''A LOGÍSTICA COMO VANTAGEM COMPETITIVA''
 
''A LOGÍSTICA COMO VANTAGEM COMPETITIVA''
 


Pode-se afirmar que uma empresa pode alcançar uma posição de superioridade duradoura sobre os concorrentes, em termos de preferência do cliente, através da logística.

"A fonte de vantagem competitiva é encontrada, primeiramente, na capacidade de a empresa diferenciar-se de seus concorrentes aos olhos do cliente e, em segundo lugar, pela capacidade de operar a baixo custo e, portanto, com lucro maior" (BALLOU, 2001).

A procura de uma vantagem competitiva sustentável e defensável tem se tornado a preocupação de todo gerente alerta para as realidades do mercado. Não se pode mais pressupor que os produtos bons sempre vendem, nem é aceitável imaginar que o sucesso de hoje continuará no futuro (BALLOU, 2001).

Existem duas maneiras para se obter vantagem competitiva: os custos baixos e a diferenciação. A lucratividade de uma companhia não depende somente do seu posicionamento em relação aos seus concorrentes, mas também da estrutura do setor em que ele atua.

O emprego da logística de uma forma integrada, como uma nova estratégia capaz de criar, dentro das empresas, uma sincronização entre todos os seus departamentos, é ainda recente no Brasil. Mesmo nos EUA, onde ela nasceu no pós-guerra, ou na Europa, o seu emprego era na distribuição de produtos acabados.

PORTER (1989) define estratégia como "uma corrida para uma posição ideal". É o fazer diferente. A criação de uma posição exclusiva e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de atividades, como disciplina e comunicações claras. Escolher o que não fazer é abandonar áreas de negócios, concentrando-se na atividade que se desempenha melhor. Uma vantagem competitiva que provém do modo como as atividades de uma empresa se encaixam e se reforçam entre si (todas as áreas se completam como um único negócio). Todos devem se envolver na estratégia de negócios da empresa.

2.4 GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS  SMC

Gestão da Cadeia de Suprimentos tem representado uma nova e promissora fronteira para empresas interessadas na obtenção de vantagens competitivas de forma efetiva e pode ser considerada uma visão expandida, atualizada e, sobretudo, holística da administração de materiais tradicional, abrangendo a gestão de toda a cadeia produtiva de uma forma estratégica e integrada. SCM pressupõe, fundamentalmente, que as empresas devem definir suas estratégias competitivas e funcionais através de seus posicionamentos (tanto como fornecedores quanto como clientes) dentro das cadeias produtivas nas quais se inserem. Assim, é importante ressaltar que o escopo da SCM abrange toda a cadeia produtiva, incluindo a relação da empresa com seus fornecedores e clientes, e não apenas a relação com os seus fornecedores. SCM também introduz uma importante mudança no paradigma competitivo, na medida em que considera que a competição no mercado ocorre, de fato, no nível das cadeias produtivas e não apenas no nível das unidades de negócios isoladas.

Essa mudança resulta num modelo competitivo baseado no fundamento de que atualmente a competição se dá, realmente entre "virtuais unidades de negócios", ou seja, entre cadeias produtivas. Atualmente, as mais efetivas praticas na SCM visam obter um "virtual unidade de negocio", providenciado assim muito dos benefícios da tradicional integração vertical, sem as comuns desvantagens em termos de custo e perda de flexibilidade inerentes à mesma. Uma virtual unidade de negócios pode então participar de diversas virtuais unidades de negócios, como é o caso, por exemplo, de varias empresas de autopeças que atuam em virtuais unidades de negócios lideradas por grandes montadoras.

Em termos práticos, dessa virtual unidade de negócios deve se preocupar com a competitividade do produto perante o consumidor final e com o desempenho da cadeia produtiva como um todo. Isso acarreta numa necessidade de gestão integrada da cadeia produtiva, requerendo um estreitamento nas relações e a criação conjunta de competências distintas pelas unidades (empresas) da mesma.

2.4.1 Objetivos e Praticas da Gestão da Cadeia de Suprimentos

Um objetivo básico na SCM é maximizar e tornar realidade as potenciais sinergias entre as partes da cadeia produtiva, de forma a atender o consumidor final mais eficiente, tanto através da redução dos custos, como através da adição de mais valor aos produtos finais.

Sobre as considerações logísticas na fase de desenvolvimento dos produtos pode-se dizer que representam a concepção de produtos que facilitem o desempenho da logística da cadeia produtiva, geralmente também envolvendo a escolha de um operador logístico eficiente para administrar a mesma.

-Outra prática da gestão da cadeia de suprimentos muito utilizada é a integração das estratégias competitivas na cadeia produtiva, que "mplica na compatibilizarão da estratégia competitiva e das medidas de desempenho da empresa à realidade e objetivos da cadeia produtiva como um todo" (CHRISTOFER, 1997).

2.4.2 Just in Time

Just In Time é uma filosofia de administração que enfoca a eficiência e integração do sistema de manufatura, tornando o processo cada vez mais simples, visando redução dos custos de produção. Utiliza o sistema de produção puxada, no qual se fornece produtos somente com base na demanda, reduzindo problemas no processo de produção.

Suas metas são, dentre outras:

·Projetos para otimização da qualidade e facilidade de fabricação;

·Entendimento e respostas às necessidades dos clientes;

·Redução de custos;

·Busca de sistemas de parcerias;

·Flexibilização para redução de ciclos de produção para aumento na variedade de produtos.

Apresenta como vantagens:

·Área de materiais - redução de 30% a 50% dos custos operacionais agregados (menor custo de armazenagem);

·Área de produção - otimização dos processos de produção para obtenção de qualidade 100%;

·Área de vendas - identificação de clientes potencialmente ativos.

Entretanto, o sistema Just In Time pode acabar sendo desvantajoso para a empresa se não houver compreensão por parte de todos os seus segmentos. Trata-se de um sistema que deve apresentar 100% de adesão, uma vez que se apenas parte da empresa aderir ao sistema, esta será prejudicada pela "disfunção" gerada pelos outros segmentos que não aderiram.

Com o surgimento da filosofia do Just in Time, as organizações que a adotaram verificaram que é possível a redução dos custos de produção e o capital de giro da empresa não fica imobilizado na aquisição de matéria-prima os custos de armazenagem destas matérias-primas também são significativamente reduzido (BALLOU, 1993).

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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