido do que seja educar, para assim quebrar esse pensamento negativo de nossa sociedade sobre a atuação educacional desses profissionais.

O texto ainda enfatiza a importância do Terceiro setor em espaços de educação não formal. Este setor apresenta-se com uma nova estrutura de atuação da sociedade civil, organizada de modo a atender às demandas sociais que o estado não consegue solucionar.

Há o primeiro setor formado pelo próprio Estado, o segundo setor representado pelo mercado que movimenta o sistema capitalista, e por último o Terceiro setor que são as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, estas oferecem assistência aos idosos, menores carentes, escolas de educação infantil, enfim podemos incluir neste setor o Abrigo Tia Júlia que presta apoio e assistência às crianças abandonadas, contribuindo assim para a formação social, cultural e educacional dessas crianças.

Desse modo é possível notar que a educação apresenta-se tanto em espaços formais, não formais, quanto informais, havendo a intencionalidade ou não. Sendo indispensável o trabalho do educador nesses espaços, este que muitas vezes em nossa sociedade acaba tendo seu trabalho desvalorizado, não assumindo seu verdadeiro papel diante da prática pedagógica por não haver um reconhecimento da sociedade pela profissão.

Cultura organizacional e institucional em espaços não-escolares

A atuação do profissional pedagogo na área empresarial, antes de qualquer outra coisa visa a melhoria na prestação de serviços, de maneira consciente e competente, propõe solucionar problemas, formular hipóteses, e elaborar projetos, de forma a melhorar os processos instituídos na empresa.

Este profissional pode numa empresa exercer a função de um gestor de recursos humanos a partir de conhecimentos adquiridos no decorrer da sua carreira. Sendo assim a empresa quando contrata um pedagogo espera que este, tenha competência de formar cidadãos críticos com qualificações específicas para tal função, e garantir a qualidade do atendimento aos seus clientes e aos funcionários, contribuindo para a instalação da cultura institucional da formação continuada dos empregados, orientando na gestão do melhoramento dos processos empresariais.

O pedagogo por sua vez irá trabalhar na área de recursos humanos transmitindo programas de treinamento e de desenvolvimento do pessoal além de ter também como função favorecer mudanças no comportamento dos empregados, de modo a torná-los mais motivados e capazes de aumentar a produção, assim a empresa se beneficiará com profissionais qualificados e a obtenção de lucros maiores.

Entretanto o pedagogo para poder exercer essa função na área de recursos humanos deverá ter uma formação filosófica e humanística, entre outras, para que assim possa atender a todo o público da empresa sejam empresários ou empregados, visando promover ações de humanização e trabalho em equipe como meio de melhorar em conjunto não só a atuação profissional, mas também pessoal.

O pedagogo empresarial deverá conhecer também a cultura organizacional da empresa seja ela do setor público ou privado. A cultura organizacional é um fenômeno natural, é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os membros da organização. Representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. Acontece de forma específica dependendo do tipo de empresa; púbica, privada, de administração mista, ou ainda do local, da atividade que se quer desenvolver, ou do estilo administrativo entre outros fatores.

A cultura organizacional que se dá no setor privado, o que prevalece são as ações das classes mais altas seja de multinacionais e/ou das famílias donas de empresa  que transmitem como modelo cultural aspectos culturais positivos e negativos que acabam interferindo nas vidas de seu empregados, seja o incentivo à produção, promoção de cargo, relacionamento de companheirismo , mas ao mesmo tempo estimula a competição desonesta, medo do desemprego, egoísmo, cinismo, enfim, uma cultura que se desenvolve de acordo com os interesses de quem está no poder.

