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Deficiência Auditiva
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Cláudia Pietrobon
Fonoaudióloga graduada pela UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga - SP), Especialista em Linguagem. Especializanda em Psicopedagogia. Aperfeiçoamento em Distúrbios de Aprendizagem. Pós-graduada em Dislexia e TDAH. Atua nas áreas de prevenção e reabilitação nas questões relacionadas à Linguagem oral e escrita, voz, fala e motricidade oral. Realiza assessória Fonoaudiológica em empresas e atendimento clínico, domiciliar e hospitalar. e-mail: calpietrofono@yahoo.com.br  
Por Cláudia Pietrobon
Publicado 4/10/2008
 
A audição é um dos sentidos mais importantes para a vida humana. É a chave para a linguagem oral e uma forma de sentir o mundo. Podemos perceber que sem ela, o indivíduo perde parte do mundo real, podendo ter problemas emocionais e sociais.

A Importância da Detecção Precoce na deficiência auditiva

Qualquer indivíduo que não é exposto à estimulação auditiva nos primeiros anos de vida apresentará uma defasagem em seu desenvolvimento lingüístico. A prevenção da perda auditiva é uma forma de proteger e impedir que o indivíduo sofra as conseqüências da falta de estimulação auditiva sobre a função da linguagem.

Os primeiros anos de vida têm sido considerados como o período crítico para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem. Esse é o período de maior plasticidade neuronal da via auditiva, ou seja, quando a audição mais se desenvolve. Nesse período, o sistema nervoso auditivo central pode ser modificado de maneira positiva ou negativa, dependendo da quantidade e qualidade dos estímulos sonoros captados.

O diagnóstico audiológico realizado durante o primeiro ano de vida possibilita a intervenção médica e/ou fonoaudiológica, ainda nesse período crítico, permitindo um prognóstico mais favorável em relação ao desenvolvimento global da criança.

Em 1994, o Comitê Americano sobre Perdas Auditivas (Joint Committe on Infant Hearing), elaborou uma lista de fatores de risco para a deficiência auditiva para bebês, entre eles:

-antecedentes familiares de perda auditiva hereditária;

-consangüinidade materna;

-infecções congênitas (rubéoloa, sífilis citomegalovírus, herpes e toxoplasmose);

-peso de nascimento inferior a 1.500 gr.;

-hiperbilirrubinemia;

-medicação ototóxica (aminoglicosídos, associação com diuréticos, agentes quimioterápicos);

-meningite bacteriana;

-ventilação mecânica e permanência na incubadora por mais de 7 dias;

-alcoolismo materno ou uso de drogas pscicotrópicas na gestação, entre outros.

As crianças consideradas de risco para a deficiência auditiva devem ser submetidas a uma avaliação auditiva denominada Exame da Orelhinha. Este exame ainda não é oferecido pelo SUS, sendo realizado apenas em clínicas particulares. Mas dada a importância dele, já existe um projeto de lei onde solicita que ele se torne obrigatório assim como o Exame do Pezinho.

No Brasil, a deficiência auditiva tem sido detectada muito tardiamente, impedindo uma melhor qualidade de vida para a criança com deficiência auditiva. É necessário uma maior conscientização por parte dos profissionais, que entram em contato primeiramente com o recém-nascido, para que eles possam auxiliar na detecção precoce da deficiência auditiva, fazendo a identificação dos bebês de alto risco. Além disso, o fonoaudiólogo é o profissional capacitado e habilitado dentro dessa área, para poder ajudar essa criança no processo de aquisição de linguagem.