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O Não Sentido Do Existir Humano
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José Carvalho
Nasci em Bela-Cruz, Ceará. Sou licenciado e especialista em Filosofia. Trabalho na rede estadual e municipal de ensino do Ceará. Fui seminarista durante vários anos, onde trabalhei em diversas comunidades, com grupos de reflexão religiosa e politica. Gosto da área do Existencialismo, principalmente o ligado ao Ceticismo e Niilismo radical, como as idéias de Nietzche, Heidegger, Sartre. Gostaria que os leitores das minhas idéias e se identifcassem entrassem em contato comigo nsn jil.8@hotmail.com 
Por José Carvalho
Publicado 25/07/2008
 
A existência humana é carente de sentido. Quanto mais penso no existir humano, mais me convenço da inutilidade do mesmo. Somos um nada que caminha para a aniquilação. A mesmice dos dias, das horas, do tempo, a repetição massacrante das ações, tudo nos leva ao enfado, ao vazio, mas que vazio ao vácuo, a ausência de qualquer esperança.

Considerações sobre o ir e vir do tempo

Não se trata de ser pessimista, depressivo, ou qualquer coisa que o valha, se trata sobretudo de sermos autênticos,verdadeiros, destemidos, audazes, embora também isso não passe de barganha frente ao inexorável ruir do tempo, da existência , do corpo, da banalidade do ser que pensa que é, mas não é.

A insustentável leveza do Ser, é real  apenas no sentido de nossa constante mutabilidade no que concerne aos nossos conceitos disto ou daquilo, ou mesmo da nossa subjetividade, que nos torna tão vulneráveis frente a realidade posta que quiséramos nós pudéssemos decidir sobre algo que nos afeta a todo instante e estaríamos preparados para criar uma situação que não fosse mutável ao sabor do tempo e das ideologias criadas pelos homens.

Ser ou não ser isto ou aquilo. O que realmente importa?Existe algo que realmente tenha sentido? Vivemos no palco da vida a comédia humana de pensar que somos assim ou de outro modo. Defendemos visões de mundo, etiquetas sociais, falamos sobre  ódio ou amor, pobreza, violência, paz, justiça, etc. Mas o que todos esses conceitos tem de fundamental para o homem, a não ser criar expectativas para o passar do tempo, sim, pois o bem o mal, são subjeções humanas que em última análise não levam a muita coisa uma em detrimento da outra.

Triste é o fato de pensarmos, de saber que sabemos e que pouco ou nada podemos fazer com relação a miserável condição humana de não decidir nada, quero dizer decidir em termos definitivo, apenas decidimos por enquanto, mas na verdade somos um nada que caminha para o nada, independentemente de sermos bons ou maus, de sermos isto ou aquilo.