Plantio em nível: a medida básica de conservação do solo
Este pequeno texto pretende explicar o que é o plantio em nível para os alunos de ensino médio e demais interessados.
O plantio em nível, também chamada de plantio em contorno, é a medida mais básica de conservação do solo. Como o nome indica, nessa prática, as linhas de plantio são feitas seguindo as curvas de nível, ou seja, locais com a mesma altitude (Figura 1).
Seguindo-se as curvas de nível, cada linha de plantio atua como um obstáculo para reduzir a velocidade da água da enxurrada, caso essa se forme sobre o terreno. Com isso, comparando-se com locais em que não há plantio em nível, há mais tempo para a água poder sofrer o processode infiltração, deixando de escorrer na superfície e, desse modo, reduzindo o risco de erosão.
Em muitos locais do Brasil, observa-se ainda o chamado plantio "morro abaixo", ou seja, o plantio que não respeita as curvas de nível. Ao contrário, o plantio é feito no sentido do declive do terreno. Assim, as linhas se iniciam na porção alta da encosta terminando na porção baixa. Esse tipo de plantio traz conseqüências desastrozas porque ele por si só cria caminhos pelos quais a água pode percorrer e ganhar velocidade acumulando-se morro abaixo. Dessa maneira, cria-se as condições ideias para ocorrer a erosão. O plantio em nível cria exatamente a condição contrária. Nele, as linhas interceptam a enxurrada, reduzindo a velocidade dessa e permitindo que a água se infiltre, como já mencionado.
Em locais em que o sistema de manejo do solo é do tipo cultivo mínimo do solo (para ler sobre o Cultivo Mínimo, por favor, acesse www.webartigos.com/articles/27100/1/cultivo-mnimo-do-solo/pagina1.html), não se deve abrir mão do plantio em nível, pois nunca deve-se favorecer o fluxo de água. Às vezes, plantam-se eucaliptos seguindo o sentido morro abaixo com a justificativa que essa planta recobre rapidamente o solo. Todavia, não recomenda-se fazer isso uma vez que a coicidência de solos pouco cobertos e tempestades pode trazer consequencias irreparáveis ao solo ainda mais com linhas de plantio que favorecem o aumento da velocidade da água. Como efeito dessa prática, por exemplo, há a formação de voçorocas.
Preparado a partir de:
GALETI, P.A. Práticas de controle à erosão. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1984. 154p.