Semblantes
- Por Gabriel Villas Boas
- Publicado 10/06/2008
- Poemas e Poesias
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Semblantes
Aflora de meu peito agora
Qual sentimento suicida
Um desprezo pela vida
E uma inveja do mundo afora
Sabes o quão tolo sou?
Eu espero e espero um brado forte
Um maldito sopro de sorte
E acredito que posso ser algo que não sou
Às vezes acredito tanto
Às vezes despenco em pranto
Ouço sussurros, vejo semblantes
Mas nada me assusta mais que a sensação de fracasso
Que o diminuir dos meus passos
Nada me dói mais do que ser este cavaleiro errante
Escrevo com o sangue nos olhos
Escrevo com vontade de furar os olhos
Vomito uma parte minha para costurar outra
Mantenho as feridas abertas...
Mantenho a vontade de encontrar a pessoa certa
Que me tire lama e prenda a fera solta.
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1 Comentário em "Semblantes" 
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comentou em 06 Aug 2008 2:41:10 PM CST
G. Villas Boas... este seu texto poético é, em minha modesta e vil opinião, o primor de suas artes publicadas. Meus parabéns... é esta angústia que aprecio e insisto em ver escrita. Até... Fique bem.
(David Guarniery - Quarta-feira - 06 de agosto de 2008 - 16:40)
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