Já a cultura organizacional que ocorre no setor púbico realiza-se na administração direta e indireta em que os traços culturais resultam do modo de vida dos servidores e/ou funcionários. Assim é comum percebermos que o setor está muito ligado à estabilidade e à rotina do que à inovação e à flexibilidade, isso porque o sistema burocrático predomina nesse setor, provocando várias disfunções que se estabelecem a partir da ausência de cobrança pela qualidade dos serviços, a falta de estímulos em programas de auto-desenvolvimento, a nomeação de pessoas da família ou ainda pessoas de fora e que não conhecem a organização da empresa, pessoas contratadas temporariamente, o que acaba dando descontinuidade aos interesses da empresa. Enfim vários são os fatores que interferem na organização da empresa prejudicando o setor público e como conseqüência ainda desfavorecem a população que é o público alvo dos serviços prestados por esse setor. Além dos empregados que são influenciados por esses traços culturais negativos, exercem um trabalho sem qualidade e passam a viver em busca de se promoverem e servirem ao estado acatando todas as ordens com medo do desemprego. Assim o pedagogo empresarial deve estar atento a essas situações, não ficando inerte às contradições existentes no campo empresarial.

Segundo o professor do Departamento de administração da UFC-Universidade Federal do Ceará: Serafim Ferraz, é necessário que o profissional pedagogo compreenda o conceito de Educação na visão administrativa, que se refere ao processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando sua integração no meio social e individual.

Para Serafim, o pedagogo tem um vasto campo profissional na área empresarial, e por isso é preciso que este profissional tenha algum conhecimento sobre como se dá a organização e funcionamento de empresas, a partir de conceitos como: Capacitação, Treinamento, Desenvolvimento e Aprendizagem, para que ele saiba como e onde atuar.

Assim o primeiro conceito que o pedagogo deve compreender é sobre capacitação que é o trabalho focado nas pessoas, é o ato ou efeito de capacitar-se, tornar-se capaz, habilitar-se para o trabalho, para produzir e assimilar mudanças.

Ferraz nos falou ainda sobre as empresas que investem em capacitação por ano, no Brasil as melhores empresas investem cerca de 70horas/ por capacitação/ por pessoa, sendo aqui no Ceará a que mais investe é a Coelce (Companhia Energética do Ceará) que investe em 20h/c/p. Esses dados são considerados bastante inferiores quando comparados com empresas estrangeiras, a empresa japonesa, por exemplo, dedica cerca de 240h/c/p. Notamos assim uma grande disparidade dos dados, sendo que cada vez mais se exigem dos funcionários sem investir em capacitação, pois o que as empresas visam mesmo é a produção e o lucro.

Já o treinamento é quando as pessoas são capazes de desempenhar as funções pelas quais foram destinadas, assim elas são niveladas de acordo com essas funções. Com relação ao auto-desenvolvimento, Ferraz disse-nos que as empresas deveriam possibilitar o crescimento pessoal, tornando o profissional mais capaz de aprender e produzir conhecimento, assim seria investido no potencial e na capacitação das pessoas incentivando as ações no presente e focando no futuro.

             Já que muitas empresas possuem o discurso na teoria, mas de fato não é praticado, pois sempre visam algum interesse por traz, seja com fim lucrativo ou ainda de prestígio. Os temas como ecologia ou ainda financiamento social, quando são colocados em pauta acabam gerando um verdadeiro impacto sobre as ações da empresa e assim a questão da responsabilidade social é deixada de lado como se isso também não fosse de extrema importância para a política social da empresa, e para a própria sociedade que vem sofrendo constantemente com problemas de sustentabilidade ambiental.

Assim, percebemos que o pedagogo tem um campo muito vasto de trabalho, inclusive no setor empresarial, onde ele deve estar cada vez mais atento às contradições existentes nessa área. Dessa forma o pedagogo tenderá a exercer um trabalho com qualidade e voltado para a realidade da nossa sociedade, não se deixando ficar alienado diante dela.

A liderança empresarial com foco nas ações pedagógicas

 

De acordo com Nieradka (2007), a liderança é tanto uma ciência como uma arte, e tem características pessoais de cada líder em particular: não é possível liderar de maneira competente baseando-se unicamente no carisma ou na personalidade do líder, tampouco é possível liderar um grupo sem levar em conta as pessoas como seres individuais.

Assim o pedagogo deve ser capaz de combinar suas características pessoais e também suas ambições com as da equipe, possuir mente aberta, capaz de comunicar claramente suas idéias, ser capaz de entender os outros, saber ouvi-los e manter-se aberto    a novas idéias. A partir disso o pedagogo pode vir a se tornar um líder em seu ambiente de trabalho, isso não quer dizer que ele se tornará um chefe, distante das pessoas, e quase que inalcançável, pelo contrário o pedagogo, seja numa escola ou em qualquer outro espaço educativo não-escolar, deverá, pois, aproximar-se de sua equipe, e tentar reconhecer e respeitar as diferenças individuais de seus membros, para que assim seja possível a concretização de um trabalho mais eficaz e humano, preocupado em valorizar suas competências e habilidades.

