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Uso Da Tabela Periódica & A Nova Tabela Periódica E Suas Aplicabilidades
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Matheus Venturini Almeida
Matheus Venturini Almeida é graduando em Química Licenciatura Plena pela Fundação Universidade de Itaúna, com previsão de conclusão de curso para dezembro de 2008. 
Por Matheus Venturini Almeida
Publicado 28/12/2007
 
Neste artigo você irá encontrar informações que valorizam o uso da tabela periódica, métodos para o aprendizado e meios de utilização da nova tabela periódica, a planetária.

Classificação planetária dos elementos químicos

Decorar a tabela periódica é diferente de entendê-la:

Está difícil fazer com que seus alunos entendam a tabela periódica e suas propriedades? Seus colegas de faculdade, do curso de química, te perguntam se S é a letra que representa o elemento Sódio? Mesmo depois daquela aula de NOX para reações de OXI-REDUÇÃO, seu aluno ou colega de sala te pergunta se o NOX do Cálcio é +2?

Familiarizar-se com a tabela periódica não é uma atividade fácil, porém não é impossível para que apelemos para a repetição sucessiva e prolongada.

A tabela periódica merece ser estudada e não memorizada. Foi-se a época da palmatória em que os alunos eram obrigados a memorizar alguns conceitos e até mesmo a própria tabela de classificação dos elementos químicos, o que é contrário a sua denominação, tabela. Para química, tabela é o material didático que serve para consultas na resolução de práticas e/ou exercícios.

O aluno tem direito de ter em sua companhia a tabela, isto é fato; mas do que adiantaria estar munido dela se não compreende os conceitos de: regra do octeto, ligação iônica, ligação covalente, distribuição eletrônica em níveis e subníveis, período, família, montar formulas, identificar possibilidades de formação de substâncias e claro entender as propriedades periódicas?

Estudar a tabela periódica, para alguns, pode ser maçante; o objetivo central deste estudo é atingir as propriedades periódicas e se possível gerar mais agilidade na busca dos elementos na tabela, o que para os mesmos é considerado memorização forçada.

O tempo se encarrega da memorização:

Com o passar dos tempos e do uso consecutivo sempre que necessário, a tabela periódica, assim como qualquer outra fonte de consulta, acaba sendo "memorizada" pelo estudante e ele só acaba por descobrir em momentos inusitados, quando, por exemplo, conseguir chegar ao Alumínio (Al) sem precisar rodear por toda a tabela.

Basta usar e sempre tê-la perto que acaba por ser memorizada como um teclado de computador; Sabemos exatamente onde encontrar as letras Z, H e P do nosso teclado sem precisar olhar para ele porque durante um bom tempo ficamos digitando com os olhos atentos nas letras.

Na tabela periódica de classificação dos elementos químicos, os elementos Fr (frâncio), Os (ósmio) e F (flúor), por exemplo, correspondem às letras Z, H e P do teclado de computador e, assim como elas, poderão ser memorizados facilmente pelo uso contínuo e prolongado.

É interessante salientar que o aluno não ganha e também não perde por memorizar a tabela periódica e este artigo não tem o objetivo de promover esta atividade. Entenda-se memorizar, descrito nos trechos anteriores, como produto saudável de uma utilização considerável da tabela periódica, pois trás embutido alguns benefícios como agilidade e esperteza na hora dos exercícios.

A denominação correta dos elementos em reações químicas é extremamente importante:

Tornar-se mais esperto e ágil quanto ao uso da tabela periódica não é apenas uma atividade que é adquirida pelo aluno e apenas por meio dele; o educador também tem influência neste resultado quando ministra suas aulas de reações químicas.

É muito comum escutarmos de alguns educadores as designações "trem", "treco", "cara", "outro cara", no momento das elucidações de reações químicas, referindo-se aos elementos químicos. Um exemplo clássico é a reação de obtenção de Amônia:

N2 + 3H2 ==> 2NH3

que quando poderia ser dita da forma correta, um Mol de gás nitrogênio reage com três Mols de gás hidrogênio formando dois Mols da molécula de amônia, é elucidada como: o trem (N2) reagindo com o outro trem (H2) formando esse treco (NH3).

