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Fala Rápida Ou Falar Rápido?
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Cláudia Pietrobon
Fonoaudióloga graduada pela UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga - SP), Especialista em Linguagem. Especializanda em Psicopedagogia. Aperfeiçoamento em Distúrbios de Aprendizagem. Pós-graduada em Dislexia e TDAH. Atua nas áreas de prevenção e reabilitação nas questões relacionadas à Linguagem oral e escrita, voz, fala e motricidade oral. Realiza assessória Fonoaudiológica em empresas e atendimento clínico, domiciliar e hospitalar. e-mail: calpietrofono@yahoo.com.br  
Por Cláudia Pietrobon
Publicado 25/09/2007
 

Entenda melhor
TRATAMENTO
O tratamento é bastante simples. A diminuição da pressão de tempo é trabalhada através de:

1) Exercícios
- Relaxamentos e alongamentos
Relaxamentos e alongamentos específicos para lábios, língua, pescoço e ombros auxiliam na percepção da sensação de urgência para falar (pressão de tempo) através do contraste de uma sensação relaxada com a sensação de urgência.
- Prática negativa
Consiste em falar palavras isoladas e frases em três velocidades diferentes: rápida, média e lenta. O objetivo da prática negativa é fazer com que o paciente aprenda a perceber variações de velocidade de fala.

2) Técnicas de fala
- Diminuição da velocidade de fala
Para aprender a falar mais devagar, a pessoa com taquilalia precisa:
• Perceber as variações de velocidade em sua fala e na fala de outras pessoas;
• Treinar a diminuição da velocidade de fala na leitura e na fala espontânea. No início, a diminuição da velocidade de fala é voluntária, mas, com o treino, vai se tornando cada vez mais automática.
- Aumento no uso de pausas silenciosas
Se as pausas forem muito numerosas, muito freqüentes ou muito longas, a fala também vai soar pouco fluente. Por isso, o treino é organizado para que a pessoa aprenda a utilizar mais pausas na fala, mas em quantidade, freqüência e duração adequadas.

TAQUIFEMIA (cluttering, em inglês)
É a fala rápida associada a diversas hesitações comuns (sons como "éh" e "ãh", repetições de palavras, prolongamentos finais, falsos inícios). Também podem ocorrer outras dificuldades, como: trocas de sons na fala ou letras na escrita, dificuldades para ler, discurso confuso, dificuldades para prestar atenção ao que está falando, agitação.
A pessoa geralmente não está consciente de seu distúrbio de fluência.
Os casos de taquifemia pura são raros. O mais comum é a taquifemia em conjunto com a gagueira do desenvolvimento. Aproximadamente 30% das pessoas que gaguejam também apresentam taquifemia; nestes casos, geralmente a taquifemia deve ser tratada antes da gagueira. Por isso, o diagnóstico diferencial é imprescindível.

CAUSAS
Existem fortes evidências de predisposição genética, porque a maioria das pessoas com taquifemia possui outros familiares com taquifemia ou taquilalia.
Além disso, a pressão de tempo também parece ser um fator psicolingüístico importante.
Outras causas (neurofisiológicas, lingüísticas e ambientais) ainda estão sendo estudadas.

TRATAMENTO

1) Exercícios e técnicas de fala
- Relaxamentos, alongamentos, prática negativa, redução da velocidade de fala e o aumento no uso de pausas
É o foco principal do tratamento para taquifemia (ver acima sobre tratamento da taquilalia).

2) Outros exercícios
Além disso, são tratados os outros sintomas associados:
- Troca de sons na fala e/ou letras na escrita
Inicialmente são realizadas tarefas de discriminação auditiva, a fim de checar se o paciente discrimina adequadamente os sons ou as letras que troca (p. ex., "b" versus "p"). Em seguida, são realizadas atividades que induzam o contraste de cada som ou letra (p. ex., "bote" versus "pote"). Por último, treina-se a emissão falada ou escrita.
- Discurso confuso
O discurso confuso geralmente é resultado de dificuldades com descrição, narrativa e/ou argumentação. Inicialmente são utilizados cartoons para apoiar a produção verbal. Em seguida, passa-se para a produção de textos na fala espontânea.
- Dificuldade de atenção, agitação e/ou impulsividade
Quando são detectadas dificuldades importantes com atenção, agitação e/ou impulsividade, o paciente é encaminhado para um psicólogo ou psiquiatra para avaliar a possível existência de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).