 Um exemplo bem claro da atuação empresarial com vista às ações pedagógicas é o texto: “Onde a liderança começa” de Robert A. Eckert, que conta sua experiência quanto à ousadia que teve de largar o emprego de uma importante empresa de alimentos, na qual havia trabalhado durante muito tempo e construído uma carreira bem sucedida para enfrentar o desafio de comandar uma das mais renomadas empresas de brinquedos a MATTEL, que no momento encontrava-se sem foco e com grandes dificuldades financeiras. Robert mesmo assim, não desanimou com determinação e autoconfiança seguiu em frente com vontade de mudança e disposto a colocar a companhia nos eixos novamente.

É interessante notar que Robert, um empresário do ramo alimentício, algo que não tinha nada a ver com brinquedos, não teve medo de ousar e acreditar que era preciso adentrar e conhecer novos ambientes, novas pessoas, metas e estratégias diferentes das quais estava acostumado a lidar, para chegar até onde estava designado, ser o novo CEO (Chief executive officer), chefe, diretor geral da MATTEL.

Robert tinha muitos objetivos para a nova empresa, dentre eles; tornar a empresa mais humana, desenvolver pessoas e quebrar as barreiras entre funcionário e patrão, que em toda empresa parece ser bem visível a situação em que o chefe manda e o funcionário simplesmente obedece sem discordar. Para Robert isso não deveria existir por isso uma de suas metas seria a valorização do pessoal. Ele teria que estar mais próximo de seus funcionários para entender as dificuldades e conhecer idéias que eles tinham, pois também poderiam ajudar a reerguer a empresa.

Assim deve ser a relação professor e aluno, não uma relação fria, distante, com o professor sendo o centro do ensino e o aluno reprodutor do conhecimento, simplesmente como depósito do saber. A relação entre ambos deve ser complementar, em que ao mesmo tempo se ensina se aprende, se transforma e se constrói novos saberes, pois “ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo." (Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido. 1981, p.79).

Assim faz-se necessário que em todo meio social, seja escolar, empresarial ou outro, se estabeleça um ambiente de confiança e respeito, é preciso que todos contribuam para desenvolver um trabalho eficaz e cada vez mais gratificante, sem menosprezar ninguém, sem hierarquizar por classe, sexo, religião ou etnia.

Uma outra experiência, bastante interessante e que está relacionado ao ato de liderar no campo pedagógico refere-se ao documentário “Un Poquito de tanta verdad”, que relata sobre a situação do estado de Oaxaca, o mais pobre do México, que alarma para a situação do professor como agente transformador da realidade em que vive, e constantemente luta por melhores condições de ensino.

 Foi a partir dessa situação que se formou uma assembléia popular dos povos de Oaxaca (APPO) este recebia apoio das rádios comunitárias, responsáveis por divulgar suas ações, já que as rádios e televisões tradicionais distorciam completamente os fatos. Essa assembléia tinha como principal objetivo afastar o governador Ulisses Ruiz do poder, já que este era corrupto e havia sido eleito por uma fraude.

Assim a assembléia resolveu praticar algumas ações não muito agradáveis ao governo de Ulisses, como por exemplo, a desobediência civil, o que acabou provocando perseguições e prisões como numa verdadeira ditadura militar.

A partir dessas experiências, podemos perceber várias coisas interessantes e que nos fazem refletir sobre o trabalho do profissional professor, esse grande líder, que faz parte de uma classe tão sofrida, e que há tanto tempo reivindica por melhorias na qualidade do ensino e por melhores condições salariais, no entanto vemos o quanto é difícil se concretizarem.

Os anos passam e a situação dos professores parece ter estagnado, não há um apoio e nem muito menos iniciativa das autoridades em querer mudar essa situação e assim esses profissionais ficam a mercê da sociedade, desvalorizados e sem direito a reivindicar, devem permanecer calados diante da verdade e aceitar aquilo que lhes impõem, é isso que os governantes querem, mas não é isso que essa classe trabalhadora quer.

