No More Blood
- Por Gabriel Villas Boas
- Publicado 9/10/2008
- Poemas e Poesias
- Sem avaliações
No More Blood
Tenho em uma mão o escudo
Na outra a espada
Disseram-me que esta guerra é um absurdo
E que eu não agüentarei a empreitada
Disseram-me, também, que há sangue escorrendo em demasia
(Inocentes pagando pela cegueira alheia)
E que é mais fácil eu estar morto até o raiar do dia
Do que encontrar alguém liberto da cegueira
Então respiro
Aflito e com medo...
E, por fim, persisto quando vejo a multidão
Rasgar o véu e refletir a luz
Que liberta e leva a tirania ao chão
Respiro
Finalmente livre
A alma nua, agora, se mostra bela
Com calma atravessa
As cinzentas horas da manhã flagela