A nova tabela periódica esta de cara nova:

Em Fevereiro de 2006, os leitores da revista Super Interessante – Ed.223 - puderam conhecer o novo designer da nova tabela periódica elaborada por Philip Stewart, botânico da Universidade de Oxford. O que esta nova tabela tem de diferente? A resposta mais coerente é: Tudo. A começar por deixar de apresentar-se na forma retangular e estar agora na forma de galáxia; segundo por deixar de se chamar tabela por alguns que já a utilizam, sendo designada de classificação planetária dos elementos químicos, e terceiro por apresentar um novo elemento.

Na nova tabela periódica, os elementos químicos não mais se situam em quadros adjacentes, mas sim em um círculo de cor que os interligam até o centro, o nêutron. É de se confessar que a aparência da nova tabela tornou-se mais atraente, resta saber se a sua utilidade também foi aperfeiçoada; é o que este artigo trata em específico.

Inovações da nova tabela:

Como já mencionado anteriormente o seu modelo é todo circular, o que segundo o autor facilita a compreensão, pois "o cérebro humano se sente mais confortável com curvas do que com retas".Uma observação relevante é que as cores dos elementos da nova tabela continuam sendo as mesmas da tabela usual.

Houve um ajuste de posição de um elemento, o Hidrogênio. Na tabela de Mendeleiev, o Hidrogênio, ocupa lugar juntamente com os metais alcalinos e na tabela em espiral fica mais próximo ao Carbono, o que de fato é coerente, uma vez que o Hidrogênio se combina muito mais facilmente com o Carbono a que os elementos alcalinos, formando Hidretos. Outra observação relevante a ser feita é que, embora pareça, o Hidrogênio não pertence à família do Carbono devido a um detalhe devidamente incrementado por Stewart, a ausência de um traço interligando-os, o que indica semelhanças químicas (família ou grupos). Veja a tabela aqui: www.profmedeiros.com.br/tabela_periodica_medeiros_g.jpg

A presença de um novo elemento cuja existência é prevista pelos cientistas, embora ainda não confirmada, o Neutrônio ou elemento zero; designado desta forma, pois, por hipótese, possuiria apenas nêutrons em seu núcleo. Uma terceira e ultima observação é que a posição deste novo elemento não é coerente mediante a analogia de massas do autor - segue do centro à extremidade a ordem crescente de massas atômicas; logo um elemento que possui apenas nêutrons, elemento "pesado", não pode estar localizado neste centro, uma vez que deveria conter apenas elementos "leves" - mas é coerente mediante o modelo atômico de Rutherford.

Entendendo a tabela planetária:

A nova classificação periódica dos elementos é visivelmente diferente; observando a tabela nota-se que os elementos de transição externa apresentam-se na parte inferior; os de transição interna na esquerda e superior e os representativos na direita e direita superior.

Resgatando os conceitos de modelo atômico, em particular o de Rutherford, nota-se características em comum à inovada tabela, até mesmo no nome em que é mais conhecido: modelo planetário do átomo.

Admitindo os acertos e evoluções propostos pelo modelo do físico Rutherford, "o átomo teria um núcleo positivo, que seria muito pequeno em relação ao todo mas teria grande massa e, ao redor deste, os elétrons, que descreveriam órbitas circulares em altas velocidades, para não serem atraídos e caírem sobre o núcleo. A eletrosfera seria cerca de dez mil vezes maior do que o núcleo atômico, e entre eles haveria um espaço vazio".

Formulando meios de utilização da tabela planetária:

A tabela periódica usual embute propriedades dos elementos químicos, tais como exemplo, Raio Atômico, Energia de Ionização e Eletronegatividade; a nova tabela proposta pelo biólogo Philip Stewart também deve, no sentido de obrigatoriedade, embutir estas propriedades.

Estudando uma forma de tornar possível a visualização das propriedades periódicas na classificação planetária, pude perceber que a sua utilidade química não foi aperfeiçoada em mesmo grau quanto visual.

