A Deriva Do Homem No Pensamento Pascaliano
- Por Fábio Moraes
- Publicado 8/03/2007
- Filosofia
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Considerações finais
A deriva humana decorrem da perda do referencial: Deus. O homem, como concebe Pascal, vivia em um estado primeiro de natureza, (antes da queda), aliás no verdadeiro estado de natureza. Neste primeiro estado, tinha Deus como referência. Deus era, então, o seu porto. É nele que o homem se atracava. Não faltava nada ao homem, pois o homem era completado pelo ser divino, porém, após a queda o homem foi precipitado no reino da concupiscência. O que impera neste reino no qual o homem está atualmente, é a absoluta falta de porto, ou seja, de Deus. O que mais lhe era próprio no primeiro estado, isto é, Deus, não se faz mais presente neste segundo estado. Por isso, sem Deus, o homem navega à deriva, sem porto, sem referência, sem nada que alivie o fato de sua contingência. A explicação racional do universo acerca do homem encontra-se impotente e limitada sem poder se apoiar em algo sólido e seguro que dê conta de entender o homem. Não há, portanto, uma antropologia racional em Pascal.
PARRAZ, I. Ciência e teologia nos caminhos de Pascal. 2004. p. 301 tese (Doutorado em Filosofia) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.
PASCAL, B. Oeuvres Complètes. França: Librairie Gallimard. 1954.
__________. Pensamentos. São Paulo: Nova cultura, 1973. (Os pensadores)
SAN AGUSTÍN. La perfeccion de la justicia Del hombre: In LANERO, M.F. et. Al. (Comp). Escritos antepelagianos 3º: La perfeccion de la justicia Del hombre.
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1 Comentário em "A Deriva Do Homem No Pensamento Pascaliano" 
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Carlos
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comentou em 29 Jun 2007 3:19:37 PM BRT
Muito bom trabalho do ponto de vista antropológico. Pena que as vezes acaba deixando o foco do texto para discutir outras áreas do saber. Um trabalho com esse nível do especificidade, não precisa fazer isso. Mas no geral é excelente
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