Afinal, Quem Precisa Da Competência Em Relacionamento Interpessoal?
- Por Orivaldo Andreazza Peres
- Publicado 27/08/2008
- Administração e Negócios , Desenvolvimento Pessoal , Psicologia
- Sem avaliações
Competências - Relacionamento Interpessoal
Para que todas as competências hoje mais desejadas pelas organizações sejam desenvolvidas (Busca de Superação; Comunicação; Desenvolvimento de Pessoas; Empowerment; Flexibilidade a Mudanças; Liderança de Equipe; Negociação; Orientação para Clientes; Orientação para Resultados; Posicionamento Estratégico e Trabalho em Equipe), uma competência em especial precisa ser antes desenvolvida.
E justamente por serem as organizações feitas de pessoas, a principal competência a ser desenvolvida para todos – inclusive e principalmente presidência, diretoria e gerência - é a Competência em Relacionamento Interpessoal.
O homem desde sempre é um ser social. Com isso, ao longo da vida, assume muitos papéis e deve relacionar-se com semelhantes em situações das mais diversas e por isso deve ter a Competência em Relacionamento Interpessoal.
Naturalmente as competências técnicas são rapidamente reconhecidas e ninguém duvida da necessidade de os profissionais serem competentes em suas áreas de atuação.
Por outro lado, a Competência em Relacionamento Interpessoal normalmente é vista como algo necessário somente para algumas profissões e funções, como professores, assistentes sociais, advogados, vendedores, atendentes, etc., geralmente ligadas ao contato com o público.
Entretanto essa competência é necessária em toda atividade, profissão e função em maior ou menor proporção.
Essa Competência se divide em dois componentes essenciais:
a. A Percepção
b. A Habilidade
A Percepção é um processo que precisa ser exaustivamente treinado. Para se ter uma percepção realista da situação e dos outros, os pré-requisitos são a auto-percepção, auto-conscientização e auto-aceitação.
Não é um treinamento fácil e espontâneo. Ao contrário, requer treinamento especial, longo, que exige disponibilidade psicológica e coragem do treinando.
Sem conhecer se a fundo e sem entender alguns aspectos do seu próprio comportamento, como é possível conviver com os outros no trabalho, trabalhar em equipe e criar sinergia?
A Habilidade pode ser desenvolvida informalmente no dia-a dia através da participação em grupos de trabalho e mesmo nos grupos informais.
Ao participarem de grupos, os treinandos têm a oportunidade de perceber as diversidades de conhecimentos, valores, culturas e compreenderem porque alguns grupos têm dificuldade para definir seus objetivos e os meios de alcançá-los.
Perceberão que, ao reconhecerem e perceberem o outro em sua individualidade, o que basicamente os motiva e quais são os seus anseios, podem mais facilmente identificar os pontos concordantes para obtenção de resultados individuais e grupais.
Orivaldo Andreazza Peres
Formado em Administração de Empresas e mais de 30 anos de vivência nas áreas de Recursos Humanos como executivo de empresas nacionais e multinacionais de diversos portes como: Universidade de Mogi das Cruzes; Grupo Philip Morris; Quaker Alimentos; Danone e São Paulo Alpargatas. Foi professor de Gestão de R. H. da Escola de Empresários da UNIBAN. Especialista em elaboração de Treinamentos Vivenciais indoor e outdoor . Sócio e diretor executivo da Vivencial. http://www.vivencial.com/
Ver todos os artigos por Orivaldo Andreazza Peres