Raio Atômico:

Para se fazer avaliação do Raio Atômico (RA) deve-se partir do suposto que a tabela começa a partir dos gases nobres e toda avaliação de RA deve partir inicialmente deles; então em verificação de RA para elementos de mesmo período, este será no sentido horário da galáxia. Para fazer a avaliação, basta considerar a família dos gases nobres como ponto zero da galáxia, os elementos de mesmo período que tiverem mais próximos a esta referência no sentido horário, terão maior RA.

Para avaliação de RA de elementos de uma mesma família basta classificar o elemento que tiver mais próximo à extremidade como de maior RA, a menos que este elemento seja de transição externa.

Para avaliação de RA de elementos que pertencem a famílias e períodos diferentes, o raciocínio de maior RA segue a analogia da evolução de uma esfera, mesmo se tratando de elementos que ultrapassam a família dos gases nobres, mas não para elementos de transição. Para os elementos de transição interna, esta regra apresenta diversas exceções, mesmo na tabela usual, no 7° nível ou ultima eletrosfera da tabela planetária.

Energia de Ionização:

A propriedade Energia de Ionização na tabela periódica usual segue a analogia contrária ao RA; na tabela planetária não é diferente, exceto para avaliações de elementos de um mesmo período que precisam ultrapassar a família dos gases nobres.

Para se fazer avaliação da Energia de Ionização (EI) em elementos de mesmo período, maior será este, caso se encontre nas proximidades da família dos gases nobres. No mesmo período, caso a avaliação ultrapasse a família dos gases nobres, considera-se esta família como ponto zero e o elemento mais à direita, no sentido horário, terá maior EI.

Para avaliação de E de elementos de uma mesma família, aqueles que estiverem mais ao centro do sistema planetário serão o de maior EI. Esta regra é bem válida para elementos do meio – direito, representativos com exceção dos de transição, e alcalinos, incluindo os terrosos.

Para avaliação de EI de elementos que pertencem a famílias e períodos diferentes o raciocínio de maior EI segue o contrário ao da evolução de uma esfera, o que é mais válido para os elementos do meio – direito da galáxia.

Se a avaliação envolver a ultrapassagem da família dos gases nobres, o elemento de maior EI passa a ser identificado como a avaliação do sentido da evolução de uma esfera. Este último raciocínio também é o mais adequado para avaliação de EI entre elementos de transição externa.

Para elementos de transição externa, vale uma regra, enquadra-se como de maior EI aquele que mais se aproxima da família do Boro no sentido anti-horário, preferencialmente em níveis inferiores.

Eletronegatividade:

Para se fazer avaliação da Eletronegatividade (E) em elementos do mesmo período, deve-se retomar a estratégia de considerar a família dos gases nobres como ponto zero, e classificar os que mais se aproximas deste como de maior E, mesmo para avaliações que ultrapassam essa família, porém priorizar aqueles que se apresentam à direita.

Para avaliação de E de elementos de uma mesma família, classifica-se como de maior E os elementos que se apresentam no sentido contrário à evolução de uma esfera, exceto para elementos de transição interna e externa.

Para avaliação de E de elementos que pertencem a famílias e períodos diferentes que envolvam metais de transição externa, aqueles à direita da família do Ferro, prioriza-se a parte inferior do sistema como sendo de maior E. Caso a avaliação percorra a família dos gases nobres, classifica-se como sendo de maior E, aqueles que a direita deste ponto se encontram, preferencialmente os mais internos.

NOTA: Caro leitor, ao copiar este artigo favor indicar a autoridade, pois o mesmo se encontra registrado em cartório de notas e possui direitos autorais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Revista Veja, fevereiro de 2006, Ed. Abril, pp. 20-21

www.calion.com/cultural/atomo/start.htm – acessado em 05 de novembro de 2007

www.slate.com/id/2122919?nav=wp (site original revista)

http://lqes.iqm.unicamp.br/canal_cientifico/lqes_news/lqes_news_cit/lqes_news_2005/ lqes_news_novidades_637.html – acessado em 07 de novembro de 2007

http://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_at%C3%B4mico_de_Rutherford – acessado em 29 de novembro de 2007