Não Há Sorte Neste Negócio De Viver
- Por Josué Ebenézer de Sousa Soares
- Publicado 19/04/2007
- Sociedade e Cultura , Poemas e Poesias
-
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NÃO HÁ SORTE NESTE NEGÓCIO DE VIVER
As horas se perderam na madrugada.
Não há relógios.
Só seres maltrapilhos
que se misturam às ratazanas.
Em algum lugar do Rio de Janeiro
a lua brilha.
E os vultos se movimentam.
E o odor explode nauseabundo.
Em algum lugar do Rio de Janeiro
o vento sopra.
E as ratazanas disputam restos de comida
com estes bípedes humanos.
Então, um menino,
demasiadamente magro para ser gente.
tão fraco, tão débil para trabalhar,
carrega sacos de lixo –
a reciclagem da esperança de futuro
levada às últimas conseqüências –
em algum lugar do Rio de Janeiro.
Todos se preparam alvoroçadamente para o espetáculo da vida...
Não há relógios.
Só seres maltrapilhos
que se misturam às ratazanas.
Em algum lugar do Rio de Janeiro
a lua brilha.
E os vultos se movimentam.
E o odor explode nauseabundo.
Em algum lugar do Rio de Janeiro
o vento sopra.
E as ratazanas disputam restos de comida
com estes bípedes humanos.
Então, um menino,
demasiadamente magro para ser gente.
tão fraco, tão débil para trabalhar,
carrega sacos de lixo –
a reciclagem da esperança de futuro
levada às últimas conseqüências –
em algum lugar do Rio de Janeiro.
Todos se preparam alvoroçadamente para o espetáculo da vida...
Josué Ebenézer de Sousa Soares
Jornalista, bacharel em Comunicação Social e Teologia. Escritor, poeta e pastor é casado com Katia Cardoso Soares e pai de Lucas (1992), Murilo (1996) e Noemi (2000). Autor das revistas: Vida Cristã Frutífera (4ª ed.) e A Família e os Desafios dos Novos Tempos (3ª ed.). Autor do livro: Vale de Sombras (Poesias) tem vários outros títulos de sua verve poética que serão publicados em breve. É pastor da Igreja Batista do Prado, NOVA FRIBURGO, RJ.
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