O Rio
- Por Djalmira Sá Almeida
- Publicado 1/07/2008
- Literatura
- Sem avaliações
Poesia
O Rio
Eu sou um rio
Pequeno embora
Que corro limpo
Pela vida afora
Não quero nunca
Ser um grande mar
Que bate lerdo
No mesmo lugar.
Sendo rio
Corro, percorro
Sirvo ao ser inerte
E ao ser vivente
Mas o grande mar
Bobo orgulhoso
Precisa da minha
Água corrente.
Que seria do mar
Se não fossem os rios?
Que seria dos grandes
Sem os pequenos?
Que seria da praia
Se não tivesse areia?
Que seria da aranha
Se não fizesse a teia? “ .
Eu sou um rio
Pequeno embora
Que corro limpo
Pela vida afora
Não quero nunca
Ser um grande mar
Que bate lerdo
No mesmo lugar.
Sendo rio
Corro, percorro
Sirvo ao ser inerte
E ao ser vivente
Mas o grande mar
Bobo orgulhoso
Precisa da minha
Água corrente.
Que seria do mar
Se não fossem os rios?
Que seria dos grandes
Sem os pequenos?
Que seria da praia
Se não tivesse areia?
Que seria da aranha
Se não fizesse a teia? “ .
Djalmira Sá Almeida
Djalmira é pernambucana de Terra Nova, da região do alto sertão nordestino. Mudou-se para o Paraná aos 16 anos. Formou-se em Letras. Possui, Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado em Filologia e Lingüística de Língua Portuguesa. Aposentou-se como Professora Adjunta de Português da Universidade Estadual de Londrina - Paraná. Atualmente é Diretora acadêmica da Faculdade de Itaituba- Pará. Escreve artigos,contos e poesias; ministra aulas de Latim e Teoria em Letras e História.
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