 Pelo contrário, ela busca por valorização e reconhecimento de seu trabalho e é aí onde a liderança começa, através da força de vontade para lutar e ousar diante das dificuldades encontradas; é preciso mais atenção e consideração pelos colegas, para que assim essa luta não seja de apenas um, mas algo a ser construído em conjunto, que desperte o interesse de todos, o sentimento de humildade e comprometimento do pessoal, que resultará na satisfação da equipe, diante das situações específicas..

A atuação das entidades governamentais e não-governamentais que se mobilizam para reivindicar o direito à educação de crianças e adolescentes.

 

Direito à educação pode ser entendido como algo destinado a todas as pessoas, independente de etnia, religião, nível escolar, formação profissional, ou ainda condições sociais e econômicas, enfim direito é algo universal e representa um sentimento de respeito às diferenças, às diversas concepções e deve funcionar como uma rede de proteção e apoio.

Para isso foram formulados alguns documentos para promover os direitos de todos os cidadãos, tais como: “A declaração Universal dos Direitos Humanos” (1948), “A convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial” (1965), “A Convenção Internacional sobre os direitos das crianças” (1985), entre outros. No entanto sabemos que nem sempre o que está escrito na lei e em forma de documento é realizado na prática. Pelo contrário o que percebemos é a crescente desigualdade e discriminação em nossa sociedade, e que cada vez é menos freqüente o reconhecimento e o respeito de nossos direitos, que existem, mas nem sempre os conhecemos e por isso não sabemos como reivindicá-los.

Direito à educação de crianças e adolescentes, por exemplo, é uma luta constante que ocorre a partir de mobilizações, pressões políticas e também pela legislação que vem acompanhando essa trajetória com o ECA-Estatuto da Criança e Adolescente, lei n°.: 8069/1990), A LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n°.: 9394/1996), e também pelo PNE (Pano Nacional de Educação, n°.: 10172/2001), entre outras que vem fazendo parte de uma importante conquista no campo educacional com a defesa e proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes.

Uma das organizações que vem lutando no campo educacional para fazer valer esses direitos é o CEDECA (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará) que é um órgão amparado pela Constituição Federal e pelo ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente.Tem como finalidade garantir o acesso universal às escolas públicas, e baseiam-se na concepção da doutrina de proteção integral à infância e à adolescência e na instituição do ensino fundamental como “direito público subjetivo”.

 Segundo Bodião, (professor da UFC- Universidade Federal do Ceará), que também foi membro do CEDECA durante algum tempo, nos fala que este mesmo órgão se constituiu em 1994 e surgiu através de um movimento da igreja progressista européia que possuía grande interlocução com movimentos sociais, sindicatos, grupos de bairro, entre outros, etc. Assim o CEDECA é visto como um importante aliado para a defesa dos direitos das crianças e adolescentes, pois conta com amparo jurídico. Tem o papel de monitorar, fiscalizar as políticas públicas e de denunciar o descaso do governo para com a população, através da imprensa.

Segundo Bodião, no ano de 1997 o CEDECA passou a atuar em conjunto com a comissão de Educação da Câmara Municipal de Fortaleza e com o Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e da Juventude MP/ CE, através da Comissão Interinstitucional de Acompanhamento da matrícula na rede pública de Fortaleza, cujo objetivo era o de acompanhar os processos de matrícula e as posteriores “enturmações”.

No entanto algumas dificuldades surgiram, pois, não bastava matricular os alunos para preencher vagas, mas era preciso fazer com que os alunos permanecessem nas escolas e estes pudessem se apropriar de algum conhecimento. 

Assim, a comissão mudou de nome e passou a se denominar Comissão Interinstitucional de Defesa do Direito à Educação de Qualidade Social, seu objetivo principal passou a ser a defesa da educação de qualidade social como um direito, propôs-se ainda a fiscalizar e monitorar os equipamentos e materiais escolares, as instalações e condições de trabalho que se estabeleciam nesses ambientes. Principalmente no que diz respeito aos anexos (lugares emprestados para se dá aula) das escolas patrimoniais (escolas que pertencem ao município de Fortaleza) que possuíam péssimas e precárias condições de funcionamento.

