Ironia Da Humanidade
- Por Fernando Paganatto
- Publicado 28/09/2006
- Saúde e Beleza , Sociedade e Cultura
-
Avaliação:




Ironia da humanidade
Passei, recentemente, por uma situação de embate com uma doença psiquiátrica, especificamente a depressão, o que me fez refletir sobre as condições para essas doenças estarem transformando-se em preocupação para a saúde pública. Cheguei à conclusão de que a consciência é uma ironia. Talvez, uma das maiores ironias do ser humano, pois é, provavelmente, o único animal capaz de se arrepender por ter tomado a atitude que achava ser a mais correta. A frustração parece ser inerente aos homens. Ainda mais, quando inseridos em um contexto de grandes metrópoles.
Há muito, o sociólogo Georg Simmel concluiu que as cidades grandes, onde habitam quantidades enormes de pessoas, eram perfeitas para o desenvolvimento das habilidades racionais pela abundância de estímulos aos quais seus moradores estavam expostos. Inclusive para o desenvolvimento da arte, dizia. Mas acredito que o frenesi das metrópoles tenha nos levado, ao invés de ao desenvolvimento do raciocínio, ao desenvolvimento da frustração. Os mesmo estímulos que nos fazem pensar com intuito de decidir pelas melhores opções, nos trazem constantemente a dúvida de como seria se tivéssemos escolhido as outras. E assim formam-se as frustrações.
Nossas decisões não ficam no passado já que fazemos uma ligação direta delas com nossa situação presente. Sempre gostaríamos de estar em uma situação melhor e então culpamo-nos pelas escolhas feitas sem lembrarmos que elas nos pareciam as melhores opções naqueles momentos.
Talvez seja uma questão cultural, mas parece-me tão natural ao ser humano este ciclo: pensar, decidir, pensar e arrepender-se, que não acredito em uma "cura". Creio ser possível acostumarmo-nos com esse hábito natural, com o fim de vivermos melhor em grandes sociedades, já que a humanidade cresce cada vez mais rápido e elas são conseqüência disso, sem epidemias de casos de depressão ou outras patologias psiquiátricas.
Há muito, o sociólogo Georg Simmel concluiu que as cidades grandes, onde habitam quantidades enormes de pessoas, eram perfeitas para o desenvolvimento das habilidades racionais pela abundância de estímulos aos quais seus moradores estavam expostos. Inclusive para o desenvolvimento da arte, dizia. Mas acredito que o frenesi das metrópoles tenha nos levado, ao invés de ao desenvolvimento do raciocínio, ao desenvolvimento da frustração. Os mesmo estímulos que nos fazem pensar com intuito de decidir pelas melhores opções, nos trazem constantemente a dúvida de como seria se tivéssemos escolhido as outras. E assim formam-se as frustrações.
Nossas decisões não ficam no passado já que fazemos uma ligação direta delas com nossa situação presente. Sempre gostaríamos de estar em uma situação melhor e então culpamo-nos pelas escolhas feitas sem lembrarmos que elas nos pareciam as melhores opções naqueles momentos.
Talvez seja uma questão cultural, mas parece-me tão natural ao ser humano este ciclo: pensar, decidir, pensar e arrepender-se, que não acredito em uma "cura". Creio ser possível acostumarmo-nos com esse hábito natural, com o fim de vivermos melhor em grandes sociedades, já que a humanidade cresce cada vez mais rápido e elas são conseqüência disso, sem epidemias de casos de depressão ou outras patologias psiquiátricas.
