A Construção De Uma Nova Sociedade
- Por Fernando Paganatto
- Publicado 2/03/2007
- Sociedade e Cultura
-
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A construção de uma nova sociedade
Acho que está mais do que na hora de o brasileiro começar a pensar em que tipo de sociedade ele quer viver. Não falo mais sobre o aspecto da violência cotidiana, porque isso é tão óbvio, o fato de querermos paz, que torna-se mera retórica bater novamente nesta tecla. Refiro-me ao tipo de sociedade: se esta, exclusiva, desigual, que ao marginalizar camadas mais humildes da população, as estressa (em um fenômeno sociológico) causando insurreições que manifestam-se de diferentes formas, de acordo com cada indivíduo, ou se outra, que mais justa, estimula seus integrantes a uma vida correta, dissipando as causas da desvalorização da vida por ser, ela em si, baseada em alicerces humanistas.
É tão gritante a diferença de qualidade de vida entre os dois tipos de sociedade apresentados acima que é indiferente esperar a resposta. Não são os indivíduos que têm que mudar e confiarmos na auto-crítica como base para uma sociedade é irracional. O modelo de edifício social é que deve ser trocado, por um mais moderno, com bases culturais sólidas e perpetuantes em si, através da identificação dos indivíduos com seu contrato social e suas posteriores regras estabelecidas. Uma lei, por exemplo, só torna-se efetiva, qualificando de efetiva aquela que é onipresente junto à comunidade em questão, a partir do momento em que todos os cidadãos a respeitam como importante para sua vida cotidiana. Sem essa legitimidade prática da lei, o desrespeito a ela e sua transgressão são mais facilmente cometidos, pois não há a barreira cultural a ser ultrapassada. Partindo desses pressupostos que, ao meu ver, são irrevogáveis, a fundação da nova sociedade em um conjunto de leis populares, ou seja, que levem em consideração única e exclusivamente os interesses da população, eleva a legitimidade do estado de direito para o cidadão comum ao seu mais alto grau. E, em meu ponto de vista, isso é que deve ser o socialismo do século XXI.
Não sei aos demais, mas assusta-me ver que a situação real do meio ambiente no mundo foi ignorada, sabe-se lá com que interesses, durante tanto tempo. Não foi da noite para o dia que o aquecimento global começou. E se os interesses das populações fossem assegurados pelos estados, este viés de degradação ambiental teria mudado há tempos. Do mesmo modo que a situação dos miseráveis pedintes da América Latina, assim como das milhões de crianças que, por ano, morrem no mundo todo, por causas não-naturais, antes de completarem dez anos de idade, ou de todas aquelas que são forçadas a trabalhar ao invés de estudar ou, o que é mais natural a uma criança, brincar e crescer. Só sendo muito frio para ignorar esta realidade.
No Brasil, cada uma dessas situações coexiste com outras igualmente degradantes, enquanto uma minoria que acumula poderes ilegítimos leva uma vida cortês cercada em seus castelos. O capitalismo criou a nova realeza, tão suja, mesquinha e retrógrada quanto a medieval, mas que, paradoxalmente, cobra, bufando aos ventos, mais modernidade do estado, esquecendo que as situações mais atrasadas, por já terem sido deveras abatidas em estudos modernos, são eles quem constróem, atravancando o desenvolvimento do país, num ciclo vicioso de corrupção, violência, desrespeito à vida e ao meio ambiente.
É tão gritante a diferença de qualidade de vida entre os dois tipos de sociedade apresentados acima que é indiferente esperar a resposta. Não são os indivíduos que têm que mudar e confiarmos na auto-crítica como base para uma sociedade é irracional. O modelo de edifício social é que deve ser trocado, por um mais moderno, com bases culturais sólidas e perpetuantes em si, através da identificação dos indivíduos com seu contrato social e suas posteriores regras estabelecidas. Uma lei, por exemplo, só torna-se efetiva, qualificando de efetiva aquela que é onipresente junto à comunidade em questão, a partir do momento em que todos os cidadãos a respeitam como importante para sua vida cotidiana. Sem essa legitimidade prática da lei, o desrespeito a ela e sua transgressão são mais facilmente cometidos, pois não há a barreira cultural a ser ultrapassada. Partindo desses pressupostos que, ao meu ver, são irrevogáveis, a fundação da nova sociedade em um conjunto de leis populares, ou seja, que levem em consideração única e exclusivamente os interesses da população, eleva a legitimidade do estado de direito para o cidadão comum ao seu mais alto grau. E, em meu ponto de vista, isso é que deve ser o socialismo do século XXI.
Não sei aos demais, mas assusta-me ver que a situação real do meio ambiente no mundo foi ignorada, sabe-se lá com que interesses, durante tanto tempo. Não foi da noite para o dia que o aquecimento global começou. E se os interesses das populações fossem assegurados pelos estados, este viés de degradação ambiental teria mudado há tempos. Do mesmo modo que a situação dos miseráveis pedintes da América Latina, assim como das milhões de crianças que, por ano, morrem no mundo todo, por causas não-naturais, antes de completarem dez anos de idade, ou de todas aquelas que são forçadas a trabalhar ao invés de estudar ou, o que é mais natural a uma criança, brincar e crescer. Só sendo muito frio para ignorar esta realidade.
No Brasil, cada uma dessas situações coexiste com outras igualmente degradantes, enquanto uma minoria que acumula poderes ilegítimos leva uma vida cortês cercada em seus castelos. O capitalismo criou a nova realeza, tão suja, mesquinha e retrógrada quanto a medieval, mas que, paradoxalmente, cobra, bufando aos ventos, mais modernidade do estado, esquecendo que as situações mais atrasadas, por já terem sido deveras abatidas em estudos modernos, são eles quem constróem, atravancando o desenvolvimento do país, num ciclo vicioso de corrupção, violência, desrespeito à vida e ao meio ambiente.