            Para mudar essa realidade foi proposta a transformação desses anexos em escolas regulares de ensino da rede municipal de Fortaleza. Foram realizadas denúncias na imprensa com o intuito de mobilizar e expor a omissão das autoridades com relação à situação dos anexos. O jornal O povo, por exemplo, realizou uma campanha chamada “criança fora do anexo e dentro da escola” em que visava expor a triste realidade de várias crianças que estudavam em espaços sem nenhuma condição de funcionamento, chegando a haver mais anexos do que mesmo escolas patrimoniais, e assim novos relatórios foram sendo feitos a fim de perceber o grau de mudança e a repercussão obtida com a situação exposta, o que passou a ser tema da Comissão de Defesa do Direito à Educação; as discussões em torno de padrões de qualidade e das relações de ensino-aprendizagem oferecidas pelas escolas públicas de Fortaleza.

A luta da comissão não parou por aí, esta percebeu que a Educação Infantil também precisava de apoio para poder garantir às famílias a escolarização de crianças de 03 anos em creches públicas e não somente isso, mas também a melhoria no atendimento, a ampliação de vagas e a permanência dessas crianças na creche, além da inclusão de crianças portadoras de necessidades específicas em todos os níveis escolares, essas reivindicações passavam a serem prioridades nas ações da comissão. Diante desse quadro percebemos que a comissão atuou verdadeiramente como uma política pública preocupada em atender e proporcionar o cumprimento e o acesso às crianças e adolescentes à educação como um direito humano fundamental.

Bodião também ressaltou sobre a atuação do pedagogo em espaços sociais como o CEDECA, em que lá o eixo para esse profissional obviamente é a educação enfatizada através do processo de intervenção social e de conscientização das famílias para que conheçam seus direitos. E com relação à escola, esta deve atuar como um espaço cultural de grande importância para a comunidade, pois, esta é a face mais visível das ações públicas.

E não é só a escola que pode ser considerada um espaço social em que o pedagogo pode atuar, há também outros órgãos, como por exemplo: os hospitais. Nesse espaço, os pedagogos podem atuar ajudando na continuação dos estudos das crianças hospitalizadas, buscando oferecer atendimento emocional e humanístico, tanto para a família, quanto para o paciente, de forma a fazer com que este se adapte melhor ao espaço do hospital, e possa se recuperar mais rapidamente. E para isso o pedagogo pode utilizar de vários recursos, como: atividades lúdicas, recreativas, arte de contar histórias, teatrinho, desenhos, pintura e até o próprio conteúdo escolar. Visando dessa forma, fazer com que o paciente, mesmo estando em um ambiente não muito agradável, tenha motivação para recuperar-se e continuar as suas atividades cotidianas.

Assim, vemos o quanto gozar do direito à educação é algo que ainda precisa ser reivindicado, pois, muitas crianças e adolescentes ainda não o possuem e tem muitas vezes esse direito violado, seja por que têm que trabalhar para o sustento da família, pela falta de vagas em escolas públicas ou ainda pelas más condições de funcionamento. O mais triste é ver o descaso das autoridades e órgãos públicos com essa situação que simplesmente cruzam os braços diante dessa realidade. Por outro lado é interessante notar que não são todos os órgãos públicos que agem dessa forma, ainda existem aqueles que se preocupam e que estão aí lutando frequentemente para mudar essa situação, e nós pedagogos, também podemos e devemos fazer parte dessa luta, de forma a trabalharmos juntos e tornarmos o direito à educação mais reconhecido e valorizado por todos.

A construção da cultura de paz, ética e espiritualidade, na formação do pedagogo.

O grupo cultura de paz envolve registros e a divulgação de experiências exitosas, dando visibilidade a essas práticas, que devem ser multiplicadas, pela propagação de esperança, paz e amor entre as pessoas. O grupo é constituído por profissionais graduados, estudantes da pedagogia, e da pós-graduação em Educação Brasília da Universidade Federal do Ceará.

