Soneto
- Por Adir Freire
- Publicado 15/10/2007
- Poemas e Poesias
-
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AO PEQUENO JOÃO
AO PEQUENO JOÃO
Ainda comovido, indignado
encontro forças pra mandar meu grito
E o que vejo é o que não acredito:
Brasil faz carnaval ensangüentado!
E um "Cristo Redentor" mais que calado
Há de molhar os pés em sangue aflito
Se o Rio não esquecer o samba, o umbigo
Clamando ao CRISTO VIVO, imolado!
E eu pergunto, ó CRISTO, quantos mais
como o pequeno João irão morrer
qual cordeirinho, para que haja a paz?
Aos deuses que não podem se mexer
Os que lucram com a dor, tornem-se iguais:
estátuas são mais fáceis de prender!
Ainda comovido, indignado
encontro forças pra mandar meu grito
E o que vejo é o que não acredito:
Brasil faz carnaval ensangüentado!
E um "Cristo Redentor" mais que calado
Há de molhar os pés em sangue aflito
Se o Rio não esquecer o samba, o umbigo
Clamando ao CRISTO VIVO, imolado!
E eu pergunto, ó CRISTO, quantos mais
como o pequeno João irão morrer
qual cordeirinho, para que haja a paz?
Aos deuses que não podem se mexer
Os que lucram com a dor, tornem-se iguais:
estátuas são mais fáceis de prender!
Adir Freire
Acadêmico do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Sergipe.
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