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O Futuro Que Nos Espera
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Fernando Paganatto
 
Por Fernando Paganatto
Publicado 19/09/2006
 
Entrei em uma discussão, a poucos dias, com um colega, sobre o futuro das tecnologias domésticas no mundo. Ele, dizia que estávamos evoluindo e que em 2050 mais ou menos, grande parte da população mundial teria acesso a um computador, eu, disse que jamais isso será possível levando em consideração o modelo econômico vigente no mundo.

O futuro que nos espera
Entrei em uma discussão, a poucos dias, com um colega, sobre o futuro das tecnologias domésticas no mundo. Ele, dizia que estávamos evoluindo e que em 2050 mais ou menos, grande parte da população mundial teria acesso a um computador, eu, disse que jamais isso será possível levando em consideração o modelo econômico vigente no mundo.

Algumas razões me fazem pensar dessa maneira. Por exemplo, seguindo a lógica do capitalismo, se todos tiverem um computador, qual será o preço de venda dele? A produção será estagnada quando atingir a plenitude? Claro que não, diriam alguns, os computadores estão em constante modernização. Concordo. Seguindo a linha de pensamento, imaginem o mundo em 2050. Hoje são 6 bilhões de habitantes, serão no mínimo 9 bilhões em 2050. Como produzir tanto computador? E não estamos falando só de computadores, mas de televisões, telefones celulares, microondas, geladeiras, etc. Será possível que o mundo tenha tanta matéria-prima para produzir mais de 1 bilhão (imaginando essa a parcela mínima de usuários) de eletro-eletrônicos por ano? Onde ficarão os satélites, fibras-óticas e cabos suficientes para conectar todos no planeta? E o lixo produzido pelo desuso das máquinas desatualizadas? Para onde irá? Como produziremos energia elétrica suficiente para abastecer todas as casas com seus luxos consumistas? Quanto tempo esse mundo maravilhoso durará?

Em uma sociedade que não quer vencer a fome para manter o preço dos alimentos, será plausível a vitória sobre a exclusão digital? Os grandes capitalistas deixarão seus produtos e suas propriedades intelectuais desvalorizarem tanto? E quando não houver mais matéria-prima, quem conseguirá comprar um raro computador?

Enquanto a humanidade não resolver essas pendentes questões socio-ambientais, o mundo jamais terá a democratização dos meios de comunicação ou permitirá o acesso de toda a população à maravilha hipócrita da tecnologia.