Como nuvens

Gira a vida por voltas no céu da minha terra morta, vai vida ao destino.

De formas multicores, propaga-se o som, envolvendo corpo e alma, pelo caminho.

Tenho arranhões vivos, destilando de baixo pra cima, vida em gotas curtidas à sombra dos invólucros escuros de carvalho.

Sob o orvalho, nasce o velho curtido fim.

Meus direitos errados distanciam-se, morrem à beira dos asfaltos, longe de ti.

Eu, em verdades, apenas como o contrário disto,

Desliga, liga forte noite dentro de mim

Na tela, Imagens me invadem

Torturas, torturas

Atos de ti a me doer

Torturas, torturas

Atos em ti a me entristecer

Torturas, torturas

Na tela, Imagens acabem

Vou fugindo, abraçando o silêncio

Escondendo-me em mim.

Pra voltar mais uma vez à tona, mas até quando, não sei.

Vou navegando, meio a deriva dos meus horizontes,

Mas vou indo... Vou sonhando...

Vou indo,

Vou tratando as feridas,

Vou cuidando da dor,

Vou acreditando na vida.

Vou buscando o nascer de outro dia, sem cinzas, sem brancos no azul piscina.

Vou pra ser despertado pelo sorriso estampado,

Acompanhado do meigo olhar, da liberdade dos longos fios, da exuberância do físico, da ternura da alma e da beleza do espírito

Vou tentando

Vou

Eu

Infinito.