é Hora De Trazermos A Vale De Volta
- Por Fernando Paganatto
- Publicado 11/09/2007
- Governo e Política
-
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O futuro da democracia está na participação popular
É hora de, mais uma vez, o povo mexer-se. Fez sua vontade nas últimas eleições presidenciais, quando passou por cima da opinião conservadora da mídia dominante e elegeu seu candidato preferido e, agora, têm o direito e o dever de passar por sobre os desmandos de políticos plutocratas corruptos. A Companhia Vale do Rio Doce merece ser trazida de volta para a população brasileira. Sua capacidade de gerar emprego e de distribuir renda, seu patrimônio infra-estrutural e as reservas sob sua jurisdição devem estar sob controle do Brasil.
Não é por uma simples questão ufanista. É, obviamente, sobre a concentração de divisas em nosso país e sobre a manutenção de reservas minerais estratégicas pelos interesses da nação, sim. Mas é, também, sobre o impacto que políticas trabalhistas em uma empresa do tamanho da Vale pode ter para o país. É, acima de tudo, fazer justiça pela via democrática. Fazer a mineradora valer seu valor real. Um valor que, além do absurdo patrimonial descartado em seu leilão, deve levar em consideração sua influência nos rumos do país.
Sob o controle governamental, políticas salariais e de contratação e demissão de funcionários são assunto de Estado. Levam-se em consideração as milhares de famílias que sobrevivem através de um salário pago pela empresa. Até questões como participação nos lucros, investimentos em infra-estrutura (portos, ferrovias, etc.), projetos sociais e fomento cultural são tratados, pela empresa, como estratégicos para o desenvolvimento do país e feitos com um pouco mais de justiça. Como são os casos da Petrobrás e do Banco do Brasil, empresas públicas de sucesso. Por que não pode ser a Vale do Rio Doce?
Outrossim, o povo fora roubado quando, em um leilão cheio de irregularidades dignas da privatização soviética, arrematou-se a Companhia. Sub-valorização da empresa e de seu potencial produtivo, vazamento de informações sigilosas, favorecimento do grupo comprador, foram alguns dos ingredientes desta mafiosa operação. Dever-se-ia não só reverter este processo fraudulento como também punir os participantes desta espoliação do patrimônio público. Porém, como o Judiciário brasileiro não é digno de receber nossa total confiança, resta-nos esperançar que, com a pressão popular exercida através de um plebiscito, possa, pelo menos, dar de volta às mãos públicas este patrimônio de valor incalculável que é a Companhia Vale do Rio Doce.
Sobre o Plebiscito
Há que se fazer, também, um adendo ao plebiscito popular organizado pelas associações não-governamentais. É uma maravilhosa iniciativa de levar a democracia participativa às portas dos brasileiros e de mostrar-lhes que há outras formas de fazer política, que não estamos presos à “democracia representativa”.
Fico imaginando o que um sistema político baseado em plebiscitos, assembléias de “orçamentos participativos”, referendos e outras consultas populares, para citar mecanismos já experimentados, aliado a uma democratização da informação, não só no que concerne ao seu alcance, mas à variedade de suas fontes, não poderia fazer pelo bem popular. O futuro da democracia está na participação popular e com realizações como essa que traremos para o país o hábito de fazer Política.
Não é por uma simples questão ufanista. É, obviamente, sobre a concentração de divisas em nosso país e sobre a manutenção de reservas minerais estratégicas pelos interesses da nação, sim. Mas é, também, sobre o impacto que políticas trabalhistas em uma empresa do tamanho da Vale pode ter para o país. É, acima de tudo, fazer justiça pela via democrática. Fazer a mineradora valer seu valor real. Um valor que, além do absurdo patrimonial descartado em seu leilão, deve levar em consideração sua influência nos rumos do país.
Sob o controle governamental, políticas salariais e de contratação e demissão de funcionários são assunto de Estado. Levam-se em consideração as milhares de famílias que sobrevivem através de um salário pago pela empresa. Até questões como participação nos lucros, investimentos em infra-estrutura (portos, ferrovias, etc.), projetos sociais e fomento cultural são tratados, pela empresa, como estratégicos para o desenvolvimento do país e feitos com um pouco mais de justiça. Como são os casos da Petrobrás e do Banco do Brasil, empresas públicas de sucesso. Por que não pode ser a Vale do Rio Doce?
Outrossim, o povo fora roubado quando, em um leilão cheio de irregularidades dignas da privatização soviética, arrematou-se a Companhia. Sub-valorização da empresa e de seu potencial produtivo, vazamento de informações sigilosas, favorecimento do grupo comprador, foram alguns dos ingredientes desta mafiosa operação. Dever-se-ia não só reverter este processo fraudulento como também punir os participantes desta espoliação do patrimônio público. Porém, como o Judiciário brasileiro não é digno de receber nossa total confiança, resta-nos esperançar que, com a pressão popular exercida através de um plebiscito, possa, pelo menos, dar de volta às mãos públicas este patrimônio de valor incalculável que é a Companhia Vale do Rio Doce.
Sobre o Plebiscito
Há que se fazer, também, um adendo ao plebiscito popular organizado pelas associações não-governamentais. É uma maravilhosa iniciativa de levar a democracia participativa às portas dos brasileiros e de mostrar-lhes que há outras formas de fazer política, que não estamos presos à “democracia representativa”.
Fico imaginando o que um sistema político baseado em plebiscitos, assembléias de “orçamentos participativos”, referendos e outras consultas populares, para citar mecanismos já experimentados, aliado a uma democratização da informação, não só no que concerne ao seu alcance, mas à variedade de suas fontes, não poderia fazer pelo bem popular. O futuro da democracia está na participação popular e com realizações como essa que traremos para o país o hábito de fazer Política.