O grupo cultura de paz busca focar as percepções e vivências dos professores, diretores de escolas e jovens. Sua metodologia consiste em realizar pesquisas bibliográficas, documentais e de campo. Também são realizadas entrevistas com diferentes representantes das secretarias de educação Estadual e Municipal, que possuem projetos de cultura de paz.

Outros órgãos não-governamentais envolvidos com esse tipo de experiência são O VIVE ( Vivendo Valores em Educação), e Santhya Sai Baba e Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza – CDVHS, que trabalham há mais de dez anos com cultura de paz nas escolas.

Para o grupo, o conceito de paz está relacionado à justiça, à sustentabilidade, aos direitos humanos e á democracia. Procura-se proporcionar aos alunos o cuidado, a coesão do grupo, a vivência na resolução de conflitos através do diálogo, são formas de se construir valores positivos.

De acordo com Daniela Dias Furlani Sampaio, integrante do grupo de cultura de paz desde 2007. Nos fala que o grupo procura promover a paz nas escolas através da capacitação de professores e projetos que envolvem paz, ética e espiritualidade entre os jovens das escolas públicas de Fortaleza.

Segundo Daniela Sampaio, o grupo procura trabalhar a paz positiva, que está relacionada a todas as dimensões da vida, não aquela paz, que nos torna passivos, sem voz, que nos assusta, e que é fundamentada na dominação e no autoritarismo, que tenta impor o silêncio por meio de armas, e pela coação, Uma paz que não nega os conflitos, mas que tenta compreendê-los, e transformá-los.

Daniela ainda ressalta sobre um dos mais recentes projetos trabalhados com cultura de paz nas escolas, foi organizado através de oficinas: de meditação, em que os alunos de 15-16 anos, sentaram-se no chão e utilizaram a técnica de visualização criativa, na qual eles imaginariam situações, a partir da situação proposta pelos mediadores, logo em seguida, os alunos receberam folhas de ofício em brando e registraram tudo aquilo que sentiram durante o momento de relaxamento, meditação e visualização. Após esse momento eles refletiram sobre o que haviam vivenciado na oficina de meditação.

E a oficina de paz, em que foi levado para os jovens a música do grupo Rappa, “Paz sem voz, não é paz , é medo”, e a partir dela,  foi trabalhado o conceito de paz, foi também realizada uma reflexão em cima da letra e comentários a respeito da experiência vivida.

Desse modo o grupo Cultura de paz, procura anunciar uma paz diferente da paz que não tem ação diante das situações, uma paz que busca entender o conflito, e sabe contorná-lo, sem promover violência. Uma paz que é capaz de compreender o estado de espírito do outro, e de propor a mudança, de levar o amor, ao invés do ódio, de dialogar e respeitar o diferente.

Considerações Finais

 

Diante desse quadro, percebemos que o profissional pedagogo está cada vez mais expandindo seus espaços, e ganhando prestígio nas diferentes funções que ele assume. Hoje em dia, não podemos mais dizer que o trabalho do pedagogo se restringe apenas à educação infantil, pelo contrário, seu trabalho agora está bem mais diversificado, já que a sociedade vem mudando constantemente sua forma de organização, e isso implica numa mudança de papéis, inclusive para o pedagogo, que deve se qualificar e se capacitar para enfrentar novos desafios, mas, é preciso muito mais que isso, é o pedagogo que deve buscar sempre novos caminhos, se atualizar e enxergar além do que ele pode ver. A atuação do pedagogo em espaços educativos não-escolares vem evoluindo, e com isso a exigência por profissionais qualificados no ramo é cada vez mais crescente. É preciso ter determinação e coragem para enfrentar os novos desafios, ter autonomia e procurar confiar mais em si mesmo e nos outros, aprender a liderar, e trabalhar em equipe, respeitando sempre o ritmo dos companheiros. São muitos os espaços educativos não-escolares; ONGS, associações, igrejas, empresas, hospitais, presídios, enfim, espaços esses que estão abertos para a atuação dos pedagogos, como meio de possibilitar a construção de novas propostas e medidas de transformação para a realidade social vivida.

 

 

Referências Bibliográficas

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DOCUMENTÁRIO: “Um poquito de tanta verdad”

VÍDEO: História das Coisas

 
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