Bacharel em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, habilitação jornalismo. Pós-graduado em Marketing, pela Faculdade Machado Sobrinho. Professor titular da Universidade Salgado de Oliveira, nos cursos de Produção Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Enfermagem e Estética. Mestrando em Comunicação pela Universidade Presidente Antônio Carlos. Colecionador de revistas dos anos 1960. Entrevistado por Jô Soares, em 2004, como "homem de quarenta profissões". Hoje a juventude se afastada televisão e busca no computador, cibersou lans outra opção de lazer ou de estar inserido no mundo, na busca da espetacularização do eu e da possibilidade formidável de gerar conteúdo para a mídia eletrônica. Os programadores precisam manter cativos os telespectadores que, ainda assustados com a novas tecnologias, garantem a vigília da programação. Mesmo a terceira idade está descobrindo, aos poucos, o mundo fascinante, mágico e livre da internet. E aqui a produção da nova programação da TV traz o cheiro do ralo onde os telejornais, as novelas, as atrações de entretenimento e os programas de auditório apelam para o velho e definitivo grotesco promovendo, a cada edição, uma nova enxurrada de crimes, tiros, sangue, violência, acidentes e muita catar se, fenômeno do teatro que significa "a purgação da paixão"que dá ao telespectador a sensação de proteção e alívio quando o mundo lá fora está um caos. É ver o sofrimento do outro protegido no sofá da sala. É o ápice do conforto. No noticiário da TV a epidemia de dengue e as mortes conseqüentes ganham m apelo sensacionalista cruel. Não se vê uma campanha de prevenção ou esclarecimento sobre a doença. Só morte e morte. Com direito a obituário eletrônico como nas grandes tragédias mundiais. E reportagens com as famílias das vítimas num apelo de sedação e oportunidade. Os feriados prolongados promovem um festival de imagens de ferros retorcidos e estatísticas apavorantes de mortos e feridos.
Com tanta tragédia explicita nos telejornais, a mídia televisiva garante pontos do Ibope na engrenagem da nova programação, ressuscita velhos mecanismos do tradicional e bom rádio e dos jornais sensacionalistas. Porém seus apresentadores não conseguem disfarçar o constrangimento de anunciarem tanta notícia ruim. Ou seja, se alguém furar a televisão, espirra sangue...
Robson Terra
Professor universitário e mestrando em comunicação