Um Alegre Dia De Céu Cinzento
- Por PAULO SANTOS
- Publicado 13/06/2008
- Sociedade e Cultura
- Sem avaliações
Um alegre dia de céu cinzento
Naquela tarde fria de céu cinzento, eu estava sentado confortavelmente na minha triste e solitária poltrona. Dava pra ver através da janela que ventava muito e caía uma leve brisa na pequena cidade de Conselheiros. Eu estava acostumado à solidão diária, os moradores da vizinhança não eram muito hospitaleiros. Em raras ocasiões recebia visitas em casa. Uma dessas visitas era a presença simpática do Carteiro, que sempre trazia notícias dos entes mais distantes. Após uma agradável xícara de chá de erva-cidreira, deitei-me a repousar sobre a poltrona. Eu estava quase cochilando quando ouvi alguém se aproximar da porta.
Antes que eu viesse a perguntar quem era o visitante, ouvi uma voz firme anunciar "Correios!". Era o Carteiro. Comprimentei-o. Ele me entregou uma carta e pôs-se a se despedir. Eu o interrompi entusiasticamente. Estava curioso para saber as novas que traziam aquele papel escrito de próprio punho. Infelizmente, na minha época, escola era coisa para as minorias. A única coisa que sei fazer é desenhar o meu próprio nome, nada mais sei escrever ou ler. O Carteiro prestava bons serviços e já tinha tempo suficiente na comunidade para que eu lhe confiasse o favor de ler as cartas para mim. Então, perguntei a ele quem enviou a carta.
Prontamente, ele repondeu que era uma carta de Cassandro ( Imediatamente, meus olhos brilharam.). Solicitei que lesse o texto da carta para mim. Após lido o texto, a expressão do meu rosto se confundia entre sorrisos e lágrimas, era uma emoção difícil de conter. Depois de vinte anos de absoluto silêncio, meu filho mais velho e mais amado, anunciava o desejo de uma reconciliação. Eu, enfim, tive a alegria de saber que Cassandro estava vivo. E, mais do que isso, ele estava disposto a me devolver à vida, quebrando o enorme muro de gelo que nos separava.
Antes que eu viesse a perguntar quem era o visitante, ouvi uma voz firme anunciar "Correios!". Era o Carteiro. Comprimentei-o. Ele me entregou uma carta e pôs-se a se despedir. Eu o interrompi entusiasticamente. Estava curioso para saber as novas que traziam aquele papel escrito de próprio punho. Infelizmente, na minha época, escola era coisa para as minorias. A única coisa que sei fazer é desenhar o meu próprio nome, nada mais sei escrever ou ler. O Carteiro prestava bons serviços e já tinha tempo suficiente na comunidade para que eu lhe confiasse o favor de ler as cartas para mim. Então, perguntei a ele quem enviou a carta.
Prontamente, ele repondeu que era uma carta de Cassandro ( Imediatamente, meus olhos brilharam.). Solicitei que lesse o texto da carta para mim. Após lido o texto, a expressão do meu rosto se confundia entre sorrisos e lágrimas, era uma emoção difícil de conter. Depois de vinte anos de absoluto silêncio, meu filho mais velho e mais amado, anunciava o desejo de uma reconciliação. Eu, enfim, tive a alegria de saber que Cassandro estava vivo. E, mais do que isso, ele estava disposto a me devolver à vida, quebrando o enorme muro de gelo que nos separava.
PAULO SANTOS
Paulo Santos nasceu em 1979, na cidade de Salvador Bahia, atualmente, está se graduando no Curso de Licenciatura em Pedagogia na Faculdade Social. Entre outros textos publicados estão: Educação: expressões da teoria e da prática; A importância social do Carteiro; Um alegre dia de céu cinzento; Correios Net Mobile, etc http://pauloandrdossantos.blogspot.com/
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