Infinito
- Por Josh Woltz
- Publicado 8/10/2008
- Poemas e Poesias
- Sem avaliações
Vou Eu Infinito
Como nuvens
Gira a vida por voltas no céu da minha terra morta, vai vida ao destino.
De formas multicores, propaga-se o som, envolvendo corpo e alma, pelo caminho.
Tenho arranhões vivos, destilando de baixo pra cima, vida em gotas curtidas à sombra dos invólucros escuros de carvalho.
Sob o orvalho, nasce o velho curtido fim.
Meus direitos errados distanciam-se, morrem à beira dos asfaltos, longe de ti.
Eu, em verdades, apenas como o contrário disto,
Desliga, liga forte noite dentro de mim
Na tela, Imagens me invadem
Torturas, torturas
Atos de ti a me doer
Torturas, torturas
Atos em ti a me entristecer
Torturas, torturas
Na tela, Imagens acabem
Vou fugindo, abraçando o silêncio
Escondendo-me em mim.
Pra voltar mais uma vez à tona, mas até quando, não sei.
Vou navegando, meio a deriva dos meus horizontes,
Mas vou indo... Vou sonhando...
Vou indo,
Vou tratando as feridas,
Vou cuidando da dor,
Vou acreditando na vida.
Vou buscando o nascer de outro dia, sem cinzas, sem brancos no azul piscina.
Vou pra ser despertado pelo sorriso estampado,
Acompanhado do meigo olhar, da liberdade dos longos fios, da exuberância do físico, da ternura da alma e da beleza do espírito
Vou tentando
Vou
Eu
Infinito.
Josh Woltz
As cinzas do Blues espalhada por vendavais, pra nascer morrendo, pra morrer nascendo. Porque vira e mexe me agarro a uma flor ou a um espinho, e espero a chuva me levar pra terra, e espero o sol pra voltar ao pó, e assim, recursivamente seguir. Abraço a liberdade apenas por incoerência, luto por sobrevivência e ainda não consegui vencer. Ser triste me faz ser. Ser pra dividir, pra praticar o discurso dos ideais, pra fincar bandeiras e passar a historia. Pra ser simplesmente o que sou e nada mais
Ver todos os artigos por Josh Woltz