O Meu Ciúme
- Por Nara Junqueira
- Publicado 4/06/2008
- Poemas e Poesias
- Sem avaliações
ciúme
Admito que dói em mim não poder ser o seu amor.
Confesso a dor de estar fora do seu destino.
E ver você sair sorrindo pros braços que não são meus.
Mas devo ser firme como o farol que acena da solidão ao mar.
Devo ser como a estátua de bronze ao pé da escada que não sente o perfume que o vento traz nem responde ao sol que aquece as tardes frias.
Admito. Dói muito mais do pude supor um dia!
Dói em mim que a sua alegria não seja eu.
Dói em mim saber que o perdi sem jamais tê-lo além do sonho pesado do pecado de bem-quer a quem não se pode ter.
E quando um dia tiver que responder a alguém sobre o amor, direi sem grande entusiasmo: - Não sei, nunca vi, jamais senti.
E na lembrança reviverei a dor que hoje dói em mim.
Nara Junqueira
Sou uma mulher metida a besta que resolveu um dia usar a palavra escrita e brincar de fazer versos desenhados no silêncio das noites em invento para mim. Parte de mim é uma mulher graduada em Letras que trabalha num banco público. Parte de mim é ânsia de reter o sonho, a juventude, a vontade de me tornar imortal.
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